21 de janeiro de 2013

REINO E OBRA DO ANTICRISTO


1.      Que é dito da ponta pequena, em comparação com as de pontas de quarto animal d Daniel 7?

Rª: “Será diferente dos primeiros, abaterá e três reis.” Dan. 7:24.

Nota: O papado, surgido das ruinas do império romano, foi diferente de todas as anteriores formas de poder romano, visto ser um despotismo eclesiástico que pretendia domínio universal tanto sobre os negócios espirituais como os temporais, especialmente aqueles. Era uma união de Igreja e Estado, dominando frequentemente a Igreja.

2.      Que atitude de rivalidade contra o Altíssimo iria assumir o papado, representado pela ponta pequena?

“E proferirá palavras contra o Altíssimo.” Dan. 7:25, 1ª frase.

3.      Falando do homem do pecado, como descreve o apóstolo Paulo esse mesmo poder?

Rª: “O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.” 2ª Tes. 2:4.

Nota: as seguintes citações, vindas na maioria de autoridades fontes católicas, romanas, indicam como o papado se exaltou de modo a cumprir esse vaticano profético:

“Todos os nomes que nas Escrituras se aplicam a Cristo, por virtude dos quais é estabelecido ser Ele a cabeça da igreja, são aplicáveis ao papa.” – Belarmino, On The Authority of Councils, Livro 2, capítulo 17.

“Tu és o pastor, tu és o médico, tu és o director, tu és o lavrador; finalmente, tu és outro deus na Terra.” – Labbe and Cossart, History of the Councils, publicado em 1672, vol. 14, col. 109.

“O papa é o supremo juiz da lei na Terra. É o representante de Cristo, que é não somente um sacerdote para sempre, mas também rei dos reis e senhor dos senhores.” – Extraído de Civilitá Cattolica, de 18 de março de 1871, mencionado em Vatican Council, por Leonard Wooslay Bacon, edição da American Tract Society, pág. 220.

“O papa é coroado com uma coroa tríplice, como rei dos Céus e das regiões inferiores.” – Prompta Bibliotheca, Ferraris, Vol. 6, pag. 26, art. Papa.

“O papa é e Vigário de Cristo, ou a cabeça visível da igreja sobre a Terra. Os atributos do papa são os mesmos que os de Cristo. Este pode perdoar pecados, também, o pode o papa. O papa é o único homem que se arroga e vicariato de Cristo. A sua pretensão não encontra oposição séria, e isso lhe estabelece a autoridade.” – Rev. Jeremias Prendigast, S.J. Syracusa, N.Y., em Post-Standard, de 14 de março de 1912.

“Ensinamos e expomos ser um dogma divinamente revelado, que quando o pontífice romano fala ex cathedra, isto é quando, no desempenho do ofício e pastor e doutor de toda a cristandade, em virtude da sua suprema autoridade apostólica expõe uma doutrina de fé ou de moral a ser seguida pela igreja universal, pela divina assistência a ele prometida na pessoa do bem-aventurado de S. Pedro, se acha revestido daquela infalibilidade que é da vontade do divino Redentor que a Sua igreja possua para definir doutrina atinente à fé ou à moral; e que, portanto, tais definições do pontífice romano são imutáveis em si mesmas,  e não dependentes da aprovação da igreja.” – Petri Privilegium, em The Vatican Council and Its Definitions por Henry Edward Manning, arcebispo de Westminster (Católico, Romano), Londres, Longmans, Green & Cº., 1871, pág. 218.

“Assumiram (os papas) infalibilidade, que só a Deus pertence. Pretendem abrir e fechar o Céu, o que só a Deus pertence. Pretendem perdoar pecados, o que só a Deus pertence. Pretendem ser mais elevados que todos os reis terrestres, o que só a Deus pertence. E excedem a Deus ao pretenderem desobrigar nações inteiras do voto de fidelidade ao seu rei, quando este não for de seu agrado. E vão contra Deus, ao concederem indulgências pelos pecados. Esta é a pior de todas as blasfémias.” Adam Clarke, sobre Daniel 7:25. 

4.      Como trataria este poder o povo de Deus nos últimos dias?

Rª: “E destruirá os santos do Altíssimo.” Dan. 7:25.

