14 de novembro de 2012

PROFECIAS - Definições e Esclarecimentos

Profecia

É a mensagem do profeta. Também dom espiritual – capacitação sobrenatural para edificação da família de Deus. Quem tinha esse dom anunciava verdades novas ao povo de Deus ou o desafiava com verdades escriturísticas (1Co 14.1-5)
 O vocábulo profecia aparece 30 vezes na bíblia de 2Crônicas à Apocalipse.
Profeta
É porta-voz de Deus, que recebe uma mensagem da parte de Deus e proclama a um grupo específico de ouvintes. O vocábulo profeta aparece 469 vezes na bíblia de Génesis à Apocalipse. Deus fala com seus servos, os profetas (Amós 3:7), através de sonhos e visões.
Visões
 
Aos profetas Deus falou ‘de vários modos’, revelando o maior número de vezes a Sua verdade, pela realização daquele estado sobrenatural das faculdades sensitivas, intelectuais e morais, a que as Escrituras chamam visão. É nesse estado que coisas longínquas, quanto ao tempo e ao lugar, ou meras representações simbólicas dessas coisas, se tornaram para a alma do Profeta vivas realidades, e, como tais, ele as descreve. Por esta razão as predições proféticas se chamam muitas vezes ‘visões’, isto é, coisas vistas, dando-se aos profetas o nome de ‘videntes’ (2 Cr 26.5 – Is 1.1 – ob 1 – Hc 2.2,3 – etc.). Quanto às visões do N.T., *veja Mt 3.16 – 17.1 a 9 – At 2.2,3 – 7.55,56 – 9.3,10,12 – 10.3,19 – 16.9 – 18.9 – 22.17,18 – 23.11 – 2 Co 12.1 a 4.
Falsos Profetas
Quanto aos falsos profetas, Jesus disse em Mateus 7:15-20:
Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.
Observe a conduta de quem se diz profeta de acordo com as obras da carne mencionadas em Gálatas 5:19-21:
Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.
Nem sempre Deus deu sonhos proféticos aos profetas. Pessoas que não tinha nenhuma ligação com profecias, sonharam com o futuro, e precisaram que um servo de Deus para interpretar os seus sonhos. Os mais conhecidos são: Faraó do Egito, nos dias de José, filho de Jacó e Nabucodonosor, com o sonho da estátua que não somente foi interpretado como foi também revelado por Daniel.
Profecias bíblica – mensagens de Deus
 ■A profecia não foi originada pelo homem mas enviada por Deus. A Bíblia diz em 2 Pedro 1:21: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo.”
 ■A profecia diz-nos exatamente o que vai acontecer no futuro. A Bíblia diz em Isaías 42:9: “Eis que as primeiras coisas já se realizaram, e novas coisas eu vos anuncio; antes que venham à luz, vo-las faço ouvir.”
 ■Deus revelou os Seus planos aos profetas. A Bíblia diz em Amós 3:7: “Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.”

9 de novembro de 2012

APOCALIPSE FÁCIL - ABERTURA DOS SELOS

Apocalipse 5: 1 e 2 "E vi na mão direita do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. E vi um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos?"
 
O Livro na mão de Deus é o relato da História da humanidade, e somente JESUS o Cordeiro de Deus (veja João 1:29) poderia abrir o Livro, ou dar continuidade a história humana, através do Sacrifício que realizou.
 
versos 8-12 "E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação; 10  e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra".
Essa cena ocorreu após Jesus subir ao céu e apresentar seu Sacrifício pela humanidade (veja João 20:17); após a sua ascensão ao céu foi recebido no Santuário onde intercede por nós humanos, e intercede em favor da história humana.
 
Ao Jesus abrir os Selos saem animais com pessoas montadas nestes. Os reinos do mundo eram representados por Bestas Feras, mas o Reino Espiritual de Jesus (a Igreja) é representada por um animal domesticado, de utilidade - um Cavalo.
 
O Cavalo era símbolo de ´transporte´, ´velocidade´, ´comunicação´pois as mensagens entre as cidades eram levadas em cavalos que eram mais rápidos que os camelos, que preferencialmente levavam cargas.
 
O Cavalo é um símbolo de como o Reino de Deus foi instalado através da Igreja e como o Evangelho foi comunicado ao mundo.
Símbolos da Visão:
Cavalo- Reino Espiritual na Igreja; comunicação do Evangelho
 
Cor do Cavalo - representa o nível Espiritual da Igreja na época
 
Cavaleiro - agente Espiritual à frente deste Reino; principal dirigente da Igreja
 
Instrumento - o cavaleiro leva na mão algo, que caracteriza a época em que vive, e que situação a igreja enfrenta.

2 de novembro de 2012

APOCALIPSE FACIL - O Trono de Deus.

