31 de maio de 2012

A MENSAGEM DO TERCEIRO ANJO - PR. DILSON BEZERRA


A MENSAGEM DO TERCEIRO ANJO - PR. DILSON BEZERRA

A MENSAGEM DO TERCEIRO ANJO - PR. DILSON BEZERRA

A MENSAGEM DO TERCEIRO ANJO - PR. DILSON BEZERRA

A MENSAGEM DO TERCEIRO ANJO - PR. DILSON BEZERRA

A MENSAGEM DO TERCEIRO ANJO - PR. DILSON BEZERRA

A MENSAGEM DO TERCEIRO ANJO - PR. DILSON BEZERRA

A MENSAGEM DO TERCEIRO ANJO - PR. DILSON BEZERRA

A MENSAGEM DO TERCEIRO ANJO - PR. DILSON BEZERRA

A MENSAGEM DO TERCEIRO ANJO - PR. DILSON BEZERRA

30 de maio de 2012

A Donzela e o Dragão

Quando perguntaram a Napoleão Bonaparte quais as três maiores necessidades da França, ele respondeu: “Mães, mães e mães”. Um dos primeiros pais da igreja disse: “ Você não pode ter Deus como Pai, a menos que tenha a igreja como mãe”. Apocalipse 12 fala sobre o grande dragão vermelho. Ele é o vilão da história, mas o personagem realmente importante é a verdadeira igreja de Deus como uma mãe perfeita, em contraste com outra mulher que veremos em outro capítulo, Babilônia, a mãe das prostitutas.

Em sua juventude, o autor do livro de Apocalipse era conhecido como o Filho do Trovão, por causa de seu temperamento colérico. Graças à mudança em seu estilo de vida, por causa de sua convivência com Jesus, ele passou a ser conhecido pelos cristãos como o Apóstolo do Amor. A história deste homem é um capítulo dramático e tocante da história sagrada. Um dia, sua mãe veio a Jesus com um estranho pedido.

“Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Manda que, no teu reino, estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita, e o outro à tua esquerda. Mas Jesus respondeu: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que estou para beber?” (Mateus 20:21, 22)

O cálice que Jesus bebeu foi o cálice do sofrimento. Mas tarde, Tiago e João tomaram deste cálice. E de certa forma assentaram-se um de cada lado de Jesus. Tiago foi o primeiro dos 12 discípulos a ser martirizado.

Herodes Agripa, quando foi governador da Judéia, suscitou a perseguição contra os cristãos, e assinalou a Tiago como objeto de sua vingança. Quando o apóstolo foi levado para a morte, um homem que havia feito falsas acusações contra ele acompanhou-o até o local da execução. Ele esperava ver Tiago pálido e assustado, mas, ao invés disso, ele o viu como um conquistador que ganhou uma grande batalha. Este homem ficou tão impressionado com um Salvador que podia dar tanta alegria e coragem a um homem que estava prestes a morrer, que ele se converteu ao cristianismo, e também foi condenado à morte. Ambos foram decapitados no mesmo dia, com a mesma espada, em 44 d. C.

João também tinha um lugar especial ao lado de Jesus. Ele foi o último dos doze discípulos a morrer. Ele teve a oportunidade de viver por Cristo. Mesmo que não sejamos chamados para morrer por Ele, podemos viver por Ele. Viver por Ele pode ser ainda mais desafiador do que morrer por Ele.

Como Tiago, João foi condenado à morte. Qual foi seu crime? Foi a pregação do Evangelho de Jesus Cristo. Para intimidar qualquer um que pensasse em seguir seu exemplo, ele foi jogado num caldeirão de óleo fervente. Para a grande surpresa de todos, ele foi protegido pelo poder Divino. Assim como os três dignos hebreus na Babilônia, no tempo de Daniel, não foram queimados na fornalha ardente, João não sentiu o calor do óleo fervente, e ficou andando para lá e para cá como se estivesse fazendo uma agradável caminhada por um parque num dia de primavera.

Quando seus perseguidores viram o que tinha acontecido, ficaram com medo daquele homem corajoso. Para que sua voz não fosse mais ouvida, ele foi exilado numa pequena ilha, a Ilha de Patmos, e foi nesta ilha rochosa que ele teve as visões que o inspiraram a escrever o livro de Apocalipse.

No capítulo 12 de Apocalipse, encontramos o relato sensacional que descreve o percurso do Grande Dragão Vermelho.

“Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça.” (Apocalipse 12:1)

Existem três personagens principais neste capítulo. São: a mulher, a criança e o dragão.

Quem é a mulher? Quando comparamos Apocalipse 12 com Gênesis 3:15, nos lembramos de Eva e sua semente prometida. A maioria dos estudiosos concorda que na linguagem figurada da profecia, uma mulher representa o povo de Deus.

No Antigo Testamento, o povo de Israel como um todo, é citado como uma mulher. Algumas vezes, Israel, como nação, é comparada a uma esposa infiel, cujo esposo divino, Deus, irá perdoá-la e restaurá-la. (Oséias 2:19,20; Isaías 54:1-8) Em outras ocasiões, Israel é comparada à uma bela jovem que Deus vestiu com lindas vestes e escolheu para ser Sua noiva. (Ezequiel 16:8-14)

Em Ezequiel 23 a igreja apóstata é representada por uma mulher impura. Em Apocalipse 17, Babilônia, mãe das prostitutas, é usada para representar uma igreja impura.

No Novo Testamento a igreja cristã é tida como a noiva de Cristo. (2 Coríntios 11:2; Efésios 5:21-23)

Quantas noivas existem? A noiva de Deus já foi um único grupo étnico; hoje tornou-se um grupo mundial de todas as etnias. Na Israel renovada de Deus não há “judeu nem grego... nem homem nem mulher”. (Gálatas 3:28) Deus tem apenas uma noiva.

