30 de junho de 2009

O SERVIÇO ANUAL

Além do serviço diário, existia na economia israelita uma série de festas e convocações solenes que constituíam o calendário eclesiástico e que chamaremos o serviço anual do Santuário. Este serviço anual acha-se descrito mais sistematicamente no capítulo 23 do livro de Levítico.
A Páscoa (Lev. 23:4-5, Ex. 12)
A primeira destas festas era a Páscoa (Pesakh). Era realizada no dia 14 do primeiro mês (Nisã ou Abib). A primeira Páscoa foi realizada por ocasião da saída do povo israelita do Egipto, evento que passou a comemorar. No décimo dia do mês, era escolhido um cordeiro de um ano e sem defeito. Na tardinha do décimo quarto dia o cordeiro era morto e assado. A carne devia ser comida pela família aquela mesma noite com pães sem fermento e ervas amargas. Na primeira Páscoa, as portas deviam ser ungidas com sangue do cordeiro para que a família seja libertada da praga da morte do primogénito.
A palavra-chave desta cerimónia é libertação. Por esta razão se torna um tipo do sacrifico de Cristo. Jesus nos liberta da escravidão do pecado e da sentença de morte que pesava sobre nós. Mas para isso o Seu sangue precisava ser derramado e os Seus méritos aplicados a nós pela fé.
Os Pães Ázimos (Lev. 23:6-8)
No dia seguinte à Pascoa (15 de Nisã) começava a festa dos pães ázimos (Hag Hamatzot). Durante sete dias não poderia haver fermento dentro das casas dos israelitas. Originalmente os pães ázimos representavam a saída rápida do Egipto, mas podemos ver aqui (e Cristo nos autoriza a faze-lo na Santa Caia), no cereal moído, feito farinha e logo pão, um símbolo do corpo de Cristo quebrantado pelo homem e por causa do homem. Mas vemos também na ausência de fermento o símbolo de ausência de pecado em Cristo. E somos convidados a ingeri-lo, para que faça parte do nosso próprio organismo como alimento, dando-nos, desta forma, vida.
O primeiro e o último dia desta festa deviam ser dias de “santa convocação” e nenhum trabalho servil devia ser feito (eram portanto sábados cerimoniais).
A Festa das Primícias (Lev 23:9-14)
No "dia seguinte ao sábado" (verso 11), isto é, no dia 16 de Nisã, era celebrada a festa das primícias (Bikurim). Neste dia os israelitas deviam apresentar no templo o primeiro produto (os primeiros molhos de espigas) da colheita. O sacerdote pegava o molho e o mexia perante o Senhor.
Esta cerimónia era um tipo da ressurreição de Cristo. Cristo é a primícia e a garantia da ressurreição dos justos no dia a volta de Jesus (Notavelmente, Mat. 27:52-53 nos informa que muitos santos ressurgiram junto com Cristo, fazendo a analogia com a festa da primícias mais completa e interessante).
Notemos como Jesus cumpriu estas festas morrendo no dia da Páscoa (14 de Nisã) e ressuscitando no dia 16 do mês, no dia das primícias.
A Festa das Semanas (Lev 23:15-21)
Cinquenta dias após a festa das primícias, celebrava-se a festa das semanas (chamado em grego Pentecostes e em hebraico Shavuot). Este dia era, na verdade uma santa convocação. Os israelitas deviam apresentar dois pães como ``oferta mexida". Simultaneamente, eram oferecidos cordeiros e bodes como sacrifício (na maior parte dos serviços e festas do santuário estão presentes os sacrifícios pois sempre a aproximação do homem a Deus se faz na base dos méritos do substituto, isto é , de Cristo).
Primariamente a festa simbolizava o agradecimento a Deus pela colheita. No Novo Testamento aparece associada ao derramamento do Espírito Santo (Actos 2). Esta relação torna-se mais interessante quando percebemos que Actos 2:1 pode ser traduzido como: “Quando o dia de Pentecostes foi cumprido" (symplerousthai) que pode ser entendido como a realização antitípica daquilo que era anunciado pela festa. Foi também nesse dia que a igreja cristã teve sua "primeira colheita'' logo do discurso de Pedro e a conversão de três mil pessoas.
Festa das Trombetas (Lev. 23:23-25)
No primeiro dia do sétimo mês (Tisri), realizava-se a Festa das Trombetas (Rosh Hashanah, ou melhor Yom Teruah). Neste dia, que era uma santa convocação, nenhum trabalho servil devia ser feito. No templo eram tocadas as trombetas (shofar). Este dia anunciava a proximidade do Juízo, o Dia da Expiação. Esta festa apontava para a proclamação do evangelho realizado pelo Movimento Adventista entre os anos 1840 e 1844.
O Dia da Expiação (Lev. 23:26-32, Lev. 16)
Durante o ano todo, os israelitas tinham ido ao santuário para oferecer sacrifícios pelos pecados e, como já vimos, segundo o princípio da transferência, o pecado era através da cerimónia transferido ao santuário ou ao sacerdócio. Portanto, fazia-se necessário efectuar uma "purificação" que eliminasse de vez o pecado. Isto realizava-se no décimo dia do sétimo mês, no chamado Dia da Expiação (Yom Kippur). Junto com Páscoa este era o dia mais importante no calendário religioso judaico. Nenhum trabalho devia ser feito nesse dia (era, pois, um Sábado cerimonial) e o povo devia afligir suas almas (Lev. 23:27) e quem não o fizese seria cortado dentre o povo (Lev 23:29). Talvez por este motivo, o Yom Kippur tem sido, tradicionalmente, visto pelo Judaísmo como o Dia do Juízo.
No dia da Expiação o Sumo Sacerdode devia vestir as roupas de sacerdote (vestes santas) e tomar um novilho para, primeiramente fazer expiação por si e pela sua casa. Também tomava do povo dois bodes sobre os quais tirava sortes: um bode seria ``para o Senhor" e o outro ``para Azazel" (sobre a origem e o significado do nome Azazel é muito pouco o que se sabe; uma hipótese - especulativa, claro - pretende que Azazel seria o antigo nome de um demónio do deserto).
O Sumo Sacerdote imolava o novilho pegava um pouco do sangue e entrava no Lugar Santíssimo levando também um incensário (isto era preciso para que ele não ficasse directamente exposto à glória de Deus). Ele deixava o incensário no chão frente à arca de tal forma que a nuvem de incenso estivesse entre ele e arca. Então com seu dedo espargia o sangue do novilho sete vezes sobre o propiciatório. Assim tinha feito expiação por si e pela sua casa.
Logo ele imolava o bode "para o Senhor" (que representa a Cristo), tomava do seu sangue, entrava novamente no Lugar Santíssimo e fazia da mesma como tinha feito com o novilho. Desta forma fazia expiação pelo Lugar Santíssimo (Lev 16:16,NIV). Depois, repetia a cerimónia para fazer expiação pela Tenda da Reunião (Lugar Santo).
Uma vez feito isto, o Sumo Sacerdote, saía do Lugar Santíssimo e se dirigia ao altar ``que esta perante o Senhor" (Lev. 16:18, provavelmente seja o altar de incenso, comparar com Êxodo 30:1-10). Tomava sangue do novilho e do bode e o colocava nas pontas do altar. Depois espargia sangue sete vezes sobre o altar.
Uma vez feito isto, a expiação estava acabada (Lev. 16:20)e só então o Sumo Sacerdote tomava o bode vivo ("para Azazel"), colocando as mãos sobre a cabeça do bode, confessava sobre ele todos os pecados do povo e o bode era enviado ao deserto. Notemos que este bode não participava do processo de expiação pois esta já tinha sido feita. Talvez o salmista se referisse a esta parte da cerimonia quando escreveu, falando acerca do ímpios: ``entrei no santuário de Deus; então percebi o fim deles". O bode por Azazel representa Satanás e todos os ímpios que, por não ter aceito o sacrifício expiatório de Cristo devem carregar o peso e a consequência dos seus próprios pecados, sofrendo assim a eterna separação de Deus e Seu povo (o que significa em última instância, destruição eterna). No caso de Satanás, ele deve levar também sua parte de culpa nos pecados dos santos por ter sido ele o originador da rebelião e o pecado (por esta razão os pecados do povo são confessados sobre o bode para Azazel). Desta forma o Dia da Expiação ilustra a final destruição do pecado e dos ímpios.
O Dia da Expiação antitípico começou em 1844 tal como foi anunciado pelo profeta Daniel (Daniel 8:14)
Festa dos Tabernáculos (Lev. 23:33-44)
No dia quinze do sétimo mês, começava a chamada Festa dos Tabernáculos (Sukkot) e durava sete dias. No primeiro dia havia uma santa convocação. Os israelitas deviam construir tabernáculos com folhas de palmeiras e ramos de árvores para morar neles durante os sete dias da festa. No oitavo dia havia novamente uma santa convocação.
A festa lembrava o tempo que os israelitas habitaram em tendas no deserto durante a viagem até a Terra Prometida logo de serem libertos da opressão do Egipto. Por esta razão a festa se torna um tipo da nossa libertação e nossa translação à verdadeira Terra Prometida, Canaã Celestial onde finalmente habitaremos nas moradas que Jesus foi preparar para nós.