Apocalipse 4: 1 e 2 " Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu.... E logo fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono".
Uma visão de uma 'Porta Aberta´, onde vemos “o Trono posto no Céu” e Deus assentado nele com 24 anciãos e 4 Serafins que O adoram.
Essa visão é continuação do cap. 1 onde Jesus está no Santuário. Agora é visto o Lugar Santíssimo, onde Deus tem o Seu trono.
“A porta aberta no céu” é o caminho inaugurado por Jesus – o acesso que temos ao Pai! Esse local é o Santuário Celestial – o Santuário dos Israelitas foi copiado dele. (Hebreus 9:8 "ainda o caminho do Santuário não estava descoberto, enquanto se conservava em pé o primeiro tabernáculo").
Personagens da Visão e os seus respectivos significados:
24 Anciãos - são seres que auxiliam no Julgamento da Humanidade; estão ali para julgar e testemunhar (veja cap.20:4)
4 Animais cheios de olhos - são querubins; uma classe de Anjos Magníficos que são representados por vários animais devido às suas multifunções diante do Trono de Deus (ver Ezequiel 10:20).
Essa visão prepara o ambiente da profecia para a próxima cena, onde Jesus aparece diante do Trono de Deus.

AS DUAS TESTEMUNHAS DO APOCALIPSE


Sob o símbolo das duas testemunhas o capítulo 11 do Apocalipse apresenta uma memorável profecia a respeito da circulação admirável da Bíblia nesses nossos dias, o tempo do fim.
Estas duas testemunhas (que são o Velho e o Novo Testamento) são descritas no contexto profético, ou feito o seu trabalho apontado por 1260 dias (ou anos) embora vestidos de saco. No fim deste período eles são mortos e estão sem sepultura por um curto tempo, após o qual eles são ressuscitados e ascendem aos céus em uma nuvem, enquanto os seus inimigos olhavam admirados. Obviamente a passagem toda é designada para mostrar a mudança de estatuto com respeito às Sagradas Escrituras. Durante longo século a Palavra Escrita de Deus sobreviveu somente sob perigos e dificuldades sem número. Mas em nossos dias é traduzida em mais de mil línguas e dialetos e é despachada às toneladas e como carga de navio a todos os cantos do mundo. Do ponto de vista de Deus e do universo, que vê esta disseminação universal da Bíblia em nossos dias, é sem dúvida o mais importante evento na terra desde o Calvário e o Pentecostes.
Nós precisamos nos lembrar que durante os primeiros vinte e cinco séculos da história humana nenhuma Bíblia existia em qualquer parte, nenhuma revelação escrita da vontade de Deus para o homem. Então devagar, durante século após século, escritos divinamente inspirados começavam a aparecer.
Mas até mais ou menos a metade do primeiro século depois de Cristo, os homens possuíam apenas o que nós agora chamamos o Velho Testamento. E quão poucas e custosas eram as cópias! O Velho Testamento é realmente uma livraria de muitos livros. Cada cópia tinha que ser escrita à mão, uma escrita difícil, e somente escrita por especialistas especialmente treinados para o trabalho. A adição do Novo Testamento aumentou o tamanho da biblioteca e as despesas. Por mais de outros mil anos , até a invenção da imprensa, uma cópia completa da Bíblia sempre custava o equivalente do salário de um homem preparado um ano inteiro, ou ao redor do que nós hoje pagamos por um bom automóvel. Considerando a quase universal pobreza e ignorância de todos os tempos que precederam o nosso próprio, lamentavelmente quão poucas eram as cópias da Bíblia existentes, e quão poucos podiam possuir uma cópia para si mesmos!
Nós precisamos também nos lembrar que excepto nos tempos muito modernos não existiam dicionários em qualquer língua para auxiliar a explicar palavras e frases difíceis. Nem havia uma muleta mental como uma concordância para ajudar a localizar uma passagem somente fracamente lembrada. Estes fatos juntamente com o jeito visivelmente absurdo e difícil de manusear rolos ou mesmo códices de pergaminho (os últimos não existiam nos tempos do Velho Testamento), nos fazem admirar pela íntima familiaridade com todos os outros escritos mostrados pelo apóstolo S. João no Apocalipse, que está absolutamente saturado com citações e alusões aos escritos proféticos do Velho Testamento.
Mas esta profecia a respeito das duas testemunhas prediz um estado distintamente diferente dos negócios no fim da história do mundo. O último capítulo de Daniel prediz que no tempo do fim muitos correriam de um lado para outro, e o conhecimento aumentaria (Dan. 12:4). Esta passagem no Apocalipse a respeito das duas testemunhas pode ser considerado um aumento e comentário de um lado do texto de Daniel, pois dá o que na realidade é o mais importante aspecto da profecia de Daniel, isto é, o enorme aumento na compreensão da mensagem de Deus para o género humano e sua circulação em forma impressa entre todos os povos e em todas as línguas. Esta disseminação global da Bíblia seria um evento absolutamente único e sem precedentes na história humana.
