8 de janeiro de 2013

UM GRANDE PERÍODO PROFÉTICO

1.         Imediatamente após a visão de Daniel 8, que aprendeu Daniel do seu estudo da profecia de Jeremias?

Rª: “NO ano primeiro de Dario … eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos.” Dan. 9:1-2.

Nota: "Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei de Babilónia, e esta nação, diz o SENHOR, castigando a sua iniquidade, e a da terra dos caldeus; farei deles ruínas perpétuas.” (Jeremias 25 : 12)

"Porque assim diz o SENHOR: Certamente que passados setenta anos em Babilónia, vos visitarei, e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar.” (Jeremias 29: 10).

A primeira deportação para Babilónia, quando Daniel e os seus companheiros foram levados cativos, ocorreu no ano 606, e os setenta anos da profecia de Jeremias expirariam, portanto, em 536 A.C. o primeiro ano primeiro ano do reinado de Dario foi em 538 A. C., e o período de restauração estava, pois, apenas dois anos distante daquele tempo.

2.         Ao aproximar-se o tempo de libertação do cativeiro, que fez Daniel?

Rª: “E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza.” Dan. 9:3.

3.         Em que estava o profeta especialmente interessado

Rª: “Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor.” Dan. 9:17.

4.         Ao terminar Daniel a sua oração, que certeza lhe deu Gabriel?

Rª: “Ele me instruiu, e falou comigo, dizendo: Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido. Dan. 9:22.

5.         Que instrução anterior, relacionada com a visão de Daniel 8, estava a ser assim mais amplamente executada?

Rª: “E ouvi uma voz de homem entre as margens do Ulai, a qual gritou, e disse: Gabriel, dá a entender a este a visão.” Dan. 8:16.

6.         Porque eram necessárias instruções adicionais quanto a esta visão?

Rª: “E eu, Daniel, enfraqueci, e estive enfermo alguns dias; então levantei-me e tratei do negócio do rei. E espantei-me acerca da visão, e não havia quem a entendesse.” Dan. 8:27.

7.         Para que dirigiu Gabriel a atenção de Daniel?

Rª: “No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a palavra, e entende a visão.”Dan. 9:23.

Nota: há prova abundante de que as instruções contidas no nono capítulo de Daniel suplementam e interpretam a visão do capítulo oitavo. Notem-se os seguintes factos:

1)      Daniel não entendeu a visão acerca do seu povo e do santuário serem pisados a pés, pelos que investigou novamente as profecias quanto ao período do cativeiro.

2)      Ele certamente estabeleceu relação entre o período dos setenta anos mencionados por Jeremias, e os dois mil e trezentos dias da visão, e pôs-se imediatamente a orar com todo o fervor pela restauração da cidade e do santuário.

3)      O anjo Gabriel, que lhe apareceu ao princípio e interpretou toda a visão menos os dois mil e trezentos dias, apresenta-se-lhe agora e dirige-lhe a atenção para a visão.

4)      Os acontecimentos da visão começam com o reino dos medos e persas, a época da restauração dos judeus em sua própria terra. Na ausência de qualquer instrução em contrário, seria este o tempo natural em que se deve localizar o começo do período dos dois mil e trezentos dias; e esse é precisamente o tempo apresentado para o início das setenta semanas, que são, claramente, uma parte dos 2300 dias, e determinam, assim o tempo do seu começo.

5)      As setenta semanas, ou quatrocentos e noventa dias, estendem-se desde a restauração de Jerusalém e do templo literal, até à pregação do evangelho a todo o mundo.

8. Que porção dos 2.300 dias (anos), mencionada na visão, foi determinada aos judeus?
Rª: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade.” Dan. 9:24, primeira parte.

Nota: “Visto como tanto os 2300 anos do capítulo 8, como as ´setenta semanas´ do capítulo 9 começam do período persa da história judaica ou, noutras palavras, como ambos datam da época da restauração, em seguida ao cativeiro babilónico, os seus pontos de partida devem ser idênticos ou estar intimamente relacionados cronologicamente.” Lihgt for the Last Days, por H. Grattan Guiness, Londres, Hodder and Stoughton, 1893, p. 183.
Os 2300 Dias
A LINHA principal representa o período completo dos 2300 dias-anos, o maior período profético mencionado na Bíblia. Começando em 457, antes de Cristo, quando foi emitido o decreto para se restaurar e construir Jerusalém (Esdras 7:11-26; Daniel 9:25) contam-se sete semanas (49 anos) para indicar-se o tempo empregado na obra da restauração. Estas sete semanas são, contudo, parte das sessenta e nove (483 anos) que deviam estender-se até ao Messias, o Ungido. Cristo foi ungido no ano 27 da nossa era, por ocasião do Seu baptismo Mateus 3:13-17; Atos 10:38. No meio da septuagésima semana (ano 31), Cristo foi crucificado, ou “desarraigado.” o que  determinou o tempo em que os sacrifícios e oblações do santuário terrestre deveriam cessar. Daniel 9:26,27. Os três e meio anos restantes desta semana chegam ao ano 34, ou ao apedrejamento de Estevão, e à grande perseguição da igreja de Jerusalém que se seguiu, Atos 7:59; 8:1. Isto assinala o final das setenta semanas, ou 490 anos, concedidos ao povo judeu.