Aqui, em Apocalipse 12, temos a igreja vestida de sol. A igreja é a luz do mundo. O evangelho traz luz. A igreja não é uma construção. Construções podem ser destruídas, mas a igreja permanece.

Luz é a vestimenta de Deus. (Salmos 104:2) Jesus é o sol da justiça. (Malaquias 4:2) O povo de Deus são os filhos da luz. (Lucas 16:8; 1 Tessalonicenses 5:5,8) O sol, a lua e as estrelas são símbolos eminentes de luz. Sua relação com a mulher de Apocalipse 12 mostra que ela é virtuosa e boa, uma esposa fiel e uma verdadeira mãe, gloriosamente vestida com o brilho da justiça.

O que está representado na lua? Assim como a luz brilha com a luz do sol, o mosaico brilhou com a luz do evangelho dissipado. Todo cordeiro indicava Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Lei cerimonial com todos os seus sacrifícios era uma sombra das coisas que viriam a acontecer.

“Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que ano após ano, perpetuamente, eles oferecem.” (Hebreus 10:1)

Colossenses 2 nos diz que esta sombra dos bens vindouros foi pregada na cruz.

A lua sob seus pés indica que o velho concerto, incluindo a lei cerimonial, chegou ao fim. A igreja estava entrando numa nova era, vestida de sol.

“...achando-se grávida, grita com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz. Viu-se também outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas. A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse.” (Apocalipse 12:2-4)

Quem é o Dragão? O dragão é identificado como “o diabo, Satanás”. (Apocalipse 20:2)

Aqui temos a imagem dramática da mulher, a igreja, pronta para dar à luz a um filho, e o grande dragão vermelho diante dela esperando que a criança nasça, para matá-la.

“Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações, com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono.” (Apocalipse 12:5)

Quem é este filho varão? Quem foi arrebatado para Deus até ao Seu trono? Quem tem poder para reger as nações? Poderia haver alguma dúvida? Jesus nasceu em Belém, e Satanás estava ansioso para destruí-Lo. Satanás odeia Cristo. Ele O odiava no Céu, e tinha inveja de Sua posição. Agora, eis a sua chance! O Poderoso Criador deixou Seu trono celestial. O Rei Todo-poderoso desceu à terra para tomar a forma da fraca humanidade. Não mais um Rei forte e poderoso, mas um bebê indefeso numa manjedoura. Esta criança chegou num mundo em que Satanás tem o domínio, e agora este aproveita a oportunidade para se vingar. Ele escolhe agentes humanos para este trabalho satânico. Herodes tornou-se seu agente.

Foi Roma que tentou destruir Jesus. O grande dragão vermelho é Satanás, e Roma age em seu favor. O rei Herodes foi um fantoche dos romanos. Durante os séculos II, III, IV e V, junto com a águia, o dragão foi a principal marca das legiões romanas. Este dragão pintado em vermelho, como uma resposta fiel à figura descrita no livro de Apocalipse, eles pareciam dizer: “Somos a nação que aquela figura representa”.

Herodes parecia ser um homem sem sentimentos. Nesta guerra, todo recurso é utilizado. Não há lugar para piedade. Herodes enviou seus soldados à cidade de Belém para matar todos os meninos de dois anos ou menos. Os soldados batiam às portas, entravam nas casas, arrancavam os bebês das mãos de suas mães, e os matavam a sangue frio na frente dos que os amavam.

Seiscentos anos antes, Jeremias profetizou:

“Assim diz o Senhor: Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto e grande lamento; era Raquel chorando por seus filhos, e inconsolável por causa deles, porque já não existem.” (Jeremias 31:15)

A cidade, geralmente, pacífica de Belém tem suas ruas cobertas de sangue. Mas Deus não esqueceu Seu Filho unigênito. Sábios do oriente trouxeram presentes, e com este dinheiro José viajou para o Egito com Maria e Jesus.

“A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.” (Apocalipse 12:6)

Frustrado em sua tentativa de matar o Filho, o grande dragão vermelho lança seu ódio contra a mãe. Mas a mulher escapa para o deserto, para um lugar preparado por Deus , para ser sustentada por mil duzentos e sessenta dias.

O deserto nos lembra a fuga de Israel do Egito no Antigo Testamento. O povo de Deus acampou como nômade no deserto por 40 anos, onde foram fisicamente alimentados com o maná (Êxodo 16) e, espiritualmente, pelos Dez Mandamentos (Êxodo 20) e os ensinamentos de Moisés.

Os 1260 dias duraram de 538 a 1798. Durante este tempo, uma igreja poderosa mostrou sua autoridade, representada nas catedrais. Em contraste, a igreja que fugiu para o deserto, estava escondida nas cavernas do deserto e das montanhas, adorando a Deus de acordo com o que diziam suas consciências.

Se você visse um trem de passageiros, com vagões brilhantes, entrando num túnel, que tipo de trem você esperaria que aparecesse do outro lado? Seria um absurdo esperar que um trem de carga aparecesse do outro lado do túnel. Você esperaria que o mesmo trem que entrara no túnel saísse dele sem nenhuma transformação drástica.

De alguma forma, parece que a igreja que entrou no túnel no período das trevas sofreu extremas alterações. Sabendo que a verdade não muda, podemos ter certeza de que a verdadeira igreja de Deus consistia, não da maioria que seguiu as multidões, mas do remanescente que continuou fiel à verdade bíblica.

“Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra e, com ele, os seus anjos.” (Apocalipse 12:7-9)

Isto não significa que a guerra no céu tenha começado no fim dos 1260 dias, nem na época em que Jesus foi levado ao céu. Temos um parênteses aqui, sem referência direta de quando aconteceu. O Antigo Testamento mostra que a guerra começou há muito tempo. (Ezequiel 18:12-17; Isaías 14:12-14) Quando Jesus esteve na terra Ele falou sobre isto como algo ocorrido no passado. Ele disse:

“...Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago.” (Lucas 10:18)

O ponto principal de Apocalipse 12 não é quando a batalha começou, mas o fato de que o dragão foi derrotado.

