2 de agosto de 2009

A 5ª IGREJA DO APOCALIPSE: SARDES

A 45kilómetros para sul de Tiatira fica a cidade de Sardes. O facto da sua extensão se encontrar a dois níveis (planos geográficos) recebeu o nome no plural (Sardeis em grego). Originalmente, a cidade estava construída sobre um planalto a mil e quinhentos metros de altitude, à medida que se foi desenvolvendo, ultrapassou o planalto e casas foram construídas sobre as encostas e nos vales e a velha cidade, torna-se um museu abandonado.
A topografia de Sardes testemunha da sua decadência que marcou a sua história. Sardes é o exemplo perfeito do contraste entre o passado de glória e um presente de miséria. No tempo de João, Sardes já tinha esquecido os seus tempos de glória. Quinhentos anos antes teve lugar entre as cidades mais prestigiadas do mundo. O rico Crésus foi o último rei (560 – 546 a.C.). Foi sob o reinado deste rei, na verdade, que a cidade caiu nas mãos de Ciro.
Cresus foi apanhado de surpresa, os seus sentinelas estavam descuidados. Quando os soldados de Ciro chegaram ao alto da montanha, viram a cidade sem protecção. As portas estavam abertas e sem vigias, era um convite ao inimigo para entrar. Depois que Sardes perdeu a sua soberania tornou-se uma cidade fantasma. A orgulhosa cidade de outrora, que tinha ao principio impressionado e desafiado Ciro, foi reduzida a um monumento antigo.
As exortações encontradas nesta Carta, são um apelo e inspira-se na memória: “Lembra-te, portanto, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te.” (Ap. 3:3). E os numerosos apelos da carta anteriormente feitos à Igreja de Éfeso permitem compreender a ânsia do Apóstolo a que esta Igreja de Sardes retorne à experiência teve início na história do cristianismo. Aquele que envia a Carta identifica-se tal como o fez na Carta de Éfeso “aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas” (Ap. 3:1; cf. 2:1). Esta Igreja é juntamente com a Igreja de Éfeso chamada: “a que tem”.
No centro das tristes acusações e apesar de tudo, apercebemo-nos que estas duas Igrejas “têm” qualquer coisa. A mesma palavra em grego alla (“portanto”, Ap. 2:6; “no entanto”, Ap. 3.4) introduzem nestas duas Cartas a saudação que se mistura com a reprovação.
Ambas recebem a mesma promessa de “comer da árvore da vida” para Efésio (Ap. 2:7) e para Sardes o “livro da vida” (Ap. 3:5).
Ambas antecipam o encontro da festa, um banquete com Deus. Na Carta a Efésio, o banquete é evocado na consumação da árvore da vida (2:7).
Na Carta a Sardes, o banquete é evocado através das vestes brancas (Ap. 3:4,5). É evidente que as vestes brancas simbolizam a pureza, tal como é indicado no contexto: “tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram as suas veste.” (Ap. 3:4) Mas as vestes estão igualmente associadas à festa e à ceia que é celebrada (Eclesiastes 9:8). Revestir-se de vestes brancas, é de alguma maneira assumir o espírito da festa, é por antecipação desfrutar das delícias do banquete do Hóspede divino. A igreja de Sardes marca na história do cristianismo um movimento de retorno à origem.
É o tempo da Reforma. As antigas verdades são redescobertas. É um lembrar-se da mensagem original da Bíblia “do que tens recebido e ouvido,” (Ap. 3:3). A Palavra de Deus torna-se de novo alvo da atenção dos crentes. O espírito abre-se e é reencontrado o sabor dos estudos. Os Reformadores valorizam o acesso directo à fonte da vida.
Este período é marcado pelo abandono da dependência dos padres ou das tradições e é valorizada a aprendizagem do hebreu e do grego. É a época dos primeiros estudiosos das línguas em que a Sagrada Escritura foi escrita.
Depressa porém, o movimento é ruído pela esclerose. A igreja nascente forma a sua própria tradição e o seu próprio credo. Os cuidados em pensar no que é correcto transforma-se numa escolástica protestante e isto toma relevância sobre a relação pessoal e íntima com Deus. Cai-se outra vez na intolerância. Os protestantes formam inquisidores e os seus processos. Calvino condena os sábios como Michel Servet, que ousou pensar de forma diferente da dele. Lutero inflama-se nas argumentações anticatólicas e antijudaicas e condena à exterminação todos os que não o seguem.
As vitimas das guerras religiosas que tiveram inicio na Europa em que envolvem protestantes que pensam diferente uns dos outros mistura-se com o catolicismo, uma disputa não tanto pela Verdade, mas pelo poder ao nível dos Estados. Crimes são cometidos, de novo, em nome de Deus: “Os que se esquecem da história estão condenados a repeti-la.”
A cidade não está vigiada (como a antiga Sardes). E pode compreender-se o tom triste e o apelo da Carta a Sardes: “Sê vigilante,” (Ap. 3:2); “Pois se não vigiares, virei como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.” (Ap. 3:3). Curioso, também a Sardes espiritual apresenta estes dois planos. Também esta Igreja de algum modo se pode usar o termo no plural (Sardeis).
No entanto, os apelos de Deus sobre esta Igreja que seria objecto de todos os ataques do inimigo são prementes “Sê vigilante”, “não tenho achado as tuas obras perfeitas”, “Lembra-te”, “arrepende-te”. A razão desta linguagem é a consequência da atitude negligente, indiferente dos membros, tal como os antigos habitantes de Sardes, se instalaram numa nova cidade.
Felizmente, o suspiro do autor da Carta, “tens algumas pessoas que não contaminaram as suas vestes e comigo andarão vestidos de branco,” (Ap. 3:4). É uma minoria que persevera. Esta noção de “resto” tem a sua raiz fundada na mais legítima tradição bíblica. Seth, o terceiro depois de Adão até aos construtores do Templo, Esdras e Neemias, passando pelos Patriarcas como Abraão, Isaque e Jacob, os fiéis do Senhor como o profeta Elias e os resistentes ao culto do bezerro de ouro, a história sagrada da Aliança de Deus com o Seu povo desenvolve-se sobre alguns “resgatados” que sobrevivem à infidelidade. “Um resto sobrevirá”.
A mesma promessa é ouvida da parte do Senhor a Isaías:” Então disse o Senhor a Isaías: saí agora, tu e teu filho Sear-Jasube,” (Is. 7:3), para servir de sinal ao povo adormecido.
O profeta João aproveita o nome Sardes para transmitir (no nome do Senhor) um apelo a reanimar (sterison) um resto (Ap. 3:2). No nome de Sardes, compreendemos que sterison/reanimar, dá-nos consciência que os que ouvem são um resto em vias de extinção.
Querido/a seja o resto, escute a voz de Deus a chamar, lembre-se por amor do Seu nome que esse resto é mencionado em Apocalipse 14:12: “Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”
Se o seu coração sente o toque do Espírito Santo, não permita que Satanás o/a leve à cidade da mornidão!

