2 de maio de 2012

O Princípio do Dia Profético

A questão é crucial. Se o princípio não for válido, ou, caso não deva ser aplicado a Daniel 7, 8 e 9, nossa mensagem cai por terra. O princípio do dia profético é legítimo, e, caso seja, por que aplicá-lo àqueles três capítulos de Daniel?

Primeiramente, o princípio do dia profético não se originou com os mileritas ou adventistas do sétimo dia. Judeus e cristãos vêm utilizando esse princípio há séculos, muitas vezes aplicando-o aos mesmos textos que os adventistas usam hoje. Clemente de Alexandria (segundo a terceiro séculos d.C.), um dos fundadores da igreja cristã, aplicou o princípio do dia profético às setenta semanas de Daniel 9, assim como tem feito a maioria dos teólogos através dos séculos, tanto judeus como gentios. Um dos maiores teólogos hebreu Rashi (1040-1105 d.C.), traduziu Daniel 8:14 da seguinte maneira: "E ele disse a mim: Até 2300 anos". Esse princípio tem sido reconhecido e aceito em todo o mundo durante séculos. Não é uma inovação adventista.
Qual, porém, é a evidência bíblica?
Conhecemos o texto de Números 14:34: "Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano." E Ezequiel 4:4 a 7: "Conforme o número dos dias que te dei, cada dia por um ano."
Embora estes textos possam sugerir a validade desse princípio, que outra evidência existe?

O Antigo Testamento desde há muito tem reconhecido uma relação entre dias e anos, e, em alguns casos, embora a palavra ano apareça no texto, a palavra usada no original hebreu foi dia. A comemoração da Páscoa, por exemplo, era celebrada uma vez por ano. Leia Êxodo 13:10. A tradução da versão Almeida diz: "Portanto, guardarás esta ordenança no determinado tempo, de ano em ano." Mas o original em hebraico diz literalmente, "de dias em dias", embora o texto quisesse dizer de ano em ano.

Primeiro Samuel 27:7 diz: "E todo o tempo que David permaneceu na terra dos filisteus foi um ano e quatro meses." O original hebraico diz: "dias e quatro meses", em vez de de "ano e quatro meses". Em hebraico, há uma palavra comum para ano, shanab, mas nestes versos a palavra "dias" é usada, demonstrando uma ligação entre ano e dias na Bíblia. Outros exemplos desse tipo podem ser encontrados. Leia I Samuel 2:19; I Samuel 1:21; I Reis 1:1.
Todavia, mesmo que estes e outros versos ajudem a provar a ideia de uma relação entre dia e ano, podemos ter a certeza que deveríamos aplicar esse conceito às profecias de tempo de Daniel 7, 8 e 9?

Daniel 9 declara que "desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o Ungido", passaria sessenta e nove semanas. Mesmo que alguém defendesse que a ordem para reconstruir Jerusalém ocorresse numa data com cinqüenta anos de diferença para o ano 457a.C., ainda sobrariam cerca de 400 anos entre aquela data e a vinda de Jesus - "[o] Ungido, [o] Príncipe". Se as sessenta e nove semanas fossem literais, então, desde a ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém (quinto século a.C.) até o Messias (primeiro século d.C.) haveria sessenta e nove semanas - ou seja, um ano, quatro meses e três dias. Ridículo! O princípio do dia profético precisa ser aplicado a essa profecia, ou a mesma se torna sem sentido. Talvez a maior prova da validade do dia profético e sua aplicação em Daniel 9, é o fato que dá certo!

Por acaso é coincidência que se aplicarmos esse princípio às sessenta e nove semanas, teremos um período de tempo que encaixa perfeitamente nos dois eventos descritos no verso?
Se não usarmos o princípio, a profecia não faz sentido; se usamos o princípio, a profecia cumpre-se com exatidão. Apenas isto já é uma prova irrefutável da validade do dia profético. Fica óbvio que o princípio do dia profético é válido para a profecia das sessenta e nove semanas, que foram "cortadas" da profecia dos 2.300 dias. Portanto, ambas fazem parte da mesma profecia.
E, se o dia profético funciona para uma parte da profecia, não seria lógico que fosse usado com sucesso na outra parte também? É claro que sim.

Na verdade, não é apenas lógico, mas absolutamente necessário. Aplicando o princípio do dia profético às setenta semanas, temos 490 anos, ou seja, 176.400 dias. Como poderíamos cortar 176.400 dias de 2.300 dias? É impossível. A única maneira de as setenta semanas poderem ser cortadas é aplicarmos o princípio do dia profético aos 2.300 dias também. De outra forma, seria como tentar tirar dois quilómetros de três metros. Portanto, o dia profético precisa ser válido nos 2.300 dias também.

Existem outras evidências a favor do dia profético nos 2.300 dias em Daniel 8:13, que é literalmente a seguinte: "Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?"

Alguns detalhes importantes devem ser notados: A tradução literal é "Até quando" estas coisas aconteceriam? - e não "Quanto tempo?" A ênfase está no término dos eventos. "Até quando" estes eventos acontecerão? Lembre-se de que a palavra para visão, hazon, tem a ver com a visão como um todo, isto é, o carneiro, o bode, etc.

E finalmente, embora a versão King James mencione a palavra concernente, (Quanto tempo durará a visão concernente ao sacrifício diário?), no hebraico não consta essa palavra, nem a própria construção do hebraico exige que ela esteja ali. Definitivamente ela não pertence ao texto.
O que isto quer dizer?
A questão diz respeito ao término ("até quando") de tudo que foi descrito: hazon, ou visão (que inclui o carneiro e o bode), o "sacrifício diário" e a transgressão assoladora estão incluídos. A pergunta não se refere apenas a visão concernente ao "sacrifício diário", ou às atividades do chifre pequeno, mas a tudo que há na visão, incluindo a parte da hazon a respeito do carneiro e do bode. "Quanto tempo" durarão estas coisas envolvendo o carneiro, o bode e o chifre pequeno? A resposta é literalmente: "Até 2300 tardes e manhãs."

Portanto, os 2300 dias envolvem todos os eventos listados na pergunta, ou seja, o carneiro, o bode e o chifre pequeno. Logo, o período de tempo inclui a Média-Pérsia, a Grécia, bem como a Roma pagã e papal. Todos esses fatores estão contidos no período de tempo da pergunta "Até quando?" e devem cumprir-se em 2300 dias.
Se tomados literalmente, 2300 dias somam seis anos, três meses e vinte dias. Como poderia esta profecia ser literal e incluir todos esses eventos? Impossível. Só a Média-Pérsia durou de 539 a 331 a.C. Apenas essa nação, sem contar a Grécia e Roma, dura demais para encaixar-se em apenas seis anos. Portanto, necessariamente temos que usar o princípio profético, com a qual a profecia cobre mais de dois milénios, tempo suficiente para incluir todos os eventos. Sem o dia profético, a profecia não faz sentido.

