Os capítulos 2, 7 e 8 do livro de Daniel apresentam uma sequência de eventos históricos que precedem a segunda vinda de Cristo. Eles descrevem a sucessão de quatro impérios(a), com destaque para o último que atuou contra a autoridade de Deus e contra o ministério intercessório de Jesus. O capítulo 7 narra-o dizendo: "Proferirá insultos contra o Altíssimo e porá à prova os santos do Altíssimo; ele tentará mudar os tempos e a lei (...)" (Daniel 7:25 BJ).
Entretanto, Deus não permitiria que Sua lei e a verdade sobre o ministério sumo-sacerdotal de Jesus prosseguisse indefinidamente obscurecida pelo erro. Através de homens e mulheres fiéis, Ele reavivaria Seus propósitos (Isaías 58:12). A reforma protestante redescobriu parcialmente o papel de Cristo como nosso Mediador, o que ocasionou grande reavivamento no mundo cristão. Contudo, havia ainda outras verdades a serem reveladas acerca de Seu ministério celestial. E o tempo em que Deus restauraria essas verdades e iniciaria o grande julgamento da raça humana foi revelado:
Ao anjo Gabriel foi entregue a missão de explicar esses eventos ao profeta Daniel, mas o impacto das informações o conduziu a enfermidade (Daniel 8:26-27), motivando Gabriel a adiar os esclarecimentos quanto ao período das "2300 tardes e manhãs", a única parte da visão que não havia sido explicada; posteriormente, ele retorna com o objetivo de resolver esta questão (Daniel 9:21-23). Portanto, os capítulos 8 e 9 do livro de Daniel estão fortemente conectados, sendo o capítulo 9 a chave para desvendar o mistério desse período de tempo descrito no capítulo 8. Antes porém, se faz necessário entender o significado da expressão "tarde e manhã":
De acordo com a Bíblia, "uma tarde" (noite - trevas) e "uma manhã" (dia - luz), formam o intervalo de tempo de "um dia" (período compreendido entre um pôr do Sol ao outro), e esta maneira de mencionar "um dia" foi utilizada pelo anjo Gabriel. Portanto, as "2300 tardes e manhãs" de Daniel 8:14 referem-se a "2300 dias". Porém, os capítulos 8 e 9 descrevem tempo profético(b) e, nesses casos, "um dia" representa "um ano" (Números 14:34; Ezequiel 4:7). Assim, os "2300 dias" proféticos equivalem a "2300 anos" literais. E o próprio Gabriel auxilia nesta questão ao afirmar que a transgressão contra o santuário (Daniel 8:13) se estenderia até o "tempo do fim" (até os "dias longínquos", Daniel 8:17-19 e 26), isso elimina a contagem simplista de "2300 dias" (equivalente a 3 anos e 6 meses) em Daniel 8:14 por não alcançar o "tempo do fim" (cf. Daniel 12:4-9). Após estas informações, prossigamos com as palavras de Gabriel:
E qual a relação entre essas "setenta semanas" e os "2300 anos"?
Quando o anjo Gabriel retorna para continuar as explicações sobre a visão descrita no capítulo 8, ele inicia justamente abordando as questões levantadas em Daniel 8:13, e que não foram esclarecidas dificultando o entendimento da visão (Daniel 8:27 cf. Daniel 9:23). O período de "70 semanas" e os eventos vinculados à ele esclarecem tanto a pergunta quanto a resposta de Daniel 8:13-14; a palavra "determinada" usada em Daniel 9:24 também relaciona diretamente as "70 semanas" aos 2300 anos.
Embora a maioria das traduções bíblicas utilizem a palavra "determinada" ou "decretada" para traduzir o termo hebraico "chathak", o sentido que mais aproxima-se dele são os verbos separar, cortar, dividir, repartir.1, 2 E algumas traduções(c) optaram em usar estes verbos como correspondente a "chathak", posicionamento defendido pelo dicionário hebraico-inglês de Genesius.3
Portanto, as "70 semanas" foram cortadas ou separadas de outro intervalo de tempo, os 2300 anos citados na visão de Daniel: "Por isso, preste atenção à mensagem para entender a visão: setenta semanas estão decretadas ["chathak" - separadas, retiradas]" (Daniel 9:23-24 NVI). E para realizar essa separação de tempo, o mesmo princípio bíblico, "cada dia por um ano" (Números 14:34; Ezequiel 4:7), deve ser aplicado as "70 semanas". Como uma semana possui 7 dias e a profecia menciona 70 semanas, logo: 70 x 7 = 490 dias (proféticos) ou 490 anos (literais). Assim, 490 anos devem ser subtraídos de 2300 anos.
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E em que momento inicia a contagem dos 490 anos?
Segundo Gabriel, a contagem dos 490 anos inicia a partir da ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém. E a História registra que essa ordem foi dada pelo rei Artaxerxes, da Pérsia, no ano 457 a.C.
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O verso de Daniel 9:25 revela ainda que desde a ordem para recuperar Jerusalém até o Ungido (até o batismo de Jesus Cristo), se passariam "sete semanas" e "sessenta e duas semanas"(d), que somadas totalizam "69 semanas". Então, a partir da contagem inicial das "70 semanas" (490 anos), "69 semanas" se passariam até a chegada da época do batismo de Cristo. E, em linguagem profética, "69 semanas" equivalem a 483 anos (69 semanas x 7 dias semanais), o que conduz ao ano 27 d.C., data em que se realizou o batismo de Jesus.