30 de julho de 2009

A 6ª IGREJA DO APOCALIPSE: FILADÉLFIA

A 45kms a Este de Sardes, Filadélfia tem ainda a marca dos tremores de terra que a atingiram. A grande planície vulcânica que a rodeia tem também a marca do seu próprio nome: Katakaumena (terra queimada). A cidade foi fundada sob o reino de Attália II (159-138 a.C. http://fr.wikipedia.org/wiki/Attale_II.) e habitada fundamentalmente por colonos de Pérgamo preocupados em fixar a cultura e a língua grega na região. Filadélfia deve também o seu nome ao amor deste rei pelo seu irmão Eumène II. Filadélfia significa “amor fraternal”. Deste modo, portanto, ela recebeu vários nomes. A História conserva registos que ela receberá um outro nome, em reconhecimento a Tibério que ajudou na sua reconstrução devido aos frequentes terramotos, ela recebeu o nome Neocaesarea (a nova cidade de César). Mais tarde, de novo, no tempo de Vespasiano (9-79 d.C.), mudou de nome para Flávia, em gratidão ao Imperador Flávio.
A carta profética a Filadélfia reflecte esta história recheada de alterações. Na visão dada por Deus a João surgem detalhes históricos para construir a mensagem. A Igreja de Filadélfia é constituída por colonos. É o tempo das missões além fronteiras europeias, em África, na Ásia e no Novo Mundo (nos finais do século XVIII e XIX). É ainda o tempo de um cristianismo que rejuvenesce, com algumas nuances de ingenuidade, mas que reencontra o zelo e a esperança de outrora. “...tens pouca força, entretanto guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.” (Ap. 3:8).
Os eleitos de Filadélfia caminham sobre os passos de alguns crentes da Igreja de Sardes: “umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestes e andarão de branco junto comigo,” (Ap. 3:4). Filadélfia vai mesmo mais longe, enquanto a Carta enviada a Sardes encoraja “a guardar” (Ap. 3:2), a Carta a Filadélfia reconhece a persistência dos eleitos que “guardaste a minha palavra” (3: 8,10).
Estamos num estado mais avançado. A obra desejada em Sardes é cumprida em Filadélfia. Em Sardes, a vinda de Jesus Cristo é comparada à de um ladrão. Não é esperada. Em Filadélfia, ao contrário, a vinda de Jesus é esperada com impaciência: “venho sem demora” (Ap. 3:11). É um tempo de renovo e de aliança com Deus. A promessa nesta Carta lembra a linguagem do Salmo 23. Os inimigos são confrontados por que eles sabem “que eu te amei” (Ap. 3:9; cf. Salmo 23:5).
A reciprocidade da aliança e do amor é manifesta nos dois verbos: “tu guardaste”, “eu te guardarei” (Ap. 3:10). Esta é a fórmula da aliança dos profetas: “Eu vos tomarei por meu povo e serei vosso Deus; e vós sabereis que eu sou Jeová vosso Deus,” (Ex. 6:7; Jer. 24:7; 30:22; 32:38; Ez. 36:28, etc.,). É também a declaração de amor no livro Cântico dos Cânticos: “O meu amado é meu, e eu sou dele;” (Cântico 2:16; 6:3; 7:11). E esta relação de amor exclusivo é apresentada no nome da Igreja. Filadélfia que significa “amor”, recebe tal como a antiga cidade grego/romana o nome dos seus mestres (ou reconstrutores), neste caso o nome de Deus e confunde-se com o nome da Nova Jerusalém que desce do Céu (Ap. 3:12).
A Igreja encontra a sua identidade específica na esperança do reino de Deus. É seguramente na história da humanidade o momento mais intenso na expectativa do Reino de Deus. Nos Estados Unidos, na Alemanha, na Escandinávia, em França, na Suíça e na Holanda (para não mencionar que alguns países), as multidões de crentes estão presas na mesma impaciência do retorno de Cristo. Um historiador da época, John McMaster (1852-1932) considerou que “perto de um milhão de pessoas, nos 17 milhões que habitavam os Estados Unidos, aderiram a este movimento entre os quais se contava cerca de mil pastores” R. Lehmann, Les Adventistes du Septiéme Jour, p. 14.
E a espera deve tornar-se tanto mais intensa porque a profecia bíblica alcança o seu cumprimento. Uma data é mesmo retida no cômputo profético: 1844.
O que torna este período relevante, é o facto que esta expectativa atinge tanto judeus, como muçulmanos. Os judeus espalhados por toda a Europa, esperaram o Machiah durante 5603 anos, as profecias parecem apontar para este período (1843-1844), ver: Machiah Maintenant 46, 30 de Janeiro de 1993, p.3.
Os muçulmanos bahais chegam à mesma conclusão. O bab (porta que dá acesso ao íman escondido, encarnação do Messias) apareceria também nesta data (1843-1844) ver C. Cannuyer, Les Bahais, p. 11.
É também neste período que se observa o surgimento de movimentos marxistas fazendo apelo ao progresso e à revolução, cantam a esperança de novos dias.
Sim, é um tempo de grande esperança que sacode o mundo da época. Compreendemo-lo ainda melhor quanto compreendemos a promessa particular que caracteriza a Igreja deste período. “Conheço as tuas obras, eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar,” (Ap. 3:8). Esta imagem da “porta aberta” é explicada no capítulo seguinte (Ap. 4:1), a porta é vista “no céu” e dá acesso ao trono de Deus.
Esta “porta aberta” tem um duplo sentido. Representa em primeiro lugar a propagação do Evangelho em novos campos. O século XIX foi sem dúvida a época histórica da proclamação missionária da Igreja. Mas pode também aplicar-se ao interesse manifesto no aprofundamento bíblico e profético que ajudou muitos a descobrir a realidade do programa em processo nas Cortes Celestes, a obra de salvação de Deus. Foi nesta época (ano de 1844) que se começou a compreender o papel actual de Jesus Cristo no Céu.
O tempo da Igreja de Filadélfia, assinala a porta aberta sobre a terra e no Céu, é também designado como um tempo de espera e de esperança, um tempo que anuncia a libertação do mundo. Foi neste período que se iniciou a proclamação mundial da Vinda de Jesus, esta é a Esperança de todas as esperança.
Querido/a amigo/a tem esta ESPERANÇA? Ela está ao alcance da sua mão!
Bênçãos de Deus para si.

