16 de maio de 2008

A ORIGEM DO MAL

1- Com quem se originou o pecado?
(I João 3:8) - Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.

Nota: Sem a Bíblia, a questão da origem do mal permaneceria inexplicável.

2- Quem criou o Diabo?

(Ezequiel 28:15) - Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti.
Nota: Este texto bíblico revela que este ser foi criado "perfeito". Como todos os seres criados por Deus com a faculdade da liberdade, escolher, decidir.

3- Qual foi o problema desse ser criado perfeito?

(João 8:44) - Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.

Nota: "Não se firmou na verdade", mostra que ao pricipio era perfeito e estivera na verdade.

4- O que diz o Apóstolo Pedro?

(II Pedro 2:4) - Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo.

ver: (Judas 1:6) - E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia.

Nota: As duas passagens mostram que esses anjos estiveram num estado de pureza e inocência.

5- Quais as razões que levaram Satanás, ao pecado, rebelião e queda?

(Ezequiel 28:17) - Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.

ver: (Isaías 14:13,14) - E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.

Comentário: Numa palavra, orgulho e exaltação própria produziram a queda de Satanás, e para estes não há justificação ou escusa adequada. "A soberba precede a ruína, e a altivez de espírito precede a queda." Provérbios 16:18. Por isso, visto conhecermos a origem, causa, carácter e resultados do mal, não existe boa ou suficiente razão ou desculpa que possa ser apresentada para o mal. Desculpá-lo equivale a justificá-lo; e desde o momento em que seja justificado, deixa de ser pecado. Todo pecado é a manifestação de orgulho na sua forma egoísta, os seus resultados constituem o oposto dos produzidos pelo amor. A experiên cia do pecado resultará no seu final e completo abandono e banimento para sempre, por todos os seres criados, em todo o Universo de Deus. somente aqueles que tola e persistentemente se apegam ao pecado serão com ele destruídos. Os ímpios serão "como se nunca tivessem sido" (Obadias 16), e os justos resplandecerão, como o resplendor do firmamento," Daniel 12:3. "Não se levantará por duas vezes a angústia." Naum 1:9.

6- Em constraste com o orgulho e exaltação própria ostentados por Satanás, que espírito manifestou Cristo?

(Filipenses 2:6-8) - Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas esvaziou-se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-Se semelhante aos homens. E, achado na forma de homem, humilhou-Se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.

7- Depois do homem ter pecado, como manifestou Deus o Seu amor e boa vontade em perdoar?

(João 3:16) - Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Nota: Tendo Deus, na Sua misericórdia oferecido e concedido um período de graça ao homem, é correcto concluir que semelhante proceder foi seguido no tocante aos seres celestiais que primeiro pecaram, e somente os que persistiram no pecado, e se declararam em aberta revolta contra Deus e o governo do Céu, terão finalmente sido expulsos.

ver: (Apocalipse 12:7-9) - E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos. Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.

Conclusão: Estamos agora mais aptos a compreender o inicio do mal e as consequências, e a tomar uma posição em relação ao lado que pretendemos estar. A viragem chama-se arrependimento que podemos sintetizar nestas palavras. O arrependimento é uma mudança completa da mente, em face dos valores da vida. O arrependimento coloca o homem na situação de cumprir o seu verdadeiro destino, segundo o plano divino de criar um futuro de eternidade com Jesus.

Jesus é o caminho da vida.

CRISTO EM TODA A ESCRITURA

1- De quem disse Cristo testificam as Escrituras?
(João 5:39) - Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam.

Nota: "Examinai as Escrituras do Velho Testamento; porque elas testemunham de Cristo. Encontrá-Lo nelas é o verdadeiro e legítimo fim do estudo das Escrituras. Ser capaz de interpretá-las como Elas as interpretou é o melhor resultado de todo o estudo bíblico." Deão Alford.

2- De Quem escreveram Moisés e os profetas?

(João 1:45) - Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.

3- As palavras de quem, disse Jesus, deveriam os discípulos ter seguido no tocante à Sua morte e ressurreição?

(Lucas 24:25,26) - E Ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?

4- Que disse Jesus aos onze?

(Lucas 24:44) - E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.

Nota: Os discípulos tinham ficado abatidos ao ver Jesus na Cruz, ser sepultado. As suas esperanças de que fosse Ele o Messias estavam praticamente diluídas. Teriam eles pouco conhecimento das palavras de Deus no Jardim do Éden?

5- Onde encontramos nas Escrituras Sagradas a primeira promessa de um Redentor?

(Génesis 3:14,15) - Então o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

6- Em que palavras foi esta promessa renovada a Abraão?

(Génesis 22:18) - E na tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz.

7- A Quem se referia esta semente prometida?

(Gálatas 3:16) - Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo.

8- Em que profecia é predito o sofrimento de Cristo?

Isaías 53.

9- Onde é previsto o preço da traição de Cristo?

(Zacarias 11:12) - Porque eu lhes disse: Se parece bem aos vossos olhos, dai-me o meu salário e, se não, deixai-o. E pesaram o meu salário, trinta moedas de prata.

ver: (Mateus 26:15) - E disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata.

10- Os Salmos anunciam as palavras que Jesus agonizante dirá na Cruz:

(Salmos 22:1) - DEUS meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas do meu auxílio e das palavras do meu bramido?

ver: Mateus 27:46.

11- A ressurreição claramente referida nos Salmos:

(Salmos 16:10) - Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.

12- Como é descrita nos Salmos a Sua 2ª Vinda?

(Salmos 98:8) - Os rios batam as palmas; regozijem-se também as montanhas, (Salmos 98:9) - Perante a face do SENHOR, porque vem a julgar a terra; com justiça julgará o mundo, e o povo com equidade.

(Salmos 50:3-5) - Virá o nosso Deus, e não se calará; um fogo se irá consumindo diante dele, e haverá grande tormenta ao redor dele. Chamará os céus lá do alto, e a terra, para julgar o seu povo. Ajuntai-me os meus santos, aqueles que fizeram comigo uma aliança com sacrifícios.

13- Que representa Cristo para o que foi renovado pelo Seu poder?

(Colossenses 3:11) - Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos.




A PALAVRA VIVIFICANTE

1- Qual é a natureza da Palavra de Deus?
(Hebreus 4:12) - Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.

2- Qual foi o testemunho de Pedro sobre o valor da Palavra?

(João 6:68) - Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.

3- Que declarou Cristo dos mandamentos do Seu Pai?

(João 12:50) - E sei que o Seu mandamento é a vida eterna. Portanto, o que eu falo, falo-o como o Pai mo tem dito.

4- Que lição encerrava o alimento dado por Deus a Israel no deserto?

(Deuteronômio 8:3) - E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem.

5- Como interpretou Jesus esta lição?

(João 6:32,33) - Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. (Jesus é o nosso Pão, a nossa vida).

6- Que benefício resulta de comer este pão da vida?

(João 6:57,58) - Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre.

7- Que exemplo é relatado de alguém que se alimentou do verdadeiro maná?

(Jeremias 15:16) - Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR Deus dos Exércitos.

8- Porque não encontraram os Judeus a vida nas Escrituras?

(João 5:39,40) - Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; E não quereis vir a mim para terdes vida.

9- A que são conjurado (exortados) os verdadeiros discípulos de Cristo?

(II Timóteo 4:1,2) - CONJURO-TE, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino. Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.

10- Como somos instruídos a orar tanto pelo alimento físico como pelo espiritual?

(Mateus 6:11) - O pão nosso de cada dia nos dá hoje.

Comentário: Quando "o Verbo Se fez carne, e habitou entre nós," o pensamento de Deus foi revelado na carne humana. Quando os homens santos de Deus "falaram inspirados pelo Espírito Santo," o pensamento de Deus foi revelado em linguagem humana. A união do divino e do humano na manifestação do pensamento de Deus na carne é chamado "o mistério da piedade;" e há o mesmo mistério na união do pensamento divino à linguagem humana. As duas revelações de Deus, na carne e na linguagem humanas, são ambas chamadas a Palavra de Deus, e ambas são a Palavra da Vida. Aquele que deixa de encontrar a Cristo desta maneira nas Escrituras não se poderá alimentar da Palavra vivificante.



O ESTUDO DAS ESCRITURAS

1- Que conselho dá o profeta Isaías, referente às Escrituras?
(Isaías 34:16) - Buscai no livro do SENHOR, e lede; nenhuma destas coisas faltará, ninguém faltará com a sua companheira; porque a minha boca tem ordenado, e o seu espírito mesmo as tem ajuntado.

2- Porque razão os bereanos foram elogiados?

(Atos 17:11) - Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalónica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.

"Os leitores assíduos da Bíblia, em geral são crentes em crescimento. Quando os cristãos deixam de ler o Santo Livro, cessa também o seu crescimento espiritual." Daniel Webster

3- Quem somente compreende as coisas de Deus?

(I Corintios 2:11) - Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.

4- De que maneira desvenda o Espírito Santo os tesouros ocultos da verdade?

(I Corintios 2:10) - Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.

5- Qual é um dos propósitos para que foi enviado o Espírito Santo?

(João 14:26) - Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

6- Porque razão é tão difícil o homem natural aprender as coisas do Espírito?

(I Corintios 2:14) - Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

7- Qual deveria ser um dos principais motivos de oração?

(Salmos 119:18) - Abre Tu os meus olhos, para que vejam as maravilhas da Tua lei.

8- Qual era o dom espiritual que o Apóstolo Paulo orava especialmente?

(Efésios 1:17) - Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação.

9- Sob que condição é prometida a compreensão das coisas divinas?

(Provérbios 2:2-5) - Para fazeres o teu ouvido atento à sabedoria; e inclinares o teu coração ao entendimento; Se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz, Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares. Então entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus.

10- Que grande bênção conferiu Jesus aos Seus discípulos depois da ressurreição?

(Lucas 24:45) - Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras.

11- O que é prometido ao que está disposto a fazer a vontade do Senhor?

(João 7:17) - Se alguém quiser fazer a vontade d´Ele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de Mim mesmo.

12- Como repreendeu Cristo aqueles que, embora conhecessem as Escrituras, agiam com indiferença?

(Mateus 22:29) - Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.

"A Bíblia é um livro fechado e selado para muitos cristãos." B. Castex

13- Sobre quem pronunciou Jesus a Bem-aventurança?

(Lucas 11:28) - Mas Ele disse: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.

14- Em que outro lugar encontramos uma bênção especial sobre o que lê e o que ouve?

(Apocalipse 1:3) - Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.

"Foi a convicção de que a Bíblia traz ao coração fiel a legítima Palavra de Deus que tornou os Reformadores ousados na insistência em que o Livro fosse aberto a todos os homens." William G. Chanter

Continue a estudar e Deus o abençoe com a sabedoria do Alto.

AS ESCRITURAS SAGRADAS

A Escritura tem Deus como Autor, a salvação por fim, e a verdade sem mistura de erro. John Locke
1- Qual é o nome como são conhecidos os sagrados escritos da Bíblia?

Disse Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, Essa foi posta por cabeça do ângulo; Pelo Senhor foi feito isto, E é maravilhoso aos nossos olhos?
Mateus 21:42

2- Que outro título é dado a essa revelação de Deus ao homem?
(Lucas 8:21) - Mas, respondendo ele, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a executam.

3- Como foram dadas as Escrituras?
(II Timóteo 3:16) - Toda a Escritura é divinamente inspirada.

4- Por Quem foram dirigidos os homens que assim falaram por Deus?
(II Pedro 1:21) - Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.
5- Que caso específico é mencionado pelo Apóstolo Pedro?
(Atos 1:16) - Homens irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de David, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus.

6- Como exprime David a mesma verdade?
(II Samuel 23:2) - O Espírito do SENHOR falou por mim, e a sua palavra está na minha boca.

7- Quem falou, portanto, por intermédio desses homens?
(Hebreus 1:1) - HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho.

8- Com que propósito foram escritas as Escrituras Sagradas?
(Romanos 15:4) - Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.

9- Para que é a Escritura proveitosa?
(II Timóteo 3:16) - Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça.

10- Qual foi o desígnio de Deus ao dar assim as Escrituras?
(II Timóteo 3:17) - Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.

11- Até que ponto estimava Job as palavras de Deus?
(Jó 23:12) - Do preceito dos Seus lábios nunca me apartei, e as palavras da Sua boca guardei mais do que a minha porção.

12- Em que evidência baseou Jesus ser o Messias?
(Lucas 24:27) - E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.

13- Quais são as 3 divisões reconhecidas por Jeus como incluindo todos os escritos do Velho Testamento?
(Lucas 24:44) - E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de Mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.

14- Que coisa é impossível ao carácter de Deus?
(Tito 1:2) - Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos.

15- Como é Deus chamado em todas as Escrituras?
(Deuteronômio 32:4) - Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é.
16- Qual deve ser deste modo, o carácter da Sua Palavra?
(João 17:17) - Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.

17- Qual é, por conseguinte, a prova a ser aplicada a todo o professo ensinador da Verdade?
(Isaías 8:20) - À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles.

18- O que deseja Deus seja para nós a sua Palavra neste mundo de trevas, pecado e morte?
(Salmos 119:105) - Lâmpada para os meus pés é tua Palavra, e luz para o meu caminho.
19- Onde se encontra a verdadeira poesia da vida?
(Salmos 119:54) - Os teus estatutos têm sido os meus cânticos na minha peregrinação.