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Contudo, Daniel 9:25 menciona somente 69 das 70 semanas proféticas. Resta ainda "uma semana" a ser analisada, pois: "Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares. (...)" (Daniel 9:27 RA).
A profecia afirma que o Ungido, na metade da última semana (três anos e meio - 3½), cessaria o sacrifício. Em outras palavras, Jesus morreria na cruz e não seria mais necessário o sacrifício de animais que Israel realizava (Mateus 27:51 cf. Hebreus capítulo 9). E a História registra que exatamente no ano 31 d.C., Jesus foi morto, confirmando com exatidão as profecias.
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A outra metade (três anos e meio 3½) da "última semana" terminou em 34 d.C. Nessa época o apóstolo Estevão, após testemunhar em favor de Cristo e Seu ministério, foi apedrejado pelos israelitas com o consentimento do sinédrio (Atos capítulo 7 cf. Mateus 23:37). Com esta atitude a nação de Israel encerra o tempo que lhe foi concedido para retornar aos caminhos de Deus; o que consequentemente a manteria como representante oficial dEle na Terra.4 Assim, finda-se o período de 490 anos: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade. (...)" (Daniel 9:24 RA cf. Mateus 18:22). Esses acontecimentos foram revelados a Daniel por volta de 607 a.C. e, séculos depois, tudo se cumpriu com excepcional precisão.
Sendo que os 490 anos foram separados (repartidos) dos 2300 anos, em que ano seremos encaminhados ao prosseguir na contagem do tempo que restou?(e) Concluiremos que o período de 2300 anos termina em 1844 d.C., ano em que iniciou-se a purificação do santuário celestial(f) e o julgamento da humanidade;5 visto que: tanto o fim do obscurecimento do ministério sumo sacerdotal de Cristo acarretado pela "transgressão assoladora" (Daniel 8:17-19 e 26), quanto a eliminação do pecado e o restabelecimento da justiça eterna de Deus, citados em Daniel 9:24, não se concretizaram com o término dos 490 anos. Estas coisas foram profetizadas para ocorrerem respectivamente no "tempo do fim" (Daniel 8:17-19 e 26 cf. Daniel 12:4-9) e no segundo advento de Jesus (II Tessalonicenses 2:7-8 cf. Daniel 8:25; II Pedro 3:13).
O termo "selar" (hb. chatham) em Daniel 9:24, não foi usado no sentido de "encerrar" ou "concluir" os eventos listados no próprio verso, mas para indicar que o cumprimento das profecias compreendidas no período das "70 semanas" (490 anos), confirmariam (validariam, comprovariam) que as demais profecias da visão de Daniel, sobretudo aquelas vinculadas ao término do período de 2300 anos, seriam da mesma forma fielmente cumpridas (realizadas, efetivadas). Adiante o resumo dos principais eventos descritos:
Segundo as profecias foi a partir do ano de 1844 que as ações dos homens passaram a ser definitivamente avaliadas no juízo de Deus (cf. Daniel 7:10, Apocalipse 22:11-12), e milhões de pessoas desconhecem ou ignoram essa verdade. Por isso surgi "um anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a toda nação, tribo, língua, e povo, dizendo em grande voz: 'Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora de Seu juízo.' (...)" (Apocalipse 14:6-7 RA). A palavra anjo em linguagem profética significa mensagem ou mensageiro, e a descrição desse anjo voando representa a urgência com que esta mensagem deve ser proclamada.
Infelizmente o juízo é mal compreendido. Muitos confundem o juízo divino com os flagelos e catástrofes que acontecerão antes do retorno de Cristo. Os flagelos são parte da sentença do juízo; não é o juízo. A prisão ou pena de morte, por exemplo, não é o juízo mas a condenação (sentença). Juízo é o processo pela qual se considera um caso através de um juiz, um advogado, um promotor de acusação, testemunhas e provas.7 E o profeta Daniel descreve o juízo celestial nas seguintes palavras:
Texto baseado em: Nisto Cremos. (2003). 7.ª ed., São Paulo: CPB, cap. 23.
Vídeos relacionados: O Juízo Final; Cremos no Juízo
a. Impérios: babilônico, medo-persa, grego e romano.
b. Acesse: Princípio do Dia Profético
c. Por exemplo, a versão espanhola "Sagradas Escrituras" de 1569, apresenta o verbo "cortar" entre parênteses destacando o sentido mais preciso para o verbo hebraico "chathak": "Setenta semanas están determinadas (heb. cortadas) sobre tu pueblo y sobre tu Santa Ciudad. (...)" (Daniel 9:24). E a "Darby Version" traz a seguinte tradução: "Seventy weeks are apportioned [repartidas, divididas] out upon thy people and upon thy holy city" (Daniel 9:24).
d. "Sete semanas" equivalem a 49 anos, tempo gasto para restaurar Jerusalém. E, "sessenta e duas semanas" (434 anos), refere-se ao tempo compreendido entre a conclusão da reedificação de Jerusalém (408 a.C.) e o batismo de Jesus (27 d.C.). No total, "sete semanas e sessenta e duas semanas" correspondem a soma de 7 + 62 = 69 semanas, e que pelo princípio do dia profético representam 483 anos.
e. Nos cálculos considerar que não existe o "ano zero", tem-se o ano 1 a.C. e em seguida 1 d.C.
f. A purificação do santuário celestial deve ser compreendida à semelhança do que ocorria no santuário terrestre no dia da Expiação. Acesse: O Tribunal Celestial.