Nota: “A forma crueldade do duque d`Alba nos Países Baixos; os martírios sanguinários do reinado da rainha Maria; a extinção, por meio do fogo e da espada, da Reforma na Espanha e Itália, Portugal e Polónia; o massacre de S. Bartolomeu; a longa e cruel perseguição dos huguenotes, e todas as infâmias e barbaridades da revogação do Édito de Nantes, que juncou de refugiados todas as praias da Europa, Roma papal as perpetrou. Inumeráveis foram as suas vítimas. Só em Espanha, calcula Llorente, foram vítimas da Inquisição 31.912 queimados vivos, e 291.450 supostos penitentes foram forçados à submissão ´por meio de água, pesos, fogo, rodas e torniquetes e todos os aparelhos mediante os quais os nervos podiam ser entesados sem se romper, e moídos os ossos sem se quebrarem e o corpo inteiramente esmiuçado sem que perdesse a vida.´ Um milhão pereceu no massacre dos albigenses.

“Nos trinta anos que se seguiram à primeira instituição dos jesuítas, novecentos mil fiéis cristãos foram trucidados. Trinta e seis mil foram vítimas foram vitimados pelo executor ordinário nos Países Baixos, por ordem do duque D`Alba, que se vangloriava desse feito. Cinquenta mil flamengos e alemães foram enforcados, queimados ou sepultados vivos no reinado de Carlos V.” – Key to the Apocalypse, por H. Grattan, Guinness, D. D., págs. 91-94.

5.      Que mais diz a profecia que a ponta pequena faria?

Rª: “E cuidará em mudar os tempos e a lei.” Daniel 7:25, terceira parte.

Notas: “O papa é de tão grande autoridade e poder que pode modificar, explicar ou interpretar mesmo as leis divinas. … O papa pode modificar as leis divinas, visto o seu poder não porvir do homem mas de Deus, e age como substituto de Deus na Terra, com o mais amplo poder de ligar e desligar o rebanho.” – Prompta Bibliotheca, publicado em Roma, em 1900.

“O papa tem poder para mudar os tempos, ab-rogar leis e dispensar todas as coisas, mesmo os preceitos de Cristo.” – Decretal de Translat, Episcop. Cap.

“A vontade do papa representa a razão. Ele pode dispensar a lei, e fazer do errado, direito, por meio de correcções e mudanças das leis.” – Papa Nicolau, Dis. 96.

“O papa está livre de todas as leis, de maneira que não pode incorrer em nenhuma sentença de irregularidade, suspensão, excomunhão ou penalidade por qualquer crime.” – Dis. 40.

Como prova da mudança efectuada na lei de Deus pelo poder papal, e de que esse poder reconheceu a mudança e se arroga a autoridade para fazê-lo, citamos os seguintes trechos de publicações católicas romanas:

“Nós, católicos, romanos, guardamos o domingo, em lembrança da ressurreição de Cristo, e por ordem do chefe da nossa igreja, que preceituou tal ordem do sábado ser do Antigo Testamento.” – Pedro Júlio Maria, em Ataques Protestantes, pág. 81.

“Pergunta: que dia da semana a Bíblia manda santificar?

“Resposta: O sábado. Eis as passagens da Bíblia (o autor cia a seguir Êxodo 20:8-11; 31:14,15; Deut. 5:12-14).

“Pergunta: Mas a Bíblia manda observar o domingo em vez do sábado?

“Resposta: Não.

“Pergunta: Quem mudou o dia do Senhor do sábado para o domingo?

“Resposta: A Igreja Católica.

“Pergunta: Mas os protestantes observam o descanso no domingo.

“Resposta: Então neste ponto seguem a tradição católica.” – Cónego Hugo Bressane de Araújo, em Perguntas e Respostas, págs. 22 e23.

“O Decálogo preceitua guardar os sábados e não os domingos. É a igreja … que transmudou os dias.” – Padre Etiene Ignace Brasil, em O Culto das Imagens, pág. 45.