CONCLUSÃO

Neste trabalho foram descritos os principais aspectos do sistema ritual judaico centrado no santuário, e foram interpretados os principais tipos e símbolos encontrados nestas cerimónias. Evidentemente o trabalho não foi exaustivo (nem pretendia sê-lo) pois deixamos de lado temas interessantes e variados como: o vestuário dos sacerdotes, a cerimonia da novilha vermelha (Num. 19), as libações e ofertas de manjares, o ciclo de anos sabáticos e jubileus e até aspectos das festas descritas que julgamos secundários para este trabalho introdutório. Pensamos ter atingido o nosso objectivo maior, a saber, apresentar as cerimonias judaicas mais importantes e significativas, não só para a interpretação das profecias de Daniel e Apocalipses, mas também para a compreensão do ministério sacerdotal realizado no Santuário Celestial por Jesus, o nosso Sumo Sacerdote.

O SANTUÁRIO NAS PROFECIAS DE DANIEL

Não é o objectivo deste trabalho estudar em detalhes as profecias do livro de Daniel, porém não é possível realizar um estudo satisfatório do santuário sem se referir à obra de Cristo tal como ela é descrita nos livros de Daniel e Apocalipse. Referiremos só algumas ideias que mostram esta conexão santuário-profecias e ao mesmo tempo mostram a Cristo como O centro destas duas revelações bíblicas.
Comummente, as profecias de Daniel são estudadas na ordem sequencial dos capítulos (isto é, se estudam os capítulos 2,7,8 e 9, nesta ordem). Mas para os nossos objectivos, será conveniente começar analisando o capítulo 9.
Daniel 9: o Santuário e o Sacrifício
O capítulo começa com uma fervorosa oração. Daniel estava preocupado com a restauração de Israel e principalmente com o estado no qual se encontrava o Templo em Jerusalém (ver, por exemplo, o verso 17). Daniel tinha percebido que os 70 anos de cativeiro previstos por Jeremias estavam a chegar ao seu fim e perguntava-se se acaso as profecias de tempo dos capítulos anteriores significavam um adiamento da restauração de Israel. Isto preocupava o profeta, pois o exílio do povo, o estado de destruição de Jerusalém e principalmente o facto do Templo estar em ruínas, significava desonra para Deus. Portanto, repetimos mais uma vez, Daniel estava preocupado com a restauração do Santuário em Jerusalém.
Mas o anjo Gabriel foi enviado para dar explicações a Daniel. O anjo explicou-lhe que não era o Templo de Jerusalém que devia ser o centro da suas preocupações (de facto o Santuário Terrestre seria definitivamente destruído, Dan.9:26) e dirigiu o olhar de Daniel para o Santuário Celestial do qual nos fala o livro de Hebreus (ver Heb. 8:1-2). É com o Santuário Celestial que a verdadeira obra de restauração está relacionada. Como veremos, as profecias de Daniel 9,8 e 7 (e grande parte das profecias de Apocalipse) são na verdade revelações acerca do Santuário Celestial.
Como já fora explicado, o versículo 24 faz referência à inauguração do Santuário Celestial (``...e para ungir o Santíssimo'', diz o verso). Isto significa que a profecia das setenta semanas indica o tempo em que entraria em funções o Santuário Celestial. Mas o aspecto mais importante deste capítulo é mostrar o Messias como o verdadeiro sacrifício em nosso favor, que acabaria com todos cerimoniais do Santuário Terrestre (versos 25 a 27).
Do estudo feito neste trabalho, podemos ver que as festas bíblicas agrupam-se em dois pólos. Primeiro temos as festas associadas à Páscoa: Pães Ázimos, Primícias e Pentecostes (pois a data de realização da festa de Pentecostes depende da realização da Páscoa. Em segundo lugar temos as festas associadas ao Dia da Expiação: Festa das Trombetas e Festa dos Tabernáculos. Como vemos, o capítulo 9 de Daniel relaciona-se com a inauguração do Santuário e com as festas associadas à Pascoa.
Mas, poderíamos pensar, haverá alguma profecia, no livro de Daniel, referente às festas associadas ao Dia da Expiação? A resposta é Sim. Estas profecias estão nos capítulos 7 e 8 de Daniel.
Daniel 7 e 8. Juízo Pré-Advento
A referência mais evidente ao Santuário se encontra em Daniel 8:14: ''E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado''. De acordo com o dito nos parágrafos anteriores, a referência deve ser ao Santuário Celestial. É necessário, porém, que entendamos que significa a purificação do santuário.
No contexto de Daniel 8 a purificação do Santuário aparece como a reacção divina frente aos ataques do poder opressor representado pelo chifre pequeno (ver Daniel 8:9-14). No capítulo 7, vemos novamente a acção de um poder perseguidor do povo de Deus e a resposta divina, mas desta vez a reacção de Deus contra os Seus inimigos é representada por um juízo que culmina com a destruição dos inimigos de Deus e, por contraste, a final vindicação do povo de Deus ao receberem o Reino (ver Daniel 7:7-10 e 21-26). Devemos notar também que o Dia da Expiação apontava justamente a acção divina que culminaria com a destruição final do pecado e os ímpios. Fundamentados no princípio de paralelismo das profecias de Daniel e sustentados pelo contexto discutido nas linhas anteriores, podemos concluir que a purificação do Santuário, o juízo mencionado em Daniel 7 e o Dia da Expiação descrevem o mesmo acontecimento e portanto são equivalentes. Esta obra de juízo tem sido tradicionalmente chamada de Juízo Investigativo ou melhor, Juizo Pre-Advento, pois ele acontece antes da Volta de Jesus.
Sumário e Comentários Finais
Vimos que Daniel 9 está intimamente relacionado com as festas associadas à Pascoa e que Daniel 7 e 8 relacionam-se às festas associadas ao Dia da Expiação. Podemos dizer que estes três capítulos não são mais do que um profecia acerca do Santuário Celestial ou, equivalentemente, sobre a obra de Cristo primeiro como o sacrifício substitutivo e logo como Sumo-sacerdote. É, em última instância, esta profunda relação entre estes capítulos que nos permitem afirmar que os períodos proféticos de Daniel 8 e 9 devem ter início na mesma data, a saber, 457 A.C. com a promulgação do decreto de Artaxerxes (ver Esdras 7:1-26).
Para finalizar, notemos que os capítulos 4 e 5 de Apocalipse não são mais do que uma versão mais detalhada da visão de Daniel 7:9-14. Assim, a relação entre Apocalipse e o Santuário se torna ainda mais intensa e viva o que nos dá maior e mais forte motivação para o estudo dos assuntos relacionados aos serviços nos Santuário, tanto o terrestre como o celestial.

22 de junho de 2009

JESUS E O SANTUÁRIO EM HEBREUS 9 e 10

O livro de Hebreus em geral, e os capítulos 8, 9 e 10 em particular, é de grande importância para estabelecer o entendimento tradicional Adventista acerca do santuário. Em passagens que tradicionalmente mostravam Jesus a entrar no Santuário, edições modernas (por exemplo a Edição Contemporânea da versão de Almeida) substituiu a palavra “santuário” por “santo dos santos”, dando a entender que Jesus teria entrado no Lugar Santíssimo no ano 31 AD. Vamos analisar de forma sucinta esta questão.
No texto grego, a palavra que designa o Lugar Santo em Heb. 9:2 é "Hagia" ( Agia) que literalmente quer dizer “Santo” ( apalavra "Lugar” não aparece no original). A expressão que designa o Lugar Santíssimo no verso 3 é ``Hagia Hagíon" ( Agia Agiwn) que significa literalmente "Santo dos Santos" (de novo a palavra "Lugar" não aparece).
Nos versos em questão, por exemplo Heb. 9:12, aparece a expressão `ta hagia" (ta agia) que dignifica ``os santos". O verso, então, diz que Jesus entrou ”nos santos (lugares)”, isto é, no Santuário. Aliás, a mesma expressão (só que no caso genitivo em vez do acusativo) aparece em Heb 8:2, sendo traduzida universalmente como “santuário”. Os professores F. Rienecker e C. Rogers na Chave Linguística do Novo Testamento Grego comentam que a expressão significa o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo em conjunto, isto é, santuário.
Portanto concluímos que a tradução certa é “santuário” em concordância com a interpretação Adventista do Sétimo Dia desde a sua origem. Não devemos deixar de registar neste momento o seguinte; em 1844 nenhuma Religião Cristã tinha este ensinamento, os pioneiros Adventistas não eram teólogos, eram sem dúvida homens e mulheres de oração. Sem excluir a inteligência, o conhecimento mais exigente, Deus procura aqueles que são humildes de coração para revelar a Sua justiça “inocência”, encontrou nesse grupo corações plenamente receptivos à revelação do Espírito Santo. Seja Deus louvado pelos séculos dos séculos. Amem.