1. STRONG, J. (1981). The Exhaustive Concordance of the Bible, ed. Macdonald Publishing Company; (ref. n.º 02852).
2. A análise de escritos hebraicos, tais como os Mishnah, revela que embora "chathak" possa significar "determinar", o significa mais próximo é "cortar". Fonte: SHEA, W. H. The Relationship Between the Prophecies of Daniel 8 and 9. In: WALLENKAMPF, A.; LESHER, W. R. (1981). The Sanctuary and the Atonement. Washington, D.C.: Biblical Research Institute, p. 228-250.
3. GENESIUS. (1950). Hebrew and Chaldee Lexicon to the Old Testament Scripture, London: Samuel Bagster, p. 314b.
4. Jeremias 6:16; Jeremias 18:15-16; Ezequiel 22:7-8 e 26; Êxodo 19:5-6; Romanos 3:2; Mateus 21:42-46.
5. Hebreus 8:1-2; Hebreus 9:23-24; Daniel 7:9-10 cf. Apocalipse 11:19.
6. Daniel 8:14; Daniel 7:9-10; Apocalipse 11:19; Apocalipse 14:7.
7. BULLON, A. (1998). O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse, 1.ª ed., São Paulo: CPB, p. 29.
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12 de janeiro de 2013
A HORA DO JUÍZO
10 de janeiro de 2013
Os Reinos da Graça e da Glória
1.
A que trono somos exortados a chegar, para alcançar
misericórdia?
Rª: “Cheguemos, pois, com confiança ao
trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de
sermos ajudados em tempo oportuno.”
Heb. 4:15
Nota: Seria inútil chegarmos a
qualquer trono para pedir um favor, se esse trono não tivesse ocupado. O trono
da graça, pois, pressupõe o Rei da graça. Se há um Rei, tem Ele de ter
súbditos, e leis para governar esses súbditos. Portanto, nesse estado, e
recebendo graça, ou favor, de Deus, a pessoa está no reino da graça.
2.
Para que outro reino as Escrituras chamam a atenção, e
quando será estabelecido?
Rª: “Quando o Filho do homem vier em Sua glória, e todos os
santos anjos com Ele, então Se assentará no trono da Sua glória.” Mat. 25:31.
Nota: O reino da glória será
estabelecido por ocasião da segunda vinda de Cristo. Disse Jesus a Pilatos:
“Meu reino não é deste mundo.” João 18:36.
3.
Como procurou Jesus corrigir a falsa ideia dos
discípulos e dos judeus, de que Ele estabelecia naquele tempo o Seu reino de
glória?
Rª: “Contou uma parábola; porquanto estavam parte de
Jerusalém, e cuidavam que logo se havia de manifestar o reino de Deus.” Lucas
19:11.
4.
Nessa parábola, que ensinou Jesus?
Rª. “Certo homem nobre partiu para uma terra remota, a
fim de tomar para si um reino e voltar depois.” Luc. 19:12.
5.
Quem é esse nobre?
Rª: “NÃO se turbe o vosso coração; credes em Deus,
crede também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim,
eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.” João 14:2,3.
Nota: este nobre é Cristo Jesus.
Quando ascendeu para junto do Pai, assentou-Se sobre o trono do Pai, trono que,
enquanto durar o tempo da graça, é o trono da graça. Logo receberá Ele o Seu
reino da glória. Ele não voltou ainda, mas quando vier, será para levar os Seus
súbditos para onde Ele está. O reino da glória será estabelecido por ocasião da
segunda vinda de Cristo, mas não ainda na Terra. Aqui só virá no final do milénio.
(ver Apoc. 20:6; 15: 2 e 3, e o estudo sobre “O Milénio”.)
Pergunta importante: Poderá alguém entrar no reino da glória sem
antes ter vivido o reino da graça?
6.
Em que palavras Jesus tornou claro que o único reino
que Deus agora tem na Terra é o reino da graça?
Rª: “E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de
vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com
aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o
reino de Deus está entre vós.” Luc. 17:20, 21.
Pergunta aos judeus e
messiânicos: Veio o Messias ou ainda esperamos outro?
Nota: Cristo só reina sobre
súbditos voluntários. Seu reino agora é inteiramente espiritual. Só por ocasião
da Sua segunda vinda estabelecerá Ele o Seu reino de glória.
7.
Por que meio são os homens salvos do pecado?
Rª: “Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem
de vós; é dom de Deus.” Efés. 2:8 (ver Rom. 6:23).
Nota: segue-se, pois que
unicamente pela graça, ou favor, de Deus podem ser salvos os pecadores. Não há
outro meio. Abraão, Moisés David, assim como Pedro, Paulo e João, foram salvos
pela graça. Todos eles, portanto, estavam no reino da graça, que deve ter
existido logo que houve um pecador necessitado da graça.
8.
Quando Cristo enviou os Seus discípulos, que lhes disse
que pregassem?
Rª: “Enviou-os
a pregar o reino de Deus, e curar os enfermos.” Luc. 9:2.
9.
Desincumbindo-se da sua comissão, que pregavam eles?
Rª: “Saindo eles, percorriam todas as aldeias, anunciando o
evangelho, e fazendo curas por
toda a parte.” Luc. 9:6
Nota: O evangelho deles não era
de coacção, mas de persuasão; não era evangelho da espada, mas do amor de Deus;
não era evangelho político – tal como os judeus ainda esperam – mas, evangelho
do Dom de Deus.
10. Na
parábola do trigo e do joio, que representa a boa semente?
Rª: “O campo é o mundo; e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno.” Mat. 13:38.
Rª: “O campo é o mundo; e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno.” Mat. 13:38.
11. Quem semeou o joio no reino?
Rª: “O inimigo, que o semeou, é o
diabo.” Mat. 13:39.