Ora, as setenta semanas fazem parte dos 2300 dias: e como elas chegam até ao ano 34, os restantes 1810 anos do período de 2300 dias-anos devem atingir o ano 1844, em que a obra do juízo, ou purificado do santuário celestial, devia começar, Apoc. 14:6,7. Por este tempo começara os pesquisadores da Palavra de Deus a ter compreendendo especial de todo o assunto do santuário e da obra sacerdotal ou mediadora que Cristo nele executa.

Quatro grandes eventos se acham, portanto, localizados por este grande período profético: - o primeiro advento de Cristo, a Sua crucifixão, rejeição do povo judeu como nação e o início da obra do juízo final.
continua ver:
José Carlos Costa, pastor

6 de janeiro de 2013

Um Grande Período Profético -2


- Os 2.300 Dias de Daniel 8 –
“Existe clara e íntima correlação entre as duas visões (de Daniel 8 e 9). Diz-se das setenta semanas haverem elas sido separadas para certos fins especiais; e isso implica um período mais longo do qual elas são separadas, seja do tempo comum geral, ou de algum período claramente revelado. Ora, o prévio período (2300 dias) inclui dois acontecimentos – a restauração do sacrifício, e a desolação. O primeiro deles é de carácter idêntico às setenta semanas, que são um período da restaurada soberania política de Jerusalém; do que se deduz que o mais lógico é referir-se a separação ao período integral da primeira visão.” – First Elements of Prophecy, por T.R.Birks, ps. 359 e 360.
1.      Que deveria acontecer no fim das setenta semanas?
Rª: “Para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo.” Dan. 9:24, última parte do versículo.
Comentários: “Para extinguir a transgressão.” – Ou, como diz a trad., de Figueiredo, “a prevaricação se consuma.” Os judeus deviam encher a medida da sua iniquidade, rejeitando e crucificando o Messias; não seriam então por mais tempo o Seu povo particular, escolhido. Ler S. Mateus 21:38-43; 23:32-38; 27:25.
“Dar fim aos pescados.” – A melhor explicação desta cláusula é dada em Heb. 9:26: “Agora na consumação dos séculos uma vez Se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de Si mesmo.” Ver também Romanos 8:3.
“Trazer a justiça eterna.” – Isto deve referir-se à justiça de Cristo – aquela justiça pela qual Ele pôde fazer expiação pelo pecado e que, pela fé pode ser imputada ao crente penitente.
“Ungir o Santo dos santos – Deve referir-se à unção do santuário celestial, quando Cristo Se tornou “Mistro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.” Hebreus 8:2
2.      Que parte desse período deveria ir até Cristo, o Messias, ou Ungido?
Rª: “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, …” Dan. 9:25, primeira parte.
Nota: O termo Messias significada ungido, e Jesus foi ungido com o Espírito Santo (Atos 10:38) no Seu baptismo, o ano 27 de nossa era. S. Mat. 3:16.
3.      Quando, disse o anjo, deviam começar as setenta semanas (490 anos)?
Rª: “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.” Daniel 9:25.
Comentário: Setenta semanas são 490 dias proféticos, e contando um dia profético como um ano (Núm. 14:34; Ezeq. 4:6), a contagem perfaz um período de 490 anos literais.
Sessenta e nove (7 semanas e 62 semanas) das setenta semanas deviam chegar até ao “Messias, o Príncipe.” Messias é Cristo, “o Ungido.” Messias é a palavra hebraica, e Cristo a palavra grega significando ungido. (ver João 1:41).
4.      Como foi Jesus ungido?
Rª: “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude.” Atos 10:38.
5.      Em que ocasião recebeu Jesus a especial unção do Espirito Santo?
Rª: “E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu; e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.” Luc. 3:21, 22.
6.      Que profecia citou Jesus logo após, como se aplicando a Ele?
Rª: “O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração.” Luc. 4:18. (ver Mar. 1:15).
Nota: É evidente que as sessenta e nove semanas (483 anos) deviam chegar até ao baptismo de Cristo, visto ser esse o tempo da Sua unção pelo Espírito Santo. João Batista começo a sua obra no décimo quinto ano do reinado de Tibério (Lucas 3:1-3), e isto coloca a unção de Jesus no ano 27 A. D., por ocasião do Seu baptismo.
7.      Quando foi expedido um decreto para restaurar e edificar Jerusalém?