O TEMPO

“O tempo perguntou ao tempo qual é o tempo que o tempo tem! O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem.” Esta é uma das lengalengas mais conhecidas e nós temos e continuaremos a falar do “tempo profético” as profecias dos últimos tempos.
Podíamos falar do chamado tempo meteorológico e congratular-nos com a Primavera ou o Verão que com os seus raios de sol afagam e restauram o nosso corpo e mente e nos fortalecem para o tempo de Outono e Inverno. Portugal, é um país com imensas praias e muitas delas hasteiam a Bandeira Azul. Símbolo de qualidade e sustentabilidade das praias.
Poderíamos neste artigo falar uma vez mais do tempo de crise, o tempo das epidemias, pandemias, o tempo da fome, ou…
Mas hoje proponho-me falar do tempo marcado pelo relógio. No tic-tac que comanda as nossas vidas. No tic-tac que nos faz acordar. No tic-tac que nos manda dormir. No tic-tac que marca os nossos compromissos.
Todos sabemos que, ao contrário dos britânicos, os portugueses não são muito dados a pontualidades, seja qual for a ocasião. Ora é daqui que nasce o quarto de hora académico, ou seja se uma aula está marcada para as 8h00 já se sabe que é para estar na porta da sala às 8h15. o mesmo acontece com as inaugurações. Raramente começam à hora marcada, normalmente começam “à boa maneira portuguesa com um quarto de hora de atraso.” Agora é chato quando o quarto de hora se torna quase numa hora e não há meio da festa começar.
Veja bem, o que quero dizer, os atrasos são tão comuns neste país à beira-mar plantado que já há quem marque acontecimentos para um quarto de hora antes do previsto para evitar eventuais atrasos!
“O tempo perguntou ao tempo qual é o tempo que o tempo tem! O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem.”
O tempo é sempre subjectivo e mesmo que os dias tivessem mais horas o problema do tempo continuaria intemporal.
Será por isso que nós portugueses, brasileiros, cabo-verdianos, angolanos, moçambicanos, guineenses, santomenses e todos os de fala portuguesa não nos preocupamos com o tempo bíblico? Será que este tempo também é subjectivo!
Esta não é uma reflexão bíblica por isso voltemos ao nosso tema para terminar. “O tempo perguntou ao tempo qual é o tempo que o tempo tem! O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem.”
Faça de cada tempo o melhor tempo do mundo. Pois nunca sabemos o que os próximos tempos nos reservam, a menos, sim a menos que sejamos dirigidos pelo Senhor do tempo. Por falar nisto conhece este texto?
João 1:1-5:
"1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 Ele estava no princípio com Deus.
3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4 Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens;
5 a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela."
Afinal o tempo não é subjectivo, há o Sehor do tempo: Jesus o "Verbo", a Palavra que fez o tempo e o cotrola, deixe que Ele controle o seu tempo, vai ver como terá mais tempo.
Deus o abençoe em Cristo.

19 de junho de 2009

PROFECIA E ESCATOLOGIA

A escatologia, está cheia de autores que não têm qualquer problema em imaginar cenários, figuras compostas, teorias de conspiração, pessimismo mórbido entre outras coisas que são prejudiciais à credibilidade da Igreja na sua missão de proclamar a Verdade.
Todos nós que de alguma forma já lemos algo sobre esta temática, conhecemos inúmeras figuras que ao longo da história, foram conotadas e apontada como sendo o “tal”, anticristo, aquele que parece ser o mais desejado, que o próprio Cristo, o que sinceramente me parece estranho.
A história mais recente é pródiga em inúmeros candidatos. Tanto em revistas da especialidade, como em artigos e até livros, alguns dos quais ainda se encontram à venda.
Não posso esquecer um livro que li sobre os acontecimentos catastróficos que o “Caos do Ano 2000” (Y2K) iria causar a toda a terra e em como esse livro serviria de manual com instruções para sobreviver a todos os acontecimentos desastrosos.
A razão porque falei deste livro, pasme-se, é que consegui adquiri-lo na livraria de uma igreja depois do referido ano "catastrófico" ter passado.
Nada do que foi previsto tinha acontecido, mas nem assim houve a decência para retirar a referida “obra” dos escaparates. Parece que o “negócio” fala mais alto que a Verdade e o compromisso com a honestidade.
O anticristo, tem sido, usado da mesma forma para que muitos façam dinheiro em adivinhações que se revelam erradas, mas o mais grave, é que nem ainda assim param. Aliás, se as pessoas continuam a consumir para quê tirar-lhes esta “droga” tão apetecível e necessária?
Deut. 18:22 “Quando o tal profeta falar em nome do Senhor, e o que disse não acontecer nem se realizar, essa palavra não procede do Senhor. Com soberba falou o tal profeta. Não tenhas temor dele.”
O cristão é uma pessoa de fé, um crente, mas não um crédulo, antes pelo contrário sabe perscrutar a verdade e não se satisfaz com qualquer coisa só porque alguém usa o epíteto final
“Assim diz o Senhor”.
I Co.14:29 “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.”
O Ap. Paulo ensinou a igreja a ser criteriosa e exigente quando alguém ousa falar algo que considera que recebeu de Deus. Julguem, é uma ordem!
Há quem se entretenha a discutir a cessação ou não dos dons espirituais na liturgia da igreja, outros a contabilizar profecias, ainda há os que se arrogam ter recados pessoais e usar os instrumentos mais sagrados, como a pregação, oração, louvor, profecia, para os transmitir.
A ordem do Apóstolo para julgar as profecias parece ficar no esquecimento ou é inibidor para os cristãos, talvez por julgar ser uma actividade que nos está vedada, mas não neste caso, pois não julgamos a pessoa, nem a intenção, mas a profecia em si.
Qualquer pessoa que tenha a ousadia de prever sobre qualquer área ou matéria que Deus achou por bem ficar em abstracto, deve saber de antemão, e até desejar, que o que diz ou escreve seja julgado pela igreja, pois foi essa a orientação de Paulo.
A palavra de Deus é a verdade a respeito de qualquer assunto a que se refere. Desta forma não pode de maneira nenhuma ser deturpada por interpretações apressadas ou que se provam falaciosas.
A Igreja, os líderes, os pastores, os que exercem funções didácticas, o crente em geral; todos devem ser exigentes e comprometidos com a verdade. Não permitir que os critérios baixem ou sejam considerados como secundários, na busca incessante da Verdade para a vida dos homens em geral.
A profecia e toda a abordagem às questões escatológicas devem ser tratadas com toda a seriedade e ao mesmo tempo exigência de todos.
Núm. 11:29 “Oxalá que todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu Espírito.”
Este desabafo e desejo de Moisés tem a oportunidade de hoje se cumprir na igreja, “pois o seu Espírito foi derramado sobre toda a carne.” Act.2:17 no entanto isto não significa a banalização, antes pelo contrário a responsabilização.
Ninguém pense que Deus permite o desleixe ou critérios menos exigentes, só porque o seu Santo Espírito agora habita no meio do seu povo. Ao contrário, devemos ser mais exigentes e criteriosos, pois quando falamos está em causa a verdade e a autoridade, pois fomos feitos arautos das boas novas que mudam a história da humanidade.
A minha observação vai no sentido em que todos nos tornemos mais comprometidos com a verdade, sejamos criteriosos e forcemos quem aborda estes assuntos a responder pelas tentativas de adivinhação que saem erradas e causam mais confusão e escárnio ao evangelho.
Recomendo até que se comece a exigir, tanto aos autores, como editores, a devolução do dinheiro que foi dispendido em material que se provou ser espúrio e enganoso.
Está na altura da Igreja Adventista do Sétimo Dia elevar a sua exigência ao nível da Verdade e nada menos que isso nos deve satisfazer.
Bem-haja

14 de maio de 2009

O PRICIPIO DIA/ANO

É bíblico o princípio dia/ano ou é uma invenção Adventista imposta à Bíblia? O estudo dos textos é evidente que não há outra forma de compreender o períodos proféticos se esse princípio for ignorado. Por outras palavras, para a correta interpretação profética, é imperativo o emprego desse princípio. E sendo as coisas assim, é mais que justo encontrar nas próprias profecias evidências suficientes que fundamentem não só o princípio, mas também o emprego dele. E é o que o contexto demonstra.

Tempo profético
Daniel 7 e Daniel 8. A pergunta ao fim da primeira nota é muito pertinente: “Que justificação temos para supor que esses períodos não são literais, mas proféticos, e que devemos usar o princípio dia/ano ao interpretá-los?”

Bem, só há um modo de interpretar os períodos como referindo-se a tempo literal e não simbólico: se o preterismo ou o futurismo fossem critérios correctos de interpretação profética. O primeiro afirma que as profecias se cumpriram no passado, no tempo do escritor, ou próximo. Por outras palavras, o preterismo não admite o cumprimento profético no transcurso dos séculos, como é assumido pelo historicismo, e, portanto, segundo esta linha interpretativa, as profecias não abarcam grande extensão de tempo. Os três tempos e meio de Daniel 7:25, por exemplo, são 3½ anos literais, que transcorrem no tempo dos Macabeus, quando Antíoco Epifânio reinava na Síria.