Nota: Satanás primeiramente
semeou o joio do pecado no Éden. Logo, o reino de Deus já existia naquele
tempo. A Terra fazia parte do reino de Deus, destinava-se a estar sempre sob o
Seu domínio.
Continua…
Os Reinos da Graça e da Glória -2
Não entre neste estudo sem ler a
primeira parte, aí estudamos com base bíblica o reino da Graça e da Glória.
Agora, vamos ver como porque foi estabelecido o reino da graça.
1. A
quem confiou Deus o Seu reino na Terra?
Rª: “E disse
Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine
sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda
a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.” Gén. 1:26.
2. Que
fez o homem com esse legado?
“Por um homem
entrou, e pelo pecado a morte”
“Pela
desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores.” Rom. 5:12 e 19
Nota: O homem caiu, e o mundo tornou-se a habitação do pecado.
Satanás continuará o seu domínio até que o pecado seja exterminado. Quem quer
que deseje tornar-se súdito do reino de Deus, deve agora separar-se do reino
que foi usurpado por Satanás. O pecador tem de prestar obediência às leis de
Deus. Os que isto fazem participam de um ajuste feito por Deus, pelo qual se
tornam Seus súbditos, renunciando ao serviço de Satanás. Passam então para o
reino de Deus, Seu reino da graça, pois que são súbditos do favor ou graça de
Deus.
3.
Que prometeu
Deus a David, rei de Israel?
Rª: “A tua
semente estabelecerei para sempre, e edificarei o teu trono de geração em
geração.” Salmo 89:4.
4.
Por quem foi
perpetuado o trono de David?
Rª: “Porque um
menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus
ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da
Eternidade, Príncipe da Paz. Do aumento deste principado e da paz não haverá
fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com
juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do SENHOR dos Exércitos
fará isto.” Isaías 9:6,7.
5.Quem é a semente de David, o herdeiro do seu trono?
Rª: “E tu, ó profano e ímpio
príncipe de Israel, cujo dia virá no tempo da extrema iniquidade, assim diz o
Senhor DEUS: Tira o diadema, e remove a coroa;…Ao revés, ao revés, ao revés
porei aquela coroa, e ela não mais será, até que venha aquele a quem pertence
de direito; a ele a darei.” Ezeq. 21:25-27.
Nota: Esse tríplice revés verificou-se na sucessiva subversões dos impérios
de Babilónia, Pérsia e Grécia. Os judeus estiveram sob o domínio de cada uma
dessas dinastias. O último revés pode ser em geral identificado com a sucessão
romana nos territórios do império macedónico, mas a famosa liga entre romanos e
judeus, feita em 161 antes de Cristo, trouxe os últimos mais particularmente
sob o protectorado daquela potência férrea, e em 63 antes de Cristo, Pompeu
anexou a Judeia como parte de uma província. Com o estabelecimento da igreja de
Cristo, o trono de David, o reino de Israel, não devia mais existir até que
viesse Aquele a quem pertence de direito.
6. Quando na Terra, Jesus não ocupou o trono. Porventura o ocupou ao
ascender para o Céu, ou então ocupou o trono do Pai, com Ele?
Rª: “DISSE o SENHOR ao meu
Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por
escabelo dos teus pés.” Salmo 110:1.
7. Que faz Ele, à mão direita de Deus?
Rª: “Jurou o Senhor, e não se
arrependerá: Tu és um Sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque.” Sal.
110:4 (ver. Heb. 10:12 e 13).
8. Quando estiver terminada a Sua obra sacerdotal, que receberá Cristo?
Rª: “Eu estava olhando nas minhas
visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e
dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o
domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o
servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino
tal, que não será destruído.” Dan. 7:13 e 14.
9. Quando vier nas nuvens de glória, em que trono Se assentará Ele?
Rª: “Quando o Filho do homem vier
em Sua glória, e todos os santos anjos com Ele, então Se assentará no trono
da Sua glória.” Mat. 25:31.
10. Que dirá Ele então aos remidos?
Rª: “Vinde, benditos de Meu Pai;
possuí por herança o reino que vos está preparando desde a fundação do mundo.”
Mat. 25:34.
Aceite o convite de Jesus, sim, é
o convite mais importante, você é importante para Ele. Toque na Sua mão para
tocar no Seu trono.
José Carlos Costa, pastor.
8 de janeiro de 2013
UM GRANDE PERÍODO PROFÉTICO
1. Imediatamente após a visão de Daniel 8, que aprendeu Daniel
do seu estudo da profecia de Jeremias?
Rª: “NO ano primeiro de Dario …
eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o SENHOR
ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém,
era de setenta anos.” Dan. 9:1-2.
Nota: "Acontecerá, porém,
que, quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei de Babilónia, e esta
nação, diz o SENHOR, castigando a sua iniquidade, e a da terra dos caldeus;
farei deles ruínas perpétuas.” (Jeremias 25 : 12)
"Porque assim diz o SENHOR:
Certamente que passados setenta anos em Babilónia, vos visitarei, e cumprirei
sobre vós a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar.” (Jeremias 29:
10).
A primeira deportação para
Babilónia, quando Daniel e os seus companheiros foram levados cativos, ocorreu
no ano 606, e os setenta anos da profecia de Jeremias expirariam, portanto, em
536 A.C. o primeiro ano primeiro ano do reinado de Dario foi em 538 A. C., e o
período de restauração estava, pois, apenas dois anos distante daquele tempo.
2. Ao aproximar-se o tempo de libertação do cativeiro, que fez
Daniel?