20- Por quanto tempo subsistirá a Palavra de Deus?
(Isaías 40:8) - Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente.
(Mateus 24:35) - O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.

Aceite a Palavra de Deus como a luz para o seu caminho e chegará a Casa do Pai.





PAZ PARA VIVER - VÍDEO

PAZ PARA VIVER: 16 - Sinais de Perdão

Introdução: Uma parte do meu serviço militar foi cumprido em Cabo Verde, na Ilha do Sal. Já no final da missão, fiquei muito doente, com febre reumática. Perdi muitos quilos e quase não tinha força para respirar. Fui internado no hospital militar, e algumas vezes ouvi o médico dizer:

– Creio que ele já está morto!

Um dos enfermeiros aproximava-se da minha boca e respondia:

– Ainda respira!

E iam embora.

Nesta altura a minha relação com Deus restabeleceu-se definitivamente. Eu tinha cortado relações com o Senhor entre os 16 e 17 anos. Eu tinha um irmão muito mais novo do que eu. Era um menino muito carinhoso. Uma Sexta-feira, e como todas as sextas-feiras, ele ia visitar o avô que morava perto da Escola, pois estava de cama em consequência de uma trombose.

Toda a gente procurava o meu irmão, mas fui eu que o encontrei, morto, no fundo dum poço. Fiquei tão revoltado, que virei as costas a Deus.

Agora estava em África, muito doente, e quando ouvia aquelas palavras, pensava:

“Será, Senhor, que me vais deixar cair no poço, da mesma maneira que caiu o meu irmão? Vais deixar-me cair no poço da morte, Senhor?”

Era muito difícil a vida para mim. Eu era jovem. Sentia no meu coração o desejo de viver. Mas a morte estava tão perto! Até que um dia, pensei em escrever uma carta para aquela igreja Adventista na Figueira da Foz, que eu frequentei algumas vezes. E o que eu pedia na carta era que alguém me escrevesse e falasse de Deus. Esta carta foi lida em público.

Naquela igreja havia uma jovem de muito bom coração, que disse à pessoa que leu a carta:

– Se ele me escrever, eu falar-lhe-ei de Jesus.

E eu escrevi. Quase não podia mover os meus dedos, mas mesmo assim, consegui exprimir o meu desejo de conhecer melhor o Deus do Céu. A única coisa que me recordo é que a primeira coisa que ela escreveu foi “que eu devia confiar e deixar-me cair na graça de Deus”.

E eu li e reli.

– Deixar-me cair na graça de Deus. Mas como posso deixar-me cair na graça de Deus?

Havia um jovem militar, que na vida profissional, era bailarino. Se bem me recordo, o seu nome era Fernando Mateus. Ele ia muitas vezes visitar-me. Tinha um gira-discos e dançava ao som dessas maravilhosas músicas clássicas. Um dia perguntei-lhe:

– Fernando, que pode significar deixar-se cair na graça de Deus?

Ele não era muito religioso. Mas vivia num meio artístico. E explicou-me que saber deixar-se cair é a coisa mais difícil. Os trapezistas, por exemplo, têm de aprender a cair. Por baixo deles está uma rede esticada e quando eles não conseguem apanhar o trapézio, caem, mas se ficarem com o corpo muito hirto podem magoar-se, então, ele dizia:

– É preciso que a pessoa se consciencialize de que há uma rede que está por baixo. A partir desse momento o trapezista concentra-se unicamente no trapézio que vem na sua direcção e não na queda.

Voltei a ler aquela carta e pensei: “Senhor, perdoa-me! Eu confio que Tu não és o causador do mal. Eu sei, Senhor, que tu és uma rede pronta a suportar e a segurar-me.”

E isso foi uma coisa maravilhosa, encheu-me de confiança. E cada carta que eu recebia, ensinava-me a confiar, mais e mais.

A verdade é que a partir dali apoderou-se de mim uma confiança misteriosa e boa. E já não estava tão preocupado com a doença mas em olhar para Jesus. Isto foi há muitos anos.

Quero dizer que aprender a cair na graça de Deus é uma arte que se vai aprendendo, caindo e levantando-se com Ele. Mas quanto mais olhamos para Jesus menos caímos. Ele torna-Se uma rede de confiança, e vamos caindo cada vez menos. Ao cair nos braços de Jesus descubro o Seu amor e a Sua fidelidade.

Vamos ler um dos meus textos preferidos: “O Senhor sustenta a todos os que caem, e levanta a todos os abatidos.” Salmo145:14

Quem ler esta passagem com um dicionário da língua hebraica, diz que a palavra sustenta é um verbo, o verbo suster. E é o verbo que melhor explica a natureza de Deus. Ele é o Senhor que sustém. Ele é quem dá apoio aos que caem no caminho da vida.

Mas o texto bíblico vai mais longe e afirma que é Ele que levanta os que estão abatidos, prostrados. É a imagem de uma cana curvada ao calor do sol ou sob a pressão do vento.

Caímos por causa do que fazemos na vida. Ficamos prostrados por causa do que a vida e o Diabo nos fazem. Caímos ou somos lançados por terra. Em qualquer dos casos o Senhor está lá para nos ajudar com um amor que não pensávamos ser possível.

David, que escreveu o Salmo 145, fala-nos da sua própria experiência. Da sua angústia em consequência do seu pecado, das suas quedas, dos seus ziguezagues. E tudo o que ele escreveu era o resultado da sua compreensão da necessidade que tinha da graça de Deus para ele e para os outros. David adorava o Criador pela sua majestade, grandeza, bondade, porque ele sustém os que vacilam.

Graça e fé

Lembro-me duma pequena história de um náufrago, nas ilhas dos mares do Pacífico, que depois de ter chegado a terra firme, sentou-se e fixou-se nos seus rastos marcados na areia da praia. Ficou impressionado porque estava convencido que tinha ido em linha recta depois de ter saído da água mas, de facto, as suas pegadas estavam em Z marcadas na areia da praia. Então pensou: “Assim tem sido a minha vida, caminhar em ziguezague.”

Entrou na floresta, apanhou alguns frutos e depois de ter comido, voltou para o mesmo sítio. Olhou a praia em busca das suas pegadas, mas não as encontrou em lado nenhum. A maré tinha subido e apagado as suas pegadas.

É precisamente o que Jesus Cristo faz da nossa vida passada... e caímos nos Seus braços bem abertos. Ele promete: “Desfiz as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem. Torna-te para mim, pois eu te remi.” Isaías 44:22

O seu sangue precioso, vertido sobre a cruz do Calvário, lava a nossa vida de todo o pecado e apaga todos os vestígios da transgressão. O que Jesus fez na cruz do Calvário dá-nos verdadeira confiança para olharmos para Ele.

Realmente no estado tão lamentável em que nos encontramos, que podemos fazer? A Palavra responde por nós: “Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé – e isto não vem de vós, é dom de Deus – não das obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8, 9

Dois elementos muito importantes estão subjacentes nesta passagem: a graça e a fé. Estes dois elementos são fundamentais para a nossa salvação.

A graça é conhecida como um “favor que não se merece”. Poderíamos dizer, por outras palavras, que a graça é o amor em acção. Torna-se evidente que se ela fosse merecida, ou uma conquista, não se trataria de um favor, mas de uma recompensa ou uma retribuição.

Para dizer que a graça de Deus e a salvação são dons, ofertas da parte do Céu a cada ser humano, há um provérbio que diz: “O inferno rouba, a terra retribui, só o céu dá.”

Ilustração: Conta-se a história de uma dama da nobreza inglesa que um dia fez qualquer coisa de muito grave, que colocava em cheque o carácter da Rainha Elizabete de Inglaterra. Esta dama foi chamada à presença da rainha que compadecendo-se desta mulher decidiu agraciá-la com o perdão. O que ela tinha feito era passível de morte. A rainha disse-lhe, no entanto:

– Não volte a cometer o mesmo erro!

A dama respondeu, perante tal ordem:

– Majestade, o que me estais a conceder não é uma graça, porque exigis que vos seja fiel. O que me concedeis é um acto de bondade, mas não uma graça.

– Então, perdoo-vos sem condição – respondeu a rainha.

– Majestade – disse a culpada com uma grande reverência – eis uma graça digna de uma rainha. Estou profundamente reconhecida e ser-vos-ei fiel.

A graça é sempre qualquer coisa que é concedida por um superior a um subordinado. É a parte de Deus na salvação do homem.

A fé é atitude de quem se eleva para o Alto. O subordinado que olha para o seu superior. É a parte do homem na sua redenção.

A fé é frequentemente colocada ao mesmo nível da crença. E, efectivamente, as duas palavras, crença e fé, têm origem na mesma palavra grega. A fé do cristão não significa a crença num conjunto de dogmas. Mas significa, essencialmente, uma disposição do espírito e do coração a olhar para Jesus Cristo.

A fé não crê em qualquer coisa que agrade. A fé não aceita qualquer coisa em que queiram que creiamos. A fé crê numa pessoa, e essa Pessoa é Jesus, o único que morreu para nos salvar. Ele é a causa e o fim da fé cristã. É Ele que nos leva ao encontro do Pai e do Espírito Santo. Mais ninguém.

“E em nenhum outro há salvação, porque também, debaixo do céu, nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Actos 4:12

Quando a graça de Deus é vista por nós, no sacrifício de Jesus Cristo, o dom da salvação é-nos comunicado com certeza pelo Espírito Santo, que inicia uma obra de cura interior, de rejuvenescimento. E a salvação passa a ser o maior desejo da nossa vida.

Eu tenho visto tantas pessoas que ao viverem esta experiência se tornam pessoas mais novas, mais alegres, mais felizes, porque sentem a presença de Deus, a graça salvadora.

Mas a graça e a salvação, e é importante saber isto, não nos são concedidas para continuar a pecar! O pecado e a graça estão em posições tão opostas como o estão o Pólo Norte e o Pólo Sul.

Os problemas com que muitas igrejas cristãs se confrontam hoje, relacionam-se com um “ensinamento” de que quando uma pessoa está sob a graça, não precisa da Lei de Deus.

Será que a Graça de Deus anula a Lei?

Ilustração: Imaginem o seguinte cenário. Todos ouviram falar daquele jovem que matou e violou uma menina nos Açores. Parece que esse jovem tinha antecedentes de delinquência, e já tinha estado preso, mas tinha recebido uma amnistia por bom comportamento.

Quando a polícia o apanhou e o prendeu, ele tirou do bolso um documento e mostrou-o à polícia:

– Vocês não me podem prender. Leiam o que diz aqui.

O polícia leu e dizia: “o portador deste documento foi amnistiado por graça do Sr. Presidente da República”.

– Está a ver? Largue-me, eu não estou debaixo da lei. Eu estou debaixo da graça do Senhor Presidente.

O que é que acham que o polícia respondeu? Creio que não é difícil de imaginar a resposta.

– Você não está debaixo da graça. Você está sob ordem de prisão. Siga-me!

É verdade ou não?

Há muitas igrejas que ensinam que quando uma pessoa está sob a graça está salva e salva para sempre. Lutam contra a Lei de Deus, e dizem que ela não tem valor. Afirmam que Jesus a aboliu na cruz do Calvário e agora cada um pode fazer o que quer. Alguns citam até textos da Bíblia para provar tal coisa. Gritam a plenos pulmões: A Lei foi abolida. Eles tornam a graça em desgraça.

Sabem qual é o texto de que todas as religiões se servem para dizer que a Lei que Ele escreveu com o Seu próprio dedo foi abolida?

“Pois o pecado não terá domínio sobre vós, porque não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.” Romanos 6:14

Não há dúvida de que é um lindo texto! Pergunto: aquele jovem criminoso dos Açores, enquanto não fazia mal, estava debaixo da lei ou debaixo da graça?

Ele estava debaixo da graça. Mas no dia em que ele matou e violou uma menina que já era um cadáver, ele tornou-se um transgressor da lei e por isso ficou debaixo da lei. Levou ordem de prisão, e foi preso com pena de 25 anos. Pena máxima.

Sabem o que é que quer dizer este versículo? Ele proclama a vitória sobre o pecado e a supressão da condenação para todo aquele que está debaixo da graça de Jesus Cristo.

Devemos lembrar-nos o que é o pecado.

“Todo aquele que comete pecado, transgride a lei, pois o pecado é a transgressão da lei.” I João 3:4

Aquele jovem foi amnistiado dum crime que tinha cometido. Se ele não voltasse a transgredir, ele podia viver livre, viver sob a jurisdição da lei que o protegia. Mas a partir do momento que ele transgredisse, colocava-se debaixo da condenação da lei. Infelizmente foi o que ele fez.

A função da lei.

A Lei de Deus não salva ninguém. Nunca foi essa a intenção de Deus. Se o fosse não seria necessário que Jesus tivesse vindo morrer na Cruz do Calvário. Já tínhamos a Lei, ponto final. A Lei de Deus é como um detector de pecados.

Não sei se alguma vez já viajaram para outros países, de avião. Se o fizeram tiveram que passar por uma passagem que detecta se levam metais, armas.