O futurismo, como o termo indica, afirma que a maior parte das profecias se cumprirá num futuro próximo. Assim, como é aceite que Jesus não demorará muito para voltar, não é possível, afirma o futurismo, que estas profecias abarquem um longo período de tempo (nesse detalhe, portanto, o futurismo tem algo em comum com o preterismo). Assim, os períodos proféticos devem ser interpretados literalmente.

Então, a questão decisiva é: estão correctos os preteristas e/ou futuristas nas suas afirmações? Para constatarmos que a resposta para esta pergunta é “não!”, bastaria um olhar superficial aos planos proféticos de Daniel. É impossível a alguém que, sem preconceitos, interprete Daniel 2 ou 7, como exemplos, e não perceba que a história do mundo, desde os dias do próprio profeta até ao fim, é aqui descrita. Por esta simples razão, os períodos referidos não podem ser considerados literais, pois, em termos de literalidade, o perído de tempo é demasiado curto. Poderiámos afirmar sem relutância, tendo em vista o contexto em que são dadas [as profecias] não teria sentido as grandes profecias de tempo nos capítulos de Daniel 7 e 8, grandes impérios mundiais que, começram na antiguidade e culminarão com o fim do mundo, isto pressupões milhares de anos de história.

Daniel 9 e o tempo profético
Setenta semanas e 2.300 dias

Ao considerarmos Daniel 9, naturalmente se impõe a necessidade de aplicarmos o princípio dia/ano ao período ali registado. Senão, como é possível que os eventos ligados a esse período ocorram num período de setenta semanas ou 490 dias literais? Por exemplo, uma cidade como Jerusalém ser, naqueles tempos, reconstruída (v. 25) em menos de um ano e meio? Simplesmente, impossível!

E mais: partindo do ano em que foi emitido o decreto para a reconstrução de Jerusalém (457 a.C), como chegar até ao Messias em apenas 490 dias?

Isso é tão evidente, que, se não todos, a grande maioria dos intérpretes não adventistas entende que esta profecia trata de anos, e não dias. Pensam assim, não porque aceitem, aqui, o princípio dia/ano; fazem-no com o argumento de que estas não são semanas convencionais, mas semanas de anos. De facto, quando a lei mosaica prescreve o ano jubileu, ela refere-se a sete anos sabáticos ou “sete semanas de anos”, o equivalente a 49 anos (Lev. 25:8), para determinar o ano seguinte, o 50º, como jubileu (v. 10). As setenta semanas, então, teriam sido anunciadas pelo anjo em termos de 70 anos sabáticos ou 10 ciclos jubilares. Que a questão do ano sabático esteve envolvida no cativeiro babilónico é claramente inferido de Levítico 26:33-35 e II Crónicas 36:21. Os setenta anos de cativeiro corresponderam a setenta anos sabáticos não respeitados pelos judeus. Daniel 9, então, transforma os setenta anos em setenta semanas de anos, período que transcorreria até que a libertação definitiva do povo de Deus fosse concretizada.

Tudo isso é uma evidência adicional de que o princípio dia/ano é, sem a menor dúvida, bíblico, pois mesmo o calendário agrícola de Israel o pressupõe. O ano sabático está para os 6 anos anteriores da mesma forma como o sábado semanal está para os seis dias anteriores. Isto consubstancia um relacionamento muito estreito entre dia e ano, tal como é estabelecido pelo princípio dia/ano. Sete anos culminados com o ano sabático compõem uma unidade de contagem de tempo padronizada numa unidade menor, sete dias que culminam com o sábado. Desta forma, um dia de 24 horas, o sábado, é visto como modelo para um ano inteiro de descanso, o ano sabático, um dia correspondendo a um ano, conforme determina o princípio dia/ano.

Uma vez que as setenta semanas são admitidas como 490 anos, também os 2.300 dias de Daniel 8:14 o são, de facto, 2.300 anos, senão, como é possível que aquele período seja “separado”, “apartado”, “destacado”, “cortado” (o sentido do verbo chatak, traduzido “determinadas” no verso 24 das 2.300 tardes e manhãs de Daniel 8:14, que literalmente seriam menos que seis anos e meio? Como seria possível extrair 490 anos de 2.300 dias?
Portanto, se as setenta semanas são 490 anos, os 2.300 dias são 2.300 anos.

Mais provas
Princípio dia/ano

Existem duas categorias de profecias: clássica e apocalíptica. No Antigo Testamento, a maior expressão da segunda categoria é, sem dúvida, a parte profética do livro de Daniel.

Entre outras caracterizações, uma categoria difere da outra em objectivo e aplicação. A profecia clássica é restrita, tem a ver mais com o local e o tempo em que foi dada. Exemplo: “Toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; estas nações servirão ao rei de Babilónia setenta anos” (Jer. 25:11). Estas palavras predizem o cativeiro babilónico que se estenderia por setenta anos, no fim dos quais, Deus libertaria o Seu povo. Tudo isso começou a cumprir-se pouco tempo depois. Já a profecia apocalíptica é ampla no seu objectivo e aplicação. Ela abrange toda a humanidade e o inteiro curso da História, estendendo-se até a consumação final.

Os períodos de tempo para uma e outra categoria são enunciados de maneira surpreendentemente paradoxal: em termos de tempo literal, os períodos são bem mais extensos na profecia clássica que na apocalíptica. Nós esperaríamos o contrário, já que o objectivo e a aplicação da segunda são mais abarcantes. Acabo de citar um exemplo: os setenta anos do cativeiro babilónico. Este período pode ser apreciado em contraste com as setenta semanas de Daniel 9, que, em termos literais, são mais ou menos um ano e meio. Todavia, este período, em conformidade com a amplitude maior da profecia apocalíptica, parte dos dias do domínio persa no século V a.C. e atinge os dias apostólicos, isto é, quase 500 anos em apenas 70 semanas! Por sua vez, as 2.300 tardes e manhãs, ou dias, de Daniel 8:14, são um período curto se tomado literalmente (como se viu, menos que seis anos e meio) e insuficiente para cobrir o todo da visão dada ao profeta (v. 13). Esta também parte dos dias do domínio persa, representado por um carneiro, o primeiro elemento da visão (vs. 3 e 20), e estende-se até a nossa época (v. 19). São 23 séculos em 2.300 dias! Como com tanto conteúdo profético pode ser alusivo a tão pouco tempo?

O impasse desaparece apenas quando aplicamos o princípio dia/ano. Nesse caso, as setenta semanas, ou 490 dias, são, na realidade, 490 anos, e os 2.300 dias, 2300 anos. Esse princípio, obviamente, aplica-se também a outros períodos, entre eles os três tempos e meio, ou três anos e meio, de Daniel 7:25, 12:7 e Apocalipse 12:14; os 1.290 e 1.335 dias de Daniel 12:12 e 13; os 1.260 dias de Apocalipse 11:3 e 12:6; e os 42 meses de Apocalipse 13:5.

Concluo este comentário com uma referência do Evangelho. É possível divisar o princípio dia/ano sendo empregue por Jesus pelo menos uma vez, ao referir-se ao período do Seu ministério neste mundo em termos de “hoje”, “amanhã” e “depois”, em Lucas 12:32 e 33: “Ide dizer a essa raposa [Herodes] que, hoje e amanhã, expulso demónios e curo enfermos e no terceiro dia terminarei. Importa, contudo, caminhar hoje, amanhã e depois, porque não se espera que um profeta morra fora de Jerusalém.”

Se o próprio Senhor Se valeu desse princípio, em essência, é óbvio que os Seus seguidores possam também valer-se dele. E não somente podem, mas devem, quando isso for requerido para uma sólida e correcta interpretação profética.