Rª: “E eu dirigi o meu rosto ao
Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza.”
Dan. 9:3.
3. Em que estava o profeta especialmente interessado
Rª: “Agora, pois, ó Deus nosso,
ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário
assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor.” Dan. 9:17.
4. Ao terminar Daniel a sua oração, que certeza lhe deu
Gabriel?
Rª: “Ele me instruiu, e falou
comigo, dizendo: Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido. Dan. 9:22.
5. Que instrução anterior, relacionada com a visão de Daniel 8,
estava a ser assim mais amplamente executada?
Rª: “E ouvi uma voz de homem
entre as margens do Ulai, a qual gritou, e disse: Gabriel, dá a entender a este
a visão.” Dan. 8:16.
6. Porque eram necessárias instruções adicionais quanto a esta
visão?
Rª: “E eu, Daniel, enfraqueci, e
estive enfermo alguns dias; então levantei-me e tratei do negócio do rei. E
espantei-me acerca da visão, e não havia quem a entendesse.” Dan. 8:27.
7. Para que dirigiu Gabriel a atenção de Daniel?
Rª: “No princípio das tuas
súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado;
considera, pois, a palavra, e entende a visão.”Dan. 9:23.
Nota: há prova abundante de que
as instruções contidas no nono capítulo de Daniel suplementam e interpretam a
visão do capítulo oitavo. Notem-se os seguintes factos:
1) Daniel
não entendeu a visão acerca do seu povo e do santuário serem pisados a pés,
pelos que investigou novamente as profecias quanto ao período do cativeiro.
2) Ele
certamente estabeleceu relação entre o período dos setenta anos mencionados por
Jeremias, e os dois mil e trezentos dias da visão, e pôs-se imediatamente a
orar com todo o fervor pela restauração da cidade e do santuário.
3) O
anjo Gabriel, que lhe apareceu ao princípio e interpretou toda a visão menos os
dois mil e trezentos dias, apresenta-se-lhe agora e dirige-lhe a atenção para a
visão.
4) Os
acontecimentos da visão começam com o reino dos medos e persas, a época da
restauração dos judeus em sua própria terra. Na ausência de qualquer instrução
em contrário, seria este o tempo natural em que se deve localizar o começo do
período dos dois mil e trezentos dias; e esse é precisamente o tempo
apresentado para o início das setenta semanas, que são, claramente, uma parte
dos 2300 dias, e determinam, assim o tempo do seu começo.
5) As
setenta semanas, ou quatrocentos e noventa dias, estendem-se desde a
restauração de Jerusalém e do templo literal, até à pregação do evangelho a
todo o mundo.
8. Que porção
dos 2.300 dias (anos), mencionada na visão, foi determinada aos judeus?
Rª: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade.” Dan. 9:24, primeira parte.
Rª: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade.” Dan. 9:24, primeira parte.
Nota: “Visto
como tanto os 2300 anos do capítulo 8, como as ´setenta semanas´ do capítulo 9
começam do período persa da história judaica ou, noutras palavras, como ambos
datam da época da restauração, em seguida ao cativeiro babilónico, os seus
pontos de partida devem ser idênticos ou estar intimamente relacionados cronologicamente.”
Lihgt for the Last Days, por
H. Grattan Guiness, Londres, Hodder and Stoughton, 1893, p. 183.
Os 2300 Dias
A LINHA
principal representa o período completo dos 2300 dias-anos, o maior período
profético mencionado na Bíblia. Começando em 457, antes de Cristo, quando foi
emitido o decreto para se restaurar e construir Jerusalém (Esdras 7:11-26;
Daniel 9:25) contam-se sete semanas (49 anos) para indicar-se o tempo empregado
na obra da restauração. Estas sete semanas são, contudo, parte das sessenta e
nove (483 anos) que deviam estender-se até ao Messias, o Ungido. Cristo foi
ungido no ano 27 da nossa era, por ocasião do Seu baptismo Mateus 3:13-17; Atos
10:38. No meio da septuagésima semana (ano 31), Cristo foi crucificado, ou “desarraigado.”
o que determinou o tempo em que os
sacrifícios e oblações do santuário terrestre deveriam cessar. Daniel 9:26,27. Os
três e meio anos restantes desta semana chegam ao ano 34, ou ao apedrejamento
de Estevão, e à grande perseguição da igreja de Jerusalém que se seguiu, Atos
7:59; 8:1. Isto assinala o final das setenta semanas, ou 490 anos, concedidos
ao povo judeu.
Ora, as
setenta semanas fazem parte dos 2300 dias: e como elas chegam até ao ano 34, os
restantes 1810 anos do período de 2300 dias-anos devem atingir o ano 1844, em
que a obra do juízo, ou purificado do santuário celestial, devia começar, Apoc.
14:6,7. Por este tempo começara os pesquisadores da Palavra de Deus a ter
compreendendo especial de todo o assunto do santuário e da obra sacerdotal ou
mediadora que Cristo nele executa.
Quatro grandes
eventos se acham, portanto, localizados por este grande período profético: - o
primeiro advento de Cristo, a Sua crucifixão, rejeição do povo judeu como nação
e o início da obra do juízo final.
continua ver:
José Carlos Costa, pastor
6 de janeiro de 2013
Um Grande Período Profético -2
- Os 2.300 Dias de
Daniel 8 –
“Existe clara e íntima correlação
entre as duas visões (de Daniel 8 e 9). Diz-se das setenta semanas haverem elas
sido separadas para certos fins
especiais; e isso implica um período mais longo do qual elas são separadas,
seja do tempo comum geral, ou de algum período claramente revelado. Ora, o
prévio período (2300 dias) inclui dois acontecimentos – a restauração do
sacrifício, e a desolação. O primeiro deles é de carácter idêntico às setenta
semanas, que são um período da restaurada soberania política de Jerusalém; do
que se deduz que o mais lógico é referir-se a separação ao período integral da
primeira visão.” – First Elements of Prophecy, por T.R.Birks, ps. 359 e 360.