Se não viajaram, já entraram em lojas que têm à saída detectores de peças roubadas. Isto é, a peça de roupa tem um código e, ao passar, é detectado. O dispositivo com um alarme dispara. É essa a função da Lei de Deus. De nos advertir. Antes de roubar, toca a nossa consciência e avisa-nos: Tu estás com vontade de levar essa peça de vestuário sem pagar. Não o faças. Não só porque serás apanhado. Mas porque é ilícito.

Então a Lei de Deus toca a nossa consciência para nos levar ao bom caminho. A lei não oferece perdão para a transgressão, nem dá poder para obedecer. Ela mostra simplesmente o que está bem e o que está mal: “Porque a lei opera a ira. E onde não há lei não há transgressão.” Romanos 4:15

E a seguir diz: “Pois antes da lei estava o pecado no mundo. Mas, não havendo lei, o pecado não é imputado.” Romanos 5:13

É porque Deus continua a ter uma Lei Moral para governar os Seus filhos que eles são responsáveis pelas suas faltas. É por causa do pecado que precisamos de um Salvador. É o Salvador que concede a graça. E ao receber a graça de Jesus, inclino-me diante do meu querido Jesus e digo:

Obrigado, Jesus, pela Tua graça. Por ela ser-Te-ei sempre fiel.

Decida ser fiel a Jesus a todo o preço e verá como Ele lhe dará força e graça para viver em paz.

Para si as preciosas e maravilhosas bênçãos de Deus!

Pr. José Carlos Costa

PAZ PARA VIVER: 15 - Deus tem um POVO

Introdução: “Desde os níveis mais profundos da terra, sob os nossos pés, até às mais longínquas estrelas, tudo o que existe faz parte do universo. O universo é tão grande que contém incontáveis biliões de estrelas, e continua a expandir-se a grande velocidade. No entanto, a maior parte do universo é composta apenas por espaço ‘vazio’.” – Mini-Enciclopédia, cap. O Universo, p. 14 – Texto Editora

Estima-se que existam 100.000 milhões de galáxias no Universo.

Cada galáxia contém aproximadamente 1.000 milhões de estrelas.

O universo é tão vasto que as unidades de medida como os quilómetros ou as milhas tornam-se insignificantes. Assim, criou-se uma unidade de medida especial, o ano-luz, que se utiliza para calcular as distâncias entre as estrelas e galáxias.

Um ano luz é equivalente a 9.455 biliões de quilómetros, a distancia que a luz percorre num ano. O universo conhecido ultrapassa os 20 biliões de anos-luz.

Damos graças a Deus pelo conhecimento do Universo, do infinitamente grande e do infinitamente pequeno. O infinitamente grande e distante é possível de ver graças aos avanços da Astronomia. Os astrónomos têm acesso ao universo através de poderosos telescópios montados em determinados pontos da terra e até do espaço.

Os astrónomos norte-americanos anunciaram ter descoberto o objecto espacial mais distante da Terra. Trata-se de uma pequena galáxia situada a 12,3 mil milhões de anos-luz da Terra, descoberta por uma equipa de astrónomos da Universidade do Hawai, que recorreu ao telescópio Keck, situado naquele país.

O infinitamente pequeno, ou seja os seres vivos, compostos por unidades ínfimas, as células. Normalmente, são tão pequenas que só se tornam visíveis em microscópios especiais. Há organismos compostos por uma única célula e há outros que têm milhões de células. Os seres vivos mais numerosos são, normalmente, demasiado pequenos para os podermos observar sem a ajuda de um microscópio.

O que é mais extraordinário é que a Natureza ensina-nos que existe um carácter de unicidade: Isto é, nenhuma folha de árvore é exactamente igual a outra, os milhões de flocos de neve são todos diferentes. Nada do que existe no Universo infinitamente grande é exactamente igual. Nenhuma estrela é exactamente igual a outra estrela. Da mesma forma, o que existe no Universo infinitamente pequeno, também em nada é exactamente igual.

Nenhum floco de neve é igual a outro floco. Estes cristais, analisados ao microscópio, todos se apresentam em forma de cruz, mas nenhuma é igual à outra. O mesmo se passa nas folhas das árvores. Mas isso é notório com especial relevância no ser humano. Deus colocou, no corpo de cada ser humano, uma marca exterior visível que permite uma identificação absoluta entre milhões de seres humanos – as impressões digitais.

O mais curioso é que os estudiosos afirmam que no passado nunca existiu um ser igual ao outro. Não existe no presente e provavelmente não existirá no futuro. Nós somos um original, não somos a cópia de ninguém, porém fomos criados cada um à imagem e semelhança de Deus.

É isto que a Natureza nos ensina. O carácter de unicidade. Na folha da árvore, nos milhões de flocos de neve, no corpo humano, em todo o lugar Deus coloca a Sua marca. Tudo tem a marca ou selo de Deus.

Ele fez as coisas todas segundo a sua espécie e nós somos da raça de Deus.

“Que é o homem, para que dele te lembres? ...Tu o fizeste um pouco menor que os anjos...” Hebreus 2:6 e 7

Adão foi a coroa de glória na Criação de Deus. O homem é o resultado duma intervenção especial do Criador.

Paulo diz: “Somos da raça de Deus...”

O sinal da intervenção de Deus permanece no ser humano. Apesar do pecado, continua a haver um abismo profundo entre o homem e os animais.

Há religiões orientais que consideram o homem inferior aos animais. Estes são adorados como deuses. Isto acontecia já com os Antigos Egípcios. Eles tinham o escaravelho, e outros animais, como deuses. O sol era adorado. A criatura no lugar do Criador.

Jesus posicionou-Se contra estas filosofias que na nossa sociedade têm tomado caminho entre nós nas últimas décadas e que continuam a progredir: “Quanto mais não vale um homem que um animal …e vós valeis muito mais que os pássaros...” (Mateus 6:26)

Não devemos pensar que somos superiores aos outros, porém e por outro lado, não devemos nos rebaixar, menosprezar. Foi Jesus que nos deu o valor. E para isso Ele rebaixou-Se até ao pó. Chega a dizer: “Eu sou um verme e não um homem.” (Salmo 22:6)

Mesmo se nós pensamos que caímos muito baixo, ... que perdemos completamente a imagem de Deus em nós, ... que não somos dignos nem do amor de Deus nem da estima de ninguém...

Jesus diz-nos que conservamos a nossa dignidade de seres humanos criados à imagem de Deus: “Eu conheço as minhas ovelhas pelos seus próprios nomes”.

“Eu chamo-te pelo teu nome, tu és meu.”

Toda a Santa Escritura nos diz que temos muito valor:

- Aos olhos do Pai, porque foi Ele que nos criou.
- Aos olhos do Filho, porque Lhe custou a vida para nos resgatar.
- Aos olhos do Espírito Santo, porque Ele escolheu fazer a Sua morada em nós.

Um lugar único no coração do Pai!

Deus tem muitos filhos, mas conhece a cada um em particular, de forma profunda e muito pessoal. Jesus disse: “Eu sou o bom pastor; eu conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas me conhecem.” João 10:14

O que identifica uma pessoa é o nome. O bom Pastor conhece pelo nome: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz: eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, ninguém pode arrebatá-las da minha mão.” João 10:14, 27, 28

Em Génesis 22:2, Deus dirige-se a Abraão: “Toma o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas...”

Nós podemos imaginar este diálogo apresentado na Bíblia sem compassos. Mas Deus estava habituado a conversar com Abraão e certamente nesta altura as coisas ter-se-ão passado como se passavam sempre:

– Abraão toma o teu filho.

– Senhor, Tu sabes bem que tenho dois.

– O teu único.

– Mas, Senhor, cada um é único. Cada um tem um lugar único no meu coração.

– Aquele que tu amas.

– Mas, Senhor, eu amo os dois.

– Isaque.

– Senhor, porque o não disseste logo?

Através deste diálogo imaginário, mas possível, concluímos que todos somos filhos de Deus, únicos e amados de forma pessoal e bem particular. Temos um nome diferente, uma personalidade diferente.

“Ao que vencer darei do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o receber.” Apocalipse 2:17

“...alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.” Lucas 10:20

Um lugar único no mundo. É importante ter a convicção de que somos a pessoa certa. Nada há mais triste do que pensar que estamos num certo lugar porque não havia mais ninguém. Devemos pensar, e Deus quer que pensemos, que somos como Deus nos fez. Face a alguém que consideremos mais importante, mais inteligente, mais bonito devemos pensar: “eu estou aqui e posso ser útil nalguma coisa porque esta pessoa nunca encontrou ninguém exactamente como eu. Não só não encontrou mas nunca encontrará porque sou um ser único. E reciprocamente.”

“Na realidade, sou único não porque sou tudo, reúno em mim todas as qualidades, mas sou único, porque sou um elemento indispensável no todo que é a humanidade.

Experiência: Depois de um choque de comboios no Barreiro, um homem ficou com braço e perna decepados. Fiquei aterrorizado quando tropecei na perna – um membro ali, aterrorizado não pela perna, mas por ela estar no lugar que não lhe pertencia, que era no corpo.

Desta forma, eu encontro a minha harmonia na convivência com os outros membros do corpo. A Bíblia diz que Jesus é a Cabeça: “Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o varão, e o varão a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo.” I Coríntios 11:3

“E sujeitou todas as coisas aos seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja.” Efésios 1:22

“E ele é a cabeça do corpo da igreja, é princípio e o primogénito de entre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.” Colossenses 1:18

A Igreja – Corpo de Cristo.

A verdadeira identidade é dada por Cristo. Eu tenho um Bilhete de Identidade que me identifica como cidadão português. Ao entrar no país, vindo de uma viagem aérea, é-me solicitado o meu bilhete de identidade para provar que sou cidadão nacional.

Também o povo de Deus, resgatados pelo sangue de Jesus, tem uma identidade inquestionável. Não quer dizer que os outros cidadãos estrangeiros não sejam gente boa, digna, honesta. Mas se não apresentam o Bilhete de Identidade com o selo da República Portuguesa, não são portugueses.

São estrangeiros ou anónimos se não têm documento de identificação!

O mesmo se passa na vida espiritual. Não chega ser sincero, cantar hinos e orar. É preciso ter a Identidade de Cristo. Não é suficiente ir a uma igreja, por mais belo e antigo que seja o Templo. Não basta ser fiel à tradição herdada dos pais. É uma coisa que devemos considerar como nobre. Os filhos e as filhas que seguem a religião que os pais seguiram. Porém, o importante, no que diz respeito à verdadeira fé e salvação, é ir à igreja onde Jesus iria se vivesse hoje na Terra, como foi há dois mil anos. Qual seria a igreja à qual Jesus iria hoje?

Quando o nosso Senhor Jesus Cristo esteve na Terra, costumava ensinar o povo através de parábolas. Elas ilustravam a vida real, concreta e o povo conseguia compreender. Estas parábolas tinham uma grande afinidade com a vida do campo. Desta forma Jesus relacionava as Escrituras com a vida de todos os dias, de forma que compreendessem quem Ele era, qual a Sua Missão e o que Deus esperava deste povo.

A parábola que iremos falar encontra-se em: Mateus 21:33-46: “Havia um proprietário que plantou uma vinha. Circundou-a com um muro, construiu nela um lagar, edificou uma torre, arrendou-a a uns lavradores e ausentou-se do país.

“Chegado o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos.

“Os lavradores, agarrando os servos, feriram a um, mataram a outro, e apedrejaram a outro.

“Então enviou outros servos, em maior número do que os primeiros, e eles fizeram-lhes o mesmo.

“Por último enviou-lhes seu filho, dizendo: Respeitarão a meu filho.

“Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro. Vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança.

“Assim, agarraram-no, arrastaram-no para fora da vinha, e o mataram.

“Portanto, quando vier o dono da vinha, que fará àqueles lavradores?”

“Responderam-lhe: Destruirá de maneira horrível a esses infames, e arrendará a vinha a outros lavradores, que no devido tempo lhe enviem os frutos.

“Disse-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras:

“A pedra que os edificadores rejeitaram, essa se tornou a pedra angular; o Senhor fez isto, e é maravilhoso aos nossos olhos?

“Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será entregue a um povo que produza os seus frutos.

“Aquele que cair sobre esta pedra se despedaçará, mas aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó.

“Os principais sacerdotes e os fariseus, ouvindo estas parábolas, entenderam que ele falava a seu respeito.

“Procuraram prendê-lo, mas tiveram medo da multidão, porque o povo o considerava como profeta.”

Uma vinha com uma cerca.

Esta parábola não era desconhecida para o povo daquela época porque eles conheciam: Isaías 5:1, 2 que falava de uma cerca.

“O meu amado tem uma vinha num outeiro fértil. E a cercou, e a limpou das pedras, e a plantou de excelentes vides; e edificou no meio dela uma torre, e também construiu nela um lagar, e esperava que desse uvas...”.

A vinha representava os que foram nessa época o povo de Deus: “Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias...”. Isaías 5:7

Quer isto dizer que quando o Senhor Jesus apresentou a parábola, o povo compreendeu onde Jesus queria chegar com ela. Estava a falar da Igreja do Senhor. A igreja que vem do Antigo Testamento e continua no Novo Testamento.

Mas há nesta parábola um lamento, que é confirmado em Mateus 21:43: “Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será entregue a um povo que produza os seus frutos.”