27 de julho de 2009

A 7ª IGREJA: A ÚLTIMA IGREJA DE DEUS NA TERRA

Apocalipse 3:
13 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
14 Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:
15 Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente!
16 Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.
17 Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;
18 aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.
19 Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te.
20 Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.

EXPLICAÇÃO:
Depois da Igreja de Filadélfia, o profeta transporta-nos (geográficamente) para uma localidade que dista 5 kilómetros para sul, a cidade de Laodiceia, a última etapa da viagem.
Em termos proféticos Laodicéia representa a última Igreja, o nosso tempo, a nossa Igreja, tenha ela o nome que tiver. Nós vivemos esse tempo histórico. Sim trata-se de profecia, profecia dada no Iº século, história do século XXI.
O nome sétimo fala de conclusão e de facto esta é a última carta. A ideia do fim percorre todo o conteúdo desta carta. É uma ideia que tem origem em quem a envia: Deus apresenta-Se como o “Amem” (Apocalipse 3:14). É a última palavra, palavra que cumpre todas as promessas e todas as orações.
O profeta Isaías tinha qualificado Deus nestes termos: “Deus do Amém” (Isaías 65:16 – Ferreira de Almeida traduz por “Deus da Verdade”). Nestes dois textos, o “Amém” dá seguimento à criação.
Em Isaías, o Deus do Amém jura “…crio novos céus e nova terra…”. Enquanto que no Apocalipse, a carta a Laodiceia, o Deus do Amém define-se como “o princípio da criação de Deus” (Ap. 3:14). Este texto remete-nos para Génesis 1:1 e João 1:1.
O Deus do fim é também o Deus do começo. Deus apresenta-se aqui como Aquele que seguiu o curso dos acontecimentos desde o princípio até ao fim. E porque a história se termina, a vinda de Deus nunca esteve tão próxima. A carta apresenta-O de pé à porta e bate (Apocalipse 3:20), como é cantado no livro Cântico dos Cânticos.
O amado chega e fica acampado à porta (Cânticos 2:9; 5:5). Jesus está à porta e, na linguagem do Novo Testamento, isso significa que o fim está próximo (Mat. 24:33; Marcos 13:29; Tiago 5:9). A evocação da ceia envolve intimidade, uma intimidade com aqueles e aquelas que aceitam Jesus nos finais dos tempos, foram tempos difíceis, a união permitiu ir até ao fim, fim que termina desta maneira: “…entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.”
O banquete acaba por reunir Deus e o Seu povo e esta é a mensagem de esperança do Apocalipse. Esta esperança sobressai do concreto e do real. O gozo toca todos os sentidos. Não se pode melhor traduzir a natureza deste reino: um banquete. Os odores, o tocar-se, as cores, o paladar, tudo participa e converge para viver a vida que por vida se deu.
Na história desta Igreja é de realçar ainda a afirmação de Deus: “Estou à porta e bato...” (Ap. 3:20). Deus faz-se convidado. A refeição deve ser realizada aqui mesmo, na nossa casa. Esta porta, só se pode abrir por dentro, ou seja, por nós “...se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa” (Ap. 3:20). Este solicitar a entrada da parte de Deus, leva-nos a concluir que houve da parte do Senhor um longo apelo a uma tomada de consciência e a uma mudança de sentimentos.
Deus faz-Se convidar num tempo em que o ser humano recebe muito convites. Convite a um humanismo que exclui Deus. As riquezas materiais e espirituais, acumulam-se a partir de esforços tendo como única base a razão e a cultura secularizada. Num tempo em que os autores da literatura religiosa proliferam, os doutores da teologia são numerosos e tudo explicam. Num tempo em que o apelo ao sobrenatural se tornou suspeito até nos meios religiosos.
Um tempo de dificuldade em reconhecer que se é “...infeliz, miserável, pobre, cego e nu.” (Ap. 3:17).