“A observância do domingo … não só não tem fundamento na Bíblia, mas está em contradição com a letra da Bíblia, que prescreve o descanso do sábado. Foi a Igreja Católica que por autoridade de Jesus Cristo transferiu esse descanso para o domingo, em memória da ressurreição de nosso Senhor.” – Monitor Paroquial, Socorro, Estado de São Paulo, 26-8-1926, Ano I, Nº 8.

“Pergunta: Tendes qualquer outra maneira de provar que a igreja tem poder de instituir festas por preceito?

“Resposta: Não tivesse ela esse poder, e não poderia haver feito aquilo em que concordam “todas” (aspas nossas) as religiões protestantes modernos – não poderia haver substituído a observância do sábado do sétimo dia da semana, pela do domingo, o primeiro dia, mudança para a qual não há autoridade escriturística.” – Keenan, A Docrinal Cathecism, pág 174.

6.      Por quanto tempo deveriam os santos, os tempos e a lei do Altíssimo ser entregue nas mãos da ponta pequena?

Rª: “E eles serão entregues na sua mão por um tempo, e temps, e metade dum tempo.” Dan. 7:25. últ., cláusula.

7.      Haverá outra profecia que faça referência a este assunto?

Rª: “E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.” Apoc. 12:14.

“E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfémias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses.” Apoc. 13:5 (cf. Apoc. 11:2).

“ E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.” Apoc. 12:6.

8.      Que período de tempo é, em profecia simbólico, representado por um dia?

Rª: “Segundo o número dos dias em que espiastes esta terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades quarenta anos, e conhecereis o meu afastamento.” Núm. 14:34 (cf. Ezeq. 4:6).

Comentários: Sendo um tempo, em profecia, o mesmo que um ano (ver Daniel 11:13) três e meio tempos seriam três e meio anos, ou quarenta e dois meses, ou mil duzentos e sessenta dias, de conformidade com o ano de 360 dias, ou seja, doze meses de trinta dias cada um, usado em profecia cronológica. Visto cada dia representar um ano, o período, cujo fim deveria marcar o limite do tempo da supremacia da ponta pequena – o papado – sobre os santos, os tempos e a lei, seria, portanto de mil duzentos e sessenta anos.

O decreto do imperador Justiniano, emitido em 533 A.D., reconheceu o papa como “cabeça de todas as igrejas.” (Código de Justiniano, livro 1, Baroniu´s Anals A.D. 533.) A pesada derrota dos ostrogodos no cerco de Roma, cinco anos mais tarde, ano 538, foi um golpe mortal para a independência do poder ariano que governava a Itália, e constituiu, portanto, uma data notável no desenvolvimento da supremacia papal. Com o período de profecia, se estenderiam até ao período de 1793-1798. O ano 1793 foi o ano do Reinado do Terror na revolução francesa, e o ano em que a religião católica, romana, foi abandonada na França, e em seu lugar instituído o culto da razão. Como resultado direto da revolta contra a autoridade papal na revolução francesa, o exército francês, sob o comando de Berthier, entrou em Roma e, a 10 de Fevereiro de 1798, o papa foi aprisionado, morrendo no exilado na cidade francesa de Valença, no ano seguinte. Este ano, 1798, no qual foi infligido ao papado o golpe de morte, clara e adequadamente assinala o término do longo período profético mencionado nesta profecia.

9.      Que acontecerá finalmente ao domínio pela ponta pequena?

Rª: “Mas o juízo estabelecer-se-á, e eles tirarão o seu domínio, para o destruir até ao fim.” Dan. 7:26.

10.  A quem, afinal, será dado o domínio?

Rª: “E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão.” Dan. 7:27.

Nota: Aqui, como no segundo capítulo de Daniel, o anúncio do estabelecimento do reino eterno de Deus na Terra inclui um breve esboço da história deste mundo; e as profecias de Daniel, concernentes aos poderes que se oporiam ao propósito divino, fornecem pormenores adicionais desse esboço. O cumprimento exato desse esboço na história do mundo desde o tempo de Nabucodonosor constitui um testemunho irrefutável da inspiração dessas profecias, fornecendo base para confiança de que a parte não cumprida das profecias terá cumprimento com absoluta certeza e em todos os seus pormenores.