Embora a profecia comece com nações que existiam há milhares de anos, foi dito a Daniel que a visão era para o "tempo do fim". Obviamente, qualquer que fosse o período de tempo envolvido na profecia, teria que cobrir muito mais que seis anos a fim de levar a profecia de tantos séculos no passado até o "tempo do fim". Sem o dia profético, a profecia não poderia estender-se tanto. Aqui, novamente, o dia profético soluciona o problema.

Em Daniel 7 temos este terrível poder, o chifre pequeno. Decididamente, esse é o item mais detalhado do capítulo, superando todos os outros animais, incluindo os poderosos impérios babilónicos, medo-persa, grego e romano - nações que duraram centenas de anos cada uma. Apesar do poder desses impérios, a ênfase é colocada no chifre pequeno, que é tão terrível que o próprio Deus destruirá após o julgamento.
Contudo, o poder desse chifre pequeno, pior que qualquer outro animal que durou centenas e centenas de anos, duraria três anos e meio?

Um período de três anos e meio não se encaixa na magnitude dos grandes eventos descritos nas primeiras fases da profecia. Além disso, vimos que o quarto animal foi Roma pagã, império que terminou 1500 anos atrás. O poder que a seguiu, o chifre pequeno, teria que se estender até o tempo do fim, quando Deus Se assenta para julgar e estabelecer o Seu reino. Três anos e meio não são suficientes para estender-se dos dias finais de Roma pagã até ao tempo do fim. Aqui, outra vez, o tempo literal não se encaixa nos eventos que são descritos na profecia, e, novamente, o dia profético soluciona o problema.

Note, também, as palavras exatas usadas nesta profecia de Daniel 7:25: "Por um tempo, dois tempos e metade de um tempo."
Que estranha maneira de dizer três anos e meio. É como se alguém perguntasse minha idade e eu respondesse: "Tenho vinte anos, dois anos e dez anos." Talvez estivesse tentando dizer outra coisa. Daniel 4:45 diz que Nabucodonosor ficaria doente, vivendo como um animal até "sete tempos por cima de ti". Por que não disse "um tempo, e tempos, e tempos, e um tempo, e metade de um tempo, e metade de um tempo"? O princípio profético não pode ser aplicado a Daniel 4:45. Obviamente, Daniel quis dizer um tempo literal, a respeito da doença do rei, e esta é provavelmente a razão por que usou um número normal.

Talvez Daniel tivesse dito: "Por um tempo, dois tempos e metade dum tempo", no capítulo 7, porque não queria dizer literalmente, três anos e meio. Em vez disso, em vez disso queria passar a ideia de um tempo profético. Daniel 7 está cheio de símbolos: um leão, um urso, um leopardo com asas, chifres que falam - todos simbolizando coisas diferentes. Logo, não seria lógico pensar que a sequência de tempo dada nesta profecia também teria algum simbolismo, especialmente quando se analisa que a mesma foi enunciada de maneira tão estranha? Claro que sim.

Os mesmos fatores são encontrados nos 2300 dias. Daniel 8 também é uma visão com imagens simbólicas. Não é uma profecia sobre animais, assim como Daniel 7 não o é. É inteiramente profética. Não seria de se esperar que o tempo nesses capítulos também fosse simbólico, em vez de literal?

Além do mais, "tardes e manhãs" não é maneira comum de descrever dias. A palavra típica para dias na Bíblia é yamin, plural yom, que ocorre mais de mil vezes na Bíblia. Não seria mais simples ter dito: "Até seis anos, três meses e vinte dias, e o santuário será purificado", em vez de 2300 dias? Daniel 8:14 não traz a forma típica de indicar o tempo. Em II Samuel 5:5, por exemplo é dito que o rei "reinou sobre Judá sete anos e seis meses", não 2700 dias.

Até mesmo as setenta semanas de Daniel não são uma forma comum de expressar tempo. Por que não foi dada como um ano e quatro meses e meio?

A razão para tudo isto poderia ser simplesmente que o Senhor não está a referir-Se a tempo literal, e usou esses números e unidades de tempo "simbólicos" para mostrar ao leitor que estava a falar de tempo profético, e não literal. Claramente, muitas evidências comprovam a validade do dia profético em Daniel 7, 8 e 9. Os capítulos simplesmente não fazem sentido sem o uso desse princípio.

30 de abril de 2012

A Prisão de Satanás no Abismo

Satanás está furioso porque a Santa Bíblia o desmascara (Apocalipse 12:10-12 ). Por isso tem tratado de disseminar a errónea ideia de que o Apocalipse é um livro incompreensível. Mas as Santas Escrituras nos dão a chave para entender os símbolos apocalípticos, pelo que se torna um livro aberto à compreensão do estudante sincero.
Apocalipse 20 diz que um poderoso anjo ataria Satanás por mil anos. Nem tudo o que cremos sobre o milénio se harmoniza com a Bíblia. Mas hoje terá a satisfação de descobrir a explicação bíblica sobre o tema. Ser-nos-á de grande auxílio ao analisar algo sobre a ressurreição.
Descobriremos que o Apocalipse (revelação de Jesus Cristo) explica algumas coisas que Jesus disse durante o Seu ministério terrenal, especialmente quando falou das duas ressurreições.
MIL ANOS ENTRE AS RESSURREIÇÕES
1. Quais são as duas ressurreições sobre as quais nosso Senhor Jesus Cristo falou quando esteve na Terra? João 5:28-29.
a. “Os que tiverem feito o bem para a ressurreição da VIDA“
 b. “…Os que tiverem praticado o mal para a ressurreição do JUÍZO“
2. Que período começará na ressurreição dos fiéis? Apocalipse 20:6.
“Bem-aventurado e SANTO é aquele que tem parte na PRIMEIRA ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos.”
Nota: Este versículo diz que são os justos que voltarão à vida (ressuscitarão) e reinarão com Cristo mil anos. Este é o milénio bíblico que começa com a primeira ressurreição.
3. Quando ocorrerá a primeira ressurreição, isto é, a dos justos mortos? 1 Tessalonicenses 4:16
“Porque o Senhor mesmo DESCERÁ do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo RESSUSCITARÃO primeiro.”
Nota: A primeira ressurreição ocorrerá quando Jesus voltar em glória e majestade.
4. Quantos anos depois da primeira ressurreição ressuscitarão os outros mortos? Apocalipse 20:5 p.p.
“Mas os outros mortos não REVIVERAM, até que os MIL anos se completassem. Esta é a primeira ressurreição.”
QUE OCORRERÁ DURANTE O MILÊNIO
5. Onde estarão os fiéis e o que farão durante o milénio? Apocalipse 20:4; 1 Coríntios 6:2-3.
a. “…aos quais foi dada autoridade de JULGAR…” ( Apocalipse 20:4 p.p.)
 b. “… e viveram e reinaram com Cristo durante MIL ANOS.” ( Apocalipse 20:4 ú.p.)
 c. “… os santos hão de julgar o MUNDO.” ( 1 Coríntios 6:2 p.p.).
 d. “… havemos de julgar os ANJOS;…” ( 1 Coríntios 6:3 p.p.).
Nota: Jesus foi preparar lugar para os salvos no Céu, para onde Ele os levará ( São João 14:1-3 ). Portanto, o juízo de que está falando a Bíblia, ocorrerá no Céu. Este juízo não afeta os justos, os quais foram julgados antes da segunda vinda de Cristo (deste juízo nos ocuparemos noutro estudo). Neste juízo são julgados os ímpios que participarão da segunda ressurreição (Apocalipse 20:12, 13), ao diabo e a seus anjos, e se lhes determina o castigo que merecem.
Este juízo também serve para que os santos compreendam por que não se salvaram algumas pessoas que eles consideravam justas. Tal juízo desfará toda a dúvida da mente dos redimidos acerca da malignidade do pecado e a justiça e o amor de Deus.
O Todo-poderoso ficará vindicado ante o Universo, e a compreensão de Sua justiça garantirá a estabilidade eterna da criação.