Ao lado da inconsciência reinam a indiferença e a mornidão. É o diagnóstico feito por Deus na carta a Laodicéia (Ap. 3:16). Perto desta antiga cidade, as fontes das águas minerais abundavam. Os habitantes de Laodicéia eram especialistas em águas mornas. Não tinham necessidade de colocar tabuletas à porta a anunciar que as águas de um eram melhores que as águas do outro. No nosso tempo, o povo de Laodicéia espiritual, eles também são especialistas em mornidão, já têm rotina e é difícil sair desse caminho.
Não há dúvida que os hábitos dos laodiceanos encontram claro reflexo nos nossos dias.
O outro sentido da carta a Laodicéia é “julgamento do povo”. Então que fazer? Segundo o apelo de Deus a resposta não deve ser procurada aqui com falsas retóricas. Segundo o que Deus inspirou nesta carta uma atitude; levantar-se, correr e abrir a porta ao Amado (Cânticos 5:5). A este que toma esta determinação é dito “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono.” (Ap. 3:21).
Isto só pode significar que o cristianismo não é uma religião de ordem existencial, uma ética ou uma emoção que atinja o indivíduo por algum tempo. O Reino de Deus é um banquete a ter inicio na nossa existência terrestre. Deus vem até nós e aceita o nosso menu e o nosso gosto. Ele come à nossa mesa. Mas, no contacto com Ele, um outro gosto se forma e se refina. Esta intimidade cria a necessidade de uma outra intimidade, mais verdadeira, mais real. A ceia aqui é um criar apetite para entrar no grande banquete “...e Ele comigo” (Ap. 3:20).
Mais se vive com Deus aqui e agora, mais nos relacionamos e mais se intensifica a necessidade da Sua presença e o nosso gosto se refina no desejo de participar do banquete no Reino do Céu. Quanto mais abrimos a porta do nosso coração, tanto mais suspiramos pela abertura da outra porta no Céu.
Será que já encontrou a 7ª Igreja? Uma comunidade em que cada um anele pelo banquete?
Venha comigo e convidemos Jesus a entrar pela nossa porta e a transformar-nos para que adquiramos o paladar do céu.

Toda os meus sentimentos estiveram consigo neste estudo. Deus o/a abençoe.

GRÁFICO PROFÉTICO - APOCALIPSE


25 de julho de 2009

COMO COMPREENDER OS PERÍODOS DE DANIEL 12:11,12?

Como comprender os 1290 dias e 1335 dias, de forma literal ou simbólica?
Os adventistas seguem o método historicista de interpretação profética, segundo o qual as profecias recebidas por Daniel compreendem o período de tempo desde os dias do profeta até o estabelecimento do reino de Deus.
De acordo com essa abordagem, o princípio dia-ano 
(Ezeq. 4:6) é usado para interpretar os períodos proféticos. A abordagem historicista alega que esses períodos foram anos 
e que se cumpriram no fim da Idade Média.
Alguns adventistas, hoje, argumentam que o princípio dia-ano não se aplica a essas duas profecias e que esses períodos proféticos deveriam ser compreendidos como dias literais de eventos a se cumprir antes do retorno de Jesus. São forçados a especular sobre os acontecimentos que marcarão o fim desses períodos. Para entender este assunto, examinemos o contexto da passagem.

1. Contexto Imediato e o Fim dos Tempos. Nem tudo o que é descrito em Daniel 12:5-13 está relacionado com o tempo do fim. Por exemplo, o selamento do livro e a multiplicação do conhecimento começam antes desse tempo (versos 4, 9); antes do tempo do fim, o ser celestial jura “por Aquele que vive eternamente” (verso 7), quando o poder do povo santo for espalhado e todas “essas coisas” chegarem a um fim (verso 8).
O povo de Deus foi sempre provado ao longo da História, não simplesmente no tempo do fim (verso 10). Portanto, é incorrecto dizer que, uma vez que o contexto imediato menciona o tempo do fim, os períodos proféticos pertencem a esse mesmo período.