Ao nós olharmos para atrás sobre a história do trabalho de Deus durante os longos séculos, nós o vemos caracterizado por curtos períodos de reavivamento, alternando com longos períodos de degenerescência e trevas. Contrariando a opinião geral, o primeiro século do mundo foi de grande luz moral e espiritual.
Ellen G. White declara:
"Apesar da impiedade do mundo antediluviano, aquela época não era, como frequentemente tem sido suposto, de ignorância e barbárie. Ao povo concedeu-se a oportunidade de atingir uma elevada norma de moral e adiantamento intelectual...
"As vantagens dos homens daquela época para adquirirem conhecimento de Deus mediante Suas obras, nunca foram desde então igualadas. E, assim, longe de ser uma era de trevas religiosas, foi ela de grande luz. Todo o mundo teve oportunidade de receber instrução de Adão, e os que temiam ao Senhor tinham também a Cristo e os anjos como seus instrutores. E tiveram uma testemunha silenciosa da verdade, no jardim de Deus, que durante tantos séculos permaneceu entre os homens. Na porta do Paraíso, guardada pelos querubins, revelava-se a glória de Deus, e para ali vinham os primeiros adoradores. Ali erguiam os seus altares, e apresentavam suas ofertas. Foi ali que Caim e Abel trouxeram seus sacrifícios, e Deus condescendeu em comunicar-Se com eles...
"Apesar da iniquidade que prevalecia, havia uma linhagem de homens santos que, elevados e enobrecidos pela comunhão com Deus, viviam como que na companhia do Céu. Eram homens de sólido intelecto, de maravilhosos conhecimentos. Tinham uma grande e santa missão: desenvolver um caráter de justiça, ensinar a lição da piedade, não somente para os homens de seu tempo, mas para as gerações futuras." – Patriarcas e Profetas, pp. 82, 83, 84,
Nós precisamos lembrar que Adão viveu para ver a nova geração de sua posteridade. Por centenas de anos sete gerações estavam vivendo contemporaneamente sobre a terra. O grande envolvimento da vida de vários dos antigos patriarcas tanto antes como depois do Dilúvio explica como as instruções divinas podiam facilmente ser transmitidas desde Adão até a família à qual Abraão pertencia.  Por exemplo, Sem viveu até Abraão ter 150 anos de idade. Assim em linhagem ininterrupta a verdade de Deus podia ser passada adiante, e todos os que quisessem podiam saber as grandes promessas de Deus para a salvação do pecado e os gloriosos galardões da obediência. Eles não tinham Bíblia; mas os ensinos paternos acurados, sob as bênçãos de Deus, eram amplamente suficientes para conseguir os propósitos graciosos da redenção.
Entre as muitas vozes que nos chama hoje de todo o lado, é de máxima importância que nós saibamos a qual atender. Qual é de Deus, em harmonia com os céus e tudo que é bom e verdadeiro e elevado? Quais são os espíritos do mal, procurando desviar-nos à perdição? Estes problemas de escolha, que envolvem a vida e a morte, pressionam a todo o indivíduo moderno toda a hora desperta do dia. Como o anjo Gabriel disse a Daniel, "nenhum dos perversos entenderá; mas os sábios entenderão" (Dan. 12:10).
Através de todos os tempos antigos, ou ao menos até ao tempo da volta do Cativeiro Babilónico, os israelitas sempre enfrentavam o problema de escolher entre o verdadeiro profeta de Deus e os falsos. Eles tinham a Palavra Escrita de Deus desde o tempo de Moisés; e estes escritos sagrados continham a parte maior do que nós agora chamamos os livros do Velho Testamento. Até o tempo mencionado aparentemente poucos, se alguns dos escritos dos profetas falsos chegaram à circulação comum.
Mas desde o período da volta do exílio, numerosos escritos seculares e espúrios, que os sábios agora chamam apocalípticos, começaram a se multiplicar; e desde então os investigadores da verdade tinham que decidir quais eram de Deus e quais não o eram. Estes escritos apocalípticos eram obviamente imitações de tais escritos como as visões de Daniel, mas eram eles inspirados pelo mesmo espírito como era o seu? Indubitavelmente muitas pessoas destes dias estavam inclinadas a classificá-los todos conjuntamente, incapazes de discernir qualquer grande diferença entre eles. Mas então como sempre as palavras de Jesus eram verdadeiras: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem." João 10:27.