A vinha continua a pertencer ao Senhor, mas a primeira vinha não deu os frutos esperados, desejados e por isso, como vinha, tinha que ser cortada, podada. Os ramos secos deviam ser retirados. O tronco da vinha devia permanecer, bem como alguns ramos, porque davam fruto segundo a justiça de Deus. Outros, porém, não produziam frutos bons, sinceros e deviam ser cortados, a fim que no seu lugar fossem enxertadas vides que produzissem frutos: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; sem mim nada podeis fazer.” João 15:1,5.

Jesus é a verdadeira cepa,. Os Seus discípulos foram bons ramos. Isto está perfeitamente explicado por Jesus.

Então já sabemos o que significa a vinha – é a igreja de Deus, o povo de Deus.

Que representa a cerca?

Como já vimos a vinha foi colocada dentro da cerca.

Que representa esta cerca?

Uma coisa se percebe facilmente. Esta parábola é simbólica. Já vimos que a vinha representa o povo, a IGREJA.

Num texto bíblico se uma parte é simbólica, o restante do texto é também simbólico. Isto é o que diz a Hermenêutica – a ciência que interpreta a ciência santa.

Se a vinha é de carácter espiritual: o povo. A cerca só pode ser de carácter espiritual. Então para que serve a cerca? A cerca tem normalmente duas funções:

A primeira é para marcar o limite entre o terreno do Senhor e o terreno alheio. A cerca tem também a função de proteger. Dentro da cerca há segurança, fora dela a protecção é difícil. Então esta cerca tem de significar alguma norma, princípio que possa proteger, preservar, guardar e manter a igreja dentro dela, isto é, dentro do terreno de Deus.

Vou propor o que estou profundamente convencido que é a cerca, e depois vou provar com textos bíblicos: É a lei de Deus: Êxodo 20:1-17.

Por que razão digo que é a Lei de Deus?

Porque lemos em Romanos 7:12: “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.”

Só uma coisa santa, justa e boa pode preservar a Igreja de Deus.

E ainda em Romanos 7:14: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual, mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.”

Então para além da Lei ser santa, justa e boa, é espiritual. Não necessitaria de mais provas para compreender o que o Senhor Jesus quis dizer na Parábola de Mateus 21:33.

Mas há uma passagem que reforça e confirma o que acabamos de dizer: “Muita paz têm os que amam a tua Lei, e para eles não há tropeço.” Salmo 119:165

A estes, que obedecem à Lei de Deus, é prometido qualquer coisa de muito importante, qualquer coisa que é a maior necessidade dos homens e mulheres que vivem neste mundo: A paz, mas a paz de Deus. A paz de quem vive na aceitação dos princípios do Soberano do Universo.

Que acontece aos que saltam por cima da cerca, ou que tentam destruí-la?

“Qualquer que comete pecado, também comete iniquidade; porque o pecado é iniquidade.” I João 3:4

Iniquidade quer dizer, ir de encontro aos divinos preceitos de Deus. É saltar por cima dos preceitos de Deus, é saltar por cima da cerca de Deus. E, consequentemente, entrar fora do terreno alheio. Terreno que foi roubado ao homem no princípio, onde Satanás assentou arraiais.

Da mesma forma que uma pessoa que vive à margem da lei é um delinquente, criminoso e vive em delito. Temeroso de ser apanhado em qualquer momento. Assim vive a pessoa à margem da Lei de Deus. Não tem paz, não desfruta a verdadeira alegria. Não sente o companheirismo com Jesus Cristo.

Porque vive no terreno de Satanás. E isso leva à morte: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.” Romanos 6:23

Está destituído da glória de Deus: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Romanos 3:23

Ou seja, estão perdidos, não fazem parte do corpo de Cristo, da igreja do Senhor.

Vou fazer uma pergunta muito séria: Onde pensam que Deus guarda a Sua igreja, que faz parte do corpo de Cristo, longe do corpo?

Como aquela perna decepada?

Devo lembrar que o Senhor pagou um preço elevadíssimo por ela. Foi o sangue de Jesus. O sangue de Jesus correu pela cruz até encharcar a terra. O sangue é o símbolo máximo de uma aliança.

Antigamente os nobres muitas vezes faziam um corte no pulso e encostavam ao corte do amigo para fazerem um pacto de fidelidade. Isso significava que o sangue que passava no coração de um passava no coração do outro.

Foi isto que Deus fez – um pacto que custou o sangue do Seu Filho, e Deus deseja conservar com fidelidade os Seus queridos que Ele resgatou com o sangue da Aliança, num lugar seguro, onde Ele em liberdade possa tomar conta deles.

Posto isto, compreendemos que Deus deseja manter essa cerca intacta, mas a verdade é que a cerca tem rombos significativos. Foi atingida em duas partes. Quem fez isso?

Deus, com certeza não foi, porque Jesus disse: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque, em verdade vos digo que, até que o céu e aterra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mais pequenos mandamentos, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar, será chamado grande no reino dos céus.” Mateus 5:17-19

Ao profeta Daniel, em visão, foi-lhe mostrado quem faria isso: “E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei.” Daniel 7:25

Mudar a Lei. Romper a cerca.

Quando lemos os Dez Mandamentos na Santa Bíblia, e os comparamos com a realidade católica reflectida no resumo dos mandamentos do catecismo, vemos, lamentavelmente, onde estão os rombos.

A Lei de Deus
A Lei Romana.

O 2.º mandamento proíbe a adoração e reverência às imagens.

O 4.º mandamento ordena santificar o Sábado.

Os protestantes fizeram arranjos na cerca, repararam uma brecha, relacionada com o 2.º mandamento: adoração das imagens. Nisto têm toda a razão, porque o mandamento é claro. Não se devem interpor imagens na adoração a Deus. O problema dos protestantes é que deixaram um rombo por reparar: o mandamento do Sábado.

Ilustração: Um espanhol viajava de comboio, há muitos anos. Era inverno, uma hora da manhã e a janela aberta. Entrava um frio que congelava. Na sua frente ia uma senhora idosa e mal vestida, com roupas muito leves. A idosa senhora pediu-lhe para ele fechar a janela porque tinha muito frio.

Ele, de forma rude, respondeu: Es igual.

E não fechava a janela. Nestas situações há sempre alguém para defender a causa do fraco, dos que sofrem a injustiça. Um homem levantou-se e, dirigindo-se ao espanhol, disse: Feche imediatamente essa janela.

– Es igual – respondeu o rude espanhol.

O passageiro, não podendo suportar esta atitude de indelicadeza, foi chamar o revisor. Este, em tom de autoridade, ordenou que a janela fosse imediatamente fechada.

– Es igual – foi a lacónica resposta.

Perante a insistência. Lá fechou a janela. Enquanto a fechava deitou o braço de fora, para mostrar que o vidro estava quebrado. O espanhol tinha razão, ao dizer que era igual. De facto, com a janela fechada ou aberta, sofria-se o mesmo efeito, porque o frio entrava de qualquer maneira.

Que importância tem ter reparado um vidro da janela se deixaram outro partido! O frio entrará da mesma maneira. Enquanto uma parte da cerca tiver defeito, Satanás poderá entrar e sair sempre que queira, porque não há limite real no terreno. Não importa se a igreja está dentro de uma sebe, ainda que aparentemente muito bonita, se tem uma parte destruída. Bem disse o apóstolo Tiago: “Porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar num só ponto, tornou-se culpado de todos.” Tiago 2:10

Assim podemos dizer, sem querer ferir ninguém, mas por amor à verdade: Que importa que uma igreja esteja dentro ou fora de uma cerca danificada?

A missão da igreja no mundo.

Com relação a este assunto creio ser muito importante, perguntar:

– Por que razão veio Jesus ao mundo, sofrer e morrer?

– Será que veio para destruir a Lei?

De forma alguma. Essa é a missão do adversário de Deus. Foi ele que se colocou à margem da vontade de Deus, e por todos os meios procura arrastar outros com ele: “Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.” I João 3:8

A Bíblia é clara, Jesus veio salvar-nos do pecado. Perdoar-nos, lançar a Sua graça sobre os que aceitam a morte de Jesus como redentora. Jesus não quer guardar-nos dentro de qualquer “cerca” feita de princípios humanos. Essas são cercas que não merecem confiança.

A essas Satanás responde: és igual.

Deus quer conservar um povo dentro do Seu território ganho com sangue. Por isso Ele disse a Maria Madalena: “Vai e não peques mais.” Ela vivia no terreno de Satanás. Jesus perdoou, mas disse-lhe: “Não continues no terreno minado, se queres a minha graça e protecção.”

Não pecar é antes de tudo não violar a Lei de Deus.

O bilhete de identidade da Verdadeira Igreja.

Todo o Bilhete de Identidade tem três elementos de identificação. Quais são?

A foto: a fé.
A assinatura: a perseverança. A parte humana, a decisão.
Impressão digital: A Lei de Deus.

Qual é o mais importante, a impressão digital, a foto, ou assinatura?

A foto pode ser retocada e falseada. Da mesma forma a fé não pode ser exclusivamente sentimento, emoção, mas a expressão de uma convicção que assente no Evangelho Eterno.

Ilustração: Correu uma notícia de um homem que foi acusado de ter matado uma pessoa. Havia uma só testemunha, mas em tribunal, parecia tão convencida, que o juiz não teve dúvidas em condenar o acusado.

O advogado do acusado, sabendo da inocência, não descansou até descobrir o verdadeiro culpado. Muito próximo do local onde tinha vivido o acusado, havia um homem muito parecido. Levados diante da testemunha, esta confessou a sua confusão: não podia reconhecer qual dos dois era o assassino.

A assinatura representa a perseverança. É importante, devemos permanecer fiéis no que é verdadeiro, no que é sagrado, não uma perseverança nas tradições.

A impressão digital, representa a Lei de Deus. Escrita pelo Dedo Santo. Esta não pode ser alterada, é imutável.

Entretanto o advogado tinha feito analisar as impressões digitais, de um e do outro e, comparadas com as que tinham sido deixadas sobre a vítima, não houve dúvida. A testemunha estava errada.

Há um texto que apresenta os elementos de identificação da Verdadeira Igreja.

“Aqui está a paciência dos santos, aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.” Apocalipse 14:12

A foto: a fé em Jesus. Muitas religiões são parecidas. São o resultado de desentendimentos, não têm uma base bíblica segura.

Só conheço uma Igreja que apresenta as características apresentadas por Jesus na Parábola de Mateus 21:33 – É a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Está a sua igreja dentro dos muros, da cerca do Senhor? Se assim não é, deve mudar e mudar hoje!

Quer ter protecção?
Quer ter paz para viver?
Que lhe diz neste instante o Espírito Santo?
Qual é a sua decisão?
Vai fazer a sua parte?
Ou quer ficar fora da Cerca?
Fora do terreno de Deus?

Quer continuar a viver sem paz e sem esperança de um dia ver Jesus face a face? Sinto que sei qual é a sua decisão e oro ao Senhor Jesus para lhe dar poder. Amem!

Pr. José Carlos Costa

PAZ PARA VIVER: 14 - Sábado ou Domingo

Introdução: Diz a história que Ésquilo, o poeta grego, foi condenado à morte. O seu irmão, que era orador e herói, foi chamado para o defender.

O auditório estava suspenso, olhava cada gesto, e ansiava ouvir o herói nacional defender o seu irmão. Ele ficou ali parado, não proferiu nenhuma palavra. De repente levantou um braço. O silêncio era tremendo. Mas de repente o povo começou a gritar.

Desta forma Ésquilo foi perdoado. Porquê? Porque ao braço faltava a mão, e aquele braço trouxe à memória do auditório os grandes serviços que o orador tinha prestado ao Estado, os sofrimentos que tinha suportado nas guerras em que lutara pelo seu país.

A eloquência de um gesto, um braço levantado, um braço mutilado foi mais eficaz do que teria sido qualquer discurso. Aquele braço nunca se teria levantado por uma causa injusta.

Assim, também, nosso Senhor Jesus levanta a mão no Céu, mostra a mão trespassada contra as acusações do Inimigo de Deus e dos que O amam.

Aquela mão nunca fez nenhum mal. No entanto o Acusador diz que ela fez mal.

Uma das acusações: A mão escreveu errado!
Pergunto: Quantas vezes escreveu aquela mão?

Há quem diga que escreveu 4 vezes; 2 vezes no Sinai, 1 vez na parede do Palácio de Belsazar (Daniel 5) e 1 vez na areia, quando Maria Madalena foi acusada. Esta mão nunca escreveu errado. Nunca!

Na guerra contra Cristo, Satanás tem-se esforçado por afastar os seres humanos do Senhor e da verdade. Na sua obra de engano, o Inimigo de Deus e dos homens tem procurado orientar a adoração dos seres humanos para sentidos de culto em que é ele o inimigo de Deus que os recebe, não Deus.

Deus só recebe o culto verdadeiro, o culto que Ele como Senhor estabeleceu. Certamente conhecem aquela experiência de Caim e Abel. Deus tinha pedido que a adoração, o culto fosse feito de uma forma, isto é, com o sacrifício de um animal.