2. Períodos Proféticos em Daniel: Mesmo reconhecendo que os períodos proféticos estão num contexto no qual não existem visões e que a linguagem é predominantemente literal, não significa que os dias são literais. Em Daniel, os períodos proféticos nunca são revelados de forma visual. O profeta ouve ou é instruído pelo ser celestial. Em Daniel 7:25, os três tempos e meio não são introduzidos durante a visão, mas durante a explanação que o anjo faz da visão. Em Daniel 8:14, os 2300 dias são dados no contexto de uma revelação na qual a linguagem é predominantemente literal. Finalmente, em Daniel 9, encontramos a profecia das 70 semanas dada a Daniel por meio de uma explanação oral. Em todos esses casos, a linguagem usada na interpretação da visão é basicamente literal, mas os períodos proféticos não o são. Eles são introduzidos após a visão como informação adicional, mas o seu conteúdo simbólico não é completamente explanado. Isso é exactamente o que encontramos em Daniel 12:11, 12. Durante a apresentação oral, os períodos proféticos são dados sem interpretação detalhada. Daniel não consegue compreendê-los, mas é levado a crer que o povo de Deus o compreenderia no futuro.

3. Relação Entre os Períodos de Tempo: Os 1290 dias são uma extensão dos 1260 dias mencionados em Daniel 7:25 e 12:7 como “um tempo, tempos e metade do tempo”. A diferença em Daniel 12:11 são os 30 dias, sugerindo que foi adicionado um mês para aumentar o período (uma prática comum nos calendários lunares). Uma vez que o período de 1290 dias é baseado nos 1260 dias e é reconhecido pelos intérpretes historicistas que os 1260 dias são anos, temos de concluir que o princípio dia-ano se aplica também aos 1290 dias.
A referência aos 1260 dias em Daniel 7:25 realça o tempo durante o qual o povo de Deus sofreria perseguições. Daniel 12:7 realça o momento em que as actividades dos inimigos de Deus findarão. Os 1290 dias mencionados em Daniel 12:11 focam o momento em que o período profético começa. Para sincronizar o início da profecia com um acontecimento específico, o período é estendido pela adição de um mês e, em vez de 42 meses (1260 dias), temos agora 43 (1290 dias). Trata-se de permitir que o anjo intérprete seja mais preciso em relação ao acontecimento com que se inicia o período, bem como à sua extensão completa. O período profético de 1290 dias é, então, aumentado em 45 dias extras, somando um total de 1335 anos proféticos, baseados no princípio dia-ano.

Concluindo, esses dois períodos de tempo são extensões de um período profético bem estabelecido e devem ser interpretados simbolicamente, em harmonia com o resto da profecia.

22 de julho de 2009

A HUMANIDADE SEM ESPERANÇA

Muita gente ficou sem entender o final do novo ´O Dia em que a Terra Parou´. Por ouro lado, o choque foi geral com o desfecho de ´Presságio´. Entenda-se: esses filmes, integrantes da moderna ficção científica, não são nada condescendentes com o homem, expressando um pessimismo para com a humanidade e o seu futuro.´O Dia em que a Terra Parou´ e ´Presságio´ trazem uma visão religiosa e têm o homem como réu. Os motivos são claros: o planeta virou um âmbito de dor e sofrimento quando, na verdade, foi um paraíso que lhe foi doado; degrada a natureza, torna a vida uma banalidade, joga à exclusão milhões de semelhantes, espalha o ódio, o medo, a corrupção e a vingança como uma praga. Tudo isso em função do que? É como se ele, o homem, tivesse esquecido de sua finitude e acredite que tudo se resume a este mero tipo de existência material.Para o homem, se existe um Deus, é a sua própria criação: o dinheiro. Assim, tudo se justifica no material, não existe uma ligação entre os seres, o planeta, o universo; e a espiritualidade, uma balela de um bando de cabeças de vento. Mas, sendo assim, qual seria o sentido para a existência do homem? Os dois filmes formulam um pensar inquietante: o homem se pensa como um ser vulgar, desprovido de alma, propósito e espírito.Justamente por isso, ´O Dia em que a Terra Parou´ e ´Presságio´ não são obras fáceis de se ver, pois incomodam ao expor o actual estágio da humanidade como um caso sem jeito. Com a sua civilização em decadência - pois não se pode acreditar que com milhões de pessoas morrendo de fome, sede, frio e violência, a humanidade esteja em evolução -, pregam que, com suas atitudes, o homem chegou ao caos: com a natureza, a maior riqueza, em destruição; a vida, o maior bem, transformada em banalidade; a civilização, a prova da racionalidade, em decadência. Assim, o homem se esvai entre a ambição e o ódio, esquecendo-se de seus valores naturais.´Presságio´ mistura as profecias maias, bíblicas, espíritas e a crença de que avançados seres extraterrestres retirarão da Terra, em naves gigantescas, uma leva de pessoas pré-selecionadas, os escolhidos. O enredo, armado de forma inteligente, anuncia, através de um calendário, uma série de tragédias e catástrofes programadas para se abaterem sobre a humanidade ao longo de 50 anos. Um físico nuclear (interpretado por Nicolas Cage) e seu filho adolescente (Chandler Canterbury), descobridores do calendário, vivenciarão as três últimas profecias que determinam o fim dos tempos.O filme reúne, em primeiro plano, a profecia que coloca um alinhamento planetário cujo ápice ocorrerá em 2012. Ufólogos e cientistas já confirmaram que o alinhamento é real. O filme sinaliza possibilidades como a de estarmos em monitoramento por civilizações superiores; de extraterrestres já estarem convivendo connosco sem percebermos; da existência de uma selecção de pessoas em andamento; e, finalmente, a oferta de uma ´segunda chance´. Em ´Presságio´, a chamada não será para todos aqueles que mantiveram uma vida condizente em conduta moral e ética. Nas naves extraterrestres embarcarão exclusivamente os seus filhos, um selecto grupo de crianças, previamente escolhidas. Assim, a sequência que antecede o final pega o espectador pela goela, fazendo-o engolir em seco.
Pedro Martins Freire
Crítico de Cinema