Quando nós, seres humanos, escolhemos a Deus a sua Palavra é lâmpada (farol) suficiente para iluminar o nosso caminho. Que ela ilumine o vosso e o até ao reino eterno em Cristo. Amem!

José Carlos Costa, pastor.

17 de janeiro de 2013

As Quatro Grandes Monarquias Mundiais

1. Em que tempo teve Daniel a sua segunda visão?
Rª: “NO primeiro ano de Belsazar, rei de Babilónia, teve Daniel um sonho e visões da sua cabeça quando estava na sua cama; escreveu logo o sonho, e relatou a suma das coisas.” Dan. 7:1

Nota: isto é, no primeiro ano da actividade de Belsazar, que reinava com o seu pai, Nabunaíde, em 540 anos antes de Cristo.
2. Que efeito produziu em Daniel esse sonho?
Rª: “Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi abatido dentro do corpo, e as visões da minha cabeça me perturbaram.” Dan. 7:15.
 
Nota: o efeito produzido pelo sonho de Daniel, nele próprio, notar-se-á, foi semelhante ao que sentiu Nabucodonosor com o seu sonho; perturbou-o. ver Dan. 2:1.
 
3. Que pediu Daniel e um dos seres celestiais que, no sonho estavam perto dele?
Rª: “Cheguei-me a um dos que estavam perto, e pedi-lhe a verdade acerca de tudo isto. E ele me disse, e fez-me saber a interpretação das coisas.” Dan. 7:16.
 
4. Que viu o profeta nessa visão?
Rª: “Falou Daniel, e disse: Eu estava olhando na minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar grande.” Dan. 7:2.
5. Qual foi o resultado dessa luta?
Rª: “E quatro animais grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar.” Dan. 7.3.
6. Que representavam esses quatro animais?
Rª: “Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da terra.” Dan. 7:17.
Nota: O termo reis, aqui, como em Dan. 2:44, significa reinos, conforme está explicado nos versículos 23 e 24 do sétimo capítulo, sendo os dois termos usados indiferentes nesta profecia.
 
7. Que é, em linguagem simbólica, representado por ventos?
Rª: Luta, guerra, comoção. Ver Jer. 25:31-33; 49.36, 37.
Os ventos significam luta, e a guerra é evidente da própria visão. Como resultado da luta dos ventos, surgem e ruem os renos.
8. Que é, em profecia, simbolizada por águas?
“E disse-me: As águas que viste, … são povos, e multidões, e nações, e línguas.” Apoc. 17:15.
Nota: No segundo capítulo de Daniel, sob a figura de uma estátua de homem, é feita um simples esboço político do surgimento e queda dos reinos terrestres, que precederiam o estabelecimento do eterno reino de Deus. no sétimo capítulo, são representados os governos terrestres, como são vistos à luz do Céu – sob os símbolos de animais bravios e ferozes – e em particular estes, oprimindo e perseguindo os santos do Altíssimo. Daí a diversidade nos símbolos usados para representar esses reinos.
 
9. A que se assemelhava o primeiro animal?
Rª: “O primeiro era como leão, e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em pé como um homem, e foi-lhe dado um coração de homem.” Dan. 7:4.

Nota: O leão, o primeiro desses quatro grades animais, assim como a cabeça de outro do sonho do Nabucodonosor, representa a monarquia babilónia – leão, rei dos animais postado à cabeça de sua espécie, assim como o ouro e é para os metais. As asas de águia sem dúvida denotam a rapidez com que Babilónia estendeu as suas conquistas sob Nabucodonosor, que reinou de 604 a 561 antes de Cristo. Esse reino foi vencido pelos medos e persas, em 538 antes de Cristo.
1. Por que foi simbolizado o segundo reino?
Rª: “Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne.” Dan. 7:5.
 
Nota: “Este foi o Império Medo-Persa, aqui representado sob o símbolo de um urso. …Por sua crueldade, e sede de sangue, são os medos e persas comparados a um uso, animal dos mais vorazes e cruéis.” – Adam Clark, comentando Dan. 7:5.
 