José Carlos Costa/Pastor

30 de abril de 2009

PREPARADO PARA O FIM DOS TEMPOS - SAÚDE

O nosso estudo de hoje vai explorar o que a Bíblia diz acerca de como devemos viver para Deus nos últimos dias. Vamos começar o nosso estudo.
Daniel 1:8-20
"8 Daniel, porém, propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar.
9 Ora, Deus fez com que Daniel achasse graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos.
10 E disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; pois veria ele os vossos rostos mais abatidos do que os dos outros jovens da vossa idade? Assim poríeis em perigo a minha cabeça para com o rei.
11 Então disse Daniel ao despenseiro a quem o chefe dos eunucos havia posto sobre Daniel, Hananias, Misael e Azarias:
12 Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos dêem legumes a comer e água a beber.
13 Então se examine na tua presença o nosso semblante e o dos jovens que comem das iguarias reais; e conforme vires procederás para com os teus servos.
14 Assim ele lhes atendeu o pedido, e os experimentou dez dias.
15 E, ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores, e eles estavam mais gordos do que todos os jovens que comiam das iguarias reais.
16 Pelo que o despenseiro lhes tirou as iguarias e o vinho que deviam beber, e lhes dava legumes.
17 Ora, quanto a estes quatro jovens, Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras e em toda a sabedoria; e Daniel era entendido em todas as visões e todos os sonhos.
18 E ao fim dos dias, depois dos quais o rei tinha ordenado que fossem apresentados, o chefe dos eunucos os apresentou diante de Nabucodonozor.
19 Então o rei conversou com eles; e entre todos eles não foram achados outros tais como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso ficaram assistindo diante do rei.
20 E em toda matéria de sabedoria e discernimento, a respeito da qual lhes perguntou o rei, este os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino."
Quando era jovem, Daniel enfrentou um teste que influenciou o resto da sua vida. Daniel recusou-se a comer a comida do rei e escolheu seguir a dieta da Bíblia para ter boa saúde. Ele estava rodeado de influências pagãs e sabia que tinha de manter a sua mente e o seu corpo fortes, seguindo o que a Bíblia diz acerca da comida.Daniel é um bom exemplo para nós. Vivemos numa Babilónia espiritual. Ter um corpo saudável e uma mente clara fomenta a espiritualidade. Hoje queremos estudar o que Daniel sabia acerca dos segredos da Bíblia relativamente à saúde.
Tenho a certeza que a decisão de Daniel foi influenciada pelo que lemos em:
Êxodo 15:26 “Dizendo: Se ouvires atentamente a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é recto diante de seus olhos, e inclinares os ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, sobre ti não enviarei nenhuma das enfermidades que enviei sobre os egípcios; porque eu sou o Senhor que te sara.”
Deus prometeu a Israel que se eles obedecessem às Suas instruções relacionadas com a saúde, eles não contrairiam as doenças dos egípcios. As autópsias feitas às múmias egípcias revelam que os egípcios morriam das mesmas doenças que afectam hoje as pessoas: doenças do coração, cancro, etc.Aqui temos outra promessa que Deus fez.
Êxodo 23:25 “Servireis, pois, ao Senhor vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades.”
Se eles Lhe obedecessem Ele eliminaria as suas doenças. Estas promessas estão baseadas no facto de Deus abençoar o Seu povo com o conhecimento de que necessitamos para manter a saúde. Deus é o nosso Criador e sabe o que é preciso para manter o nosso corpo saudável.
Vamos ver a instrução original dada à humanidade.
Génesis 1:29 “Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento.”
A dieta original do homem era composta por frutas, frutos secos, sementes e vegetais. É interessante ver que a ciência médica provou que as pessoas que seguem este regime alimentar bíblico contraem metade das doenças que as outras pessoas.Houve uma mudança na dieta da humanidade por altura do dilúvio.
Vamos ver:
Génesis 9:1-5
"1 Abençoou Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra.
2 Terão medo e pavor de vós todo animal da terra, toda ave do céu, tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar; nas vossas mãos são entregues.
3 Tudo quanto se move e vive vos servirá de mantimento, bem como a erva verde; tudo vos tenho dado.
4 A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.
5 Certamente requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas; de todo animal o requererei; como também do homem, sim, da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem."
Como o Dilúvio destruiu toda a vegetação, Deus permitiu que o Homem comesse carne. Mas isso acarretava duas condições. Iria encurtar a vida do Homem e era proibido consumir o sangue (v. 4,5).
A média de idades antes do Dilúvio era 912 anos, mas depois do Dilúvio desceu para 317 em todas as gerações. (Isto deve-se à mudança de dieta e do ambiente. Uma dieta com alto teor de proteínas, como a dieta à base de carne, acelera o processo de envelhecimento.)Repare que Deus lhes disse para não comerem o sangue (Génesis 9:4).
O sangue transporta todas as impurezas presentes no corpo.
Quando os gentios se converteram ao cristianismo eles também foram instruídos a não comerem sangue.
Actos 15:20 “Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue.”
Repare que esta indicação não era apenas um requisito judeu. Foi dado a Noé muito antes dos judeus e depois foi repetido aos gentios depois da morte de Jesus. É uma informação prática para manter boa saúde.Existe outro aspecto interessante na história do Dilúvio.
Génesis 7:1-3
"1 Depois disse o Senhor a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque tenho visto que és justo diante de mim nesta geração.
2 De todos os animais limpos levarás contigo sete e sete, o macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois, o macho e sua fêmea;
3 Também das aves do céu sete e sete, macho e fêmea, para se conservar em vida sua espécie sobre a face de toda a terra."
Os animais limpos entraram na arca aos pares de sete. Os animais imundos entraram só aos pares, apenas macho e fêmea. Porquê esta diferença? Estes animais foram salvos para repovoarem a Terra depois do Dilúvio.
Veja o que aconteceu aos animais limpos depois do Dilúvio.
Génesis 8:20,21.
"20 Edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa, e ofereceu holocaustos sobre o altar.
21 Sentiu o Senhor o suave cheiro e disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como acabo de fazer."
Deus permitiu que o Homem sacrificasse e comesse os animais limpos. É por isso que eles tinham de ter 14 de cada um. Mas eles não sacrificaram nem comeram os animais imundos. Se o tivessem feito, eles teriam sido extintos.
Esta instrução foi dada a Noé muito tempo antes dos judeus existirem. Portanto estas leis não são apenas judaicas. Noé sabia o que era um animal limpo. Depois dos judeus terem passado centenas de anos como escravos nos Egipto, Deus teve de os reeducar para que soubessem ver a diferença.
Podemos ler isso em Levíticos 11:1-8.
"1 Falou o Senhor a Moisés e a Arão, dizendo-lhes:
2 Dizei aos filhos de Israel: Estes são os animais que podereis comer dentre todos os animais que há sobre a terra:
3 dentre os animais, todo o que tem a unha fendida, de sorte que se divide em duas, o que rumina, esse podereis comer.
4 Os seguintes, contudo, não comereis, dentre os que ruminam e dentre os que têm a unha fendida: o camelo, porque rumina mas não tem a unha fendida, esse vos será imundo;
5 o querogrilo, porque rumina mas não tem a unha fendida, esse vos será imundo;
6 a lebre, porque rumina mas não tem a unha fendida, essa vos será imunda;
7 e o porco, porque tem a unha fendida, de sorte que se divide em duas, mas não rumina, esse vos será imundo.
8 Da sua carne não comereis, nem tocareis nos seus cadáveres; esses vos serão imundos.
9 Estes são os que podereis comer de todos os que há nas águas: todo o que tem barbatanas e escamas, nas águas, nos mares e nos rios, esse podereis comer.
10 Mas todo o que não tem barbatanas, nem escamas, nos mares e nos rios, todo réptil das águas, e todos os animais que vivem nas águas, estes vos serão abomináveis,
11 tê-los-eis em abominação; da sua carne não comereis, e abominareis os seus cadáveres."
Deus disse que os animais que têm unha fendida e que remoem são limpos e bons para comer. Quais são os animais que fazem isso? (O gado, os veados, etc.)
Quais os que não têm estas características? (Os porcos, coelhos, etc.)
É interessante ver que hoje em dia quando alguém tem tensão arterial alta e outras doenças, os médicos conscienciosos aconselham essa pessoa a deixar de comer alimentos com alto teor de colesterol, como é o caso das carnes imundas. Deus sabia, muito antes da ciência moderna, que estes animais não eram bons para uma vida saudável.
Levíticos 11:9-12
"9 Estes são os que podereis comer de todos os que há nas águas: todo o que tem barbatanas e escamas, nas águas, nos mares e nos rios, esse podereis comer.
10 Mas todo o que não tem barbatanas, nem escamas, nos mares e nos rios, todo réptil das águas, e todos os animais que vivem nas águas, estes vos serão abomináveis,