1. Que
deveria acontecer no fim das setenta semanas?
Rª: “Para expiar
a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para
ungir o Santíssimo.” Dan. 9:24, última parte do versículo.
Comentários:
“Para extinguir a transgressão.” – Ou, como diz a trad., de Figueiredo, “a
prevaricação se consuma.” Os judeus deviam encher a medida da sua iniquidade,
rejeitando e crucificando o Messias; não seriam então por mais tempo o Seu povo
particular, escolhido. Ler S. Mateus 21:38-43; 23:32-38; 27:25.
“Dar fim aos
pescados.” – A melhor explicação desta cláusula é dada em Heb. 9:26: “Agora na
consumação dos séculos uma vez Se manifestou, para aniquilar o pecado pelo
sacrifício de Si mesmo.” Ver também Romanos 8:3.
“Trazer a
justiça eterna.” – Isto deve referir-se à justiça de Cristo – aquela justiça
pela qual Ele pôde fazer expiação pelo pecado e que, pela fé pode ser imputada ao
crente penitente.
“Ungir o Santo
dos santos – Deve referir-se à unção do santuário celestial, quando Cristo Se
tornou “Mistro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor
fundou, e não o homem.” Hebreus 8:2
2. Que
parte desse período deveria ir até Cristo, o Messias, ou Ungido?
Rª: “Sabe e
entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém,
até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, …” Dan. 9:25, primeira parte.
Nota: O termo
Messias significada ungido, e Jesus foi ungido com o Espírito Santo (Atos
10:38) no Seu baptismo, o ano 27 de nossa era. S. Mat. 3:16.
3. Quando,
disse o anjo, deviam começar as setenta semanas (490 anos)?
Rª: “Sabe e
entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até
ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas
e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.” Daniel 9:25.
Comentário:
Setenta semanas são 490 dias proféticos, e contando um dia profético como um
ano (Núm. 14:34; Ezeq. 4:6), a contagem perfaz um período de 490 anos literais.
Sessenta e nove
(7 semanas e 62 semanas) das setenta semanas deviam chegar até ao “Messias, o
Príncipe.” Messias é Cristo, “o
Ungido.” Messias é a palavra
hebraica, e Cristo a palavra grega significando
ungido. (ver João 1:41).
4. Como
foi Jesus ungido?
Rª: “Deus ungiu
a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude.” Atos 10:38.
5. Em
que ocasião recebeu Jesus a especial unção do Espirito Santo?
Rª: “E aconteceu
que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o
céu se abriu; e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como
pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me
comprazo.” Luc. 3:21, 22.
6. Que
profecia citou Jesus logo após, como se aplicando a Ele?
Rª: “O Espírito
do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me
a curar os quebrantados do coração.” Luc. 4:18. (ver Mar. 1:15).
Nota: É evidente
que as sessenta e nove semanas (483 anos) deviam chegar até ao baptismo de
Cristo, visto ser esse o tempo da Sua unção pelo Espírito Santo. João Batista
começo a sua obra no décimo quinto ano do reinado de Tibério (Lucas 3:1-3), e
isto coloca a unção de Jesus no ano 27 A. D., por ocasião do Seu baptismo.
7. Quando
foi expedido um decreto para restaurar e edificar Jerusalém?
Rª: “Este Esdras
subiu de Babilónia; e era escriba hábil na lei de Moisés, que o SENHOR Deus de
Israel tinha dado; e, segundo a mão do SENHOR seu Deus, que estava sobre ele, o
rei lhe deu tudo quanto lhe pedira.
Também subiram a
Jerusalém alguns dos filhos de Israel, dos sacerdotes, dos levitas, dos
cantores, dos porteiros e dos servidores do templo, no sétimo ano do rei Artaxerxes.
E no quinto mês
chegou a Jerusalém, no sétimo ano deste rei.” Esdras 7:6-8.
Nota: Três
decretos publicaram os monarcas persas para a restauração da pátria dos judeus.
São mencionados no livro de Esdras: “Porquanto és enviado da parte do rei e dos
seus sete conselheiros para fazeres inquirição a respeito de Judá e de
Jerusalém, conforme à lei do teu Deus, que está na tua mão.” Esdras 6:14.
O decreto de
Ciro dizia respeito ao templo
tão-somente, o decreto de Dario Histaspas
providenciou a continuação dessa obra, estorvada por Esmerdis; mas o
decreto de Artaxerxes restaurou por completo o governo judaico, providenciando
a vigência das suas leis. Este último decreto, portanto, é aquele que serve de
ponto de partida para o cálculo das setenta semanas, assim como, é claro, dos
2300 dias.
O decreto de
Artaxerxes foi espedido no sétimo ano do seu reinado, e de acordo com os
métodos antigos de cronologia, entrou em vigor em Jerusalém nos fins de 457
antes de Cristo. Contando 483 completos desde o primeiro dia de 457, isto nos
leva ao último dia de 26 A.D. isto se demonstra pelo fato de que são precisos
todos os 26 anos A. D., e todos os 457 anos antes de Cristo, para perfazer 483
anos.