Nota: Aconselho vivamente a estudar todos os temas bíblico/proféticos que temos apresentado neste blog. Proponho o tema `Médiuns versus Profetas´ (coloque este título na barra do google oferecido neste Blog).
É seu desejo conhecer o tempo que vivemos e o que nos espera no futuro, a Bíblia é a bússola de Deus, ela aponta o Norte divino, não um norte magnético de falsas profecias. Este Blogue é destituído de preconceitos, estude a fundo os temas aqui apresentados e será ricamente abençoado/a.
O autor é uma pessoa com muita experiência teológica, pragmática e sincera. Qualquer pessoa entra nestes estudos e não é constrangida a pagar nada e mal se apercebe da religião praticada pelo autor, estas são razões fundamentais para ter confiança.
Oro ao Senhor Jesus para que derrame o Seu poder sobre si e lhe dê entendimento espiritual "porque o tempo é breve".
José Carlos Costa/Pastor

PROFETAS E PROFECIAS

Seminário Internacional realizado em Palmas (TO) reuniu pensadores de diversas áreas e partes do Globo para propor uma nova forma de desenvolvimento para a humanidade. Pelo actual quadro, se o homem não mudar os seus hábitos, a previsão é que ou a humanidade se desintegrará ou terá que realizar uma metamorfose
O curso provável da evolução levará a humanidade à catástrofe. A previsão é de Edgar Morin, um dos pensadores mais relevantes dos séculos XX e XXI. …O pesquisador, filósofo e sociólogo francês foi um dos fundadores do “Seminário Internacional Crise Civilizacional: Distintos Olhares – Transição de paradigmas de desenvolvimento nos países do Sul”.
Reuniões de pensadores de várias partes do mundo sobre as crises da humanidade começaram a ser promovidas pelo Instituto Internacional de Pesquisa sobre Política Civilizacional (IIRPC), de Morin, em sua sede na França, mas começaram a extrapolar o continente europeu no ano passado, no Chile. Este ano, foi a vez do Brasil, e aberto, pela primeira vez, ao público.“Quando um sistema não pode tratar dos seus problemas fundamentais, o que acontece? Ele desintegra-se, regride, ou é capaz de criar um outro sistema, um metasistema. O planeta está incapaz de resolver seus problemas fundamentais. Nosso sistema está fadado a se desintegrar ou a se metamorfosear”, cita.

O PRINCÍPIO DIA/ANO

A interpretação profética das “2.300 tardes e manhãs” de Daniel 8:14 por parte dos Adventistas do Sétimo Dia depende fundamentalmente de tres factores:

1º) As Setenta Semanas de Daniel 9 são a explicação que o Anjo Gabriel veio trazer a Daniel a parte da visão do capítulo 8 que ele não tinha compreendido, e portanto as Setenta Semanas são parte integrante dos 2.300 dias;
2º) O ponto de partida para as Setenta Semanas é o mesmo para o início dos 2.300 dias;
3º) Os períodos de tempo nestas profecias não devem ser entendidos de forma literal, mas sim, aplicando-se o princípio de que 1 dia na profecia equivale a um ano literal de 360 dias.
Proponho o estudo deste 3º Iten. Em temas anteriores, creio eu, não terá ficado suficientemente claro.
Base Bíblica
Encontramos nas Escrituras dois textos bíblicos que estabelecem a relação de 1 dia ser considerado por conta de 1 ano:
“Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos, e conhecereis o meu desagrado.” Números 14:34

“Quando tiveres cumprido estes, tornar-te-ás a deitar sobre o teu lado direito, e levarás a maldade da casa de Judá quarenta dias; um dia te dei por cada ano.” Ezequiel 4:6

É significativo verificarmos que um profeta contemporâneo a Daniel e que viveu tão próximo no exílio, Ezequiel, tenha vivido de forma tão prática e experimental, por determinação do Senhor Deus, a equivalência de um dia por cada ano.

Encontramos nestes dois versos aquilo que os teólogos chamam de “Princípio da Miniaturização Simbólica”. Perceba no contexto de Números 14 como as 12 tribos são representadas por 12 homens que expiaram a terra de Canaã, e como os 40 dias em que expiaram a terra foi projectado para os 40 anos em que teriam que aguardar para entrar na terra prometida.