Rª: “Este Esdras subiu de Babilónia; e era escriba hábil na lei de Moisés, que o SENHOR Deus de Israel tinha dado; e, segundo a mão do SENHOR seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira.
Também subiram a Jerusalém alguns dos filhos de Israel, dos sacerdotes, dos levitas, dos cantores, dos porteiros e dos servidores do templo, no sétimo ano do rei Artaxerxes.
E no quinto mês chegou a Jerusalém, no sétimo ano deste rei.” Esdras 7:6-8.
Nota: Três decretos publicaram os monarcas persas para a restauração da pátria dos judeus. São mencionados no livro de Esdras: “Porquanto és enviado da parte do rei e dos seus sete conselheiros para fazeres inquirição a respeito de Judá e de Jerusalém, conforme à lei do teu Deus, que está na tua mão.” Esdras 6:14.
O decreto de Ciro dizia respeito  ao templo tão-somente, o decreto de Dario Histaspas  providenciou a continuação dessa obra, estorvada por Esmerdis; mas o decreto de Artaxerxes restaurou por completo o governo judaico, providenciando a vigência das suas leis. Este último decreto, portanto, é aquele que serve de ponto de partida para o cálculo das setenta semanas, assim como, é claro, dos 2300 dias.
O decreto de Artaxerxes foi espedido no sétimo ano do seu reinado, e de acordo com os métodos antigos de cronologia, entrou em vigor em Jerusalém nos fins de 457 antes de Cristo. Contando 483 completos desde o primeiro dia de 457, isto nos leva ao último dia de 26 A.D. isto se demonstra pelo fato de que são precisos todos os 26 anos A. D., e todos os 457 anos antes de Cristo, para perfazer 483 anos.
Se o decreto para a restauração completa de Jerusalém não entrou em efeito senão passada a metade do ano 457 antes de Cristo (Esdras 7:8), então todo o tempo da primeira parte daquele ano não se acha incluído no período, e deve ser acrescentado ao último dia de 26 A.D., o que nos leva até à última parte de 27 A.D., isto é, a ocasião do baptismo de Cristo. Isto “sela” (Dan. 9:24), ou seja, confirma a profecia.
8.      No final dos 483 anos, em 27 A.D., uma semana, ou sete anos dos 490, restavam ainda. Que devia acontecer ao meio da semana?
Rª: “E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação.” Dan. 9:27.
Nota: Como as sessenta e nove semanas terminaram nos fins de 27 A.D., a metade da septuagésima semana ou os três anos e meio, terminaram perto do meado de 31 A.D., quando Cristo foi crucificado, e por Sua morte fez cessar, ou pôs fim aos sacrifícios e oblações do santuário terrestre. Mais três anos e meio (a última parte da septuagésima semana) terminariam perto do fim de 34 A.D. Isto nos leva ao final dos 490 anos que foram determinados ao povo de Israel. Restam ainda 1810 anos, que, somados a 34 A.D., nos levam a 1944 A.D.
9.      Que, disse o anjo, teria lugar então?
Rª: “E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” Daniel 8:14.
Nota: Por outras palavras, começaria nesse tempo a grande obra finalizadora de Cristo para o mundo, a expiação, ou o juízo investigativo. O típico Dia da Expiação para Israel ocupava só um dia no ano. O juízo investigativo poderá ocupar um tempo relativamente breve. Já há mais de século e meio que essa obra está em prosseguimento, e logo deverá concluir-se. Quem tem o temor do Senhor logo deve preparar-se.
10.  Sob que símbolo é acentuada a importância da mensagem da hora do juízo?
Rª: “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Apoc. 14:6,7.
Nota: Emprega-se aqui o símbolo de um anjo para representar a mensagem do juízo, que deve ser pregada a todo o mundo. Visto como os anjos pregam as suas mensagens aos homens por intermédio de instrumentos humanos, compreende-se que este símbolo de um anjo voando no meio do céu representa um grande movimento religioso, proclamando aos homens a mensagem da hora do juízo.
11.  Em face do juízo investigativo, que somos admoestados a fazer?
Rª: “Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.”
12.  Que séria advertência é feita pelo apóstolo Paulo?
Rª: 30 Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam;
31 Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há-de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos. Atos 17:30,31.

José Carlos Costa, pastor.