“E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e teve Caim, e disse: Alcancei do Senhor um varão. E teve mais o seu irmão Abel: e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe, do fruto da terra, uma oferta ao Senhor. E Abel, também, trouxe dos primogénitos das suas ovelhas e da sua gordura: e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta, mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente e descaiu-lhe o seu semblante. E o Senhor disse a Caim: Porque te iraste? E porque descaiu o teu semblante?” Génesis 4:1-6

Abel assim fez. Caim, porém, inspirado pelo mal, ofereceu dos frutos da terra. Da terra que ele cultivava. Havia algum mal nisso? Aparentemente, não! Mas não era a forma que Deus tinha pedido. Por isso o Senhor do Céu repreendeu Caim: “Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.” Génesis 4:7

Por Caim ter prestado culto à sua maneira entrou num clima de contestação a Deus. Isto é, consciente de que estava a fazer o contrário do que Deus queria, do que o Senhor tinha ensinado, e agia como se Deus não tivesse direito sobre ele. Foi isso que fez com que o seu culto não fosse aceite.

Obedeceu de forma aparente, fez um culto, mas um culto como que criado por ele, iniciativa dele, e este gesto foi desafiador. Caim propôs no seu coração que poderia justificar-se, salvar-se pelas suas próprias obras, pelos seus méritos pessoais.

Esta forma de culto é a afirmação de que não se reconhece pecador, sem necessidade de um salvador. Ofereceu a sua oferta pessoal que não exprimia penitência pelo pecado. Isto não quer dizer que Ele não reconhecesse Deus, e o Seu poder de dar ou reter as bênçãos da terra. Ele sabia que tinha vantagens em viver no favor da Divindade. Era consciente de que era necessário apaziguar e até iludir a ira divina mediante uma oferta. Ainda que esta fosse oferecida de má vontade. Mas deixou de compreender que o cumprimento parcial e formal dos requisitos explícitos de Deus não podem ganhar o favor divino como substitutos da verdadeira obediência e contrição de coração.

É importante fazer um exame da nossa consciência para saber quais são os motivos que nos levam a relacionar-nos com Deus. Não seja que o nosso culto, como o de Caim, seja inaceitável a Deus.

1- Que culto nos pede Deus?

Muitas pessoas me têm perguntado: “Diga-me, qual é o verdadeiro culto?”

Recordo de uma vez apresentar uma semana de evangelismo na Roménia. Tinha pedido para ninguém anunciar qual era a minha fé. Não que tivesse alguma coisa a esconder, mas porque receava que isso pudesse ser inibidor para as pessoas. Todas as noites distribuímos um pequeno convite no qual as pessoas podiam escrever os seus nomes e um motivo pelo qual gostariam que nós orássemos. Uma noite, num dos convites, havia uma frase que dizia: “Não sei quem és, não sei qual é a tua religião, só sei que o que dizes é a verdade da Bíblia. E isso é tudo quanto eu preciso.”

Muitos pensam que o culto verdadeiro é o que eles praticam, todos os outros estão errados. Se são Baptistas dizem: “Nós somos os verdadeiros adoradores.” Os Católicos Romanos: “Não somos nós.” Testemunhas de Jeová ainda gritam mais alto: “Não nós é que somos as testemunhas.”

Qual é o culto verdadeiro? Sei que muitos, no fundo do coração, estão a pensar: “Bom... e tu pensas que são os Adventistas do Sétimo Dia!”

Querem que eu vos diga? Eu vou dizer, mas vou fazê-lo com toda a sinceridade da minha alma: O culto verdadeiro é o culto de Jesus Cristo. É adorar a Deus como Jesus adorava. É amar como Jesus amava. É viver como Jesus vivia. É ir à igreja como Jesus ia. Ir no dia em que Jesus ia. Sabem em que dia é que Jesus ia à igreja?

Eu creio que se Jesus viesse hoje à Terra, como veio há dois mil anos atrás, Ele andaria vestido como nós andamos hoje. Bom, dado que só poderia nascer em Israel, andaria vestido como andam vestidos os israelitas. Comeria como comem os israelitas. E observaria os ritos de higiene que os israelitas observam. E iria com eles à igreja. Em que dia é que eles vão à igreja?

“E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de Sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler.” Lucas 4:16

Será que Jesus procederia de forma diferente? Muitos dizem: “Sim, os judeus, não são dignos de Jesus. Eles mataram Jesus.”

Permitam que eu discorde um pouco. Quem matou Jesus foram os meus pecados, e os vossos pecados. Foi pelos meus pecados que Jesus morreu. Eles foram os instrumentos dos quais Satanás se serviu para vomitar o seu ódio sobre o Príncipe do Céu.

A Bíblia diz, de forma clara, que aqueles que andam no culto de Jesus devem fazer como Ele fez. Querem saber onde está essa passagem bíblica?

“Porque para isto sois chamados; pois, também, Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas.” I Pedro 2:21

Jesus, quase no final do Seu ministério, faz uma declaração assombrosa, e que aponta a todos que O querem seguir qual é o caminho que devem seguir: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.” João 15:10

Será que Jesus praticaria o mesmo culto que praticou quando veio à Terra, mas de forma absoluta? Podemos ter essa certeza: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.” Hebreus 13:8

Temos que fazer uma declaração com muita frontalidade. Porém esta frontalidade tem que estar em coerência com a Bíblia. O Sábado não é um dia alheio a Jesus, não se trata duma instituição judaica, um ritual praticado por este povo ao qual Jesus Se sujeitou. De forma nenhuma. Jesus é o Senhor do Sábado. O Sábado pertence a Cristo!

“Eu fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor. ...” Apocalipse 1:10

Jesus declarou-Se o Senhor do Sábado!

“Porque o Filho do homem, até do Sábado é Senhor.” Mateus 12:8

Se Ele é o Senhor do Sábado, significa que o Sábado é o dia do Senhor.

Falando pela boca do profeta Isaías, Ele diz: “O meu santo dia”.

“Se desviares o teu pé do sábado, e de fazer a tua vontade no meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso, e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares, não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falar as tuas próprias palavras, então te deleitarás no Senhor, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacob; porque a boca do Senhor o disse.” Isaías 58:13 e 14

O Sábado que pertence a Cristo é o sétimo dia da semana. A Bíblia diz: “O sétimo dia é o Sábado do Senhor, teu Deus.” Êxodo 20:10.

O Sétimo dia da semana foi colocado à parte e santificado, logo na Criação: “E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera.” Génesis 2:3

Não lemos em nenhuma parte da Bíblia que Deus tenha retirado esta bênção do Sábado, para a colocar sobre outro qualquer dia. Nesta altura ainda não tinha entrado o pecado no mundo.

O Sábado foi dado como uma aliança de pertença: “E também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles: para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica.” Ezequiel 20:12

Jesus declara que o Sábado foi feito para o bem espiritual e social de toda a humanidade: “E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.” Marcos 2:27

Como todos os dons de Deus ao homem, o Sábado está destinado a ser uma fonte de bênção.

Cristo, os Seus discípulos e a Igreja Primitiva ou Apostólica guardaram o dia que foi abençoado e santificado desde o princípio: “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de Sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler.” Lucas 4:16

“E era o dia da preparação, e amanhecia o sábado. E as mulheres, que tinham vindo com ele da Galileia, seguiram, também, e viram o sepulcro, e como foi posto o seu corpo. E, voltando elas, prepararam especiarias e unguentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento.” Lucas 23:54-56

“E, saídos os judeus da sinagoga, os gentios rogaram que, no sábado seguinte, lhes fossem ditas as mesmas coisas. E, no sábado seguinte, ajuntou-se quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus.” Actos 13:42,44

“E no dia de sábado, saímos fora das portas, para a beira do rio, onde julgávamos ter lugar para oração; e, assentando-nos, falámos às mulheres que ali se juntaram.” Actos16:13

“E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e, por três sábados, discutiu com eles sobre as Escrituras.” Actos 17:2

“Todos os sábados ele discutia na sinagoga, e convencia a judeus e a gregos.” Actos 18:4

Em nenhuma parte da Bíblia nós verificamos que o Sábado foi transferido do Sétimo para o Primeiro dia da Semana.

2 - O Sábado é uma Instituição Divina.

Voltemos a Génesis 2:2,3.

“E havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera.”

Depois de seis dia de criação Deus criou o Sábado. “Sábado” é uma palavra de origem semítica (em hebraico sabbath, em assírio ssabatu) significando “fim” ou “limite do tempo”. O significado semântico quer dizer: cortar em partes o tempo, dividir o tempo. O Sábado divide os dias, da mesma maneira que a Primavera, o Verão, o Outono, o Inverno dividem em estações o Ano.

O Sábado é, pois, o que divide o tempo no sentido de colocar um intervalo entre as semanas. Daí veio a palavra “descansar” ou “repousar” no intervalo da semana.

Esta instituição do Sétimo dia como dia-limite e de descanso obedeceu por parte de Deus a três actos distintos. Actos que não deveriam deixar a mínima dúvida que este era o dia que Ele abençoou:

1 – “Assim os céus e a terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado, no sétimo dia toda a sua obra que tinha feito, descansou no sétimo dia. de toda a sua obra que tinha feito.

2 – “E abençoou Deus o sétimo dia,

3 – “E o santificou, porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera.” Génesis 2:1-3

Eu gostaria de perguntar: Depois de ler esta passagem, alguém tem dúvidas, de qual é o dia em que Deus descansou?

· Deus operou durante seis dias a obra da criação, depois descansou.
· Deus abençoou o sétimo dia.
· Deus santificou o sétimo dia.

Na verdade esta passagem da Sagrada Escritura diz-nos, sem admitir outra interpretação, que durante seis dias consecutivos, dias que compreendiam a tarde e a manhã, que Deus teve uma relação de criação neste mundo. Finda esta, separou um dia, o sétimo, para o descanso. O que significa que Deus criou um ciclo de sete dias, que passou a constituir a semana, o último dia foi o Sábado ou o Sétimo.

Diz a Bíblia que Deus sabadeou, descansou no sétimo dia. Não quer dizer isto que Deus estava cansado, ou experimentasse necessidade física de repouso.

O profeta Isaías 40:28 diz: “O Criador dos limites da terra não se cansa nem se fatiga.”

* Aquele que cria e que conhece o número das estrelas, o cabelo que cai da nossa cabeça, não Se cansa.

* Aquele cuja sabedoria é infinita, não Se fatiga.

Então, porque descansou?

Porque Deus propunha-Se lançar as bases de uma instituição destinada a lembrar a Sua obra. E a perpetuar deste modo a memória do Criador.

O homem esquece facilmente os seus compromissos.

Os filhos facilmente esquecem os seus deveres em relação aos pais.

Se Deus não tivesse repousado como poderia dizer estas palavras?

“Lembra-te do dia do Sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus: não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias dez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.” Êxodo 20:8-11

“...o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus...porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra...e ao sétimo dia descansou...”

- Não diz que é o descanso de Adão e Eva.
- Não é o descanso de Israel.
- É o descanso de Deus.

Para que esse dia pudesse realmente ser designado por Deus “Sábado do Senhor” era preciso que o Senhor descansasse, porque Sábado quer dizer “descanso”. Como poderia Ele chamar-lhe: Sábado do Senhor, se não tivesse descansado?

Deus não mente!

Creio que o Sábado foi dado para que o homem parasse para refazer as suas energias. Não considero, no entanto, que isto seja o mais importante, porque para refazer as energias temos a noite.

Reparem, uma vez mais, que o repouso que compete observar no Sétimo Dia não é o nosso repouso individual, e sim o repouso de Deus.

O preceito diz: “Mas o sétimo dia é o Sábado (repouso) do Senhor teu Deus.”

Ao observar o Sábado o que é que estamos a fazer de facto?

- A descansar ?
- Trabalhamos seis dias, estamos cansados e agora descansamos. Isto é, dormimos mais horas?
- É isso que Deus quis com a observância do Sábado?

NÃO!

Nesse dia é dia de comemorar o repouso de Deus, repouso do Criador, a Festa do Amado Pai do Céu, que terminou uma obra e a celebrou, e pede aos Seus filhos para a celebrarem. O repouso de Deus não obedeceu a nenhum cansaço físico, mas consistiu como é dito em Êxodo 31:16 numa celebração espiritual.

“...celebrando o Sábado nas suas gerações por concerto perpétuo.”

Deus continua a criar, e Deus continua a descansar, para estar com os Seus filhos de uma forma especial cada Sábado: “Desde os níveis mais profundos da terra, sob os nossos pés, até às mais longínquas estrelas, tudo o que existe faz parte do Universo. O Universo é tão grande que contém incontáveis biliões de estrelas, e continua a expandir-se a grande velocidade. No entanto, a maior parte do Universo é composta apenas por espaço ´vazio´.” Mini-Enciclopédia, cap. O Universo, p. 14 – Texto Editora.

Deus repousa da Sua contínua obra de criar. Pára por um dia. Que dia? O Sábado do Senhor. Para estar não só com os Seus filhos na Terra, mas de todo o Universo. O Sábado é um dia de celebração: Isaías, o profeta evangélico, o profeta da Terra Restaurada deleita-se a falar desta experiência: “Porque, como os céus novos, e a terra nova, que hei-de fazer, estarão diante da minha face, diz o Senhor, assim há-de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que, desde uma lua nova até outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor.” Isaías 66:22, 23

Quando repousamos no Sábado, estamos a unir-nos numa celebração espiritual, numa relação com O Autor da vida, do Universo, da fé, das bênçãos. Estamos a permitir que Ele me revitalize.