6. Sendo que os fiéis irão ao Céu e os ímpios morrerão, Satanás não terá a quem tentar na Terra. Que fará essa cadeia de circunstâncias com o diabo? Apocalipse 20:1-3.
“…e o AMARROU por mil anos;… para que não mais ENGANASSE as nações…”

Nota: O Apocalipse descreve alguns acontecimentos impressionantes que acompanharão o momento do retorno de Cristo, em que será preso Satanás ( Apocalipse 16:18, 20, 21 ) Com os fiéis no Céu e os impios mortos ( 2 Tessalonicenses 1:7-8; 2:8 ), a Terra ficará como no princípio ( Génesis 1:2 ), sem forma e vazia, sem luz nem vida, como a descreve Jeremias 4:23-28 . Esse é o abismo no qual ficará Satanás durante o milénio.
COMO TERMINARÁ O MILÉNIO

7. Que ocorrerá com a santa cidade de Deus ao terminar o milénio? Apocalipse 21:2

“E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo.”
Nota: A Santa Cidade descerá sobre o monte das Oliveiras, que se abrirá em dois, produzindo um grande vale (Zacarias 14:4-10 ).
8. Que acontecerá com os mortos impios e com Satanás, quando os mil anos se completarem? Apocalipse 20:5, 7, 8.
“Os restantes dos mortos não REVIVERAM até que se completassem os MIL anos… Quando porém se completarem os mil anos, Satanás será SOLTO de sua prisão e sairá a ENGANAR as NAÇÕES…”
Nota: Ao ressuscitarem os impios, desaparecem as circunstâncias que impedem Satanás de actuar, pois terá a quem tentar. Apocalipse 20:8 demonstra que apesar dos mil anos de prisão, Satanás não mudará.
9. Que acontecerá com Satanás e os impios quando pretenderem tomar de assalto a Santa Cidade? Apocalipse 20:9, 10, 14.
“… desceu FOGO dos CÉUS e os DEVOROU.” ( Apocalipse 20:9 ú.p.)

Nota: Deixaremos para outro estudo a análise do fogo de consequências eternas.
10. Que fará Jesus depois que a Terra for purificada pelo fogo? 2 Pedro 3:10-13; Apocalipse 21:1-4.
a. “Nós, porém, segundo a Sua promessa, esperamos NOVOS CÉUS e uma NOVA TERRA, nos; quais habita a justiça” (2 Pedro 3:13 ).
 b. “… Deus HABITARÁ com eles. Eles serão o SEU POVO e Deus mesmo ESTARÁ com ELES.” ( Apocalipse 21:3 , ú.p.).

23 de abril de 2012

O Papa Afirma ser Deus na Terra

Ao longo dos séculos da existência de Roma, os papas têm regularmente alegado serem divinos. Como o suposto sucessor de Pedro, o Papa afirma a infalibilidade, ocupar a posição de Deus na Terra, e ter a capacidade de julgar e excomungar os anjos.

O Concílio católico de Trento em 1545 declarou o seguinte:

“Nós definimos que a Santa Sé Apostólica (Vaticano) e o Pontífice Romano (Papa) têm a supremacia sobre todo o mundo” (The Most Holy Councils Volume XIII, Column 1167).

No mesmo século, o cardeal Roberto Belarmino afirmou o seguinte:

“Todos os nomes que nas escrituras se aplicam a Cristo, por virtude dos quais é estabelecido ser Ele cabeça da igreja, são aplicáveis ao papa” (Robert Bellarmine, On the Authority of Councils Volume 2: 266).

Em 1895, um artigo do National Catholic disse o seguinte:

“O Papa não é apenas o representante de Jesus Cristo, mas ele é Jesus Cristo, Ele mesmo, oculto sob o véu da carne” (Catholic National – July 1895).

Essa crença foi tão assimilada no pensamento da sociedade que foi acreditada por muitos além dos círculos católicos.

Segundo a TIME, a tentativa de assassinato do Papa João Paulo II levou um jovem judeu a dizer, “Atirar no Papa, é como atirar em Deus” (George J. Church et. al, “Hands of Terrorism,” TIME (May 25, 1981).

Mais citações de Documentos do Vaticano mostram a crença do Papado na infalibilidade papal

“Ele [o papa] pode pronunciar sentenças e acórdãos em objeção aos direitos das nações, à lei de Deus e ao homem … Ele pode libertar a si mesmo dos mandamentos dos apóstolos, sendo ele seu superior, e das normas do Antigo Testamento … O Papa tem o poder de mudar os tempos, revogar leis, e dispensar todas as coisas, até mesmo os preceitos de Cristo” (Decretal de Translat. Episcop. Cap.)