“Então ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram, e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida. Por isso, festejai, ó céus, e vós os que neles habitais. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.” (Apocalipse 12:10-12)

Satanás é o acusador de nossos irmãos! Seu trabalho é criticar, e ele nunca cessa de acusar o povo de Deus. Ele os acusa dia e noite. Assim como os anjos louvam a Deus constantemente, Satanás também é constante em suas acusações.

Se isso ocorreu milhares de anos atrás, porque dizer que Satanás tem pouco tempo? A palavra pouco é um termo relativo.

A palavra pouca, quando descreve quantidade, não significa a mesma coisa quando descreve distância. Significaria algo totalmente diferente se fosse usada para descrever a pouca distância entre duas galáxias. Originalmente, foi oferecida a Satanás a vida eterna. Em comparação, os poucos milhares de anos que ele tem na terra são “poucos”. Quanto mais próximos chegamos do fim, menos tempo lhe resta.

“Quando, pois, o dragão se viu atirado para a terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão; e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até o deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente.” (Apocalipse 12:13,14)

Esta linguagem vem do Antigo Testamento. Quando os israelitas escaparam do cativeiro egípcio, Moisés disse que Deus os tinha levado sobre “asas de águias”. (Êxodo 19:4) Deus os tinha conduzido em Seus eternos braços. Esses mesmos poderosos braços de amor de Deus ainda nos protegem. (Deuteronômio 33:27)

“Então a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio.” (Apocalipse12:15)

Na linguagem profética as águas representam povos. (Apocalipse 17:15) Grandes exércitos foram organizados por Roma com o objetivo de perseguir.

Que dilúvio de perseguições! Três milhões de pessoas deram suas vidas pela fé que aceitaram! Infelizmente, não foi só a Roma pagã que foi usada pelo inimigo para atacar os seguidores fiéis de Deus. A igreja matou mais cristãos do que os pagãos! Nenhuma outra instituição na terra derramou mais sangue que a igreja.

Os leais valdenses, que se escondiam nas cavernas, liam a Bíblia e guardavam o sábado, foram caçados como animais. No ano de 1208 foi organizada uma cruzada contra eles. Em um ano, um milhão deles foram mortos. Qual foi seu crime? Foi o mesmo de João. Eles obedeciam a Deus. Eles estudavam Sua palavra. Eles liam a Bíblia. Eles guardavam o sábado. E isso custou suas vidas.

De 1540 a 1580, 900 mil cristãos morreram por obedecerem suas consciências. Durante a inquisição, 150 mil foram mortos.

“A terra, porém, socorreu a mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o dragão tinha arrojado de sua boca.” (Apocalipse 12:16)

Se as águas representam uma população densa, a terra representaria o oposto. Áreas relativamente inabitadas, onde os cristãos puderam encontrar alívio na perseguição, foram descobertas. Eles fugiram para os vales das montanhas dos Alpes, e mais tarde para a América do Norte. Dessa forma a terra ajudou a mulher.

A terra abriu sua boca! Foi através da boca da serpente que as primeira mentiras foram contadas, e desde então, uma enxurrada de falsas doutrinas tem saído da boca da serpente. Mas a terra engoliu muito mais daquela água através de estudos de arqueologia e geologia. A arqueologia fornece evidências da terra que ajudam a estabelecer a exatidão histórica da Bíblia. A geologia fornece evidências, tais como a falta de certos fósseis, a presença de deformidades, e a intensa complexidade até mesmo das formas de vida mais simples, que ajuda a expor a falência do evolucionismo.

“Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.” (Apocalipse 12:17)

Aqui temos duas marcas que identificam a igreja. Uma igreja em especial está identificada: a que guarda os mandamentos de Deus (não 9, mas todos os 10), e tem o testemunho de Jesus. A obediência ainda é o teste, e o inimigo ataca o povo que obedece! Milhões de cristãos sofrem por sua obediência a Deus. O dragão está com raiva. Se você obedece a Deus, Satanás o atacará com todos os seus anjos.

Qual o significado de remanescente? A maioria das mulheres conhece bem este termo. A sra. Jones comprou um tecido para fazer um vestido. Ela achou que tinha o suficiente para o modelo escolhido, mas quando o vestido estava quase acabado, ela percebeu que não seria o suficiente. Voltou à loja onde havia comprado o tecido, mas todo ele tinha sido vendido. Em outra loja ela encontrou um tecido azul de mesma tonalidade, mas o tipo era diferente. Ela foi a outra loja e encontrou o mesmo tipo, mas a tonalidade não era a mesma. Quando ela estava prestes a desistir, uma vendedora lhe disse: “Tenho um remanescente que acredito ser idêntico ao seu tecido”. Ao comparar as duas peças, não restou dúvida. Combinavam perfeitamente.

O remanescente deve ser idêntico à primeira parte do rolo. Da mesma forma, a igreja remanescente deve ser idêntica à original. Através do período das trevas muitas doutrinas pagãs foram introduzidas, furtivamente, no cristianismo. João, na Ilha de Patmos vê um remanescente, que ensina a mesma doutrina que saiu dos lábios de Jesus.

Deus sempre teve aqueles que Lhe foram fiéis. Numa época de rebelião e desintegração social, que levou ao Dilúvio, Noé e sua família foram os remanescentes de Deus. Elias permaneceu fiel em meio à infidelidade, e descobriu que o povo remanescente era maior do que ele esperava. Deus ainda tem um remanescente fiel.

Quem é a Descendência da Mulher? Aqui temos uma semelhança impressionante na linguagem deste verso e a de Gênesis 3:15.

“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3:15)

A voz da serpente era a voz de Satanás. A promessa de Deus implicava hostilidade entre a mulher e Satanás, e entre a descendência da mulher e a descendência de Satanás.