Adão e Eva, que tinham sido criados no sexto dia, certamente não estavam cansados. Nós, na nova Terra, não estaremos cansados. Não é pela necessidade física que observamos o Sábado, é pela necessidade de deixar tudo o que são coisas materiais, “as panelas, os tachos”, e, como Maria, estar aos pés do Senhor.

3 - Quem mudou do Sábado para o Domingo?

Uma coisa sabemos. Satanás instrumentalizou anjos no Céu, que o seguiram. Satanás instrumentalizou os Egípcios para fazerem sofrer o povo de Israel. Satanás serviu-se dos Amalequitas, para desarraigar o povo de Deus da terra. Satanás serviu-se de Babilónia para se contrapor a Jerusalém, cidade que representava o reino de Deus. Satanás tem poder para se servir de homens, instituições políticas, sociais e religiosas, para alterar o que Deus afirmou como verdade imperecível.

Deus, que avisou Adão e Eva no Jardim do Éden, deixou claro aviso na Sua Palavra: “E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei.” Daniel 7:25

Este poder “cuida” que tem poder para mudar a Lei de Deus, e de facto muda. Mas não lhe é dado poder para isso. O texto que lemos é um aviso de Deus para os fiéis. É um alerta. Mesmo que a Lei seja mudada, ela prevalecerá como foi dada no princípio.

Muitas pessoas sinceras dizem: “Mas foi Jesus que mudou, foi em honra da Sua ressurreição que foi mudado do Sábado para o Dia em que Ele ressuscitou.”

Jesus conhecia melhor que ninguém Daniel 7:25, por isso dirá de forma enfática: “Não cuideis que vim destruir a Lei ou os profetas, não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da Lei, sem que tudo seja cumprido.” Mateus 5:17, 18

Que dizem os biblistas acerca deste assunto: “Durante muito tempo, depois de destruído o templo e cessado nele o culto divino, o sétimo dia foi rigorosamente observado. A observância do Sábado continuou na Igreja cristã até ao século quinto da nossa era, mas, com um rigor e solenidade decrescente até finalmente cessar de todo.” – Dr. Coleman, Ancient Christianity, cap. XXIV, parágrafo 2.

“Temos certamente de admitir que os escritores cristãos mais primitivos não identificam o dia do Senhor (Domingo) com o Sábado; nenhum dos pais anteriores ao quarto século baseia o dever de observar o Domingo sobre o quarto mandamento, ou sobre algum preceito de Jesus ou dos Apóstolos, ou sobre a Lei dada na criação e promulgada a Moisés.” – Chamber´Encyclopedia, art. Sabbath.

“Recorrei a quem quiserdes, aos padres primitivos ou aos mais recentes, não encontrareis nenhum dia do Senhor instituído por preceito Apostólico, nenhum Sábado estabelecido sobre a base do primeiro dia da semana.” – Dr. Heylyn, History of the Sabbath, part II, cap, 1, parágrafo 10.

“E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos, e a lei...”

Cristo não foi. Os apóstolos também não. Quem foi então?

No mundo só um poder se levantou pretendendo ter este poder, invocando que esta autoridade lhe foi dada por Cristo. Que poder foi este?

O único mandamento que está subordinado a tempo é o Sábado: “Lembra-te do dia de Sábado para o santificar. Seis dias, trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus.”

Este mandamento é o único que estabelece o conceito de tempo – eth yom – este dia, o Sábado, a explicação prossegue, é o dia em que Deus descansou. Portanto o dia que Deus abençoou e santificou. O sétimo. Não um dia em sete. Mas o sétimo da existência do mundo.

O primeiro sinal de mudança aparece decretado no ano 321 da nossa era. Pelo Imperador Constantino, que se dizia ter abraçado o cristianismo. (ver história de Constantino).

“Ordena-se a todos os juízes, moradores de cidades e operários de repousarem no venerável dia do sol. Aos que residem no campo, porém, permita-se o entregarem-se livremente aos misteres da sua lavoura, porque é muito frequente não haver dia mais apropriado para se proceder à semeadura de cereais e ao plantio de vinhas...”
No ano 321, Imperador Constantino. Esta lei, cujo original se encontra na Biblioteca de Harvard College (Universidade nos Estados Unidos).

Podemos agora perguntar: QUEM MUDOU DO SÁBADO PARA O DOMINGO?

Podemos com segurança responder: A Igreja Católica Romana.

Foi-lhe dada autoridade para isso pelas Santas Escrituras? Não!

Conclusão: Experiência do meu encontro com o Papa.
Nunca esquecerei o dia 1 de Fevereiro de 1992. Era a primeira vez que estava em Roma. Tinha passado todo o dia na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Em Fevereiro anoitece depressa. Era um dia muito feliz, por duas razões: A primeira é que tinha desfrutado da comunhão dos meus irmãos e amigos da igreja. Tinha apresentado a Palavra de Deus nessa manhã de Sábado, tínhamos almoçado juntos e de tarde dirigido um Seminário sobre o Discipulado Cristão. Todos os membros da igreja tinham estado presentes.

A segunda razão: Roma é uma cidade fascinante, e agora eu estava livre e podia caminhar pelas ruas da cidade. Estava frio, mas estava bem agasalhado, com um bom sobretudo e sabia-me bem o fresco da noite. Caminhava sem destino certo e sem preocupações. No entanto, quando reparo bem onde me encontro, fico surpreendido. Estou na grande praça de São Pedro!

Confesso que fiquei encantado. Caminho na direcção da Basílica, claro que está fechada. Porém, debaixo dos claustros, percebo um enorme grupo de pessoas, talvez umas cem pessoas. Aproximo-me com a minha curiosidade natural. E, encaminhando-me, apercebo-me que são de diferentes nacionalidades. E que se trata de um encontro importante.

Paro ao lado dum grupo que falava espanhol e pergunto:
– Por favor, desculpem, o que se passa?
Olham para mim com ar incrédulo. Não compreendendo que pudesse haver ali alguém que ignorasse o evento que iria ter lugar às 20:30 H, interpelaram-me:
– Como? Não sabes o que se vai passar?
Respondi um tanto hesitante:
– Bom, realmente não sei muito bem.
De imediato fui informado.
– Homem, é o Papa que vai falar na Capela particular e nós fomos convidados para assistir.
Enquanto ouvia tudo isto senti um desejo enorme de assistir também. Mas os convites tinham sido só para algumas autoridades religiosas e políticas. De qualquer das formas, disse:
– Que pena. Gostava tanto de estar presente.
Uma senhora (mais tarde vim a saber que era superiora de um Convento) olhou para mim e perguntou:
– Quer realmente assistir?
Não hesitei:
– Claro que sim!
No espaço de dois ou três minutos ela conseguiu um convite entre uma das pessoas presentes. Este convite, que guardo como testemunha deste episódio.

Foi a primeira vez que entrei no Vaticano e ainda por cima numa das partes da Basílica que não está aberta ao público. Sentei-me ao lado da senhora que me tinha oferecido o convite. Entretanto, entrou o Papa que ia “abençoando” as pessoas que estavam na parte direita da coxia central.

Chegado à parte da frente com os seus cardeais e acompanhantes, sentou-se por momentos, enquanto foi interpretada uma música religiosa. Levantou-se e repetiu uma prece por cada semana do ano. Confesso que fiquei um pouco desiludido e cansado. Em determinada altura disse à senhora que me desculpasse, fazia intenções de sair. Ela disse-me qualquer coisa, mas confesso que não percebi o quê.

Quando cheguei à porta com a intenção de sair, verifiquei que esta estava guardada pela guarda pessoal do Papa. E estes manifestaram surpresa por eu querer sair. Perguntaram-me:
– Não sabe que o Papa será a primeira pessoa a passar por esta porta?
Senti que tinha cometido um grande erro. Pedi desculpa e fiquei ali sem me mexer até que o Papa saísse.

A cerimónia terminou, e o Papa João Paulo II inicia a saída justamente pelo lado onde me encontrava agora, procedendo como tinha entrado, abençoando todas as pessoas. Estendia frequentemente a mão e as pessoas pegavam-lhe na mão e beijavam-na.

O meu coração começou a ficar muito apertado. Agora eu fazia uma prece ao Senhor:
“Porquê, Senhor, eu vim para aqui? Desculpa, Senhor, a minha loucura! Senhor, o que vou fazer se ele me estender a mão? Quando abri os olhos, o Papa já vinha muito perto. Olhei a guarda pessoal. Eram homens gigantes, e eles olhavam para mim. Fiquei ali sem me mexer.

O Papa aproximava-se lentamente de mim. A verdade é que eu estava distanciado dos últimos bancos dois ou três metros. Era de facto a última pessoa que ele ia encontrar antes de sair pela porta e entrar nos seus aposentos. Posso ver ainda aquele homem vestido de branco, a pele muito clara, os olhos azuis e a mão estendida para mim.

– Eu adoro o Senhor do Céu, a Ele devo o meu culto. – Respondi, lentamente, em italiano. Ele olhou-me surpreendido, mas calmamente respondeu:
– Bem, muito bem! – E saiu.

O que quero realçar é muito simples. Imaginemos que temos o Papa Bento XVI ou outro ao nosso lado. E temos a oportunidade de lhe perguntar:

– Qual foi o dia que Deus abençoou e santificou?

E ele responde:

– Foi o Domingo!

Mas temos também a Pessoa linda e meiga de Jesus. Aquele que conhece os segredos da alma. O que cura as nossas ferias. O que foi ferido para nos salvar. Se Lhe perguntamos:

– Senhor, qual é o dia de culto?

– É o Sábado!

A quem devemos obedecer?

A Lei de Deus é uma lei divina, santa, celestial, perfeita. Não há uma ordem a mais ou a menos, mas é tão incomparável, que a sua própria perfeição prova a sua origem divina.

A minha decisão é ser fiel. Não porque serei salvo pela Lei, mas sou fiel porque sou salvo por Cristo e n’Ele encontro a força e o poder para Lhe ser fiel.

Não quero estar do lado errado. Quero estar debaixo da cruz, onde o sangue de Cristo caiu, onde a Sua graça pode ser exercida.

Amo a Jesus e Ele leva-me a amar o Sábado, porque neste dia sinto a divina presença de Jesus, como Adão sentia o aproximar de Deus.

Não me escondo atrás de argumentos falaciosos, não fujo para trás das dificuldades que possam surgir por ser fiel a Jesus. Não me escondo atrás de argumentos humanos e sem base bíblica! Jesus resgatou-me e livrou-me do poder opressor de Satanás. Refrigero-me na presença do Criador de todo o Universo que neste dia pára a Sua obra para estar comigo.

Quer também encontrar-se com o Senhor? Tome a sua decisão e será abençoado por Aquele que tudo pode.

Amem, a paz de Jesus!

Pr. José Carlos Costa

PAZ PARA VIVER: 13 - Vida Eterna

Introdução: Já percorremos um longo caminho. É minha convicção que se chegaram até aqui é porque têm apreciado as mensagens Paz para Viver, a cura dos problemas, da alegria da salvação. Dou graças a Jesus por se tornarem meus companheiros de viagem.

Todos nós conhecemos a experiência de ter pensamentos negativos, que nos incomodam e lutamos para os afastar da nossa mente. Como vimos, pode ser um problema não resolvido, não perdoado que não conseguimos esquecer. Esquecer é dar o que nos faz mal sem querer mal.

Os psicólogos são unânimes em dizer que os pensamentos que mais incomodam são os ocultos, os que não contamos a ninguém e eu acrescento, nem a Deus. Esses pensamentos ficam como que à espreita nos recantos da mente e vêm à superfície quando menos esperamos. Esgotam as nossas forças, as nossas energias mentais e emocionais, exaurem o nosso espírito e impedem a nossa realização. Sobretudo minam a paz de que necessitamos para viver.

Um temor comum.

Creio poder afirmar que todos temos um temor submerso em comum. De facto, é o maior de todos os temores e apresenta-se disfarçado em temores menores. Procuramos não pensar nele, recusamo-nos a encará-lo, evitamos falar dele. Estou a referir-me ao temor da morte.

Ilustração: Um dia quando uma jovem se dirigiu aos correios, presenciou à saída, um homem, a sofrer um ataque cardíaco. O senhor cambaleia e cai-lhe nos braços. Quando a ambulância chegou ele já era um cadáver. Ela nunca tinha visto a morte tão de perto e portanto nunca tinha tido consciência da fragilidade da vida, ou seja, desta realidade tão brutal que é a morte.

Mais tarde, ela contava: “Foi terrível...não havia nada que eu pudesse fazer. Senti-me tão inútil. Tentei dizer algumas palavras de conforto antes de ele morrer mas não consegui. Não sei se ele estava preparado para morrer.”

A maioria das pessoas não está preparada para morrer. Acham que o melhor é não pensar nisso. No entanto mais tarde ou mais cedo faremos parte dessa procissão imensa que começou há seis mil anos atrás com Abel.

“Para quê pensar na morte?” Perguntam alguns, e respondem: “De todos os modos temos de morrer!”

Preocupam-se com a vida, com garantir o futuro aos filhos, que não lhes falte nada.