Em 1512 Cristóvão Marcellus disse isso ao Papa Júlio II:

“Tome cuidado para que não percamos esta salvação, esta vida e respiração que nos tem dado, porque vós sois o Pastor, vós sois o médico, vós sois o governador, vós sois o chefe da família, enfim, vós sois um outro Deus na terra” (Christopher Marcellus addressing Pope Julius II, in Fifth Lateran Council, Session IV (1512), Council Edition. Colm. Agrip. 1618, (J.D. Mansi, ed., Sacrorum Conciliorum Vol. 32, col. 761). Also quoted in Labbe and Cossart, History of the Councils Volume XIV, Column 109).

A Glosa de Extravagantes de João XXII, diz o seguinte:

“Acreditar que nosso Senhor Deus o Papa, não tem o poder de decreto … deve ser considerado herético” (The Gloss of Extravagantes of Pope John XXII, Cum. Inter, title 14, chapter 4, “Ad Callem Sexti Decretalium”, Column 140 (Paris, 1685). In an Antwerp edition of the Extravagantes, the words, Dominum Deum Nostrum Papam (“Our Lord God the Pope”) can be found in column 153).

E falando sobre o mesmo documento, o Padre A. Pereira disse o seguinte:

“É muito certo que os papas nunca tenham reprovado ou rejeitado este título “Senhor Deus o Papa”, pois o mesmo aparece na edição do Direito Canônico publicado em Roma por Gregório XIII” (Statement from Fr. A. Pereira).

Documentos papais também dizem o seguinte:

“Aqueles a quem o Papa de Roma acaso separar, não é um homem quem os separa, mas Deus. Pois o lugar que o Papa detém na terra, não é simplesmente de um homem, mas do verdadeiro Deus …. dissolvido, não por humanos, mas sim pela autoridade divina …. Eu estou em todos e acima de todos, de modo que o próprio Deus e eu, o vigário de Deus, temos ambos um consistório, e eu sou capaz de fazer quase tudo o que Deus pode fazer … portanto, se essas coisas que eu faço são ditas não sendo feitas pelo homem, mas por Deus, O que você acha que sou senão Deus? Novamente, se prelados da Igreja são chamados por Constantino de deuses, eu, então, estando acima de todos os prelados, por esta razão estar acima de todos os deuses. (Decretales Domini Gregori IX Translatione Episcoporum, (“On the Transference of Bishops”), title 7, chapter 3; Corpus Juris Canonice (2nd Leipzig ed., 1881), Column 99; (Paris, 1612). )

“O Papa toma o lugar de Jesus Cristo na terra … por direito divino o papa tem poder supremo e total na fé, e na moral sobre cada e todo pastor e seu rebanho. Ele é o verdadeiro vigário, o chefe de toda a igreja, o pai e mestre de todos os cristãos. Ele é o governador infalível, o fundador dos dogmas, o autor e o juiz dos concílios; o soberano universal da verdade, o árbitro do mundo, o supremo juiz do céu e da terra, o juiz de todos, sendo julgado por ninguém , o próprio Deus na terra” (Quoted in the New York Catechism).

“O papa é uma dignidade tão grande e tão exaltado que ele não é um mero homem, mas é como se fosse Deus, e o vigário de Deus … Somente o Papa é chamado santíssimo … Portanto o Papa é coroado com uma tríplice coroa, como rei do céu e da terra e do inferno. Além disso, a superioridade e o poder do Pontífice Romano, de maneira nenhuma pertence apenas as coisas celestiais, mas também as terrenas, e as debaixo da terra, e mesmo sobre os anjos, a quem ele é superior. Assim, se fosse possível que os anjos pudessem errar na fé, ou pudessem pensar contrários à fé, eles poderiam ser julgados e excomungados pelo Papa … o Papa é como se fosse Deus na terra, único soberano dos fiéis de Cristo, chefe dos reis, Tendo a plenitude do poder” (Lucius Ferraris, “Concerning the extent of Papal dignity, authority, or dominion and infallibility,” Prompta Bibliotheca Canonica, Juridica, Moralis, Theologica, Ascetica, Polemica, Rubristica, Historica Volume V (Paris: J. P. Migne, 1858) ).

Palavras dos Papas sobre si mesmos

Em 1302 o Papa Bonifácio disse isso em uma carta à Igreja Católica:

“Além disso, nós declaramos, proclamamos, e definimos que é absolutamente necessário para a salvação, que toda criatura humana esteja sujeita ao Pontífice Romano” (Pope Boniface VIII, Unam Sanctam (Rome: 1302).

O Papa Pio V disse o seguinte:

“O Papa e Deus são a mesma coisa, então ele tem todo o poder no Céu e na terra” (Pope Pius V, quoted in Barclay, Cities Petrus Bertanous Chapter XXVII: 218).

O Papa Pio XI disse isso sobre si mesmo:

“Pio XI, Pontifex Maximus” (Pope Pius XI, Mortalium Animos—The Promotion of True Religious Unity (Rome: 1928)).

O Papa Leão XIII disse isso sobre o papel do Papa:

“Ocupamos sobre a terra o lugar do Deus Todo-Poderoso” (Pope Leo XIII, Praeclara Gratulationis Publicae—The Reunion of Christendom (Rome: 1894)).

Muitos comparam o Papa com Jesus

O papado não é a única fonte da doutrina da infalibilidade papal. Muitos católicos e outros usam os títulos de Cristo para descreverem o Papa.

A doutrina da infalibilidade papal não é bíblica

A Bíblia não oferece suporte a crença da infalibilidade papal. A Palavra de Deus declara que “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:23). Isso inclui o Papa. Esta jactância do papado satisfaz a previsão da Bíblia do que o poder do Anticristo faria:

“E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei” (Daniel 7:25).

“E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfémias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. E abriu a sua boca em blasfémias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu” (Apocalipse 13:5-6).

Qual é o conselho de Jesus para as pessoas que fazem parte da Igreja que prega essas heresias?

(Apocalipse 18:4) – “E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas”.

(Apocalipse 18:5) – “Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniquidades dela”.

Artigo publicado no site Amazing Discoveries.

20 de abril de 2012

A Marca Permanente da Verdadeira Igreja

O Apocalipse de João menciona repetidas vezes que a igreja de Cristo caracteriza-se por um duplo princípio de fé: “a Palavra de Deus e o Testemunho de Jesus.” Com algumas variações, essa marca é descrita seis vezes em Apoc 1:2, 9; 6:9; 12:17; 14:12; 20:4. Esta dupla descrição funciona como o padrão divino que define a fidelidade do Cristão a Deus. A aplicação histórica desses textos em Apocalipse cobre toda a era cristã.