Nos tempos do Novo Testamento estes escritos espúrios tinham se multiplicado, e no período pós-apostólico eles aumentaram grandemente em número e em apelos confusos e enganosos. Praticamente todo pedaço de literatura que veio a nós dos assim chamados "pais apostólicos" são deste caráter, uma mistura do bem e do mal.
Desde este tempo aos nossos o povo que deseja saber a verdade tem buscado discernir, não tanto entre os verdadeiros e os falsos profetas vivos, mas entre os escritos verdadeiros e falsos. Hoje em dia vozes encantadoras são ouvidas no ar pelo rádio e televisão e por todos os outros meios concebíveis de propaganda. Nenhum povo em qualquer tempo anterior foi jamais "tão espanado por palavras", boas e más, e obrigado constantemente a se decidir entre elas. Quão imperativo que continuemos a decidir de acordo com Isaías 8:20!
Quando o espírito imundo da tradição e temor é lançado fora, o homem moderno se jacta de ser "livre". Ele declara ter uma mente aberta. O relatório de Gênesis não restringe mais a imaginação a respeito da origem do mundo; os trovões do Sinai não mais o incomodam em questões de ética ou moral. Ele está estritamente dependendo de si, e sua "mente aberta" tem apenas um critério: se ele gosta de uma idéia ou não gosta.
Por exemplo, Einstein não somente se congratulou que ele era suficientemente amplo de compreensão de descrer da idéia de um Deus pessoal e de substituir uma teoria panteísta, mas ele então procedeu de abandonar a cosmologia de Newton, que implicava que o universo devia ter alguma maneira de centro ou sede administrativa, ao redor da qual as partes do universo revolvem. Assim, depois de liquidar este ponto de vista, ele declarou: "Nós assim nos livramos da concepção sem gosto de que o universo material devia possuir alguma coisa da natureza de um centro". The theory of Relativity, Fourth ed., pp. 106,107. Em outras palavras, Einstein, como tantos outros modernos, usou seu gosto ou a falta dele, para decidir sua compreensão a respeito do universo e sua origem e então se jactar de ser científico.
Em nossos dias cada pessoa na vida pública é vítima do bombardeio do rádio, pelo correio, e por todas os outros meios da moderna panóplia de comunicação por meio da qual os sete outros espíritos, piores que o primeiro, procuram entrar no vácuo feito pela partida do ocupante original. Pouco admira que "agora o poder de Satanás de tentar e enganar é dez vezes maior do que o foi nos dias dos apóstolos". Spiritual Gifts, Vol. 2, p. 277.
 Também devemos reconhecer que certas partes da Bíblia são especiais para nossos dias, tendo sido apropriadas para a última parte dos últimos dias. Outras partes têm sido de especial importância em outros tempos. E nós precisamos discernir.
Para ilustrar pelo que é talvez um caso extremo: Alguns dos capítulos do Velho Testamento consistindo de longas listas de nomes podem parecer de pouco interesse ou importância para nós, mas eles eram muito interessantes e importantes naquele tempo em que foram escritos, e eles podem vir a ser de importância outra vez.
A. H. Sayce, eminente arqueólogo de Oxford, certa vez declarou que algumas destas longas listas de nomes são muito importantes nas investigações de arqueologia. Eles o convenceram e a muitos outros da extrema exatidão destes antigos relatórios e mostravam que estes relatórios devem ser de origem divina.
No próprio mérito da questão, estas predições divinas a respeito do fim da história humana são agora, para nossos dias de importância especial e deviam ter nossa atenção especial. Quando ouvirdes alguém diminuindo seus estudos como "doutrinas" e não "práticos" apenas fazei- uma pequena oração. "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem".
"Ao nos aproximarmos do fim da história deste mundo, devem as profecias relativas aos últimos dias exigir especialmente nosso estudo. O último livro dos escritos do Novo Testamento, está cheio de verdade que precisamos compreender". – Testemunhos para Ministros, p. 116.
E ainda:
"Quando os livros de Daniel e Apocalipse forem bem compreendidos, terão os crentes uma experiência religiosa inteiramente diferente". – Ibid. p. 114.
E que Deus nos dê uma tal experiência.
Mais uma vez:
"Quando nós, como um povo, compreendermos o que este livro (o Apocalipse) para nós significa, ver-se-á entre nós grande reavivamento". – Ibid. p. 113.
Para este grande reavivamento estudemos e oremos todos.
"Quando vier, porém, o Espírito de verdade, ele vos guiará a toda a verdade". João 16:13. "
"Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida". Tiago 1:5.
Com estas e semelhantes promessas diante de si, um homem não tem mais desculpa de permanecer ignorante ou em perplexidade do que ele tem de permanecer um pecador. "Nenhum dos "ímpios entenderá; mas os sábios entenderão". Daniel 11:10
 