Meus amigos podemos vencer todos os complexos com a ajuda de Jesus. Só com Ele podemos vencer as coisas mais difíceis, como seja: abandonar um mau hábito, a droga, o álcool e tantos outros males que nos roubam a saúde. Mas a felicidade plena só se consegue quando vencemos o temor da morte, e este temor também não o podemos vencer sozinhos.

Precisamos de uma cura profunda para o temor, baseada na verdade de que a morte não tem poder de destruir a vida eterna para a qual fomos criados e que está ao alcance da nossa mão. Essa verdade deve tornar-se mais do que um sonho ou um desejo.

Filosofias humanas ou de carácter esotérico, hoje tão em voga, não são suficientes. Nenhum consolo sobre a continuação da nossa alma depois da morte nos satisfará. Nem mesmo as melhores teorias acerca da imortalidade e da existência interminável da alma dará alívio.

Só a Palavra de Deus é uma fonte de alívio e força quando encaramos as perturbações e a finidade da vida. É na medida em que nos vamos apercebendo quão poucos e curtos são os anos desta vida física e face à morte dos entes queridos, que podemos repetir as palavras: “Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.”
Salmo 90:1, 2

A convicção profunda de Moisés de que “o Deus eterno é a tua habitação” (Deuteronómio 33:27) soa triunfante neste salmo. O Senhor havia concedido ao grande líder a visão da sua natureza eterna. Ele era antes de todas as coisas e através d’Ele todas as coisas foram criadas. Portanto, Ele é o único refúgio seguro na instabilidade da vida.

O Salmo prossegue, acentuando a eternidade divina e comparando-a com a brevidade da vida humana. A comparação traz uma convicção crua de quão curta é a nossa existência, e até parece que não há conforto, não há esperança para o nosso viver: “Tu reduzes o homem ao pó da terra, e dizes: Tornai, filhos dos homens. Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi, e como a vigília da noite. Tu os arrastas na torrente, são como um sono, como a relva que floresce de madrugada: de madrugada viceja e floresce; à tarde murcha e seca.” Salmo 90:3-6

A vida humana, comparada à eternidade de Deus, é como um segundo nas ondas sempre mutantes do tempo. Se mil anos são como a vigília da noite (quatro horas), o que vem a ser uma vida completa que chegou à velhice?

Mas para que os leitores do Salmo compreendam bem, Moisés repete a ideia, dizendo: “Os dias da nossa vida sobem a setenta anos, ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos.” Salmo 90:10


A brevidade da vida é usada como uma admoestação para que confessemos os pecados secretos e mais confiantemente habitemos no refúgio do Senhor enquanto houver tempo. Mas por que razão? O Salmo exorta a que entremos no refúgio de Deus nesta vida e especialmente a que aproveitemos a brevidade da vida para alcançar sabedoria e conhecimento de Deus antes de morrermos: “Quem conhece o poder da tua ira? E a tua cólera, segundo o temor que te é devido? Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio.” Salmo 90:11, 12

O conselho do salmista parece ser: “Começa a andar! A vida é curta! O nosso propósito aqui na terra é conhecer a Deus. O Inimigo tenta impedir essa possibilidade de conhecer Deus e de o amar. Teme a Deus e trata de endireitar a tua vida com Ele, pois esta vida é tudo o que tens para viver sob o Seu refúgio.”

A palavra refúgio é o centro do Salmo 90 e 91. Aconselho cada um a ler com regularidade estes hinos de louvor a Deus. Deus é o nosso refúgio.

Ilustração: A pequena aldeia de Beaulieu, em Hampshire, Inglaterra, é famosa graças ao seu mosteiro, hoje já em ruínas. Em 1539, respeitava-se a lei do refúgio. Naquele lugar, ladrões, assassinos ou qualquer outro fugitivo da justiça podiam refugiar-se e salvar as suas vidas. Ninguém podia fazer-lhes mal enquanto estivessem ali.

H. V. Morton conta o seguinte acerca dessa lei: “O chefe da guarda real podia bater ao portão, os cavaleiros podiam galopar à volta dos muros o tempo que quisessem, mas enquanto o refugiado estivesse lá dentro, era como se estivesse em terra santa, estava a salvo, como se nunca tivesse cometido algum crime.”

A graça de Deus em Cristo Jesus provê refúgio para os pecadores. Por mais grave que seja o seu pecado, o homem pode voltar-se arrependido para Deus e ser perdoado. E, como se nunca tivesse pecado, torna-se uma nova criatura em Jesus Cristo. Sobre ele ergue-se o santo escudo do favor divino. Neste refúgio preparado por Deus, podemos permanecer até sermos recebidos na cidade celeste.

E Jesus tem o mesmo pensamento que o salmista, quando diz: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou estejais vós também.” João 14:1-3

Esta promessa está repleta de amor. Repetidas vezes, Jesus declarou que o propósito da Sua vida, morte e ressurreição era que não perecêssemos mas tivéssemos a vida eterna (João 3:16). Ele veio a fim de revelar a vida eterna. Foi à cruz a fim de derrotar o poder do mal e da morte. Levantou-Se triunfante dentre os mortos como prova de que a morte havia perdido o seu poder e voltará novamente para viver com o Seu povo.

A descrição do Céu, dada por nosso Senhor, inclui a sua natureza e expansão. “Na casa de meu Pai há muitas moradas”. Pai, casa, moradas – cada palavra ilumina o nosso pensar e sentimentos. O Céu poderá ser muitas coisas, mas certamente há-de ser uma comunhão infindável com Deus.

Ilustração: Ouvi, numa rádio local, um comentário que me deixou intrigado. Era o resultado duma sondagem a trinta pessoas, às quais tinham colocado a seguinte pergunta:

“Acha que irá para o Céu quando morrer?”

O resultado foi interessante, porque todos responderam da mesma maneira:

“Mas que ideia! Quem é que pode saber tal coisa?”

A Bíblia mostra claramente o que nos pode acontecer no futuro. Então como é possível que tantas pessoas, independentemente de frequentarem ou não uma igreja, não sabem se vão ou não vão na direcção do Céu? A razão é muito simples: Se não sabem é porque não estão a ir na direcção certa. De facto seria estranho que Deus, pelo Seu Espírito, desse a convicção de que uma pessoa vai na direcção do Céu, quando o caminho que segue é o errado!

Hoje, e na confiança que se estabeleceu entre nós e sobretudo porque tenho a Bíblia na mão, com a autoridade que ela me confere, deixem-me perguntar:

– Estão vocês a ir na direcção do Céu?
– Estão vocês a caminhar para a casa do Pai?
– Estão vocês cada dia a receber mais e mais sabedoria de Deus?
– Estão, enfim, a caminho da Cidade Refúgio?

Então temos que ler esta passagem e agarrar, com confiança, esta noite, a corda. É como se estivéssemos no fundo de um poço e a corda fosse a nossa única salvação: “Estas coisas vos escrevi para que saibais que tendes a vida eterna, a vós que credes no nome do Filho de Deus.” I João 5:13

É triste saber que tantas pessoas que vivem à nossa volta, pessoas que frequentam as igrejas todos os domingos, não sabem o que as espera no fim do caminho da vida! Imaginemos um jovem que anda na Universidade. É um aluno regular, não falta a nenhuma aula, cumpre todos os regulamentos que fazem parte da Faculdade, realiza todas as provas. Ao fim de 5 anos tem o seu diploma. É licenciado. É doutor. Mas não sabe se terá colocação. Deve ser angustiante!

Que diz a Palavra de Deus? Será que nós sabemos o que ela diz?

“Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a sua mão direita, dizendo: Não temas. Eu sou o primeiro e o último. Eu sou o que vivo; fui morto, mas estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do inferno.” Apocalipse 1:17, 18.

Para Jesus, que morreu e que vive para todo o sempre, não há segredos. Por isso nenhum cristão deve viver na incerteza e muito menos na ignorância. As palavras “Céu” e “os Céus” são mencionadas mais de 700 vezes na Bíblia. A maior parte das vezes é como alusão à morada dos resgatados pelo sangue de Jesus.

Dwight Moody, disse o seguinte: “Se Deus não quisesse que eu falasse do Céu, não teria falado tanto dele na Sua Palavra.”

O Céu – um verdadeiro lugar para se VIVER.

Jesus disse “vou preparar-vos lugar e virei outra vez”. A palavra “lugar” em grego, língua em que foi escrito o Novo Testamento, é monai, plural de monë, um substantivo que corresponde ao verbo habitar, menö. A palavra muito simplesmente quer dizer que haverá amplo espaço para todos os remidos que crerem em Cristo e começarem a vida eterna, aqui na Terra, agora.

Para os discípulos, Jesus não anunciava uma coisa nova. Eles sabiam qual tinha sido a esperança dos patriarcas e dos profetas. Foi também a esperança dos apóstolos, dos crentes de todos os tempos, a nossa e a de Abraão de quem a Bíblia diz: “Pois esperava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquitecto e construtor.” Hebreus 11:10

Ver Hebreus: “Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas, vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque, os que isto dizem claramente mostram que buscam uma pátria. ... Mas, agora, desejam uma melhor, isto é, a celestial. Pelo que, também, Deus se não envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.” Heb. 11:13, 14, 16

O lugar prometido é uma cidade. João descreve esta cidade ao pormenor no capítulo 21 de Apocalipse: “E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. ... E levou-me, em espírito, a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente.” Apoc. 21:2, 10, 11

Estes versículos, repletos de esperança, respondem à pergunta tantas vezes colocada: “Onde está o Céu? Será um lugar? O Céu é para cima, mas onde?” Para muitos parece um assunto mistério, sem explicação, duvidoso. O Céu é como se fosse um lugar imaginário, inexistente.

O Apóstolo João viu a santa cidade descer sobre a Terra. Viu que esta cidade será a capital duma Nova Terra. Não, por favor, não se trata de imaginário, trata-se do Céu sobre a Terra, por mim há tanto esperado mas que em breve terá concretização porque a Palavra de Deus é infalível.

Quando penso neste assunto, sinto uma imensa alegria, confesso. Torno-me mais calmo e manso porque Jesus disse: “Bem-aventurados os mansos porque eles herdarão a terra.” Mateus 5:5

Aqui está para muitos o grande problema: “O quê? Viver nesta terra! Eu já estou farto de viver neste mundo cheio de dor, sofrimento e morte, chega!

Acalmem-se, por favor, se vocês estão cansados desta terra, também eu. Podem crer. As belas casas, o dinheiro, a boa comida. Para mim não têm muita importância. Digo muitas vezes à minha mulher: “Irene, prepara-me uns cereais, umas frutas, umas nozes, pão. E está tudo bem para mim.” Repugna-me a carne, não só porque está doente, mas dói-me o coração por saber como são tratados os animais antes de serem abatidos. São mal tratados. Os animais têm o instinto claro de que vão ser mortos. E isso faz-me doer a alma.

Meus amigos, eu não quero viver nesta terra tal como ela está agora. Deus tem um plano muito bom. E eu estou encantado com o Seu plano.

Ilustração: Suponhamos que um casal de namorados pensam em casar e anseiam pelo dia de começar a construir a sua própria casa. Os terrenos são muito caros. Se compram o terreno, ficam sem dinheiro para construir. Mas um dia encontram um homem que, sabendo dos seus planos, lhes oferece um terreno. Um terreno a preço zero. Eles ficam de boca aberta, não querem acreditar. Ainda estão a sonhar, quando a voz do homem se faz ouvir de novo:

– Dou o terreno com uma condição!
– Qual? – perguntam eles ao mesmo tempo.
– Têm que começar a construir imediatamente.
– Mas falta-nos a planta... é preciso a planta... é preciso a licença... é preciso...
– Não precisam de nada. Está aqui tudo. Gostam?
– O quê? Mas era exactamente isto com que nós sonhávamos!
– Entrem no carro, vou mostrar-vos o local, diz o homem.
– Aqui está o terreno. Gostam?
– Mas... mas, isto é uma lixeira! Este é o lugar onde colocam todo o lixo da cidade. Está a brincar connosco!

É uma imagem do que é o nosso planeta em consequência do pecado. A nossa terra está transformada numa lixeira. Num lugar altamente poluído. É a terra, as águas, o ar.

Deus não poderia colocar a Santa Cidade, a Capital, num lugar como este. Eis o plano de Deus: “Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão. Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.” II Pedro 3:10, 13

E o apóstolo João confirma: “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.” Apocalipse 21:1

Deus purificará a terra com fogo. Criará um novo ambiente para instalar a nova Jerusalém. “O primeiro céu” neste versículo é o céu atmosférico. O que temos agora, poluído, será substituído por uma atmosfera pura, sã, purificada. É o Céu para o povo de Deus, mas é um planeta completamente renovado, como era quando saiu das mãos de Deus, antes de ser contaminado pelo pecado.

Como serão as pessoas que habitarão a Nova Terra?

Creio que todos compreenderam o plano de Deus. A Bíblia é tão clara que não restam dúvidas. A questão que adivinho que cada um se coloca é:

“Que tipo de pessoas seremos? Teremos carne, teremos sangue ou seremos espíritos desencarnados?”

Haverá uma grande mudança na natureza do homem. Paulo diz: “Que transformará o nosso corpo de humilhação, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.” Filipenses 3:21

Creio que todos ficaremos muito felizes com esta mudança. Não pela beleza, ou por sermos mais altos ou mais baixos. Também não será porque queremos mudar a cor da pele. Mas porque são poucos os que desfrutam de uma saúde plena. Se não sofremos de problemas físicos, são problemas psicológicos, mentais, sentimentos feridos. Todos transportamos, neste mundo, problemas que queremos definitivamente abandonar. E é isto que acontecerá.