11 tê-los-eis em abominação; da sua carne não comereis, e abominareis os seus cadáveres.
12 Tudo o que não tem barbatanas nem escamas, nas águas, será para vós abominável."
Quais os animais aquáticos que são bons para comer? Aqueles que têm barbatanas e escamas. A pescada, o atum, o salmão, as sardinhas, etc. os animais imundos são: o marisco, o polvo, o camarão, etc. a razão por que Deus nos disse para não comermos os animais imundos é que Deus nos disse para não comermos os animais imundos é porque eles são literalmente imundos. Descobriu-se que as ostras têm 50 vezes mais vírus de poliomielite do que a água onde vivem. Isto deve-se ao facto de serem verdadeiros filtros. Elas filtram a água e acumulam nos seus tecidos os químicos e doenças. Quando as comemos recebemos doses concentradas de doenças que elas foram acumulando ao longo da sua vida.Mais uma vez as instruções de Deus são práticas e úteis.
Levíticos 11:13-19
"13 Dentre as aves, a estas abominareis; não se comerão, serão abomináveis: a águia, o quebrantosso, o xofrango,
14 o açor, o falcão segundo a sua espécie,
15 todo corvo segundo a sua espécie,
16 o avestruz, o mocho, a gaivota, o gavião segundo a sua espécie,
17 o bufo, o corvo marinho, a coruja,
18 o porfirião, o pelicano, o abutre,
19 a cegonha, a garça segundo a sua, espécie, a poupa e o morcego."
Estas são as aves que Deus disse que são imundas. Eu também nunca gostei de asas de morcego, e você? Veja que estes animais são necrófagos. Eles limpam o lixo. Quais são as aves boas para comer? Por incrível que pareça a galinha é boa. Ela tem uma moela que limpa as impurezas que come.
Esta instrução acerca dos animais limpos e imundos não era apenas para os judeus.
Apocalipse 18:1-2
"1 Depois destas coisas vi descer do céu outro anjo que tinha grande autoridade, e a terra foi iluminada com a sua glória.
2 E ele clamou com voz forte, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilónia, e se tornou morada de demónios, e guarida de todo espírito imundo, e guarida de toda ave imunda e detestável."
Hoje, Deus ainda considera as coisa imundas.
Isaías 66:15-17
"15 Pois, eis que o Senhor virá com fogo, e os seus carros serão como o torvelinho, para retribuir a sua ira com furor, e a sua repreensão com chamas de fogo.
16 Porque com fogo e com a sua espada entrará o Senhor em juízo com toda a carne; e os que forem mortos pelo Senhor serão muitos.
17 Os que se santificam, e se purificam para entrar nos jardins após uma deusa que está no meio, os que comem da carne de porco, e da abominação, e do rato, esses todos serão consumidos, diz o Senhor."
Quando Jesus regressar, as pessoas que comem porco não estarão prontas. Repare que estas pessoas “se santificam” a si mesmas. Obedecer à palavra de Deus é o que nos santifica (João 17:17). Elas estão a santificar-se a si mesmas vivendo de acordo com aquilo que querem e não com aquilo que a palavra de Deus diz. Portanto estas pessoas acham que sabem mais do que Deus porque comem coisas que Deus diz que não são boas para comer. Elas são julgadas porque revelam um coração que não quer o que Deus quer. E Deus quer sempre o melhor para nós, não é?
Vamos ver mais algumas coisas que Deus nos diz devemos evitar para ficarmos livre da doença e do sofrimento que elas trazem.
Vamos abrir a Bíblia em Provérbios 23:31,32
"31 Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
32 No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará."~
O álcool é o responsável por mais doenças na sociedade do que qualquer outro factor. Se ninguém bebesse, nem uma gota, salvaríamos milhões de vidas de assassínios, violações, maus-tratos infantis, violência doméstica, acidentes de viação, etc.
O tabaco é outra coisa que não glorifica Deus. Encurta a nossa vida e Deus ordenou: “Não matarás” (Êxodo 20:13). É um hábito que cria dependência e Deus quer que sejamos livres (Romanos 6:16). A cafeína também cria dependência e é prejudicial. Roubam a saúde que Deus quer que tenhamos.
Satanás tem sido muito bem sucedido ao afectar a nossa saúde pois isso prejudica a nossa espiritualidade. Quando adoecemos, ou quando o nosso corpo está envenenado com substâncias tóxicas como a nicotina, é mais difícil ser receptivo ao Espírito Santo e vencer rapidamente a tentação. Estamos numa batalha contra Satanás e é importante manter o nosso corpo em excelentes condições.
1ª Coríntios 9:25-27
"25 E todo aquele que luta, exerce domínio próprio em todas as coisas; ora, eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível.
26 Pois eu assim corro, não como indeciso; assim combato, não como batendo no ar.
27 Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado."
2Temos de controlar o nosso corpo e não admitir que ele nos controle a nós. Isto dar-nos-á energia física e espiritual.
O assunto da saúde tem a ver com uma coisa.
Podemos ler em 1ª Coríntios 10:31”Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus.”
Trata-se de glorificar a Deus. Ele criou-nos e depois morreu para nos redimir; e Ele é melhor glorificado quando seguimos as Suas instruções e temos boa saúde.
Tenho a certeza que você é como eu e quer evitar a doença na medida do possível, não é? Vamos agradecer a Deus pelas instruções que nos dá acerca de como cooperar com Ele para mantermos uma boa saúde.
PERGUNTAS RESPONDIDAS
1- Foi dito a Pedro que os animais eram agora todos limpos para comer?
Actos 10:9-20
"9 No dia seguinte, indo eles seu caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao eirado para orar, cerca de hora sexta.
10 E tendo fome, quis comer; mas enquanto lhe preparavam a comida, sobreveio-lhe um êxtase,
11 e via o céu aberto e um objeto descendo, como se fosse um grande lençol, sendo baixado pelas quatro pontas sobre a terra,
12 no qual havia de todos os quadrúpedes e répteis da terra e aves do céu.
13 E uma voz lhe disse: Levanta-te, Pedro, mata e come.
14 Mas Pedro respondeu: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda.
15 Pela segunda vez lhe falou a voz: Não chames tu comum ao que Deus purificou.
16 Sucedeu isto por três vezes; e logo foi o objecto recolhido ao céu.
17 Enquanto Pedro reflectia, perplexo, sobre o que seria a visão que tivera, eis que os homens enviados por Cornélio, tendo perguntado pela casa de Simão, pararam à porta.
18 E, chamando, indagavam se ali estava hospedado Simão, que tinha por sobrenome Pedro.
19 Estando Pedro ainda a meditar sobre a visão, o Espírito lhe disse: Eis que dois homens te procuram.
20 Levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu tos enviei."
Pontos a destacar:
A- Pedro nunca comeu os alimentos imundos (v.14). ele pôde dizer isso muitos anos depois da cruz. A morte de Jesus na cruz não mudou a anatomia do porco ou do rato, tornando-se limpos.
B- Foi uma visão. Muitas visões são simbólicas (Ex: Daniel).
C- Pedro teve dúvidas acerco significado da visão (v.17). ele não a teve em conta no seu sentido literal. Ele sabia que ela tinha algum significado simbólico.
D- O Espírito disse-lhe para ir com os gentios e ele não precisava de duvidar do significado. Ele seria explicado.
E- Quando Pedro descobriu que Cornélio tinha uma fé verdadeira, ele disse que agora entendia o significado da visão (vs. 25-28). “Deus mostrou-me que a nenhum HOMEM chame comum ou imundo.”
1- Os animais imundos na visão representavam os gentios que Deus queria que Pedro conquistasse para Ele.
2- Deus não disse que se orássemos pela nossa comida podíamos comer qualquer coisa.
1ª Timóteo 4:1-5
"1 Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demónios,
2 pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência cauterizada,
3 proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com acções de graças pelos que são fiéis e que conhecem bem a verdade;
4 pois todas as coisas criadas por Deus são boas, e nada deve ser rejeitado se é recebido com acções de graças;
5 porque pela palavra de Deus e pela oração são santificadas."
Sim, nós devemos pedir a bênção de Deus para a nossa comida. Mas o texto diz que Ele santificará a comida que “pela palavra de Deus e pela oração é santificada.” Temos de fazer mais do que orar. Também temos de seguir a palavra de Deus. Aquele alimento que Deus criou para ser “recebido com acções de graça” seria conhecido pelos “fiéis, e par os que conhecem a verdade” (v.3).
A palavra de Deus é a verdade (João 17:17). A Bíblia diz-nos quais os alimentos que Deus separou (santificou) para serem recebidos com acções de graça. Só os animais limpos.
3- Paulo não disse a Timóteo para beber vinho?
1ª Timóteo 5:23 “Não bebas mais água só, mas usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades.”
Repare no que o texto diz realmente:
A- Timóteo devia ser abstémio porque Paulo disse-lhe para não beber apenas água.
B- Paulo NÃO lhe diz para deixar de usar água e usar apenas vinho.
C- Ele disse para ele continuar a usar água e “um pouco de vinho.”
D- Não BEBER vinho por causa do seu sabor ou devido a razões sociais, mas para USAR como remédio para a sua doença. Este texto não dá uma razão para beber álcool. Era um medicamento para a sua doença.