Por George McCready Price
 

27 de outubro de 2012

APOCALIPSE FACIL - AS 7 CARTAS do Apocalipse

Apocalipse 2 e 3
Estes dois capítulos são cartas proféticas que Jesus deixa as Igrejas ("O que vês, escreve-o num livro e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodiceia" 1:11.)
As Sete Igrejas existiram (e algumas cidades ainda existem até hoje) mas no contexto profético do Apocalipse, os conselhos, advertências e bênçãos deixadas nessas cartas, são para as igrejas de todo o período da história do Cristianismo. São cartas que correspondem a história das Igrejas em todas as épocas.
ÉFESO (31-100 dc)
ESMIRNA (101-313 dc)
PÉRGAMO (314-538 dc)

TIATIRA (538-1563dc)

SARDES (1563-1792dc)

FILADÉLFIA (1792-1850 dc)

LAODICÉIA (1850-2005 dc)

Cada uma das cartas possui um ELOGIO, uma REPROVAÇÃO, um CONSELHO e uma PROMESSA.

Mas há 3 excepções:
 
ESMIRNA (ano 100-313) não há reprovação para a igreja nesta época.

FILADELFIA (ano 1800-1844) não há reprovação para esta igreja.

LAODICÉIA (1844-2006) não há Elogios para a igreja deste período.

Os Nomes das Igrejas tem os seguintes significados:

ÉFESO (pura)

ESMIRNA (cheiro suave)

PÉRGAMO (elevação)

TIATIRA (suave labor)

SARDES (coisa nova)

FILADÉLFIA (amor fraterno)

LAODICÉIA (povo julgado)

Os nomes das Igrejas estão relacionados com os Períodos da História que vivenciaram e correspondem ao que tiveram que enfrentar e às suas experiências contemporâneas.
ÉFESO – corresponde a Igreja Apostólica, período da pureza e unidade doutrinária.
ESMIRNA – corresponde a época da perseguição e martírio pelo Império romano.
PERGAMO – Os Imperadores Romanos se convertem ao Cristianismo e corrompem suas doutrinas com o Paganismo.
TIATIRA – Idade Média. Ocorre uma Apostasia generalizada na Igreja, representada pelos Dogmas introduzidos pelos Papas. A Igreja Católica é rejeitada pela apostasia.

SARDES – Renascença na Europa. Ocorre a Reforma e a Igreja renasce através do Protestantismo.

FILADELFIA – Século XIX (19). Ocorre os maiores reavivamentos entre Protestantes.

LAODICÉIA – Século XX e XXI (nossos dias). A única Igreja que NÃO RECEBE ELOGIOS. Uma igreja que tem  uma opinião sobre si: ´rica, e não tem falta de nada´, mas é dita como sendo: ´morna, pobre, cega e nua´ ! É deixado um conselho aos Crentes dos Últimos Dias: “SEJA ZELOSO E ARREPENDE-TE”.

24 de outubro de 2012

APOCALIPSE FÁCIL (C) - As 7 Bênçãos do Apocalipse aos crentes.


(1).Apoc.1:3- “Bem-aventurados (felizes) aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo”.


(2) Apoc. 14:13- “Bem-aventurados (felizes) os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.”

 
(3) Apoc. 16:15- “Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha”.


(4) Apoc. 17:9- “Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas (festa) do cordeiro. E acrescentou: são estas as verdadeiras palavras de deus’.


(5) Apoc.20:6- “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.”


(6) Apoc.22:7- “Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro”.


(7) Apoc.22:14- “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à Árvore da Vida, e entrem na cidade pelas portas”.


O número 7 possui significado ao lado dos símbolos do Apocalipse; veja o que representam nesta profecia:


As sete bênçãos são para ´os seus servos´ de todos os tempos (1:1) que nos prepararam para ´as coisas que breve devem acontecer’ ou nos prepara para a Segunda Vinda de Cristo.

JESUS NO SANTUÁRIO CELESTIAL
 
Verso 12 e 13 "E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; e, no meio dos sete castiçais, um semelhante ao Filho do Homem, vestido até aos pés de uma veste comprida e cingido pelo peito com um cinto de ouro".

A visão do Apocalipse começa com uma cena de Jesus em meio a castiçais, um mobiliário típico do Santuário (veja Exo.26:36); a roupa de Jesus também é típica dos Sacerdotes que oficiavam no Santuário.

Jesus é visto no Santuário Celestial, que serviu de modelo para o Santuário terrestre dos Israelitas (veja Exo.25:9).

"Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus" Hebreus 9:24.