O nosso corpo será semelhante ao corpo glorioso com que Cristo ressuscitou. É o que diz o texto bíblico: “para ser conforme o seu corpo glorioso.” Muitas pessoas, através dos séculos, têm-se interrogado. E talvez esta noite alguém coloque a mesma questão:

“Jesus, quando ressuscitou, tinha realmente um corpo, ou Ele era um espírito?”

Com alguma frequência tenho ouvido esta pergunta no final de alguma apresentação como a que estou a fazer esta noite. Há pessoas que disseminam o que não vem na Bíblia e porque se arrogam o adjectivo de sábias, muitas pessoas sinceras acreditam nelas. Que diz a Bíblia? Respondendo a esta questão, descobrimos qual será a nossa natureza no mundo onde, pelo sangue de Jesus, iremos viver.

Repito, é claramente dito que nós seremos como Cristo depois da ressurreição. Também sabemos que Jesus apareceu várias vezes entre a ressurreição e a ascensão. Não há dúvida de que Jesus era diferente. Havia qualquer coisa de maravilhoso na Sua natureza imortal. A Bíblia afirma claramente que a Sua presença era real.

“Eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam um espírito. Ele, porém, lhes disse: Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos aos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés. Sou eu mesmo! Apalpai-me e vede; um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, não acreditando eles ainda por causa da alegria, e estando admirados, perguntou-lhes Jesus: Tendes aqui alguma coisa que comer? Eles lhe apresentaram um pedaço de peixe assado e um favo de mel, e ele comeu diante deles.” Lucas 24:37-43

Os discípulos, assustados, pensavam que Jesus era espírito. Mas o Senhor desfez imediatamente as dúvidas. Convidou-os a examinar o Seu corpo, a tocar com as suas próprias mãos, a ver com os seus olhos, as mãos, os pés, o lado que tinham sido perfurados. Depois disse: “um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.” E para que não existisse a mínima dúvida Ele pediu comida. E comeu com eles.

A Bíblia afirma, categoricamente, que os resgatados comerão e beberão no Reino de Deus. Não, meus amigos, não será um mundo de fantasmas ou de espíritos desencarnados. Trata-se de um verdadeiro lar, habitado por verdadeiras pessoas que terão actividades verdadeiras.

“Vede, eu crio novos céus e nova terra. Não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão. Edificarão casas, e nelas habitarão; plantarão vinhas, e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros nelas habitem, nem plantarão para que outros comam. Pois os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos até à velhice.” Isaías 65:17, 21-22

Ilustração: Um dia, um pregador leu estes versículos e realçou que contrariamente ao que pensa muita gente, não haverá preguiça no novo mundo de Deus. Então, do meio da sala, alguém se colocou em pé e gritou: “Estava tudo tão bem até agora. Você, sem querer, admito, acaba de estragar tudo. Será que depois de tanto trabalhar aqui, ainda tenho que trabalhar lá?”

O pregador não desanimou e respondeu: “Meus amigos, para quê os sofás, para quê as cadeiras de rodas, para quê as bengalas, se cada um terá saúde, juventude eterna?” E continuou: “O profeta Isaías não está a dizer que vamos passar todo o dia a trabalhar, a construir casas e a plantar árvores. O que ele quer dizer é que a vida é algo concreto, real. As pessoas terão carne e ossos, por isso viverão para sempre usufruindo de actividades que lhes darão imenso prazer.”

Eu vou dizer-vos: É isto que me seduz. Mas, mais do que isto, é ter o privilégio de tocar, como fizeram os discípulos, as mãos e os pés do meu amado Senhor. Esta vai ser a coisa que mais quero fazer quando O encontrar. E você?

Reparem bem no que diz a Bíblia. Eu vou ler e não comento, porque é mais claro que as águas mais límpidas: “E morador nenhum dirá: Estou enfermo; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniquidade.” Isaías 33:24

Não mais ambulâncias, nem hospitais, nem medicamentos. Todas estas coisas são inúteis.

“Então os olhos dos cegos se abrirão, e os ouvidos dos surdos se desimpedirão. Então os coxos saltarão como o cervo, e a língua dos mudos cantará. Águas arrebentarão no deserto, e ribeiros no ermo.” Isaías 35:5, 6

“Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças. Subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão, caminharão e não se fatigarão.” Isaías 40:31

Mas isto é só um pouco da história. Vejam o que diz João: “E Deus limpará dos seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” Apocalipse 21:4

Esta é a solução que oferece Deus para os dramas do homem. A solução para o medo, a tristeza, a ansiedade, as neuroses, as esquizofrenias, as dores e a morte. Ninguém sabe curar como Deus!

Muitas pessoas acreditam que a política é o meio pelo qual os homens podem resolver os problemas do homem. Com certeza que a política será necessária, enquanto vivermos neste sistema de coisas.

Não devemos no entanto esquecer, que há seis mil anos, são milhares as pessoas que fazem política. Muitas dessas pessoas são muito bem intencionadas. Não são movidas unicamente pelo desejo da projecção pessoal. Mas querem de facto resolver os problemas. No entanto os problemas estão bem longe de serem resolvidos. Eu não faria melhor do que os políticos.

Já fui muitas vezes a Angola, país que a maior parte dos portugueses traz no coração. É um país de gente linda, de coração que sabe amar e sofrer. Ali vi muitos jovens e até crianças com as pernas amputadas em consequência das minas. E penso: “Como resolver este problema?” Só Jesus!

Ilustração: Imaginem que todos os portugueses se reúnem no Largo de São Bento e começam a gritar: “Queremos o José Carlos Costa como 1.º Ministro!”

Os deputados saem da Assembleia da República, vêem 10 milhões de portugueses. O Presidente da Assembleia da Republica, levanta as mãos e toda a gente se cala: “Por que razão é que vocês querem o Sr. Costa para 1.º Ministro?”

A uma só voz, ouve-se uma voz como se se tratasse dum trovão: “Ele tem as qualidades para fazer melhor que qualquer outro. Com ele vamos viver todos bem.”

Imaginemos ainda que o Sr. Júlio Carlos Santos, que encabeçou a manifestação, acrescenta: “Com ele teremos a liberdade, igualdade, fraternidade. Só é pena que ele não possa governar todos os países, pois com ele não haveria mais guerra.”

Toda a gente aplaudiu. O Presidente da Assembleia diz, simplesmente: “Seja!”

A verdade é que, passado pouco tempo, todos os portugueses têm uma casa, médicos não faltam, todos os jovens estudam, e quando terminam os estudos, todos têm um futuro assegurado. Ninguém tem hipotecas, nem dívidas, nem cuidados. É maravilhoso! Sou uma pessoa muito apreciada. Passo na rua e toda a gente me cumprimenta e eu levanto a mão para todos.

Os anos passam. Um dia vou visitar o Sr. Júlio Carlos Santos. Entretanto os seus filhos já terminaram o curso Universitário e, como toda a gente, estão bem na vida. Paro o carro diante da sua linda vivenda. Bato à porta e a esposa apressa-se a convidar-me a entrar. Ao meu encontro vem um homem curvado, que de imediato me diz: “Reumatismo! Fui ontem ao hospital, trataram-me muito bem, mas não há nada a fazer, só uma coluna nova!”

Dirige-se para uma cadeira a coxear e acrescenta: “Você tem resolvido bem os problemas, mas sinto que estou a envelhecer.”

Chama a esposa para trazer uma fotografia de 30 anos atrás: “Olhe para isto! Nem um só cabelo branco. Você tem que me ajudar a resolver este problema.”

Respondo: “Vamos ver o que se pode fazer, meu amigo! No fundo sei que não posso fazer nada. Sei que a minha política resolveu muitos problemas, mas este problema não posso resolver. É verdade que dei ordem há anos para que as investigações sobre a CLONAGEM avançassem, mas as coisas têm dado tantos problemas que, sinceramente, não me parece que retirar uma célula do Júlio Carlos para a clonar, depois dele morrer, seja a solução.”

Despedi-me e passei por aquele magnífico bairro dois anos mais tarde. Paro o carro, e encontro o meu amigo Júlio numa cadeira de rodas. Não era uma cadeira de rodas qualquer. Tinha um motor, volante e ele podia, com alguma facilidade, deslocar-se. Quando me viu, ficou contente, mas perguntou: “Afinal, quando é que faz aprovar a lei da Clonagem? Há tanto tempo que estou à espera. Eu quero arriscar.”

“Está quase, Júlio! Está quase!”

Volto a passar dois anos mais tarde e fico surpreendido. Os dois Mercedes dos filhos estão estacionados diante da residência dos pais. Há muitos outros carros. Entro, apercebo-me facilmente que o Júlio faleceu. Os filhos estão contentes por me verem, mas eles choram. Dirijo-me à mãe e ela levanta os olhos e diz: “Você não conseguiu resolver este problema. O meu marido morreu há duas horas. E agora? Obrigado por ter vindo!”

“Que posso fazer?” Pergunto timidamente. “Se puder ajudar, por favor não hesitem...”

“Que pode um homem fazer numa situação destas?!” Exclama um dos filhos. “Nada, a não ser recomendar-nos um Pastor que conheça bem a Bíblia e nos traga o conforto da Palavra de Deus. A fé é a única esperança que nos resta.”

Olho aquele jovem e abraço-o, porque de facto é a minha sincera convicção também. Só Deus tem o plano que pode responder aos anseios profundos do ser humano. Pensem, pensem um só instante. Não haverá mais morte nem cemitérios na Nova Terra.

Não haverá mais acidentes, nem doenças, nem reumatismo, nem velhice para colocar fim à vida. Os resgatados do Senhor viverão e o seu maior desejo será conhecer a profundidade e sabedoria do amor de Deus.

Esta é a maior mensagem, esta é a mensagem que dá paz para viver. Jesus deseja que cada um de nós esteja no Seu reino.

Quando Jesus estava na cruz entre dois ladrões, aconteceu um milagre, o milagre da graça. Um dos condenados voltou-se para Jesus e suplicou: “Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino.” Lucas 23:42

O Senhor olhou para ele e leu os seus sentimentos. O seu coração ficou aberto diante dos olhos de Jesus, e Ele viu a sinceridade. Viu este homem cansado, que empurrado pelo diabo, tinha feito coisas tão horríveis, mas queria o reino de Jesus. E o Senhor respondeu: “Estarás comigo no paraíso”. Lucas 23:43

Meu Deus, que coisa mais linda! Não foi preciso o homem pagar nada, não foi preciso fazer nenhum sacrifício, só ser sincero e tomar a decisão correcta no momento certo. Hoje, é o momento certo. Amanhã, pode ser muito tarde. Pode ser que o Diabo já tenha arrancado a sinceridade do nosso coração, pode ser que a vida já não seja nossa. Então é demasiado tarde. Agora, é o momento certo. Reserve o seu lugar hoje!

Ilustração e Apelo: Um pregador falava da vida depois da morte. E ele pensou que este era um assunto que toda a gente estaria interessada em saber, por isso anunciou a conferência no jornal da cidade. Convidava as pessoas a telefonarem para reservarem um lugar. Muita gente telefonou. À medida que ele recebia as reservas, colocava o nome das pessoas num lugar, num dos bancos da igreja.

Entrou um homem que não tinha reservado lugar e sentou-se num lugar para as pessoas que não tinham reservado. Mas não estava contente, por isso decidiu mudar para um lugar melhor e sentou-se. Uma pessoa, responsável pela coordenação da sala, foi falar com ele e disse: “Desculpe, mas este lugar está reservado.”

O homem levantou-se zangado e foi para outro lugar não reservado, mas disse alguma coisa: “No Céu, não há lugares reservados.”

O coordenador da sala ficou muito incomodado. Pensou que não deveria ficar calado e dirigiu-se ao homem: “Desculpe, penso ter percebido que o senhor disse que não haveria lugares reservados no Céu, é isto verdade?”

“Foi exactamente o que eu disse. Não é preciso reservar lugar no Céu!”

“Então, devo elucidá-lo, com muita amizade. A verdade é que os lugares no Céu são exactamente reservados. E se não for reservado com antecedência, a Palavra de Deus diz que não será admitido.”

Há alguém que nos está a ler, sente no coração o desejo de reservar lugar no Céu? Quer estar ao lado de Jesus? Quer tocar a mão de Jesus? Alguém quer dizer: “Jesus, eu confio na Tua Palavra e Tu disseste ‘Eu vou preparar um lugar’.”

Há alguém que queira dizer: “Senhor, prepara um lugar também para mim, por favor. Eu não mereço, mas confio no sangue, esse sangue tão precioso que correu pela cruz até ao chão.”

Será que existe alguém que está ainda hesitante? Será que há alguém que deseja no coração esse lugar, mas se sente indigno? Sente que é fraco, sente que é pecador, e por isso não decide? Meu amigo, minha amiga, querido jovem. Se sentes isso, então tu és a pessoa que Jesus está a chamar.

Diz ao Senhor Jesus: Por favor, reserva um lugar para mim! Amem.

Pr. José Carlos Costa