Princípio da Miniaturização Simbólica:
É facil de compreeder e de aceitar que em profecias onde temos grandes impérios mundiais representados de forma simbólica, a miniatura seja feita por animais e outros elementos, consideremos também que no cálculo do tempo mencionado nestas profecias seja considerado o Princípio da Miniaturização Simbólica, onde o tempo também é simbólico e miniaturizado.

Muito embora, o princípio acima seja fundamentado na bíblia e racionalmente a aplicação da equivalência de 1 dia por 1 ano para os cálculos de tempo em profecia, muitos ainda resistem e insistem não encontrar evidências bíblicas que comprovem a veracidade da sua aplicação. Há os que afirmem que os dois versos acima não provam nada de forma conclusiva, e acusam os Adventistas do Sétimo Dia a tecer as bases da sua interpretação profética num pressuposto frágil, frutos de uma imaginação fértil.

Vamos então fazer um outro tipo de análise, tentemos ignorar os dois versos acima, e verificar nas próprias profecias onde os tempos são mencionados, se existe alguma razão para não considerarmos estes períodos como literais.

Três Profecias de Tempo:
1) “Um tempo, e tempos, e metade de um tempo” Dan. 7:25
Este período de tempo, que é repetido no livro de Daniel no capítulo 12 verso 7 (e também em Apoc. 12:14), deve ser entendido como 3 anos e meio. A base bíblica para o entendimento de que “tempo” significa “ano” está explicitada em Dan. 11:13 (“...e ao cabo de tempos, isto é, de anos,...”).
Uma outra evidência de que “tempo” significa “ano” é comparando a maneira como a Bíblia menciona o mesmo período em Apocalipse:
Apoc. 11:2 e 13:5 à 42 meses
1 ano = 12 meses
3 ½ anos x 12 meses = 42 meses
Apoc. 11:3 e 12:6 à 1.260 dias
1 ano = 360 dias
3 ½ anos x 360 dias = 1.260 dias

No capítulo 7, o contexto onde é mencionado, refere-se ao tempo em que o Chifre Pequeno estaria destruindo os santos do Altíssimo. Pelo paralelismo observado entre as profecias Daniel 2 e 7, verificamos que este Chifre Pequeno que surge do animal terrível e espantoso simboliza a continuação do império romano em sua fase cristã (ou papal).

Se quisermos entender estes 3 anos e meio como literais teremos um grande problema ao tentarmos concilia-lo com os fatos históricos, pois sabemos que o poder romano religioso perseguiu, prendeu e matou todos aqueles que dele discordavam por um período bem maior.

Por outro lado, se considerarmos 1 dia na profecia igual a 1 ano literal de 360 dias, teremos:
3 ½ anos proféticos x 360 dias = 1.260 dias proféticos
Como 1 dia profético = 1 ano literal
Temos que 1.260 dias proféticos = 1.260 anos literais

Este período bem maior corresponde muito melhor à realidade dos fatos históricos, que falam de um poder religioso dominando e perseguindo maciçamente desde o fim do quinto século ou início do sexto até o fim do século 18 ou início do século 19.

2) “Até 2.300 tardes e manhãs” Dan. 8:14
Já estudamos as fortes razões que nos leva entender a expressão “tardes e manhãs” como “dias”, ou seja, 2.300 dias.
Referente a este período de tempo temos os seguintes versos que afirmam tratar-se de um período que alcança os finais dos tempos:
“Entende, filho do homem, porque esta visão se realizará no fim do tempo” Dan. 8:17.
“Eu te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira, porque ela se exercerá no determinado tempo do fim” Dan. 8:19.
“A visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira; tu, porém, cerra a visão, porque só daqui a muitos dias se cumprirá” Dan. 8:26

Como a visão de Daniel 8 foi dada 6 séculos antes do nascimento de Cristo, fica completamente sem sentido entender o período de 2.300 dias como literais, com referências tão explícitas quanto a sua abrangência no futuro.

Uma outra evidência está no facto dos símbolos em Daniel 8 referirem-se a impérios que se desenvolveram ao longo de séculos. A menção de símbolos tão abrangentes na linha de tempo da História não combina com a menção de um período de pouco mais de 6 anos.

É muito mais coerente considerar que a profecia está a referir-se a um período de tempo muito maior, por se tratar de um tempo simbólico assim como são simbólicos todos os demais itens da profecia.

Se neste simbolismo considerarmos que um dia equivale a um ano teremos um período muito mais coerente de 23 séculos em vez de apenas 6 anos 4 meses e alguns dias.

3) “Setenta semanas estão determinadas...” Dan. 9:24-27
Esta profecia de tempo é a mais significativa de todas por confirmar de forma clara e objectiva a precisão do princípio dia/ano nos peculiares períodos de tempo mencionados nas profecias de Daniel.
Esta profecia estabelece um início para o cálculo que devem levar ao Messias (vs.25). Já vimos que o decreto para restaurar e edificar Jerusalém foi promulgado por volta de 500 anos antes do nascimento de Cristo, e só este facto já inviabiliza a aceitação das 70 semanas como literais (cerca de 1 ano e 4 meses). Mais uma vez está evidente que a profecia só se torna compreensível se considerarmos que as 70 semanas se referem a um tempo simbólico e não literal.