 
Veja o significado dos símbolos desta primeira visão do Apocalipse:

7 Castiçais - eram as 7 igrejas (verso 20)

7 Estrelas - eram os Anjos (mensageiros) que cuidam das 7 igrejas

Jesus se apresenta ao lado de suas Igrejas, acompanhado sua história e cuidando do seu destino. O amoroso Salvador, apesar de ter-se ausentado, supre a sua Igreja lá do Santuário Celestial, de tudo o que ela necessita.

22 de outubro de 2012

CURSO FACIL DO APOCALIPSE - B


O número 7 tem especial significado no Apocalipse; é o número da perfeição; o livro apresenta vários segmentos para descrever a história da Igreja de Deus e da Humanidade, e sempre acompanhado com o número 7 indicando a perfeição dos desígnios de Deus.
Galeria do Número 7:
7 Bênçãos (1:3)
7 Cartas (Cap. 02 e 03)
7 Espíritos de Deus (5:6)
7 Olhos de Deus (5:6)
7 Castiçais (1:12)
7 Igrejas (1:20)
7 Selos (Cap. 06)
7 Trovões (10:4)
7 Trombetas (Cap.08)
7 Taças (Cap.14)
7 Pragas (Cap.15)
7 Anjos (Cap.21:9)

O número 7  tem 31 referências no Apocalipse, e lembra o Sábado (o 7o Dia da Criação) estabelecido como Memorial do Criador do Universo - um Monumento no Espaço tempo.
No Capítulo 14 (divisor de 7) no versículo 7 encontramos uma mensagem enigmática, mas reveladora:
14:7 “dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”.
É uma Mensagem que adverte sobre o Juízo, e nos chama a Adorar o Criador do céu e da Terra.
"Porque em seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra, o Mar... Abençoou O Dia De Sábado, E O Santificou." Êxo. 20:11
O número 7 é o memorial, o número especial de Deus para determinar a história da humanidade e receber a sua adoração.

20 de outubro de 2012

CURSO FACIL DO APOCALIPSE - A

“REVELAÇÃO de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos AS COISAS QUE EM BREVE DEVEM ACONTECER”. – Apocalipse 1:1
O nome do livro está no original grego, Apocalipse significa Revelação.
O Autor do Livro é Jesus Cristo, e é endereçado aos seus Servos, Cristãos de todos os Tempos.


O Apocalipse tem um Tema Central, onde a maioria das Visões terminam com esta cena, e sempre é mencionado o fato nos discursos feito pelo Profeta João, o Escrivão do Livro: (1: 7) - “Eis que vem (Jesus) com as nuvens, e todo olho o verá ...”

A MENSAGEM CENTRAL do Apocalipse:

(1:7)- Eis que VEM com as nuvens;

 (3:11)- VENHO sem demora;

 (16:15)- Eis que VENHO como VEM o ladrão; 

(22:7)- Eis que VENHO sem demora; 

(22:12)- E eis que VENHO sem demora;

(22:20)- Certamente, VENHO sem demora. Amém! VEM, SENHOR JESUS!

O Personagem Central de todas as Visões é Jesus, que se apresenta a cada capítulo como:

Cap.01 – O Alfa e Ómega;

Cap.02 e 03 – O que escreve às Igrejas;

Cap.03 – O que está diante do Trono; Cap.04 e 05 – O Cordeiro;

Cap.06 – O Vitorioso;

Cap.07 – O que recebe honra dos Mártires;

Cap.08 e 09 – O que reprime o poder do mal;

Cap.10- O que vem sem demora;

Cap.11 – O que recebe os reinos do Mundo;

Cap.12 – O Filho que rege as Nações;

Cap.13 – O que combate a besta;

Cap.14 – O Cordeiro no monte Sião;

Cap.15 e 16 – O que executa os Juízos de Deus;

Cap.17 e 18 – O que condena babilónia;

Cap.19 – O Vitorioso Rei dos reis;

Cap.20 – O que sujeita Satanás;

Cap.21 – O que enxuga nossas lágrimas;

Cap.22 – Aquele que testifica: ´Cedo venho´.

 

19 de outubro de 2012

Jesus vê os que O AMAM

Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas. Apoc. 3:4.
 