A PORTA PARA UMA NOVA VIDA - BAPTISMO

Hoje temos um estudo muito interessante acerca da porta para uma nova vida e o que a Bíblia diz acerca do baptismo.
Vamos começar por ver qual é o desejo de Deus para casa pessoa.
1ª Timóteo 2:4 “O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.”Deus quer que todos conheçam a verdade e se salvem. É evidente que nem todos vão colaborar, mas mesmo assim este é o Seu desejo.
O que tem de acontecer para que uma pessoa tenha a esperança da vida eterna?
João 3:5 “Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.” Essa pessoa tem de nascer de novo através do Espírito e da água.Vamos ver o que significa nascer do Espírito.
João 16:8 “E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo.”
a) O Espírito convence-nos do pecado.
b) Nascemos de novo pelo Espírito quando admitimos que essa convicção é verdadeira – que somos pecadores.
c) Depois confessamo-nos a Deus e entregamos a nossa vida em obediência e fé.
O Espírito é invisível como o vento, Ele convence-nos no nosso coração onde ninguém pode ver. (Ele convence-nos na nossa consciência. João 8:9) Mas o resultado do trabalho do Espírito é visto numa vida mudada.
Agora, o que significa nascer de novo da água?
Actos 2:37, 38 “E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja baptizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.”
Estas pessoas estavam convencidas. Pedro disse-lhes que a melhor resposta à convicção era o arrependimento e serem baptizados. Assim, eles nasceram do Espírito – convencidos. Depois nasceram da água do baptismo.
Jesus disse que o Espírito é invisível como o vento. Ninguém o vê a convencer o coração. A convicção torna-se visível quando respondemos através da conversão e do baptismo. Portanto, a água do baptismo torna-se na expressão visível daquilo que Deus fez no coração através do Seu Espírito invisível. Jesus deixa bem claro que para receber vida eterna temos de tomar uma posição visível a favor de Cristo.
Para receber a vida eterna é necessário seguir um processo simples de três passos, que culmina sempre com o baptismo.
Vamos ver.
Mateus 28:19 “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.”Antes do baptismo a pessoa tem de aprender a verdade da Bíblia.
Marcos 16:16 “Quem crer e for baptizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”Precisa de crer nos ensinos de Jesus.
Actos 2:38-41 “Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja baptizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar. E com muitas outras palavras dava testemunho, e os exortava, dizendo: salvai-vos desta geração perversa. De sorte que foram baptizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas.”
Precisa de se arrepender dos seus pecados.Quando as pessoas aprendem o plano da salvação, crêem nele, ficam convencidas e arrependem-se dos seus pecados. Devem então ser baptizadas como um testemunho público da dedicação da sua vida a Cristo.
Isto significa que as pessoas têm de ter maturidade suficiente para aprender, estarem convictas, arrependerem-se e serem baptizadas. Uma criança não pode fazer tudo isto. Embora a Bíblia permita a dedicação de crianças a Deus (ver Lucas 2:25-28), isso não envolve a aspersão de crianças.
Vamos ver alguns exemplos de pessoas que aprenderam, foram convencidas, se arrependeram e depois se baptizaram. (Marque na sua Bíblia as frases chave que provem isto em cada uma das seguintes histórias. Chame a atenção para elas à medida que lê esses textos)
.a) Actos 8:30-38 (ler) o eunuco etíope.
b) Actos 7:5,12,13 (ler) Simão.
c) Actos 16:30-34 (ler) O carcereiro de Filipos. Todos seguiram na ordem da Bíblia. Acontece a mesma coisa connosco hoje.
Quando lemos a Bíblia aprendemos coisas que nos convencem que precisamos de nos arrepender e mudar. Ao responder à convicção do Espírito nós respondemos-lhe afirmativamente. Depois selamos o nosso compromisso com o baptismo.
Agora vamos ver o que o baptismo representa.
Romanos 6:3-6 “Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos baptizados em Cristo Jesus fomos baptizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele pelo baptismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição; sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado.”
O baptismo representa a morte para o pecado, o sepultamento da velha vida de pecado e a ressurreição para prosseguirmos numa nova relação com Deus. Quando nos convencermos do pecado, entregamos a nossa vida a Deus através da cerimónia do baptismo. O baptismo é um testemunho público que nos tornamos de forma consciente cristão, tal como a cerimónia do casamento é em si o testemunho público (família e amigos) de que nos tornamos um casal.
Agora vamos ver o que a Bíblia diz acerca da forma correcta de baptizar.
João 3:23 “Ora, João também baptizava em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas; e o povo ia e era baptizado.”O baptismo precisa de muita água porque a palavra “baptismo”, na verdade, significa imersão total ou submergir. A imersão é a única forma de representar verdadeiramente o sepultamento do velho Homem de pecado.Vamos ver como Jesus e outras pessoas foram baptizados.
Marcos 1:9-11 “E aconteceu naqueles dias que veio Jesus de Nazaré da Galileia, e foi baptizado por João no Jordão. E logo, quando saía da água, viu os céus se abrirem, e o Espírito, qual pomba, a descer sobre ele; e ouviu-se dos céus esta voz: Tu és meu Filho amado; em ti me comprazo.”
Jesus foi ao rio Jordão e “saiu da água”. Ele teve de entrar no rio e ali foi “baptizado” ou imerso.
Actos 8:35-38 “Então Filipe tomou a palavra e, começando por esta escritura, anunciou-lhe a Jesus. E indo eles caminhando, chegaram a um lugar onde havia água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja baptizado? [E disse Felipe: é lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.] mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e Filipe o baptizou.”
O etíope entrou na água e foi imerso.
Efésios 4:5 “Um só Senhor, uma só fé, um só baptismo.”A palavra de Deus é clara. Só existe um método que representa correctamente a morte, o sepultamento e a ressurreição. Quando pensamos nisso vemos que aspergir e derramar água não pode cumprir o significado total que Deus deu a esta cerimónia de vital importância.Outros métodos para além da imersão não foram aceites pela Igreja até ao Concílio de Ravena, em 1311 d.C. A Igreja Católica Romana construiu igrejas com baptistérios para imersão até ao século XIII. A torre inclinada de Pisa, em Itália, construída nos séculos XII e XIII era a torre do sino de uma igreja. Perto dali, fazendo parte do mesmo edifício, os turistas ainda podem ver um baptistério com cerca de 1 a 2 metros de profundidade e com 6 metros de largura. Com a alteração gradual dos ensinos da Bíblia, passou a praticar-se o baptismo por aspersão. Hoje Deus chama-nos de volta para a Sua Palavra.
Deve uma pessoa ser rebaptizada?
A Bíblia dá duas razões para isso.
1- Actos 19:1-5
“E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo tendo atravessado as regiões mais altas, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos, perguntou-lhes: Recebestes vós o Espírito Santo quando crestes? Responderam-lhe eles: Não, nem sequer ouvimos que haja Espírito Santo. Tornou-lhes ele: Em que fostes baptizados então? E eles disseram: No baptismo de João. Mas Paulo respondeu: João administrou o baptismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que após ele havia de vir, isto é, em Jesus. Quando ouviram isso, foram baptizados em nome do Senhor Jesus.”
Estas pessoas aprenderam uma verdade significativa e que lhes mudou a vida. Elas já eram crentes em arrependimento e salvação, mas ainda não tinha ouvido a verdade para os seus dias, de que Jesus era o Messias. Quando aprenderam esta verdade foram rebaptizados. Hoje em dia, muitos daqueles que ouvem a verdade decidem ser rebaptizados como símbolo da sua dedicação a Jesus e a toda a Sua palavra.
2- Romanos 6:1-6
“Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que abunde a graça? De modo nenhum. Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos baptizados em Cristo Jesus fomos baptizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele pelo baptismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição; sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado.”O baptismo representa a morte para a vida centrada no “eu”. Se uma pessoa que foi baptizada, se decide por uma vida de pecado, quando voltar para Deus essa pessoa precisa de ser rebaptizada.
Que importância dá Deus ao baptismo por imersão?
Actos 2:38 “Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja baptizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.”
Todos são instruídos a serem baptizados para serem salvos.
Marcos 16:15,16 “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for baptizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”
Está forçosamente ligado com a salvação porque é a nossa parte no processo. Deus salva mas nós temos de Lhe dizer “sim”.
E aquelas pessoas que morreram sem ser baptizadas? O ladrão na cruz aceitou Jesus sem ter a oportunidade de ser baptizado. Mesmo assim Jesus prometeu-lhe vida eterna (Lucas 23:42,43). O ladrão não teve a oportunidade de ser baptizado mas se tivesse vivido tê-lo-ia feito.
Posso fazer-lhe uma pergunta pessoal? Já foi baptizado/a por imersão tal como Jesus foi? Se não, decida seguir os passos de Jesus. Ore e rogue-Lhe que o/a conduza nesta decisão, Ele irá conduzi-lo/a de forma segura. Entregue a sua vida a Jesus, agora.