4 de janeiro de 2013

A GRANDE PROFECIA DE JESUS CRISTO


1.      Como Se sentiu Cristo para com Jerusalém quando SE dirigia para a última visita à cidade, antes da Sua crucifixão?
Rª: “E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! Se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos.” Lucas 19:41,42.
2.      Em que palavras predisse Ele a sua destruição?
Rª: “Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados. E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação.” Lucas 19:43,44.
3.      Que comovedor apelo dirigiu Ele à cidade impenitente?
Rª: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.” Mateus 23:37.
4.      Ao deixar o templo, que disse Jesus?
Rª: “Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta.” Mateus 23:38.
Nota: O que deveria encher a sua taça de iniquidade era a refeição final, crucifixão de Cristo, a condenação, perseguição dos Seus apóstolos e povo após a Sua ressurreição. Ver Mateus 23:29-35; João 19:15; Atos 4-8.
5.      Ao ouvirem estas palavras, que perguntas fizeram os discípulos?
Rª: “Dize-nos Quando serão essas coisas e que sinal haverá da Tua vinda e do fim do mundo?” Mateus 24:3.
Nota: As respostas de Cristo a estas perguntas são merecedoras do mais acurado estudo. A destruição de Jerusalém e a consequente subversão da nação judaica são um símbolo da final destruição de todas as cidades do mundo e da derrocada de todas as nações. Até certo ponto, portanto, as descrições dos dois grandes eventos parecem entremeadas. Quando Cristo Se referiu a destruição de Jerusalém, as Suas palavras proféticas foram além daqueles evento até à final configuração, quando o Senhor sairá do Seu lugar “para castigar os moradores da Terra, por causa da sua iniquidade,” e quando a Terra “descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais aqueles que foram mortos.” Isaías 26:21. Assim todo o discurso não foi dirigido aos primeiros discípulos somente, mas àqueles que viveriam durante as cenas finais da história do mundo. No discurso, Cristo deu, contudo, sinais definidos, tanto de destruição de Jerusalém como da Sua Segunda Vinda.
6.      Qual foi a proposta de Cristo de que nem o fim do mundo nem o da nação judaica se deveria seguir imediatamente?
Rª: “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane.
Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.” Mateus 24:4-6.
7.      Que disse Cristo das guerras, fomes, pestilências e terramotos que deveriam preceder estes eventos?
Rª: “Mas todas estas coisas são princípio das dores.” Mateus 24:8.
Nota: Estas deveriam preceder e culminar na grande calamidade e derrocada, primeiro de Jerusalém, e depois de todo o mundo; pois como já se observou, a profecia tem dupla aplicação, primeiro a destruição de Jerusalém e da nação judaica, e segundo, a todo o mundo; a destruição de Jerusalém por rejeitar a Cristo pela rejeição do primeiro advento é um tipo da destruição do mundo no final, por ter rejeitado a Cristo, recusando ouvir a última menagem de advertência enviada por Deus para preparar o mundo para o segundo advento de Cristo.
8.      Em que linguagem descreveu Cristo resumidamente as experiências do Seu povo antes destas calamidades?
Rª: “Então vos hão-de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” Mateus 24:9-12.
9.      Quem será salvo?
Rª: “Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.” Mateus 24:13.
10.  Quando, disse Cristo, viria o fim?
Rª: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” Mateus 24:14.