O verso de hoje traz uma palavra de ânimo às pessoas de Sardes.. Mesmo em um grupo que parece morto, Jesus pode ver pessoas que estão de pé. “Não contaminaram as suas vestiduras” foi uma maneira de dizer que elas não condescenderam nem desistiram da fé.
Jesus focalizou-Se nessas pessoas boas. E, então, prometeu grandes coisas para todos os que a Ele se juntassem. Jesus queria confessar seus nomes, dizer coisas boas sobre eles diante do Pai celestial. Este é o plano do Grande Médico. Ele promete criar uma maravilhosa comunidade com aqueles poucos que permanecerem de pé. Ele é o Deus dos novos começos.
Deus criou um novo começo em um ponto crucial da história. A igreja de Sardes também representa a igreja durante a Reforma. Passaram-se séculos após séculos e a verdade de Deus foi reprimida, homens e mulheres de Deus apresentaram-se para defender Sua causa. A verdade, havia muito perdida de vista, voltaria a brilhar outra vez. Deus ergueu-Se pelos reformadores. Os valdenses copiaram a Bíblia a mão. De seus esconderijos nas montanhas do norte da Itália e sul da França, eles enviaram rapazes e moças por toda a Europa para falarem da Palavra de Deus. Na Boémia, João Huss, junto com seu amigo Jerónimo, fez da obediência a Deus o seu lema. O reformador alemão Martinho Lutero recuperou a verdade da “salvação somente pela graça”. João e Carlos Wesley iniciaram um poderoso reavivamento na Inglaterra, enfatizando a santidade e o crescimento na graça.
O período de Sardes da reforma, nos anos 1500 e 1600, trouxe à baila muitas verdades bíblicas negligenciadas. Importantes doutrinas como o batismo por imersão, a segunda vinda de Cristo e a obediência à lei de Deus foram abraçadas por cristãos em todos os lugares.
Deus soprou nova vida sobre Sua igreja, e ela viveu. Ele pode fazer o mesmo por você. Sua vida espiritual se desvaneceu? Permita que Deus faça Sua obra maravilhosa em você ainda hoje. Ele trará uma nova vibração à sua experiência cristã. Ele assim fez para um grupo de crentes fiéis em Sardes, e o fará para você.

14 de outubro de 2012

CRISTO JUSTIÇA NOSSA


"'O tempo é chegado', dizia Ele. 'O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!'" (Marcos 1:15 NVI). O arrependimento associa-se à fé, que por sua vez é solicitada para se obter a salvação(a). O arrependimento é descrito como uma tristeza pelo pecado, que prepara o coração para aceitar a Cristo como único salvador; única esperança de perdão (II Coríntios 7:10).
"Ao levar Satanás o homem a pecar, tinha esperanças de que a repugnância de Deus ao pecado O separaria para sempre do homem e quebraria o elo de ligação entre o Céu e a Terra. O abrir dos céus(b) com a voz de Deus dirigida a Seu Filho foi como um toque mortal para Satanás. Temeu que Deus estava agora mais disposto a unir o homem a Si mesmo e conferir-lhe poder para vencer suas artimanhas. Com este propósito Cristo veio das cortes reais para a Terra."1
O primeiro passo na reconciliação com Deus é a convicção de pecado. E 'pecado é o quebrantamento da lei'. 'Pela lei vem o conhecimento do pecado' (I João 3:4; Romanos 3:20; Romanos 7:7). Unicamente o evangelho de Cristo pode livrar o homem da condenação ou contaminação do pecado. O pecador deve exercer o arrependimento em relação a Deus, cuja lei transgrediu, e fé no sacrifício expiatório de Cristo. Assim, obtém a 'remissão dos pecados passados', e se torna participante da natureza divina.2

Mas, embora Deus possa ser justo e ao mesmo tempo justificar o pecador, pelos méritos de Jesus, homem algum pode cobrir sua alma com as vestes da justiça de Cristo, enquanto comete pecados conhecidos, ou negligencia conhecidos deveres. Deus requer a completa entrega do coração, antes que possa ocorrer a justificação; e para que o homem conserve essa justificação, tem de haver obediência contínua, mediante ativa e viva fé que opera por amor. A fim de que o homem seja justificado pela fé, esta tem de chegar ao ponto em que controle(c) as afeições e impulsos do coração. (...)