Um paralelo básico da marca da igreja pode ser encontrado no teste de lsaías para Israel: “A lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8:20). Este duplo padrão representava a autoridade final em Israel: “Moisés e os Profetas” (cf. 2Rs 17:13).

Jesus referiu-se a esta dupla autoridade em Mateus 7:17: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.” Novamente em sua parábola do rico e Lázaro: “Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos” (Lc 16:29; cf. 24:27).

Paulo também resumiu o Antigo Testamento como “a Lei e os Profetas” (Rm 3:21). Essas duas partes constituintes da Bíblia Hebraica formavam a norma canônica para determinar a verdadeira adoração no antigo Israel.

A unidade das Escrituras Hebraicas podia até ser sumariada em um termo: a Lei (em hebraico: Torah), como Jesus fez quando citou um salmo perguntando: “Não está escrito na vossa lei: Eu disse: sois deuses?” (Jo 10:34; SI 82:6).

Contudo, Jesus reivindicou que Seu próprio testemunho expandiu o cânon da autoridade divina: “Quem me rejeita e não recebe as Minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que
tenho proferido, essa o julgará no último dia” (Jo 12:48).

O Novo Testamento proclama o testemunho de Cristo como a Palavra de Deus expandida: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” (Hb. 1:1-2).

A igreja apostólica aceitou o testemunho de Jesus como autoridade final para interpretar a Lei e os Profetas. Jesus explicou Sua autoridade desta maneira: “Quem veio do Céu está acima de todos e testifica o que tem visto e ouvido; contudo, ninguém aceita o Seu testemunho” (Jo 3:31-32).

O testemunho de Jesus era a Palavra de Deus, pois Deus não deu a Cristo Seu Espírito “por medida” (Jo 3:34; Is 42:1). Jesus possuía o Espírito de profecia em plenitude divina. Assim, o testemunho de Jesus colocou Israel diante do supremo teste de fé na revelação progressiva da Palavra de Deus.

Esse testemunho de Jesus é incorporado aos quatro evangelhos e interpretado nas epístolas inspiradas do Novo Testamento. Paulo foi o apóstolo que deu à frase, “o testemunho (rnartyrion) de Cristo,” seu conteúdo evangélico e significado definitivos.

Ele escreveu à igreja de Corinto que “o testemunho de Cristo tem sido confirmado” entre eles, como evidenciado pelos seus muitos dons do Espírito (I Cor. 1:6). Paulo empregou a frase “o testemunho de Cristo” no sentido de evangelho, a mensagem proclamada de salvação em Cristo.

Para Paulo, o “testemunho de Cristo” era igual ao “testemunho de Deus” (I Cor. 2:1). Ele não se envergonhava de morrer pelo “testemunho de nosso Senhor” (2Tm 1:8).

João escreveu que ele estava na ilha de Patmos “por causa da Palavra de Deus e do Testemunho de Jesus” (Ap 1:9). Alguns exegetas entendem as expressões no genitivo “de Deus” e “de Jesus,” em Apocalipse 1:2, 9, como genitivos subjetivos, ou seja, como auto-revelações de Deus e de Jesus à Igreja.

Em outras palavras: A revelação progressiva de Deus põe a Igreja diante da autoridade do Filho de Deus (ver 1:1,2; 2:1-4; 10:26-31; 12:22-29). O livro de Apocalipse prepara a Igreja para severas perseguições no futuro. Um grande número de crentes deveriam ser trazidos diante dos tribunais humanos e condenados até mesmo a morte. Por isso, Cristo encorajou-os a sustentarem o ‘testemunho de Jesus,” assim como Ele havia testemunhado fielmente diante de Pôncio Pilatos (ITm 6:12-14: Ap 1:5, 9: 2:25: 3:11; 5:9; 12:11, 17).

O próprio “apocalipse de Jesus Cristo”(Ap 1:2) torna-se uma parte constitutiva do testemunho de Cristo às igrejas. E Seu testemunho às igrejas em particular (Ap 22:16: 1:2). Tudo isso diz respeito aos testemunhos bíblicos do Espírito que proclamam o evangelho de Jesus Cristo. É por causa deste “testemunho de Jesus” que João sofreu em Patmos (Ap 1:9), e mártires incontáveis sacrificaram a vida no transcurso da história (Ap 6:9).

É este “testemunho de Jesus” que também a Igreja remanescente terá ou sustentará durante o conflito final com o anticristo (Ap 12:17), mesmo quando estiver sob a ameaça de um decreto de morte (Ap 13:15-17).

Isso aponta para a permanente validade do “testemunho de Jesus” para a igreja dos séculos. “Ter” o testemunho de Jesus não se restringe à Igreja do tempo do fim, mas é a marca essencial dos seguidores de Cristo durante toda a era cristã. Isso pode ser visto no seguinte diagrama:

Apocalipse 1:9 - Eu. João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus, achei-me na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.

Apocalipse 6:9 - Quando ele abriu o Quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam.

Apocalipse 12:17 - lrou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus, e se pôs em pé sobre a areia do mar

Ao comparar as três passagens paralelas, descobrimos que Apocalipse 12:17 deve ser compreendido à luz das duas passagens anteriores. Apocalipse 1:9 e 6:9 são aparentemente nossas diretrizes primárias para interpretar a marca da igreja remanescente em Apocalipse 12:17.

A “Palavra de Deus e o Testemunho de Jesus” era a “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (ver Judas 3). É necessário perseverança para guardar “a fé de Jesus” (Ap 14:12). No conflito final dos séculos, a Igreja de Deus é chamada a permanecer firme no evangelho eterno e na lei de Deus, em continuidade com a igreja dos apóstolos e mártires (ver Ap 14:6).

A Igreja do tempo do fim será novamente conhecida por sua fidelidade aos mandamentos bíblicos de Deus e ao Testemunho bíblico de Jesus (Ap 12:17). Dessa maneira o povo de Deus no tempo do fim demonstra sua verdadeira sucessão apostólica.

“O testemunho” que os mártires “deram” em Apocalipse 6:9 está em paralelo com ‘o testemunho de Jesus” que o povo remanescente de Deus “tem” em Apocalipse 12:17.

Este importante paralelo é normalmente negligenciado. O verbo “ter” (echein) em 6:9 e 12:17 é o mesmo e requer, naturalmente, o mesmo significado. Esse significado pode também incluir a ideia de “guardar,” “preservar,”“manter,” como Paulo empregou o verbo “ter” (echein) em I Timóteo 3:9 e II Timóteo 1:13.