Porém, quando aplicamos o princípio dia/ano que tudo se encaixa de maneira perfeita:
1 semana = 7 dias
70 semanas x 7 dias = 490 dias
1 dia profético = 1 ano literal
490 dias proféticos = 490 anos literais

Como a profecia fala de um período de 69 semanas até o aparecimento do Messias, temos:
69 semanas x 7 dias = 483 dias proféticos = 483 anos literais
Somando 483 anos ao ano de 458/457 a.C. (data para o decreto de Artaxerxes) chegaremos ao ano de 26/27 d.C., justamente o ano em que Jesus foi baptizado e deu início ao Seu ministério público.

Só que a profecia traz ainda mais inflormações que confirmam de forma inquestionável a correção destes cálculos. O verso 26 diz que o Messias seria cortado (morto) e na sequência o verso 27 afirma que isto ocorreria na metade da última semana: fazendo as contas:
69 semanas + ½ semana = 69 ½ semanas
69 ½ semanas x 7 dias = 486 ½ dias proféticos = 486 ½ anos literais
458/457 a.C. + 486 ½ anos à 30/31 d.C.

Ou se preferir:
26/27 d.C. + 3 ½ anos à 30/31 d.C.

Justamente o ano em que Cristo foi crucificado.
Somente com a aplicação do princípio dia/ano que a precisão matemática da profecia é confirmada através dos factos históricos. É por este motivo que podemos afirmar sem medo de errar que o ministério de Jesus prova, confirma e estabelece como um sólido fundamento a validade e aplicabilidade do princípio dia/ano nos cálculos dos tempos proféticos.

Como, no livro de Daniel, o capítulo 9 está intimamente ligado ao capítulo 8, não temos outro caminho senão considerar que o mesmo princípio dia/ano, testado e aprovado no capítulo 9, seja também aplicado no tempo profético do capítulo 8.

Uma forma peculiar de indicar tempo

A própria maneira peculiar como os períodos de tempo são mencionados na profecia, leva-nos a interpretá-los de uma outra forma diferente da literal.

Quando a Bíblia menciona períodos de tempo literais a forma mais comum é como lemos no texto abaixo:
“Em Hebrom reinou sobre Judá sete anos e seis meses, e em Jerusalém reinou trinta e três anos sobre todo o Israel e Judá.” II Sam. 5:5.

Não seria nada convencional o autor bíblico, querendo relatar o tempo literal do reinado, descrever 7 anos e seis meses como 2.700 dias, ou mesmo como 90 meses. Trinta e três anos literais são descritos simplesmente como trinta e três anos e não como 11.880 dias ou 396 meses. Como foi demonstrado, a maneira invulgar de designar o tempo é mais uma outra forte evidência que aponta para o seu simbolismo.

TEMPO PROFÉTICO SEGUNDO O ARCEBISPO WALMOR DE AZEVEDO

Encíclica inaugura hora nova de profecias, diz arcebispo Comentário de Dom Walmor de Azevedo sobre “Caritas in veritate”

“O Papa Bento XVI afirma que ‘só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida... sem a verdade a caridade cai no sentimentalismo... a verdade liberta a caridade dos estrangulamentos do emotivismo’”, cita o arcebispo.


Comentário pessoal: Oramos aos Senhor que esta hora de profecias, sim, seja baseada no amor e especialmente no contexto bíblico. Infelizmente não tem sido preocupação da Igreja Católica, nunca é tarde!

16 de julho de 2009

JESUS, OS APÓSTOLOS E AS PROFECIAS

As profecias bíblicas exercem um papel de relevo na mensagem cristã. Os primeiros discípulos delas se serviram para proclamar ao mundo que Jesus era “o Cristo, o Filho do Deus vivo” Mateus 16:16. O apóstolo Pedro, por exemplo, afirmou que, pela ignorância das autoridades judaicas, ao conduzirem Jesus à morte, “Deus assim cumpriu o que dantes anunciara por boca de todos os profetas que o Seu Cristo havia de padecer.” “E todos os profetas, a começar com Samuel, assim como todos quantos depois falaram, também anunciaram estes dias.”Actos 3:18 e 24. Paulo, o “apóstolo dos gentios”, pregando numa sinagoga de Antioquia, também fez menção das profecias messiânicas para anunciar Jesus, declarando que “os que habitavam em Jerusalém e as suas autoridades, não conhecendo Jesus nem os ensinos dos profetas que se lêem todos os sábados, quando O condenaram, cumpriram as profecias... Depois de cumprirem tudo o que a respeito d´Ele estava escrito... puseram-nO em um túmulo. Mas Deus O ressuscitou dentre os mortos.”Actos 13:26-31.
Outro exemplo do uso das profecias messiânicas se cumpriam na pessoa de Jesus evidenciam nestas palavras: “Apolo, homem eloquente e poderoso nas Escrituras... porque, com grande poder, convencia publicamente os judeus, provando, por meio das Escrituras, que o Cristo é Jesus.” Actos 18:24 e 28. Assim, torna-se evidente que as profecias referentes ao Salvador ocupavam uma posição de grande destaque nas primitivas pregações cristãs. Ver também Actos 10:43; 17:2, 3 e 11; 26:22 e 23; e 28:23.