Nota: No ano 60 A.D. Paulo levou o evangelho a Roma, então a capital do mundo. Em 64 A.D., escreveu ele aos santos da “casa de César” (Filip. 4:22); e no mesmo ano diz ele que o evangelho fora “pregado a toda a criatura que há debaixo do céu.” Col. 1:23.
Pouco tempo depois (outubro de 66 A.D.,) os romanos começaram os seus ataques contra Jerusalém; e três e meio anos mais tarde ocorreu a destruição da cidade e da nação judaica no notável cerco de cinco meses sob a chefia de Tito, na primavera e no verão de 70 A.D.
Assim foi quanto ao fim da nação judaica; e assim será no fim do mundo como um todo. Quando o evangelho, ou as boas-novas, da segunda vinda de Cristo forem pregadas em todo o mundo em testemunho a todas as nações, o fim do mundo – de todas as nações – virá. Como o fim da nação judaica veio com opressiva destruição, assim será no fim do mundo.
11.  Que sinal mencionou Cristo por que os discípulos poderiam saber quando estivesse próximo a destruição de Jerusalém?
Rª: “Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação.” Lucas 21:20.
12.  Quando vissem esses sinais, que deveriam fazer os discípulos?
Rª: “Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda; então, os que estiverem na Judeia, fujam para os montes.” Mat. 24:15,16.
Nota: Em outubro de 66 da era cristã, quando Céstio atacou a cidade, mas por motivo ignorado retirou rapidamente o seu exército, os cristãos viram nisso o sinal predito por Cristo, e fugiram. Após o recuo de Céstio, diz Josefo na sua obra “Guerras Judaicas” capítulo 20, que “muitos dos mais eminentes dos hebreus fugiram da cidade como se saíssem de um navio prestes a submergir.” É fato notável que no terrível cerco ocorrido três e meio anos mais tarde sob o comando terrível cerco ocorrido três e meio antes mais tarde sob o comando de Tito, nem um cristão sequer, quanto se saiba, perdeu a vida, enquanto 1.100.000 judeus se afirma terem perecido. Temos aqui uma liçã muito incisiva do valor e importância de estudar as profecias e crer nelas, e dar ouvidos aos sinais dos tempos. Os que creram no que Cristo disse, e observaram o sinal que Ele havia predito, foram salvos, enquanto os incrédulos perecerem. Assim será no fim do mundo. Os vigilantes e crentes serão libertos, enquanto os descuidosos e incrédulos serão apanhados de surpresa. Ver Mat. 24:36-44; Luc. 21:34-36; 1 Tes. 5:1-6.
13.  Quando o sinal aparecesse, quão presto deveriam fugir?
Rª: “E quem estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa de sua casa. E quem estiver no campo não volte atrás a buscar as suas vestes.” Mat. 24:17,18.
14.  Além de dizer aos discípulos quando deveriam fugir, como manifestou Cristo ainda a Sua solicitude e terno cuidado por eles?
Rª: “E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverso nem no sábado.” Mat. 24:20.
Comentários: O inverno seria um tempo penso para a fuga, cheio de desconforto e durezas; e uma tentativa para fugir no sábado seria por certo bem difícil, tão erróneos e farisaicas eram as noções dos judeus com respeito ao verdadeiro carácter e ojetivo do sábado. Ver Mat. 12:1-14; Luc. 13:14:17; Mar. 1:32; 2:23-28; João 5:10-18.
As orações dos seguidores de Cristo foram ouvidas. Os acontecimentos foram tão bem dirigidos que nem os judeus nem os romanos embaraçaram a fuga dos cristãos. Ao retirar-se Céstio, os judeus saíram em perseguição do seu exército, e os cristãos tiveram assim oportunidade de abandonar a cidade. O campo também estava livre de inimigos que os pudesse impedir. Por ocasião daquele cerco, os judeus estavam reunidos em Jerusalém para celebrar a Festa dos Tabernáculos, e assim os cristãos da Judeia puderam fugir sem serem molestados, e no outono, o tempo mais agradável para a fuga.