Vários eruditos têm argumentado persuasivamente que o “testemunho” que os mártires da era da igreja deram (Ap 6:9) é idêntico ao “testemunho de Jesus” mencionado em outros lugares de Apocalipse, como em 1:9; 12:17; 19:10; 20;4. Gerhard Pfandl aceita corretamente isso para Apocalipse 6:9 ao afirmar:

Concordamos com Mounce o qual diz que o testemunho dos mártires não era, primariamente, o testemunho deles acerca de Jesus, mas o testemunho que eles receberam d´Ele (cf. 12:17; 20:4). Eles o

14 de abril de 2012

Diferença entre Futurologia e Profecia

As datas podem falhar, mas a mensagem do segundo advento continua vigente, até que se cumpra conforme as Escrituras.

“O dia não sei do regresso do esposo…”1 são as palavras do hino evangélico entoado com fervor e resignação, pois embora saibamos que o Senhor Jesus cumprirá a Sua promessa de retornar à Terra (João 14:1-3), não sabemos quando isso acontecerá. Contudo, alguns crentes, perturbados com a aparente demora da vinda do Salvador, tentaram em muitas ocasiões determinar um dia para a ocorrência da parousia.2

Diversas especulações sobre a segunda vinda de Cristo e do fim do mundo têm surgido no decorrer da era cristã, gerando significativas angústias apocalípticas. Ao se buscar um referencial histórico para determinar quando elas iniciaram, percebe-se que a ideia do fim do mundo remonta aos primórdios da humanidade, associado “ao medo de que o sol não mais ressurgisse na primavera, ou sequer no alvorecer”.3

Expectativas.
Após Jesus ter pronunciado Seu sermão profético, os discípulos, refletindo preocupação com o tempo, Lhe disseram: “Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da Tua vinda e da consumação do século” (Mt 24:3). No Monte das Oliveiras, pouco antes de Jesus ascender ao Céu, eles externaram mais uma vez a mesma preocupação e Lhe perguntaram: “Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?” (At 1:6). Porém, o Mestre os dissuadiu de enveredar por vãs especulações sobre o tema (v. 7).

Em Tessalónica, os recém-convertidos cristãos acreditavam que o segundo advento de Cristo ocorreria em seus dias, e que as bênçãos desse evento seriam desfrutadas somente pelos vivos. Cada cristão que morria significava profunda tristeza para eles. Ao ser informado por Timóteo sobre o que estava ocorrendo, Paulo procurou tranquilizá-los enviando-lhes uma carta.

As palavras do apóstolo em 1 Tessalonicenses 4:16,17 foram mal compreendidas naqueles dias. Ele usou o pronome “nós”, referindo-se aos vivos por ocasião do segundo advento de Cristo e os tessalonicenses entenderam que a parousia ocorreria antes da morte deles. Uma vez que Cristo estava prestes a voltar, alguns até mesmo deixaram de trabalhar e passaram a viver da caridade da igreja (2Ts 3:6-12). Foi para esclarecer o assunto que Paulo escreveu a segunda carta (2Ts 2:1).

Muitos cristãos dos primeiros séculos anteviam o segundo advento de Cristo como um apocalipse iminente, e consideravam que esse seria um acontecimento associado à destruição de Roma. Quando a invulnerabilidade da cidade começou
a se mostrar incerta, a perspectiva da destruição universal começou a ganhar realismo aterrador. Depois que os godos aniquilaram o exército imperial em Adrianópolis, em 378, Santo Ambrósio, de Milão, que identificava os godos com o Gogue citado por Ezequiel, proclamou: “O fim do mundo se aproxima de nós.”4

Mais tarde, a chegada do ano 1000 foi marcada por pressentimentos de que algo inusitado estava prestes a ocorrer. À meia-noite de 31 de dezembro de 999, o Papa Silvestre II celebrou na Basílica de São Pedro o que ele e muitos fiéis pensavam ser a última missa da História. Com base em Apocalipse 20:7, 8, erroneamente concluíam que o fim do mundo ocorreria quando Satanás fosse solto de sua prisão, mil anos após o nascimento de Jesus.5

Alguns séculos mais tarde, importantes figuras da Reforma protestante especularam também sobre o momento em que essa expectativa escatológica se cumpriria. Embora Lutero nunca tivesse fixado uma data específica para o fim do mundo, de acordo com Froom, o reformador do século 16 conjecturou sobre alguns períodos, às vezes 400, 300 ou 200 anos e mesmo para os seus dias, a partir de estimativas especulativas, mantendo algum resquício do método alegórico.

“Até mil irás”
A proximidade do ano 2000 gerou significativa proliferação de profecias e novas especulações sobre o que a tradição apocalíptica denomina “os dias finais”. O misticismo envolvido fez ressurgirem as profecias de Nostradamus (1503-1566).6 O alegado cumprimento dessas profecias e o dito popular: “Até mil irás, de dois mil não passarás” soaram como vaticínios escriturísticos na mente dos mais simples, deixando uma sombra de inquietude nos mais letrados.7 Apesar de o ano 2000 ter chegado e o novo milénio ter-se iniciado sem que as previsões se cumprissem, a tendência alarmista prosseguiu.

A ameaça de guerra nuclear inspirou passeatas estudantis, assembleias de oração e até uma “maratona de ciclismo”. Livros com pretensa autoridade bíblica em matéria de profecias de desgraças são vendidos aos milhões. Multidões correm aos cinemas para assistir a filmes que especulavam e ainda especulam, como é o caso do filme 2012, que prevê o fim do mundo para esse ano, sobre as possibilidades de destruição e salvação, seja por uma vinda do Messias ou uma guerra global, seja por viagens de fuga para galáxias distantes.

À medida que os anos foram se passando, a ideia de um futuro apocalipse para os homens também assumiu outras formas. Uma delas, segundo Friedrich,8 é a possibilidade de uma “catástrofe natural – uma nuvem sufocante de ar poluído, um terremoto sob uma usina atómica, o derretimento das calotas polares, que hoje inspira livros, filmes, previsões astrológicas e jornais clandestinos”.

No último século, observou-se grande expectativa quanto ao dia da vinda de Cristo, relacionando-o a um novo elemento doutrinário surgido: o chamado “arrebatamento secreto” da igreja. Com base nesse ensinamento, grande parte dos cristãos viu no fato histórico da criação do Estado de Israel, em 1948, uma prova de que o fim do mundo se aproximava. Atualmente, alguns têm adoptado posições radicais e extremistas, chegando a provocar acontecimentos que vão desde a espera por uma nave espacial até suicídios coletivos.