O ISRAEL DO FIM DOS TEMPOS

Muitos estudos acerca das profecias dão destaque à nação de Israel. No estudo de hoje vamos ver o que a Bíblia diz acerca do papel de Israel nos últimos dias.
Muitos pregadores acham que Israel desempenha um papel primordial nos últimos dias. Infelizmente isso deixa de lado alguns factos importantes acerca de Israel. Hoje constataremos que Israel está envolvido na profecia dos últimos dias. Vamos começar por ver um pouco daquilo que aconteceu quando Deus chamou Israel à existência.
Génesis 32: 27,28 “Perguntou-lhe, pois: Qual é o teu nome? E ele respondeu: Jacob. Então disse: Não te chamarás mais Jacob, mas Israel; porque tens lutado com Deus e com os homens e tens prevalecido.”
É aqui que lemos pela primeira vez o nome “Israel”. É o nome dado a Jacob aquando da sua conversão. O nome significa vencedor e foi-lhe dado porque ele se converte, depois de ter lutado com o Anjo do Senhor. O nome significa vencedor e foi-lhe dado porque ele venceu a sua natureza pecaminosa. Nos tempos bíblicos, os nomes eram dados para descrever o carácter da pessoa, o seu trabalho ou destino. Só vencendo o pecado é que a nação de Israel poderia ver as promessas de Deus cumpridas.Vamos ler algumas das muitas promessas feitas a Israel.
Génesis 12:1-3
"1 Ora, o Senhor disse a Abrão (só mais tarde o nome é mudado para Abraão): Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.
2 Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção.
3 Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra."
Leiamos ainda Génesis 12:7 “Apareceu, porém, o Senhor a Abrão, e disse: à tua semente darei esta terra. Abrão, pois, edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera.”
Esta é a promessa original feita a Abraão de que Deus faria dele uma grande nação. Veja as duas partes desta promessa. Em primeiro lugar Deus diz que lhes dará uma terra. Em segundo, Ele promete dar a Abraão filhos, ou semente.
Génesis 15:5 “Então o levou para fora, e disse: Olha agora para o céu, e conta as estrelas, se as podes contar; e acrescentou-lhe: Assim será a tua descendência”
Génesis 15:8 “Ao que lhe perguntou Abrão: Ó Senhor Deus, como saberei que hei de herdá-la”
Deus faz um acordo (concerto) com Abraão a que chama concerto perpétuo. Algumas pessoas interpretam isto dizendo que Deus abençoará Israel para sempre. Mas esquecem-se que um concerto ou acordo tem dois lados. Cada pessoa tem de cumprir a sua parte no contrato. Veja no versículo seguinte porque é que Deus fez o contrato com Abraão.
Génesis 22:18 “E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz.” Abraão era obediente a Deus. Deus prometeu que abençoaria Abraão e a sua semente se eles lhe obedecessem.O que muitos não reconhecem é que nos podemos optar por não cumprir o acordo. Isto foi o que Israel fez repetidamente. Vezes sem conta Deus tentou ajudar Israel a arrepender-se e a segui-l`O. Mas rejeitaram-n`O repetidamente. A sua história é um registo de apostasia, arrependimento, regressar a Deus e depois apostasia de novo. Deus apenas podia cumprir enviando-lhes as bênçãos prometidas se Lhe fosse fiéis.Veja como as bênçãos de Deus para uma nação são consideradas pela obediência.
Jeremias 18:5-10
“5 Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
6 Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? Diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.
7 Se em qualquer tempo eu falar acerca duma nação, e acerca dum reino, para arrancar, para derribar e para destruir,
8 e se aquela nação, contra a qual falar, se converter da sua maldade, também eu me arrependerei do mal que intentava fazer-lhe.
9 E se em qualquer tempo eu falar acerca duma nação e acerca dum reino, para edificar e para plantar,
10 se ela fizer o mal diante dos meus olhos, não dando ouvidos à minha voz, então me arrependerei do bem que lhe intentava fazer.”
Jeremias escreveu quando Israel estava a passar por apostasia profunda. No entanto, eles pensavam que Deus não permitiria que eles fossem amaldiçoados porque eram o Seu povo. Mas Deus diz a Jeremias que faça o seu povo saber que as promessas dependem da sua obediência. Infelizmente, Israel não se voltou para Deus e Ele permitiu que eles fossem levados prisioneiros. Foi nesta altura que Daniel foi levado como cativo para Babilónia.
Depois de sair de Babilónia, Israel não confiava em Deus. Foi apenas uma questão de tempo até eles se desviarem d´Ele de novo. Esta era a última oportunidade para se arrependerem e permitirem que Deus os usasse para o Seu objectivo.
Daniel 9:24 “Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo.”
Deus disse que lhes daria 70 semanas proféticas, ou 490 anos literais, para decidirem se queriam segui-lO.Infelizmente, a nação de Israel rejeitou o objectivo de Deus para eles. Vamos ver o que Jesus disse que isto significaria.
Mateus 21:43-45:
43 Portanto eu vos digo que vos será tirado o reino de Deus, e será dado a um povo que dê os seus frutos.
44 E quem cair sobre esta pedra será despedaçado; mas aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó.
45 Os principais sacerdotes e os fariseus, ouvindo essas parábolas, entenderam que era deles que Jesus falava.”
Jesus disse a Israel que o reino lhes seria tirado e seria dado a outra nação que mostrasse os frutos da obediência.
Vamos ler 1ª Pedro 2:5-10:
“5 vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo.
6 Por isso, na Escritura se diz: Eis que ponho em Sião uma principal pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido.
7 E assim para vós, os que credes, é a preciosidade; mas para os descrentes, a pedra que os edificadores rejeitaram, esta foi posta como a principal da esquina,
8 e: Como uma pedra de tropeço e rocha de escândalo; porque tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados.
9 Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;
10 vós que outrora nem éreis povo, e agora sois de Deus; vós que não tínheis alcançado misericórdia, e agora a tendes alcançado.”
Quem é esta nação que receberia o reino? Pedro está a escrever aos gentios convertidos ao cristianismo. Repare que no versículo 10 ele diz: “Vós, que outrora nem éreis povo, e agora sois (povo) de Deus”.
Quando a nação de Israel rejeitou o objectivo de Deus para ela, Ele levou o Evangelho aos gentios. A igreja cristã é agora a nação de Deus. É a casa e o templo de espiritual. Somos sacerdotes espirituais. As promessas para o Israel literal são espiritualmente cumpridas no Israel espiritual, e em todos aqueles que aceitarem Jesus – judeu ou gentio convertido.
Vamos ver a forma como isto é repetidamente enfatizado no Novo Testamento.
Romanos 2:28-29
ver“28 Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne.
29 Mas é judeu aquele que o é interiormente, e circuncisão é a do coração, no espírito, e não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.”
O verdadeiro judeu não é aquele que nasceu de um judeu, mas é aquele que nasceu de novo como cristão. Isto não significa que os judeus literais não possam ser salvos. Eles podem tornar-se herdeiros das promessas de Deus como qualquer outra pessoa, se nascerem de novo no reino de Deus.
Efésios 2:11-14 ler“11 Portanto, lembrai-vos que outrora vós, gentios na carne, chamam circuncisão, feita pela mão dos homens,
12 estáveis naquele tempo sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos aos pactos da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo.
13 Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade”
Quando nascemos de novo, nós os cristãos gentios tornamo-nos um com os judeus cristãs. Somos todos um em Cristo.
Efésios 2:19-22“
19 Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus,
20 edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina;
21 no qual todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor,
22 no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito.”
Somos concidadãos se temos por base Jesus Cristo. O Novo Testamento pega nas profecias do Velho Testamento acerca da reconstrução do templo e aplica-se a Deus que reconstrói a sua Igreja. Não se aplicam à reconstrução literal do templo de Jerusalém.
Gálatas 3:26-29
ler“26 Pois todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.
27 Porque todos quantos fostes baptizados em Cristo vos revestistes de Cristo.
28 Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.
29 E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa.”Somos a semente de Abraão se nascermos de novo e formos baptizados em Jesus. Aqueles que são de Cristo são herdeiros das promessas de Deus. Como é que um judeu ateu pode ser um herdeiro das promessas de Deus se nem acredita em Deus? Não pode. Mas é isto que algumas pessoas ensinam. O verdadeiro Israel de Deus, nos dias do Novo Testamento, é composto por todos aqueles que aceitam Jesus como seu Senhor e Salvador.
Quais são as promessas feitas a Israel que nós herdámos?
Génesis 12:1-3,7:
“1 Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.
2 Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção.
3 Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.7 Apareceu, porém, o Senhor a Abrão, e disse: ë tua semente darei esta terra. Abrão, pois, edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera.”
Em primeiro lugar, Deus diz que nos dará uma terra. Em segundo, Ele promete dar a Terra à semente de Abraão.
Segundo o Novo Testamento quem é esta semente? E que terra é esta?
Gálatas 3:16 “Ora, a Abraão e a seu descendente foram feitas as promessas; não diz: E a seus descendentes, como falando de muitos, mas como de um só: E a teu descendente, que é Cristo.”
A semente a quem é feita a promessa é Jesus. Ele é o único que poderia cumprir na perfeição a condição da obediência. Graças ao mérito da sua vida perfeita e morte, todos aqueles que estão “em Cristo”, ou seja, que aceitaram Cristo e foram baptizados no Seu nome, receberão a promessa.
E que promessa é esta? Que herdariam a terra. Que terra é esta que Deus está a prometer? A Bíblia diz-nos:
Hebreus 11:8-10, 13-16
ler:“8 Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, saindo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.
9 Pela fé peregrinou na terra da promessa, como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacob, herdeiros com ele da mesma promessa;
10 porque esperava a cidade que tem os fundamentos, da qual o arquitecto e edificador é Deus.”
Ler:“13 Todos estes morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas tendo-as visto e saudado, de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.
14 Ora, os que tais coisas dizem, mostram que estão buscando uma pátria.
15 E se, na verdade, se lembrassem daquela donde haviam saído, teriam oportunidade de voltar.
16 Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.”
Abraão deixou a sua casa em Ur dos Caldeus porque Deus lhe prometeu uma terra e uma cidade. Qual era a cidade que ele esperava verdadeiramente? Não era uma cidade terrena. O versículo 10 diz que ele procurava uma "cidade" cujo construtor era Deus. Depois, no versículo 13, diz que ele morreu sem receber a promessa. E no versículo 16 revela que ele procurava uma pátria celestial e não terrena.
Nós também somos estranhos e peregrinos nesta Terra. Deus destinou-nos para o Céu. Não nos devemos concentrar no Israel literal para o cumprimento da promessa. Em vez disso, deveríamos estar a contemplar a Igreja cristã. Deus irá levar-nos para o Céu, quer se seja judeu ou gentio, se estivermos em Cristo.
Já entregou a sua vida a Cristo? Está preparado/a para ir para o Céu? Está a permitir o que Ele mais deseja, ser o Senhor da sua vida?
Escute Deus e fale com Ele diga-lhe o que sente e a Sua presença vai senti-la de uma forma muito sublime.