3 de janeiro de 2013

A Grande Profecia de Nosso Senhor – 2

Continuamos o estudo sobres “A Grande Profecia de Nossa Senhor”, este trata fundamentalmente sobre as profecias do Senhor Jesus Cristo

1. Que probante experiência predisse Cristo então?
Rª: “Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver.” Mat. 24:21.
Nota: No parágrafo 4 no livro as “Guerras Judaicas”, Josefo, referindo-se à destruição de Jerusalém, diz: “As desgraças de todos os homens, desde o princípio do mundo, se comparadas às dos judeus, não são tão terríveis.” Nesta tremenda calamidade, a profecia de Moisés relatada em Deut. 28:47-53, cumpriu-se literalmente. Disse ele: “E comerás o fruto do teu ventre, a carne de teus filhos e de tuas filhas, … no cerco e no aperto com que os teus inimigos te apertarão.” Para se ter um relatório do cumprimento destas palavras, ver “Guerras Judaicas.” livro 6, cap. 3, par.4.
À destruição de Jerusalém se seguiu a perseguição dos primeiros cristãos sob os imperadores pagãos durante os primeiros três séculos da era cristã, com Diocleciano em 303 A. D., e continuado por dez anos (Apoc. 2:10), sendo esta a mais tenaz e intensa perseguição do povo de Deus que o mundo até então testemunhara. Segue a esta a perseguição ainda maior e mais terrível dos santos durante os longos anos da supremacia papal, predita em Daniel 7:25 e Apoc. 12:6. Todas estas tribulações ocorreram sob Roma pagã ou papal.
2. Por amor de quem disse Cristo, deveria o período de perseguição ser abreviado?
Rª: “E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.” Mat. 24:22.
Nota: Por influência da Reforma do décimo sexto século, e os movimentos que dela surgiram, o poder do papado para dar força aos seus decretos contra os que pronunciava hereges foi gradualmente diminuindo, até que a perseguição cessou quase completamente pela segunda metade do século décimo oitavo antes de terminaram os 1260 anos.
3. Contra que enganos nos admoesta Cristo?
Rª: “Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito. Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” Mat. 24:23,24.
4. Respondendo à pergunta de qual seria o sinal da Sua vinda e do fim do mundo, que disse Cristo?
Rª: “E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas.” Lucas 21:25,26.
5. Quando deveriam aparecer os primeiros desses sinais, e quais seriam eles?
Rª: “E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.” Mateus 24:29.
6. Como é isto expresso por S. Marcos?
Rª: “Ora, naqueles dias, depois daquela aflição, o sol se escurecerá, e a lua não dará a sua luz. E as estrelas cairão do céu, e as forças que estão nos céus serão abaladas.” Marcos 13:24-25.
Nota: A perseguição papal cessou quase completamente no terceiro quartel do décimo oitavo século.
7. Quando ocorreu um fenomenal escurecimento do Sol?
Rª: Em 19 de maio de 1780
Nota: O dia 19 de maio de 1780 é conhecido na História como “o dia escuro.” Nesse dia, em larga extensão do Novo Mundo, para a qual todos os olhos então se voltavam, ocorreu, ao meio-dia, uma fenomenal escuridão. “Acenderam-se luzes em muitas casas. Os pássaros silenciosamente desapareceram. As galinhas se retiraram para os poleiros.” Em harmonia com a impressão que Deus claramente predissera seria produzida pelo sinal, muitos pensaram houvesse chegado o dia do juízo.”
8. Quando recusou a Lua dar a sua luz?
Rª: Na noite seguinte ao escurecimento do Sol, 19 de maio de 1780. (Sinais dos Tempos, p.9)
Nota: Embora a Lua fosse cheia na noite anterior, a escuridão dessa noite foi tão intensa que por algum tempo nenhum corpo luminoso apareceu no céu, e uma folha de papel branco segurado a poucos centímetros de distância dos olhos não poderia ser vista.
9. Que sinal deveria seguir ao escurecimento do Sol e da Lua?
Rª: “E as estrelas cairão do céu.” Mat. 24:29.
10. Quando caíram as estrelas, conforme é aqui predito?
Nota: Na manhã seguinte de 13 de Novembro de 1833, deu-se a mais admirável exibição de estrelas cadentes que o mundo viu. O célebre astrónomo e meteorologista, Professor Olmsted, da universidade de Yale, diz: “Os que tiveram a sorte de presenciar a queda de estrelas ocorrida na manhã de 13 de Novembro de 1883, viram provavelmente a maior manifestação de ´fogo de artifício ´celeste que haja sido presenciada desde a criação do mundo, ou pelo menos, que se encontre nos anais da História. … A extensão da chuva foi tal que cobriu uma parte considerável da superfície terrestre.” E, como o escurecimento do Sol e da Lua, foi considerado por muitos que o presenciaram “como prenúncio da vinda do Filho do homem.”
11. Quais seriam na Terra os sinais da vinda de Cristo?
Rª: “E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas.” Lucas 21:25,26.
Nota: Este é um quadro exato do estado de coisas no mundo actual. Em face da avidez de ganho, ilegalidade, licenciosidade, violência crescente, luta entre o capital e o trabalho, complicações internacionais e preparativos bélicos, as nações estão perplexas, e o coração dos homens treme de temor ao enfrentarem o futuro. Os elementos também estão revoltados, vendo-se isso nos grandes terramotos, Tsunamis e tempestades em terra e mar.
12. Qual disse Cristo, seria o grande evento seguinte?
Rª: “E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória.” Lucas 21:27.
13. Que disse Cristo deveria o Seu povo fazer quando estas coisas começassem a acontecer?
Rª: “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima.” Lucas 21:28.
14. Ver Mat. 24:32 – a parábola da figueira.
Mat.24:33 – a redenção está próxima.
Lucas 21:31 – o reino de Deus está perto.
15. Que disse Cristo da certeza da profecia?
Rª: “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão-de passar.” Mat. 24:34-35.
Conclusão: Todo que conhece a História sabe que o que Cristo predisse concernente à destruição de Jerusalém se cumpriu ao pé da letra. Igualmente podemos assegurar que as predições de Cristo referentes ao fim do mundo se cumprirão certa e literalmente.
José Carlos Costa, pastor

17 de dezembro de 2012

Os Estados Unidos Na Profecia


Os Estados Unidos da América, terra da oportunidade, da beleza, da fartura, da liberdade! Nestes tempos estranhos em que alguns americanos queimam a bandeira, outros têm orgulho em ser americanos, lutariam e morreriam para defender esta mesma bandeira.

Menos de dez anos depois do fim da II Guerra Mundial, Winston Churchill disse:

“Os limites do mundo têm se tornado assustadoramente menores: e ao seu redor permanece o colosso americano, cuja força e tamanho ninguém pode igualar, mas cujas vestes todos queremos usar.”
 
Malachi Martin, professor no Pontifical Bible Institute do Vaticano, diz que o estilo americano tornou-se quase universal.
 