Diferentes denominações cristãs têm enfrentado dificuldades com alguns de seus membros que insistem em marcar um tempo específico para a segunda vinda de Cristo e para o fim do mundo. Quando passa a suposta data, esses indivíduos não apenas caem no descrédito, mas causam opróbrio às respectivas denominações e geram descrença na mensagem do segundo advento.

Atitude coerente.
As datas podem falhar, mas a mensagem do segundo advento continua vigente, até que se cumpra conforme as Escrituras. O cristão que aguarda a segunda vinda de Jesus, o fim da era do pecado e o início de um mundo melhor, necessita desenvolver atitude equilibrada. Sempre deve ter em mente a realidade de que Jesus em breve voltará, e assim desenvolver um estilo de vida elevado, revelador do fruto do Espírito. Com a convicção da proximidade desse evento, o cristão aproveitará todas as oportunidades para advertir, exortar e animar as pessoas no sentido de que atentem para o futuro eterno que Deus tem preparado para “aqueles que O amam” (1Co 2:9).

Tal senso de iminência ( Ap 22:7, 12, 20) é indispensável para que a esperança não esfrie produzindo apatia e mornidão espirituais (Mt 24:48-51; Rm 13:11, 12). O cristão sensato evitará marcação de datas, rejeitando a ideia de que essa seja a única forma pela qual as pessoas podem deixar a frieza, a passividade, a indiferença e a inatividade missionária. O equilíbrio deve ser mantido entre o desejo pelo Reino do Céu e a submissão humilde ao cronograma divino, pois tudo acontecerá “na plenitude dos tempos” (Gl 4:4) e em conformidade com os sábios desígnios e propósitos de Deus.

Quando surgem tendências especulativas e alarmistas, convém lembrar que “as coisas encobertas pertencem ao Senhor” (Dt 29:29), e atentar para as palavras de Cristo: “A respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos Céus, nem Filho, senão somente o Pai” (Mt 24:36).

Referências:
1 Hinário Adventista, hino nº 141.
2 Parousia: Palavra grega que significa presença, aparecimento, mas também é usada no grego secular por ocasião da visita de um rei ou imperador. Das 20 vezes em que aparece no Novo Testamento, em 15, a palavra se refere ao segundo advento de Cristo.
3 Otto Friedrich, O Fim do Mundo (Rio de Janeiro, RJ: Editora Record, 2000), p. 14.
4 Ibid., p. 33.
5 C. Marvin Pate, Calvin R. Hanes Jr., Doomsday Delusions (Downers Grove, IL: InterVarsity, 1995), p. 19. Jon Paulien esclarece que “a visão popular em torno do ano 999 parece ter tido sua origem em passagens isoladas encontradas
em documentos publicados desde o fim do século 16 até a primeira parte do século 19” (“The Millenniuum is Here Again: It is Panic Time”, em “Andrews University Seminary Studies, 1999, v. 37, p. 167, 169, 173).
6 Michel de Notredame (Nostradamus é o equivalente latino), judeu convertido ao cristianismo, além de médico, dedicou-se à astrologia. Sua fama se deve ao livro Centúrias, escrito em 1555, que contém uma série de profecias em versos.
7 Edna Dantas e Eduardo Marine, IstoÉ, 08/05/96, p. 118-123.
8 Otto Friedrich, Op. Cit., p. 12.

Alceu Lúcio Nunes – Editor associado na Casa Publicadora Brasileira. Texto publicado na Revista Ministério, Jan/Fev/2012.

10 de abril de 2012

Uma Declaração Surpreendente de Jesus.

“A respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos Céus, nem o Filho, senão o Pai”
A declaração de Jesus, em Mateus 24:36, de que Ele “não sabe” o dia nem a hora de Sua segunda vinda tem confundido estudantes das Escrituras. Referindo-se a ela, R. T. France falou sobre “o extraordinário paradoxo de que ‘o Filho’, principal protagonista ‘daquele dia’, ignore quando ele ocorrerá”.1 Osborne a chama de “incrível declaração”.2

Esse verso é parte do discurso do Olivete, no qual Jesus falou a respeito da destruição de Jerusalém e Sua segunda vinda. Em Mateus 24:29-31, Ele focalizou os sinais celestes precedentes à Sua vinda. Com a parábola da figueira e a decorrente admoestação (v. 32, 33), Jesus voltou ao tema da destruição de Jerusalém e animou os discípulos a observar os sinais dos tempos e compreender a proximidade desse evento. A geração que não passaria até que todas aquelas coisas tivessem acontecido (Mt 24:34) era a geração do primeiro século que conheceu Jesus e testemunharia a queda de Jerusalém.3

Começando com o verso 36, a passagem volta à segunda vinda. São mencionadas claramente a parousia (Mt 24:39) e a vinda (erchomai) do Senhor, o Filho do homem (Mt 24:42, 44). O verso 36 é um tipo de introdução aos versos 37-51, que focaliza o fato de que a data da segunda vinda não pode ser conhecida.4 Esse texto trata da ignorância escatológica e a necessidade de preparo, pois a data é desconhecida. Aqui está um esboço da passagem:

1) Homens, anjos e Jesus não sabem o dia nem a hora (v. 36).

2) O exemplo dos dias de Noé, o Dilúvio, e a época da segunda vinda (v. 37-39).

3) Exemplos de homens nos campos e mulheres trabalhando no moinho (v. 40, 41).

4) O imperativo de vigiar, por causa do dia da vinda do Senhor (v. 42).

5) O exemplo do pai de família e do ladrão (v. 43).

6) Imperativo para vigiar, por causa da hora da vinda do Filho do homem (v. 44).

7) Exemplo do servo fiel e do infiel e a hora da vinda do Senhor (v. 45-51).

Em todo o parágrafo está presente o tema “conhecimento”. De acordo com os versos 32 e 33 no texto precedente, os discípulos quiseram conhecer (ginosko) a respeito da proximidade do evento predito. Nesse texto, a abordagem é o desconhecimento. Os versos 36-51 enfatizam claramente que, embora os

7 de abril de 2012

VITORIOSOS EM CRISTO


Introdução: Temos a impressão que ainda agora começámos este Seminário sobre o Apocalipse, e já chegámos ao último tema.

O Apocalipse deixou de ser um livro enigmático, para se tornar um livro aberto à esperança e à certeza que Deus nos ama e que tem um plano maravilhoso para cada um de nós.

O assunto de hoje, trata da justificação pela fé, ou justificação por Jesus. Quando uma pessoa vive a experiência da justificação, transporta uma prece: “Ora vem, Senhor Jesus.” É meu sincero desejo que esta oração seja fervorosa no seu coração!