A palavra descendência pode aparecer tanto no plural como no singular. A descendência da serpente significaria que Satanás teria “filhos” que agiriam como ele. Eles também seriam acusadores dos crentes. Jesus disse:

“Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (João 8:44)

A mulher também teria filhos, e Deus prometeu amparar e encorajar todos os que quisessem resistir aos filhos do diabo.

Este capítulo fala de uma profecia sublime de que um dia um Filho chegaria, e embora muito ferido na batalha, derrotaria o diabo. Jesus tomou a forma humana, tornando-se um de nós, submetendo-se temporariamente à morte (Ele deixou que Satanás lhe ferisse o calcanhar), assim Ele poderia destruir Satanás permanentemente (feriria Satanás na cabeça).

Se você decide sempre obedecer a Deus, guardar seus mandamentos, você está declarando guerra ao inimigo do povo de Deus. Você estará se unindo ao grupo daqueles que, como João, desejaram viver por Cristo, e até mesmo morrer por Ele. Muitos, no passado, preferiram perder suas vidas a ceder às tentações do mal.

Marchando no exército do povo fiel de Deus estava John Huss. Huss recusou-se a desistir de sua fé. O diabo o odiava e o atacou de todas as formas possíveis. Ele foi preso e queimado num poste. Mas enquanto queimava, ele cantava hinos de louvor a Deus, até que as chamas silenciaram sua voz.

Até mesmo seus inimigos ficaram impressionados com sua atitude heróica. Um papista zeloso, ao descrever o martírio de Huss, e de Jerônimo, que morreu logo depois, disse: “Ambos estavam em plena consciência conforme suas últimas horas se aproximavam. Eles se prepararam para o fogo como se estivessem se preparando para uma festa de casamento. Eles não proferiram nenhum grito de dor. Quando as chamas aumentaram, eles começaram a cantar hinos; e a veemência do fogo quase não pôde impedir seu canto.”

Quando o corpo de Huss já havia sido totalmente consumido, suas cinzas, junto com a terra em que estavam, foram reunidas e lançadas no rio Reno, e assim levadas até o oceano. Seus perseguidores pensaram, em vão, que tinham enterrado as verdades que ele pregava. Eles mal sabiam que as cinzas que foram carregadas até o mar seriam como sementes espalhadas por todos os países da terra; que em terras ainda desconhecidas gerariam frutos para o testemunho da verdade.

Observando tudo isso estava Jerônimo. Jerônimo decidiu tomar o lugar de John Huss. Jerônimo também, foi atacado e preso. Ele ficou desanimado e rendeu-se à fé católica, aceitando a ação do concílio que condenava as doutrinas de Wycliff e Huss. Jerônimo não podia silenciar a voz da consciência, e quando viu com mais clareza o que tinha feito, novamente ficou do lado da verdade.

Logo foi levado novamente diante do concílio. Sua submissão não deixara os juízes satisfeitos. Sua sede de sangue, estimulada pela morte de Huss, clamava por novas vítimas.

Ele apelou aos juízes com as seguintes palavras:

“Vós me mantivestes calado por trezentos e quarenta dias numa prisão assustadora, em meio à sujeira, ao mal cheiro, e passando por provações. Agora trazem-me a vossa presença, e dando ouvido aos meus inimigos mortais, vos recusais a ouvir-me. Se realmente fordes homens sábios, e a luz do mundo, tenhais cuidado para que não pequeis contra a justiça. Quanto a mim, sou apenas um fraco mortal; minha vida tem pouca importância; e quando vos peço que não deis uma sentença injusta, falo mais por vós do que por mim mesmo.”

Foi-lhe dada uma sentença de condenação. Ele foi levado ao mesmo lugar onde Huss entregou sua vida. Ele cantou durante todo o caminho, seu semblante estava iluminado de alegria e paz. Seu olhar estava fixo em Cristo, e para ele, a morte perdeu seu terror. Quando o executor, um jovem que iria acender a fogueira, parou atrás dele, o mártir exclamou: “Venha até a frente com coragem; acenda o fogo diante de meu rosto. Se eu estivesse com medo, não estaria aqui”.

Suas últimas palavras, proferidas quando as chamas o atingiram, foram uma prece. “Senhor, Pai Todo Poderoso, tenhas piedade de mim, e perdoa meus pecados, pois sabes que sempre amei Tua verdade”. Sua voz cessou, mas seus lábios continuaram a se mover em oração.

Hoje Satanás ainda está furioso com aqueles que guardam os mandamentos de Deus. Quando você decide unir-se ao grupo daqueles que guardam os mandamentos de Deus, está declarando guerra contra Satanás e seu exército! Esta não é uma decisão para covardes! Você tem coragem de lutar pelo que é certo? Você pode dizer: “Deixe que tentações e provas venham, não tenho medo”? Você tem o desejo de dizer, como Jerônimo: “Acenda o fogo diante de mim. Se eu estivesse com medo não estaria aqui”? Deus chama hoje pelo povo que deseja lutar pelo que é certo. Onde está você?

29 de maio de 2012

Pesado nas Balanças do Céu

O Senhor é o Deus da sabedoria, e por Ele são as obras pesadas na balança. 1 Samuel 2:3.

O Senhor é um Deus de sabedoria. Em Sua Palavra é Ele representado como pesando homens, seu desenvolvimento do caráter e todos os seus motivos, quer bons, quer maus.

É do interesse eterno de cada qual, examinar o próprio coração, e melhorar cada faculdade que Deus lhe concedeu. Lembrem-se todos de que não existe, no coração de quem quer que seja, um motivo que o Senhor não veja claramente. Os motivos de cada um são pesados tão cuidadosamente como se o destino do instrumento humano dependesse desse único resultado. Considere cada qual, cuidadosamente, a solene verdade: Deus, no Céu, é verdadeiro, e não existe um desígnio, por mais complexo, ou um motivo, por mais cuidadosamente oculto, que Ele não compreenda claramente. Ele lê as imaginações secretas de cada coração.