A fé é a condição sob a qual Deus promete perdão aos pecadores; não que exista na fé qualquer virtude pela qual se mereça a salvação, mas porque a fé pode prevalecer-se dos méritos de Cristo. A pessoa arrependida reconhece que sua justificação vem porque Cristo morreu por ele; porque Cristo é a sua expiação e justiça.
"Jesus, nosso Substituto, consentiu em sofrer pelo homem a penalidade da lei transgredida. Ele revestiu Sua divindade com a humanidade, tornando-Se assim o Filho do homem, o Salvador e Redentor. O próprio fato da morte do amado Filho de Deus para remir o homem revela a imutabilidade da lei divina. Quão facilmente, do ponto de vista do transgressor, Deus poderia ter abolido Sua lei provendo assim um meio pelo qual o homem pudesse ser salvo e Cristo permanecesse no Céu! A doutrina que ensina a liberdade, pela graça, para transgredir a lei é uma ilusão fatal. Todo transgressor da lei de Deus é um pecador, e ninguém pode ser santificado enquanto vive em pecado conhecido."3
Justiça é obediência à lei (Romanos 2:13). A lei requer justiça, e o pecador além de ser devedor de justiça à lei, é incapaz de apresentá-la por si mesmo. A única maneira em que pode alcançar a justiça é pela fé. Pela fé pode ele apresentar a Deus os méritos de Cristo, e o Senhor lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador. A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica a pessoa arrependida, trata-a como se fosse justa, e ama-a tal qual ama Seu Filho (Tito 3:4-7). Assim é que a fé é imputada como justiça.
"Perante o [pecador] é apresentada a maravilhosa possibilidade de ser semelhante a Cristo, obediente a todos os princípios da lei. Mas por si mesmo é o homem absolutamente incapaz de alcançar esta condição. A santidade que a Palavra de Deus declara que ele deve possuir antes que possa ser salvo, é o resultado da operação da divina graça, ao submeter-se à disciplina e restritoras influências do Espírito de verdade (Romanos 8:5-10). A obediência do homem só pode ser aperfeiçoada pelo incenso da justiça de Cristo, o qual enche com a divina fragrância cada ato de obediência. A parte do cristão é perseverar em vencer cada falta. Constantemente deve orar para que o Salvador sare os distúrbios de sua alma enferma do pecado. Ele não tem sabedoria ou a força para vencer; isso pertence ao Senhor, e Ele os outorga a todos os que em humildade e contrição dEle buscam auxílio."4
Muitos estão a perder o caminho certo, por pensarem que podem alcançar o Céu ao fazer algo para merecer o favor de Deus. Procuram tornar-se melhores por seus próprios esforços. Isso jamais conseguirão realizar. Cristo abriu caminho morrendo como nosso sacrifício, vivendo como nosso exemplo, tornando-Se nosso grande sumo sacerdote. Diz Ele: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida." (João 14:6). Se por qualquer esforço próprio pudéssemos subir um único degrau na escada, as palavras de Cristo não seriam verdadeiras.

Quando o pecador penitente, contrito diante de Deus, discerne a expiação de Cristo em seu favor e aceita essa expiação como sua única esperança nesta vida e na vida futura, seus pecados são perdoados. Isso é justificação pela fé. Toda pessoa deve submeter sua vontade inteiramente à vontade de Deus e manter-se num estado de arrependimento e contrição, exercendo fé nos méritos expiadores do Redentor e avançando de força em força, e de glória em glória.

Perdão e justificação são uma só e a mesma coisa. Pela fé, o pecador passa da posição de rebelde, de filho do pecado e de Satanás, para a posição de súdito leal de Cristo Jesus, não por causa de alguma bondade inerente, mas porque Cristo o recebe como Seu filho, por adoção (Romanos 8:15). (...) O pecador pode errar, mas ele não é rejeitado sem misericórdia(d). Sua única esperança, porém, é arrependimento para com Deus e fé no Senhor Jesus Cristo. A prerrogativa do Pai é perdoar nossas transgressões e pecados, porque Cristo tomou sobre Si a nossa culpa e nos absolveu, imputando-nos Sua própria justiça (cf. Apocalipse 22:14). Seu sacrifício satisfaz plenamente as reivindicações da justiça (cf. Isaías capítulo 53).

Justificação é o contrário de condenação. A infinita misericórdia de Deus é manifestada para os que são completamente indignos. Ele perdoa as transgressões, os pecados por amor de Jesus, o qual Se tornou a propiciação pelos nossos pecados. Pela fé em Cristo, o transgressor culpado é conduzido ao favor de Deus e à forte esperança da vida eterna.


Texto extraído de: WHITE, E. G. Fé e Obras, São Paulo: CPB, cap. 14-15, p. 99-104.
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b. Referência a Mateus 3:17.
c. Esse controle não provém da natureza pecaminosa do homem, ele origina-se graça de Cristo. Trata-se de uma ajuda sobrenatural que direciona a mente humana nos ensinos e nas qualidades de Deus e, por consequência, elimina o antigo caráter pecaminoso. É através da graça que o pecador consegue discernir o pecado e, pela fé, luta diariamente para bani-lo de sua vida. A fé é aperfeiçoada sob essas circunstâncias (cf. Tiago capitulo 2).
1. WHITE, E. G. No Deserto da Tentação, São Paulo: CPB, cap. 8, p. 36.
2. WHITE, E. G. Grande Conflito, O; São Paulo: CPB, sec. III, cap. 27, p. 467-468.
3. WHITE, E. G. Fé e Obras, São Paulo: CPB, cap. II, p. 30.
4. WHITE, E. G. Atos dos Apóstolos, São Paulo: CPB, sec. V, cap. 52, p. 532.