“Na Arábia Saudita o automóvel substituiu o camelo. O mercador de chá junto às portas de Beit-El-Ajaib na cidade de Pedra de Zanzibar oferecia a seus compradores uma caixa de Kleenex (lenço de papel) junto com cada embalagem plástica de chá de limão. As fofocas da cidadezinha de Tralee, Irlanda, se perderam graças aos atrativos “Freud Family” e “Roda da Fortuna” transmitidos via satélite. O ladrar dos ‘huskies’ no Alaska foi suplantado pelo ronco dos motores dos snowmobiles em Prudhoe Bay. Os ‘mukluks’ (barcos feitos de pele de foca) foram substituídos por Mars Bars; e o sistema de plantio em Barrow, Alaska (pop. 3 000), foi elevado a um custo anual de 239 milhões de dólares.

Nas Filipinas, em Calcutá, em Glasgow, donas de casa planejavam acarpetar a casa em Manhattan Blue. No Kwait, os refrigeradores eram vendidos em Lagoon Blue. Os automóveis cor Tropical Avocado roncavam pela cidade do Panamá. Os mercados de pulga da Europa ofereciam faixas Navajo para usar na cabeça, ornamentos em turquesa e prata feitos pelos índios americanos, e calças jeans da Levi’s. O chefe de um restaurante calculava, em seu laptop, os orçamentos anuais do Cairo e da Malásia.”

 
A América é uma terra de liberdade religiosa sem precedentes, mas cuidado! Um boicote está logo à frente! Por anos, com base na profecia bíblica, temos proclamado que a maior ameaça à liberdade americana não é o comunismo. O grande perigo é inerente! A legislação opressiva restringirá a liberdade que temos como garantida.

Em nosso estudo de Apocalipse 12 e a primeira parte de Apocalipse 13 identificamos os dois primeiros grandes símbolos que dominam a cena profética do Apocalipse. A profecia do grande dragão vermelho prevê a obra e perseguição da Roma pagã.

A Reforma Protestante foi baseada no princípio de que o Anticristo não é um ser humano que se destacará no futuro, mas um grande poder eclesiástico. Os reformistas acreditavam  que o chifre pequeno em Daniel 7, o homem da iniqüidade descrito por Paulo em II Tessalonicenses 2, o Anticristo a quem se refere João em sua epístola e o leopardo do Apocalipse 13, todos apontam para o surgimento, desenvolvimento e fim do papado.

“Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta.”    (Apocalipse 13:3)
Esta profecia foi cumprida no ano exato em que o profeta disse que ocorreria. A cabeça que foi golpeada de morte era a cabeça papal. Em 1798, 1260 anos depois que a igreja recebeu sua autoridade absoluta, ela recebeu um golpe mortal, exatamente como o livro do Apocalipse preverá. Durante a Revolução Francesa, sob ordens de Napoleão, o General Alexander Berthier fez uma proclamação em Roma, em 15 de fevereiro de 1798, informando o Papa Pio VI e o povo de Roma que o papa não exerceria mais nenhuma função. O papa foi levado por soldados franceses para uma série de lugares diferentes na Itália e no sul da França. Ele morreu na prisão na cidade-fortaleza de Valença, em 29 de agosto de 1799. Seu corpo levou algum tempo para ser enterrado. A Cidade Eternal não tinha mais um pontífice, e foi decretado que nenhum sucessor ocuparia seu lugar.

“Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão.” (Apocalipse 13:11)

Agora vemos o terceiro grande símbolo. Os dois primeiros símbolos foram logo compreendidos por estudiosos. A Reforma Protestante foi baseada num entendimento correto dessas profecias, embora muitas religiões protestantes modernas tenham abandonado a fé de seus pais e tomado parte num novo sistema de interpretação, que encobre a verdade a respeito do Anticristo.

As tentativas para entender a besta em forma de cordeiro na Idade Média falharam. As pessoas não puderam entender esta profecia antes que se cumprisse. A profecia é melhor entendida após seu cumprimento. Por isso Jesus disse:
“Disse-vos agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós creiais.” (João 14:29)

Revisemos os dois primeiros símbolos:

O Grande Dragão Vermelho = Roma Pagã

           O Leopardo                           = Roma Eclesiástica
 
Ambos representam um grande poder religioso. O terceiro poder também representa uma nação que apóia um grande sistema religioso. O paganismo cerca todas as terras pagãs, contendo mais da metade das população do globo terrestre. O catolicismo pertence às nações que compõem grande parte da cristandade. O outro grande poder religioso é o protestantismo.

Este animal surge da terra. A profecia fala de uma nação que representa um forte poder religioso diferente do paganismo e do catolicismo, representando uma besta de duas cabeças que surgiria. Quando surgiria esta nação? Na época em que o papado, sendo cativo, foi destronado pela França, em 1798. A chave se encaixa perfeitamente na fechadura!

As quatro bestas em Daniel 7 e o leopardo no Apocalipse surgem do mar.