Podem os homens imaginar para o futuro ações sinuosas, pensando que Deus não saiba; mas naquele grande dia em que forem abertos os livros, e todo homem for julgado pelas coisas escritas nos livros, essas ações aparecerão tais quais são.

Há muitos que devem agora considerar as palavras: “Tequel: Pesado foste na balança e foste achado em falta.” Daniel 5:27. A santa, eterna e imutável lei de Deus é a norma pela qual será provado o homem. Essa lei define o que devemos fazer e o que não fazer, dizendo: Farás, não farás. Essa lei resume-se nos dois grandes princípios: “Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo.” Lucas 10:27.

Isso tem sentido literal. Oh, quão poucos estarão preparados para defrontar a lei de Deus no grande dia do juízo! … O homem, pesado contra a santa lei de Deus, é achado em falta.

Somos esclarecidos pelos preceitos da lei, mas homem algum pode por eles ser justificado. Pesado e achado em falta é nossa inscrição, por natureza. Mas Cristo é nosso Mediador, e aceitando-O como nosso Salvador, podemos requerer a promessa: “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo.” Romanos 5:1.

Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, pág. 158.

28 de maio de 2012

PROFECIAS, FUTURO NO APOCALIPSE

Estas profecias encontram-se todas no livro do Apocalipse:

Profecias que se cumprirão durante a crise final:
■O selamento do povo de Deus, cap. 7:2-8.
■A Lei de Deus vista no santuário, cap. 11:2-8.
■O povo do advento perseguido, cap. 12:17.
■A opressão da segunda besta nos Estados Unidos, cap. 13:12-18.
■A destruição da terra pelo fogo, cap. 14:10; 20:10 e 15; 21:8
■O terceiro anjo e o sinal da besta, cap. 14;9-13.
■A vindima das uvas ímpias, cap. 14:17-20.
■Sobre o fim do tempo de graça (ou de escolha): Cap. 15:1, 5-8;
■As sete pragas: Cap 16;
■Sobre os três últimos impérios, cap. 17:9 e 10
■Sobre a ação final de Satanás, 17:11
■Sobre a organização do mundo para a batalha final, 17:12-14
■Sobre a revolta das nações contra a Besta, 17:16-17
■O alto clamor de terceiro anjo, cap. 18:1-4;
■A queda de babilónia (poder papal): Caps 18 e 19;

Profecias que se cumprirão após a crise final:
■A abertura do sétimo selo, cap. 8:1;
■A segunda vinda de Cristo: Caps. 1:7; 3:3 e 11 14:14-20; 19:11-21;
■Todo o olho O verá: cap 1:7
■O milénio, após a segunda vinda: cap. 20;
■A prisão milenar de Satanás, cap. 20:1-3.

Profecias que se cumprirão na Nova Jerusalém
■A nova Jerusalém: Cap. 21 e 22;
■Uma multidão incontável vitoriosa, cap. 7:9-17; 14:1-5; 15:2-4;
■Os 144.000 na glória, cap. 14:1-5;
■O regozijo da vitória dos 144.000 contra a besta, cap. 15:2-4;
■A festa das bodas do Cordeiro, cap. 19:1-10;
■O juízo dos ímpios no milênio: Cap 20:4-6.

Profecia a cumprir-se no fim do milénio
■O juízo executivo dos anjos e dos ímpios, cap. 20:7-10.

Profecias a cumprirem-se na restauração
■Novo céu e nova terra: Cap. 21:1-8; 7:13-17
■A metrópole da Nova Terra, cap. 21:9-22.
■Epílogo, cap. 22:6-21.

25 de maio de 2012

Podemos considerar o Armagedom como a terceira guerra mundial?


Muitas teorias especulativas têm sido propostas na tentativa de interpretar o Armagedom mencionado em Apocalipse 16:12-16. Hoje, uma das mais populares é a de que ele será uma guerra nuclear de grandes proporções. Como já ocorreram duas guerras mundiais, e o texto bíblico fala que nesse confronto estarão envolvidos os “reis do mundo inteiro” (verso 14), muitos imaginam que o Armagedom só poderá ser uma terceira guerra mundial. Por mais fascinante e lógica que essa ideia possa parecer, ela não passa de uma teoria especulativa, sem base bíblica.

Conflitos bélicos certamente continuarão existindo, e mesmo se intensificando, até o fim dos tempos (ver Mt 24:6-8). Mas o Armagedom é descrito no livro do Apocalipse como “a peleja do grande Dia do Deus todo-poderoso” (16:14), travada entre os poderes demoníacos da “besta” e dos “reis da terra, com os seus exércitos”, de um lado, e o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” e “o seu exército”, do outro (19:16 e 19).

A natureza essencialmente espiritual desse conflito é confirmada pela participação nele tanto de Cristo, o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” que monta o “cavalo branco” (Ap 19:11, 16, 20), quanto do “dragão”, que é Satanás, e de outros “espíritos de demónios” (Ap 16:13 e 14 e 12:9). Os dois grupos conflituantes serão definidos pelo seu relacionamento com os “mandamentos de Deus” e o “testemunho de Jesus” (Ap 12:17). De um lado, estarão “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”, e que, consequentemente, não adoram “a besta e a sua imagem”; e, do outro, estarão os que adoram “a besta e a sua imagem”, e que, por conseguinte, não “guardam os mandamentos de Deus” e que não “têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17, 14:9-12).

Longe de ser um mero conflito bélico-nuclear, o Armagedom será o confronto cósmico final entre as forças do bem e os poderes do mal, no qual será decidido, para sempre, quem é digno de adoração (comparar com 1Rs 18). Embora os ímpios se prepararão belicamente para a batalha (Ap 16:14; ver também 20:7-9), cremos que os justos jamais assumirão uma postura de combate militar (ver Mt 5:38-48, Rm 12:17-21). Nesse conflito espiritual (ver Ef 6:10-18), Cristo e os Seus anjos pelejarão em favor dos justos, triunfando definitivamente sobre Satanás e suas hostes (Ap 20:1-21:8).