Se o decreto
para a restauração completa de Jerusalém não entrou em efeito senão passada a
metade do ano 457 antes de Cristo (Esdras 7:8), então todo o tempo da primeira
parte daquele ano não se acha incluído no período, e deve ser acrescentado ao
último dia de 26 A.D., o que nos leva até à última parte de 27 A.D., isto é, a
ocasião do baptismo de Cristo. Isto “sela” (Dan. 9:24), ou seja, confirma a
profecia.
8. No
final dos 483 anos, em 27 A.D., uma semana, ou sete anos dos 490, restavam
ainda. Que devia acontecer ao meio da semana?
Rª: “E ele
firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o
sacrifício e a oblação.” Dan. 9:27.
Nota: Como as
sessenta e nove semanas terminaram nos fins de 27 A.D., a metade da
septuagésima semana ou os três anos e meio, terminaram perto do meado de 31
A.D., quando Cristo foi crucificado, e por Sua morte fez cessar, ou pôs fim aos
sacrifícios e oblações do santuário terrestre. Mais três anos e meio (a última
parte da septuagésima semana) terminariam perto do fim de 34 A.D. Isto nos leva
ao final dos 490 anos que foram determinados ao povo de Israel. Restam ainda
1810 anos, que, somados a 34 A.D., nos levam a 1944 A.D.
9. Que,
disse o anjo, teria lugar então?
Rª: “E ele me
disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.”
Daniel 8:14.
Nota: Por outras
palavras, começaria nesse tempo a grande obra finalizadora de Cristo para o
mundo, a expiação, ou o juízo investigativo. O típico Dia da Expiação para
Israel ocupava só um dia no ano. O juízo investigativo poderá ocupar um tempo
relativamente breve. Já há mais de século e meio que essa obra está em
prosseguimento, e logo deverá concluir-se. Quem tem o temor do Senhor logo deve
preparar-se.
10. Sob que
símbolo é acentuada a importância da mensagem da hora do juízo?
Rª: “E vi outro
anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos
que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo
com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu
juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das
águas.” Apoc. 14:6,7.
Nota: Emprega-se
aqui o símbolo de um anjo para representar a mensagem do juízo, que deve ser
pregada a todo o mundo. Visto como os anjos pregam as suas mensagens aos homens
por intermédio de instrumentos humanos, compreende-se que este símbolo de um
anjo voando no meio do céu representa um grande movimento religioso,
proclamando aos homens a mensagem da hora do juízo.
11. Em face do
juízo investigativo, que somos admoestados a fazer?
Rª: “Dizendo com
grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo.
E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.”
12. Que séria
advertência é feita pelo apóstolo Paulo?
Rª: 30 Mas Deus,
não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e
em todo o lugar, que se arrependam;
31 Porquanto tem
determinado um dia em que com justiça há-de julgar o mundo, por meio do homem
que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.
Atos 17:30,31.
José Carlos Costa,
pastor.
4 de janeiro de 2013
A GRANDE PROFECIA DE JESUS CRISTO
1. Como
Se sentiu Cristo para com Jerusalém quando SE dirigia para a última visita à
cidade, antes da Sua crucifixão?
Rª: “E, quando
ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! Se tu conhecesses
também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está
encoberto aos teus olhos.” Lucas 19:41,42.
2. Em
que palavras predisse Ele a sua destruição?
Rª: “Porque dias
virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te
sitiarão, e te estreitarão de todos os lados. E te derrubarão, a ti e aos teus
filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois
que não conheceste o tempo da tua visitação.” Lucas 19:43,44.
3. Que
comovedor apelo dirigiu Ele à cidade impenitente?
Rª: “Ai de vós,
escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros
caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão
cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.” Mateus 23:37.
4. Ao
deixar o templo, que disse Jesus?
Rª: “Eis que a
vossa casa vai ficar-vos deserta.” Mateus 23:38.
Nota: O que
deveria encher a sua taça de iniquidade era a refeição final, crucifixão de
Cristo, a condenação, perseguição dos Seus apóstolos e povo após a Sua
ressurreição. Ver Mateus 23:29-35; João 19:15; Atos 4-8.
5. Ao
ouvirem estas palavras, que perguntas fizeram os discípulos?
Rª: “Dize-nos
Quando serão essas coisas e que sinal haverá da Tua vinda e do fim do mundo?”
Mateus 24:3.
Nota: As respostas
de Cristo a estas perguntas são merecedoras do mais acurado estudo. A
destruição de Jerusalém e a consequente subversão da nação judaica são um
símbolo da final destruição de todas as cidades do mundo e da derrocada de
todas as nações. Até certo ponto, portanto, as descrições dos dois grandes
eventos parecem entremeadas. Quando Cristo Se referiu a destruição de
Jerusalém, as Suas palavras proféticas foram além daqueles evento até à final
configuração, quando o Senhor sairá do Seu lugar “para castigar os moradores da
Terra, por causa da sua iniquidade,” e quando a Terra “descobrirá o seu sangue,
e não encobrirá mais aqueles que foram mortos.” Isaías 26:21. Assim todo o
discurso não foi dirigido aos primeiros discípulos somente, mas àqueles que
viveriam durante as cenas finais da história do mundo. No discurso, Cristo deu,
contudo, sinais definidos, tanto de destruição de Jerusalém como da Sua Segunda
Vinda.
6. Qual
foi a proposta de Cristo de que nem o fim do mundo nem o da nação judaica se
deveria seguir imediatamente?
Rª: “E Jesus,
respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane.
Porque muitos
virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis
de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister
que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.” Mateus 24:4-6.