1- Como obter a justiça de Cristo?
Romanos 3:22.

2- Poderão as obras contribuir para a minha salvação?
Efésios 2:8-9.

3- Então o que realiza em mim a justificação em Cristo?
Romanos 3:24-25.

Nota explicativa: A salvação consiste em três partes: 1) a justificação, 2) a santificação e 3) a glorificação. A justificação limpa todos os pecados, o pecador é justificado pelos méritos de Cristo e visto por Deus como se nunca houvera pecado.

4- Que devo fazer para receber a justificação, ou o perdão dos meus pecados passados?
I São João 1:9.

Nota explicativa: Quando confesso os meus pecados, Deus perdoa todas as minhas transgressões passadas e me justifica de toda a iniquidade. Este milagre é instantâneo. Deus acolhe-me imediatamente no meio dos justos. A justificação liberta-me naquele preciso instante de todas as consequências dos meus pecados praticados.

5- Que outro nome é dado à justificação?
São João 3:3.

Nota explicativa: É chamado “novo nascimento”. Assim chamado, porque, depois da justificação, não tenho passado, como uma criança que nasce, inicia a experiência da vida. Do mesmo modo o cristão nasce para uma nova vida com e para Cristo.

6- O que é a santificação?
I Tessalonicenses 4:3-12.

Nota explicativa: Esta passagem sugere que a santificação é viver honestamente ou na santidade. A conduta cristã é muito importante para Deus.

7- Quanto tempo é preciso para que uma pessoa seja plenamente santificada?
Efésios 4:13.

Nota explicativa: Na verdade, é obra de toda a vida. Continuaremos a crescer em maturidade até que nos tornemos como Cristo. O crescimento é outra designação que a Bíblia dá para a santificação. Nascer, é um milagre maravilhoso, mas não chega. É preciso crescer. A justificação é o nascimento; a santificação é o crescimento.

Os pais sofrem, quando uma criança não cresce. É também uma tragédia espiritual quando uma pessoa nasce de novo (justificação) mas não se desenvolve (santificação).

8- Como se concretiza a santificação?
São João 17:17.

Nota explicativa: A santificação acontece quando obedecemos à Palavra de Deus. São Pedro disse que o que se torna “santo” e “justo” pela obediência à verdade (I São Pedro 1:14-16,22). Esta santidade não é mais nem menos que a santificação. O pecado é a transgressão da Lei de Deus (I São João 3:4).

9- Devo obedecer à Palavra de Deus, ou Cristo já o fez por mim?
Romanos 8:2-3.

Nota explicativa: A obediência é uma obra que se consuma por Cristo em nós e isto pelo Espírito Santo (São João 14:16-18,26). Pela justificação, sou considerado como justo. A santificação torna-me justo. Ambas, são milagres que Jesus realiza em nós.

10- Em concreto, o que é que Deus realiza em nós pela santificação?
Romanos 8:29.

Nota explicativa: No princípio, fomos criados à imagem de Deus (Génesis 1:26-27). O plano de Deus é de nos ir dando a Sua justiça, até que a imagem original seja total e completamente restaurada em nós.

Em Actos 3:20-21, apresenta-se claro que tudo o que Adão e Eva perderam será recuperado pelos eleitos, inclusive o seu caracter santo. A santificação é a restauração do caracter. Louvado seja Deus por tão maravilhoso plano. É meu desejo ter uma personalidade e um caracter semelhante ao de Jesus. E você?

11- A Bíblia ensina que a salvação é um acto que abrange três etapas, quais?
II Coríntios 1:10.

Nota explicativa: Estas três etapas, são o passado, o presente e o futuro, ou seja;
1) Deus nos salvou da condenação do pecado – justificação.
2) Deus nos salva do poder do pecado – santificação.
3) Deus nos salvará da presença do pecado – glorificação.

12- Só Jesus é o fundamento da nossa salvação?
Hebreus 4:12.

Nota explicativa:
A salvação só se obtém por Jesus Cristo, e unicamente por Ele.

13- Qual é a nossa participação na nossa salvação pessoal?
II Coríntios 8:12.

Nota explicativa: A nossa participação, é em seguir a Jesus Cristo de forma voluntária. Devemos coroá-Lo Rei da nossa própria vida e permitir que Ele a dirija. Ele pode fazer grandes milagres, mas nós (individualmente) devemos permitir que Ele os faça.

14- Que conclusões retiramos das palavras do profeta Isaías?
Isaías 53:6.

Nota explicativa:
O pecado consiste em primeiro lugar, em querermos governar a nossa vida e seguir a nossa própria vontade. Isaías diz que este é o pecado que matou Jesus.

15- Até que ponto nos é difícil deixar Jesus dirigir a nossa própria vida?
Mateus 5:30.

Nota explicativa: Permitir que Jesus tome a nossa vida e a conduza segundo a Sua vontade, é tão difícil, por vezes, como cortar uma das nossas mãos.

16- Será possível perder a salvação depois de a ter recebido?
São João 15:2.

Nota explicativa: Se não permitirmos que Jesus nos comunique a santificação, (produzir frutos Gálatas 5:23) poderemos perder a salvação. Produzir frutos consequentes da salvação é essencial para a manter ou assegurar.

17- Pode neste caso, o nosso nome ser retirado do livro da vida?
Apocalipse 22:19.

Nota explicativa: Os nomes de todos os fiéis filhos de Deus estão no Livro da Vida (Apocalipse 13:8). Unicamente, os que têm o nome neste livro poderão entrar no Reino de Deus (Apocalipse 21:27). A Bíblia ensina que um cristão que se desvia de Deus pode com isso apagar o seu nome do Livro da Vida, ou seja perder-se, mesmo que tenha permanecido por algum tempo entre os eleitos.

18- Quando aceitamos Jesus, podemos ficar confiantes da nossa salvação?
Filipenses 1:6.

Nota explicativa: A conversão é o resultado de um grande milagre, Jesus promete uma vitória constante através de um milagre permanente. Podemos ficar plenamente confiantes da Sua obra em nós. Louvado seja Deus!

19- Qual é a maior promessa de Jesus a cada um de nós?
Mateus 11:28-30.

Nota explicativa: Jesus promete a paz e a confiança face ao stress, às lágrimas, aos fardos e aos sentimentos de culpabilidade que a vida causa.

Apelo: Estenda a mão e aceite A PALAVRA VIVA, viver melhor enquanto espera que todo o mal seja purificado, e a certeza que com Jesus caminha para uma Pátria melhor. Quer por favor enviar-nos uma oração de paz e de certeza na salvação em Jesus? As bênçãos de Deus!