“Falou-me ainda: As águas que viste, onde a meretriz está assentada, são povos, multidões, nações e línguas.”  (Apocalipse 17:15)

Águas na simbologia do Apocalipse representam povos, multidões, vasta população. Se as águas representam populações densas, a terra representa o oposto, populações esparsas. Novas nações geralmente surgem quando outras nações são derrotadas e seus lugares ocupados. O profeta viu esta nação “surgir” usando o termo grego anabainon, que significa crescer como uma planta.

Ela tinha chifres como um cordeiro. Vinte e nove vezes, a palavra cordeiro refere-se a Jesus no Apocalipse. Os chifres em Daniel e no Apocalipse são símbolos de poder governamental. Esta besta de dois chifres usa seu poder governamental de forma gentil, quase como Cristo.

Os chifres têm coroas, como tinham o grande dragão vermelho e a besta semelhante ao leopardo. Isso indica que não haverá rei, mas que será uma república, ou poder democrático. Os dois chifres poderiam ter ligação com sua liberdade civil e religiosa.

Este animal primeiro foi visto como um cordeiro, mas ocorre uma transformação, e ele fala como um dragão. As qualidades mansas do cordeiro tomam formas das de um dragão. Como fala uma nação? O governo fala através de suas leis. De acordo com esta profecia podemos esperar perseguição mesmo nesta república livre, que por muitos anos tem sido refúgio para os que são perseguidos.

O dragão foi um perseguidor implacável da igreja. A besta em forma de leopardo que o seguiu também foi um poder perseguidor, destruindo as vidas de milhões de cristãos durante os 1260 anos. Quando esta besta fala como um dragão, significa que sua natureza muda de cordeiro para dragão, tomando o mesmo tipo de ação que o dragão antes dele.
  
“Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada.” (Apocalipse 13:12)

Os primeiros colonos da América vieram em busca de um país sem um rei e uma igreja sem um papa. A liberdade civil e a religiosa eram os dois pilares sobre os quais o novo governo foi fundado. A igreja e o estado deveriam permanecer separados para sempre. A Primeira Emenda da Constituição, nas palavras de Thomas Jefferson, foi erguida como um muro de separação, que nunca deveria ser quebrado, entre a igreja e o estado.
   
A partir do momento em que cada pessoa tem o direito de escolher sua própria religião sem o preço da discriminação, nenhuma prova religiosa deve ser pedida como qualificação para qualquer escritório ou cargo público nos Estados Unidos.

Hoje, nos Estados Unidos, as portas estão abertas para se pregar o evangelho publicamente e em particular através de todos os meios disponíveis. Mas, nos bastidores, movimentos estão trabalhando para amenizar a crença na mensagem cristã. A Palavra de Deus, que é infalível, declara que dias difíceis estão por vir. As mesmas censuras que os fundadores da nação deixaram em sua terra natal ao escaparem serão revividas nesta terra justa. O direito à liberdade de expressão será invalidado. A maioria dos estados já tem leis de um tipo ou de outro sobre o domingo em seus estatutos.

Nunca houve antes tanta pressão sobre o governo para impor leis religiosas. Os Fundamentalistas Protestantes uma vez insistiram na separação entre igreja e estado. Agora, organizações religiosas estão pedindo por regulamentos morais apoiados pelo governo. Em cumprimento à profecia vemos a América começar a ceder seu poder político para impor a religião ao povo.

É o exercício do poder da primeira besta. As pessoas serão levadas a adorar a primeira besta. A palavra adoração vem do verbo grego kuneo, que significa “eu beijo”. Tal adoração significa submeter-se à autoridade e decreto a quem é dedicada a obediência.

“Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens.” (Apocalipse 13:13)

A América tem sido chamada de terra de maravilhas, terra da ciência, da invenção, líder em produção de massa, mundo do ensinamento, da cura, da velocidade de glamour incomparável. A Bíblia prevê outras maravilhas no mundo religioso. Jesus disse:

“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprio eleitos.” (Mat. 24:24)

O espiritualismo moderno nasceu no oeste de Nova York, no século XIX, através das irmãs Fox. Foi através das médiuns americanas que o espiritismo se espalhou pelo mundo. Através do movimento da Nova Era, está penetrando no cristianismo, tanto protestante quanto católico. (Ver Living Lies About Death and the Hereafter (Mentiras Vivas sobre a Morte e a Vida Além).

 
“Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu.”  (Apocalipse 13:14)

O que é uma Imagem à Besta? Uma imagem é algo que lembra muito alguma outra coisa. Quando jovem, geralmente ouvia as pessoas dizerem que eu era “a cara do meu pai”.


Este poder religioso se parece e age como a besta em forma de leopardo. Tem muito dos mesmos ensinos, adora no mesmo dia, usa as mesmas táticas.

A besta em forma de leopardo recebe sua autoridade do grande dragão vermelho. Houve uma união entre igreja e estado que eliminou a liberdade de religião. Vemos poderes em ação para minarem nossa liberdade. Pessoas religiosas