Texto de autoria do Dr. Alberto Timm, publicado na Revista Sinais dos Tempos, março/abril de 2001. p. 20.

22 de maio de 2012

O Princípio do Dia Profético

Vários teólogos judeus e gentios através dos tempos aplicaram o princípio do dia profético às setenta semanas descrita em Daniel capítulo 9. Entre eles, o hebreu Rashi (1040-1105 d.C.), que traduziu Daniel 8:14 da seguinte maneira: “E ele disse-me: Até 2300 anos”. Esse princípio tem sido reconhecido e aceito em todo o mundo durante séculos. Não procede a insinuação de que seja uma inovação adventista.

E qual é a base bíblica para dizer que 2300 dias são na verdade 2300 anos? Os versos de Números 14:34 e Ezequiel 4:4-7, que dizem respectivamente: “(…) quarenta dias, cada dia representando um ano.” “(…) Quarenta dias te dei, cada dia por um ano.”

O Antigo Testamento demonstra outras relações entre as palavras dia e ano; em alguns casos, embora as traduções usem a palavra “ano“, no original hebraico encontra-se a palavra “dia“. Por exemplo, em Êxodo 13:10 é utilizado a expressão “de ano em ano“, enquanto no texto original consta “de dias em dias“: “Portanto, guardarás esta ordenança no determinado tempo, de ano em ano [de dias em dias]” (Êxodo 13:10). O mesmo ocorre em I Samuel 27:7: “E todo o tempo que Davi permaneceu na terra dos filisteus foi um ano [dias] e quatro meses.” (cf I Samuel 1:21).

Em hebraico a palavra geralmente usada para especificar o período de um “ano” é “shanah” (pl. shaneh), porém, nestes versos a palavra “dias” (yowm) foi utilizada, demonstrando uma ligação direta e representativa de “ano“. E por que esse princípio deve ser aplicado nas profecias do livro de Daniel, especialmente nos capítulo 8 e 9?

Daniel capítulo 9 declara que “desde a saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém até o Ungido”, se passaria sessenta e nove semanas. A ordem para essa edificação se deu em 457 a.C.; isso significa que a partir dela até o Ungido (batismo de Jesus Cristo, 27 d.C) haveria 483 anos, e profeticamente, isso corresponde exatamente a 69 semanas.

Considerar 69 semanas literalmente como 483 dias, o que equivale a “1 ano, 4 meses e 3 dias“, obrigatoriamente deveria-se aceitar que esse seria o intervalo de tempo entre a restauração de Jerusalém e o batismo de Jesus. Esse procedimento de contagem literal é totalmente impróprio, tornando a profecia sem fundamento histórico e bíblico. O princípio do dia profético precisa ser aplicado a esta profecia, ou a mesma torna-se sem sentido.

O princípio do dia profético se enquadra perfeitamente em uma parte da profecia (70 semanas), não seria lógico que fosse usado com sucesso na outra parte também? Não apenas lógico, mas, extremamente necessário. Aplicando o princípio do dia profético às 70 semanas, temos 490 anos, ou seja, 176.400 dias. Como poderíamos separar ou subtrair 176.400 dias de 2.300 dias? Impossível! A única maneira das 70 semanas serem separadas, cortadas ou subtraída é aplicando o princípio do dia profético também aos 2.300 dias. De outra forma, seria como tentar medir dois metros em três centímetros.
Outra prova a favor da aplicação do dia profético aos 2.300 dias é a análise contextual de Daniel 8:13 que diz: “(…) Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?”

Daniel 8:13 da ênfase com relação ao término dos eventos que ocorrem no período profético das “2300 tardes e manhãs”. A palavra visão “chazown” refere-se nesse contexto a revelação (visão profética) e abrange os acontecimentos preditos em sua totalidade, dentre eles: A entrega do santuário e seu sacrifício diário, a transgressão assoladora, perseguição aos filhos do Altíssimo e a mudança na Lei de Deus (cf Daniel 7:25). A pergunta feita em Daniel 8:13 (“até quando?”) refere-se ao término de tudo que foi descrito na visão (chazown). E a resposta foi: “Até 2300 tardes e manhãs“; que correspondem a 2300dias, e estes por sua vez equivalem, profeticamente, a 2300 anos.

Essa profecia abrange o período dos impérios Babilónico, Medo-Persa, Grego e Romano. Se fossemos nos basear que 2300 dias não correspondem a 2300 anos, isso significaria que 2300 dias equivalem literalmente a 6 anos, 3 meses e 20 dias. Como poderia esta contagem de tempo, literal, incluir esses impérios descritos na profecia? Impossível. Só o império Medo-Persa durou 208 anos, muito tempo para encaixar-se em apenas 6 anos. Portanto, faz-se necessário o uso do princípio profético que envolve mais de dois milénios, tempo suficiente para abranger todos os impérios e eventos relatados por Daniel.
Outro fato a ser considerado: Embora a profecia inicie com nações que existiram há milhares de anos, foi dito a Daniel que a visão se estenderia até o “tempo do fim”. Como poderia um período de “6 anos” cobrir todos os eventos até o até o “tempo do fim”? Sem o dia profético, a profecia não poderia estender-se tanto. Novamente a proporção de “1 dia para cada 1 ano” revela-se válido, preciso e coerente.
UM TEMPO, DOIS TEMPOS E METADE DE TEMPO
“Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo.” (Daniel 7:25)

Em Daniel capítulo 7 é citado um poder que é representado por um “chifre pequeno” e este reinou de forma soberana entre as nações. Ele é o mais detalhado, e o motivo para isso é apontado no verso 25. Após o fim do Império Romano Ocidental, em 476 d.C, sua instituição religiosa (Igreja Romana) permaneceu atuante. E, em 538 d.C., entra em vigor o decreto do imperador romano Justiniano declarando que o bispo de Roma deveria ser reconhecido como o líder da “Santa Igreja”, e assim, a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) além de elevar seu poder religioso recebeu poderes políticos.