7. Que
disse Cristo das guerras, fomes, pestilências e terramotos que deveriam
preceder estes eventos?
Rª: “Mas todas
estas coisas são princípio das dores.” Mateus 24:8.
Nota: Estas
deveriam preceder e culminar na grande calamidade e derrocada, primeiro de
Jerusalém, e depois de todo o mundo; pois como já se observou, a profecia tem
dupla aplicação, primeiro a destruição de Jerusalém e da nação judaica, e
segundo, a todo o mundo; a destruição de Jerusalém por rejeitar a Cristo pela
rejeição do primeiro advento é um tipo da destruição do mundo no final, por ter
rejeitado a Cristo, recusando ouvir a última menagem de advertência enviada por
Deus para preparar o mundo para o segundo advento de Cristo.
8. Em
que linguagem descreveu Cristo resumidamente as experiências do Seu povo antes
destas calamidades?
Rª: “Então vos
hão-de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de
todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados,
e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos
falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o
amor de muitos esfriará.” Mateus 24:9-12.
9. Quem
será salvo?
Rª: “Mas aquele
que perseverar até ao fim será salvo.” Mateus 24:13.
10. Quando,
disse Cristo, viria o fim?
Rª: “E este
evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações,
e então virá o fim.” Mateus 24:14.
Nota: No ano 60 A.D. Paulo levou
o evangelho a Roma, então a capital do mundo. Em 64 A.D., escreveu ele aos
santos da “casa de César” (Filip. 4:22); e no mesmo ano diz ele que o evangelho
fora “pregado a toda a criatura que há debaixo do céu.” Col. 1:23.
Pouco tempo depois (outubro de 66
A.D.,) os romanos começaram os seus ataques contra Jerusalém; e três e meio
anos mais tarde ocorreu a destruição da cidade e da nação judaica no notável
cerco de cinco meses sob a chefia de Tito, na primavera e no verão de 70 A.D.
Assim foi quanto ao fim da nação
judaica; e assim será no fim do mundo como um todo. Quando o evangelho, ou as
boas-novas, da segunda vinda de Cristo forem pregadas em todo o mundo em
testemunho a todas as nações, o fim do mundo – de todas as nações – virá. Como
o fim da nação judaica veio com opressiva destruição, assim será no fim do
mundo.
11. Que sinal
mencionou Cristo por que os discípulos poderiam saber quando estivesse próximo
a destruição de Jerusalém?
Rª: “Mas,
quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua
desolação.” Lucas 21:20.
12. Quando
vissem esses sinais, que deveriam fazer os discípulos?
Rª: “Quando,
pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está
no lugar santo; quem lê, atenda; então, os que estiverem na Judeia, fujam para
os montes.” Mat. 24:15,16.
Nota: Em
outubro de 66 da era cristã, quando Céstio atacou a cidade, mas por motivo
ignorado retirou rapidamente o seu exército, os cristãos viram nisso o sinal
predito por Cristo, e fugiram. Após o recuo de Céstio, diz Josefo na sua obra
“Guerras Judaicas” capítulo 20, que “muitos dos mais eminentes dos hebreus
fugiram da cidade como se saíssem de um navio prestes a submergir.” É fato notável
que no terrível cerco ocorrido três e meio anos mais tarde sob o comando
terrível cerco ocorrido três e meio antes mais tarde sob o comando de Tito, nem
um cristão sequer, quanto se saiba, perdeu a vida, enquanto 1.100.000 judeus se
afirma terem perecido. Temos aqui uma liçã muito incisiva do valor e
importância de estudar as profecias e crer nelas, e dar ouvidos aos sinais dos tempos.
Os que creram no que Cristo disse, e observaram o sinal que Ele havia predito,
foram salvos, enquanto os incrédulos perecerem. Assim será no fim do mundo. Os
vigilantes e crentes serão libertos, enquanto os descuidosos e incrédulos serão
apanhados de surpresa. Ver Mat. 24:36-44; Luc. 21:34-36; 1 Tes. 5:1-6.
13. Quando o
sinal aparecesse, quão presto deveriam fugir?
Rª: “E quem
estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa de sua casa. E quem
estiver no campo não volte atrás a buscar as suas vestes.” Mat. 24:17,18.
14. Além de
dizer aos discípulos quando deveriam fugir, como manifestou Cristo ainda a Sua
solicitude e terno cuidado por eles?
Rª: “E orai
para que a vossa fuga não aconteça no inverso nem no sábado.” Mat. 24:20.
Comentários: O
inverno seria um tempo penso para a fuga, cheio de desconforto e durezas; e uma
tentativa para fugir no sábado seria por certo bem difícil, tão erróneos e
farisaicas eram as noções dos judeus com respeito ao verdadeiro carácter e
ojetivo do sábado. Ver Mat. 12:1-14; Luc. 13:14:17; Mar. 1:32; 2:23-28; João
5:10-18.
As orações dos
seguidores de Cristo foram ouvidas. Os acontecimentos foram tão bem dirigidos
que nem os judeus nem os romanos embaraçaram a fuga dos cristãos. Ao retirar-se
Céstio, os judeus saíram em perseguição do seu exército, e os cristãos tiveram
assim oportunidade de abandonar a cidade. O campo também estava livre de inimigos
que os pudesse impedir. Por ocasião daquele cerco, os judeus estavam reunidos
em Jerusalém para celebrar a Festa dos Tabernáculos, e assim os cristãos da
Judeia puderam fugir sem serem molestados, e no outono, o tempo mais agradável
para a fuga.
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