Daniel descreve que esta igreja, representada pelo “chifre pequeno”, teria domínio por “um tempo, dois tempos e metade de um tempo.” (Daniel 7:25). “Um tempo” (‘iddan) equivale a “360 dias” e a somatória de “um tempo, dois tempos e metade de um tempo” resulta em “1260 dias“, que, pelo princípio do dia profético correspondem a “1260 anos“. Portanto segundo a profecia de Daniel 7:25 o período de supremacia religiosa e política da Igreja de Roma seria de 1260 anos. Período em que ela dominou reinos e reis, e impôs seus ensinos doutrinários de forma ferrenha.

Contando 1260 anos a partir de 538 d.C., chega-se a 1798 d.C. E os registros históricos descrevem que em fevereiro de 1798, sob a alegação de insulto ao embaixador francês na Itália, Louis Alexandre Berthier, general das Forças Revolucionárias Francesas e chefe do Estado maior de Napoleão invadiu Roma; e em 20 de fevereiro o Papa Pio VI foi aprisionado. O anel que indicava sua autoridade lhe foi retirado, sua propriedade foi confiscada e vendida; o “Estado Papal” foi abolido e Roma foi declarada república. O Papa foi levado para a França, onde morreu preso em Valença no dia 29 de agosto de 1799. Esse episódio pôs fim ao longo período de supremacia do bispo de Roma.

E se o princípio do dia profético não fosse aplicado? Nesse caso os “1260 dias” seriam calculados de forma literal e resultariam em “3 anos e 6 meses“. Deste modo seria impossível para o poder da Igreja de Roma (representado pelo “chifre pequeno”) desenvolver todos os eventos descritos nas profecias em um período ínfimo de tempo. Enfatizando que a supremacia desse poder religioso se estenderia até o “tempo do fim”, quando Deus Se assentou para julgar e definir o Seu reino. O capítulo 13 de Apocalipse descreve, também, esse tempo de hegemonia política e religiosa:

“Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfémias e autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfémias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu.” (Apocalipse 13:5-6)

À semelhança de Daniel, João utiliza de linguagem profética para descrever o tempo de domínio imposto pela Igreja Romana ao mencionar 42 meses. Levando em consideração que cada mês possui “30 dias” temos: 42 meses x 30 dias = 1260 dias. E, pelo princípio do dia profético, “um dia” correspondendo a “um ano”, tem-se os 42 meses equivalentes a 1260 anos. O mesmo período descrito em Daniel 7:25. Será que a Igreja Romana (ICAR) teve domínio político e religioso, literalmente, por 42 meses (3 anos e 6 meses)? De modo algum. “3 anos e 6 meses” não são suficientes para estender-se da fase inicial de “Roma Papal” (538 d.C.) até o seu término, o “tempo do fim” (1798 d.C.).

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O capítulo 7 do livro de Daniel está cheio de símbolos: um leão, um urso, um leopardo com asas, chifres que falam, todos simbolizando coisas diferentes. E em meio a tantos símbolos, por que somente as descrições de tempo seriam literais? Especialmente por ser descrito de maneira tão estranha? Daniel capítulo 8 também é uma visão com imagens simbólicas, e ambos os capítulos, não apresentam profecias sobre animais, mas eventos proféticos que descrevem a história da humanidade. Não seria de se esperar que o fator tempo apresentado neles também fosse simbólico, em vez de literal? Além do mais, “tardes e manhãs” (arab e boqer) não é maneira comum de descrever dias. A palavra típica para dias na Bíblia é “yowm“.

Não seria mais simples ter dito: “Até seis anos, três meses e vinte dias, e o santuário será purificado”, em vez de “2300 tardes e manhãs”? O verso de Daniel 8:14 não traz a forma típica de indicar o tempo. Em II Samuel 5:5, por exemplo, é dito que o rei “reinou sobre Judá sete anos e seis meses”, e não 2700 “tardes e manhãs”. Até mesmo as “setenta semanas” de Daniel não são uma forma comum de expressar tempo. Diante desses fatos nota-se claramente a validade do dia profético nos capítulos 7, 8 e 9 do livro de Daniel; eles simplesmente perdem o sentido sem o uso desse princípio.
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Texto proveniente e adaptado do artigo: “O Princípio do Dia Profético”, Revista Adventista, (Março, 1999), p. 32-33.

20 de maio de 2012

Os Três Anjos e as Três Mensagens

Os cristãos têm uma grande esperança. Seus sonhos e realizações se concentram na breve Volta de Jesus. A segunda vinda de Cristo a este mundo para nos libertar do pecado e nos levar para o novo lar é o grande sonho da vida de todos os filhos de Deus.

Você acredita que estamos vivendo os últimos dias da história do mundo? Você crê que Jesus voltará em breve? Se estamos vivendo os últimos dias e Jesus em breve virá, que mensagens tem Deus nestes últimos dias para seus filhos deste desgastado planeta?

Em Apocalipse 14:6-12, há três mensagens especiais de Deus para os habitantes deste mundo. Mas seriam estas as advertências finais de Deus à terra? Podemos afirmar que sim, pois no mesmo texto em Apocalipse 14:14, a Bíblia descreve a volta de Jesus. João viu em visão “uma nuvem branca e sentado sobre a nuvem, um semelhante ao filho do homem tendo na cabeça uma coroa de ouro, e na mão uma foice afiada”. Este verso descreve Jesus regressando como “Rei dos reis”, “Senhor dos Senhores” e também como “Justo juiz”.

Analisemos as três mensagens.
Antes porém é bom lembrar que, o livro de Apocalipse é um livro cheio de símbolos. Os três anjos representam os mensageiros divinos, encarregados de advertir o mundo antes do retorno de Cristo. São os cristãos sinceros, os representantes de Cristo na terra, a quem foi dada a ordem de Mateus 28:18-20: “Ide portanto e pregai”.

Nenhum texto na Bíblia afirma que o evangelho seria pregado por anjos. Esta responsabilidade Jesus conferiu aos seus discípulos, os seus seguidores. Que mensagem é dada pelo primeiro anjo?

“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo e língua e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu e a terra, e o mar e as fontes das águas”. Apocalipse 14:6-7.

A mensagem do primeiro anjo representa a “mensagem da pregação do evangelho eterno”, associada à advertência da chegada do juízo. O apelo é para que os habitantes de toda a terra retornem a Deus, e Lhe prestem adoração, porque só Ele é digno.
Desde que em 1859 Charles Darwim publicou seu livro sobre a Evolução, a crença em Deus como Criador de todas as coisas, tem sido abandonada e o evolucionismo inundou o mundo científico e até mesmo o mundo cristão.

O apelo do primeiro anjo é para que os filhos de Deus rejeitem a evolução e adorem a Deus como o Criador, aquEle que é a fonte de toda a vida e que deu origem a todas as coisas.

Esta mensagem deve ser pregada no mundo inteiro, a todos quantos habitam sobre a terra.

Enquanto o evolucionismo tenta apagar do mundo a ideia de um Deus Criador, o primeiro anjo chama a tenção dos habitantes do planeta para a adoração do Deus, que criou todas as coisas.

Por quê a necessidade de pregar uma mensagem chamando os homens para a adoração do Deus Criador?

Porque o homem virou as costas a Deus. Abandonando o Senhor e desrespeitando as suas leis. Se o homem tivesse guardado os mandamentos de Deus em todos os tempos, não teríamos esquecido que Deus é o Criador de todas as coisas.

Em Êxodo 20 encontramos a declaração de que Deus criou todas as coisas em seis dias e no sétimo dia descansou. Se o dia de repouso tivesse sido guardado e observado pelos cristãos desde os dias de Cristo até agora, não teríamos tido a mínima ideia do surgimento do ateísmo, e do evolucionismo, mas abandonando os mandamentos de Deus, o homem abandonou o próprio Deus.

A mensagem do primeiro anjo diz que devemos adorar a Deus, obedecer suas leis e seus mandamentos porque haverá um juízo, no qual cada um prestará contas de sua obediência ou desobediência. Teremos nós ouvido a mensagem do primeiro anjo?

Vamos agora à mensagem do segundo anjo:
Em Apocalipse 14:8 lemos: “caiu, caiu a grande Babilónia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria de sua prostituição”. Neste verso temos que usar o princípio da interpretação profética, pois, Babilónia, a cidade, não existia mais há muitos séculos.

O nome Babilónia aqui, representa o poder apóstata que, em nome de Deus e procurando usurpar o poder de Deus, tem, durante séculos ensinado doutrinas aparentemente cristãs – cheias de apostasias, de ensinos pagãos que não tem base bíblica. A palavra babilónia vem de “Babel” que quer dizer confusão. A mensagem ensinada pelo segundo anjo é que todos os sistemas religiosos falsos, que ensinam doutrinas não bíblicas – que ensinam heresias – vão cair.

E mais, “o vinho de sua prostituição” refere-se claramente à adulteração da verdadeira religião cristã, a religião de Jesus. Sendo que Babilónia representa toda forma de culto que não se harmoniza com a Bíblia e sua mensagem simples e verdadeira, é nosso dever escolher agora, abandonar Babilónia, deixar o erro e unir-nos a Deus e ao seu povo remanescente.

Deus está hoje fazendo um apelo aos Seus filhos, que ainda estão praticando alguma forma falsa ou desvirtuada de culto: “Sai dela povo meu”. Apocalipse 18:4. Isto é: sair de Babilónia, sair da confusão.
Ouviremos nós a mensagem do segundo anjo?
E concluindo, vejamos agora a mensagem do terceiro anjo: Em Apocalipse 14:9-12 encontramos esta mensagem, cujo resumo é: “Se alguém adorar a besta e a sua imagem, e receber o seu sinal na fronte ou na mão, também este beberá do vinho da ira de Deus…”.

A Bíblia fala da misericórdia de Deus: “Porque Deus enviou Seu filho ao mundo, não para condenar o mundo mas que o mundo fosse salvo por ele”. João 3:17. Em Ezequiel 18:23 lemos que “O Senhor não tem prazer na morte do ímpio”. Pelo contrário, Deus se alegra quando o ímpio se arrepende e se converte. Mas a condenação divina é que “A luz que é Cristo, veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz”. João 3:19.
Isto é terrível, porque Deus enviou a Verdade personificada ao mundo. Enviou a verdadeira Luz que ilumina, mas os homens amaram mais Babilónia com todas as suas trevas e erros espirituais.
Deus declara que no fim do tempo haverá aqui na terra apenas duas classes: Uma – Os que adoram a besta, os que estão em Babilónia, que rejeitam a luz do céu.

A outra – Os que seguem, servem e obedecem a Jesus Cristo, guardando os Seus mandamentos. Isto é: o fiel remanescente de Deus.

O povo de Deus dos últimos dias é descrito em Apocalipse 14:12 como os que tem “a perseverança dos santos, guardam os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus”. Apocalipse 12:17 declara que Satanás está irado com todos os seguidores de Cristo, que guardam os mandamentos de Deus.

O terceiro anjo declara que Deus castigará os que insistirem em permanecer no erro, aliados à Babilónia e adorando a besta. Haverá punição para os desobedientes.

Por outro lado haverá recompensa para os que guardam os mandamentos de Deus.

Atenderemos nós estas mensagens?
Ficaremos do lado de Deus, custe o que custar?

Só há segurança em confiarmos em Deus.

Se permanecermos do lado de Jesus, Ele nos livrará das horas mais difíceis que os filhos de Deus terão que passar.

Diga agora a Jesus que quer estar do lado dEle, enquanto você ouve esta linda mensagem cantada. E então quando Cristo regressar você também poderá saudar o nosso Jesus.