2. Por que simbolizado o terceiro império universal?
Rª: “Depois disto, eu continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha quatro asas de ave nas suas costas; tinha também este animal de quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio.” Dan. 7:6
Nota: Se as asas da água nas costas de um leão denotam rapidez de movimentos no Império Babilónio (ver Hab. 1:6-8), quatro asas no leopardo devem denotar inexcedível celeridade de movimento no Império Grego. Isto se verifica ser historicamente verdadeiro.
 
“Maravilhosa foi a rapidez das conquistas de Alexandre na Ásia; ele lançou-se como uma torrente sobre o agonizante Império Persa, e toda oposição se tornou inútil. Os gigantescos exércitos do Sol. As batalhas de Granico, em 334, A.C., isso no ano seguinte, e Arbela, em 331 A.C., selaram o destino do Império Persa, e firmaram o amplo domínio dos gregos.” – The Divine Program of the Word`s History, por H. Frattan Guinnes, p. 308.

“Esse animal tinha também quatro cabeças.” O Império Grego manteve a sua união por apenas um curto período de tempo após a morte de Alexandre, ocorrida no ano 323, A.C. passados vinte e dois anos da sua brilhante carreira, ou seja, no ano 301 A.C., foi o império dividido entre os seus quatro melhores generais. Cassandro apossou-se da Macedónia e da Grecia, ao oeste; Lisimaco ficou com a Trácia, e partes da Ásia no Helesponto e Bósforo, ao norte, Ptolomeu obteve o Egito, a Líbia, a Arábia, a Palestina e a Síria ao sul; e Seleuco ficou com todo o restante dos domínios de Alexandre, ao leste.
 
3. Como estava representada o quarto reino?
Rª: “Depois disto eu continuei olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres.” Dan. 7:7.
4. Que foi dito ser o quarto animal?
Rª: “Disse assim: O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços.” Dan. 7:23
Nota: “Isto é por todos admitido como sendo o Império Romano. Ele foi terrível, espantoso e muito forte; …tornando-se, em realidade, a que os escritores romanos se comprazem em chamá-lo, o império universal.” – Adam Clarke, comentado Dan. 7:7.
A vitória final dos romanos sobre os gregos aconteceu na batalha de Pidna, em 168 A.C.
 
5. Que era representado pelas dez pontas?
Rª: “E quanto às dez pontas, daquele mesmo reino se levantarão dez reinos.” Dan. 7:24
Nota: O historiador Machiavelli, sem fazer a mínima referência a esta profecia, apresenta a seguinte lista de nações que ocuparam o território do império ocidental ao tempo da queda de Rómulo Augústulo (476 A.D.), último imperador de Roma; Lombardos, Francos, Burgundos, Ostrogodos, Visigodos, Vândalos, Hérulos, Suevos, Hunos e Saxónios: dez ao todo.
“Entre incessantes e quase incontáveis flutuações, os reinos da moderna Europa, desde o seu surgimento até ao presente, têm somado uma média de dez. Nunca mais, desde a subdivisão da velha Roma, se uniram eles num só império; nunca formaram unidades, como são os Estados Unidos da América. Nenhuma fórmula de orgulhosa ambição que visasse reunir os fragmentos dispersos, alcançou êxito; sempre que surgiram, foram invariavelmente reduzidos a pedaços.” – The Divine Program of the World`s History, por H. Grattan Guinness, pp. 318-321.
 
6. Que mudança viu Daniel operar-se nessas pontas?
Rª: “Estando eu a considerar os chifres, eis que, entre eles subiu outro chifre pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas.” Dan. 7:8
 
7. Que investigação da parte de Daniel mostra que o quarto animal e especialmente o que diz respeito à ponta pequena que nele há, constitui a feição mais importante desta visão?
Rª: “Então tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro e as suas unhas de bronze; que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobrava; e também a respeito dos dez chifres que tinha na cabeça, e do outro que subiu, e diante do qual caíram três, isto é, daquele que tinha olhos, e uma boca que falava grandes coisas, e cujo parecer era mais robusto do que o dos seus companheiros.” Dan. 7:19,20.

8. Quando deveria levantar-se a ponta pequena?
Rª: “E depois deles se levantará outro.” Dan. 7:24.
Nota: As dez pontas, como já foi mostrado, surgiram quando Roma, o quarto reino, foi dividido em dez reinos. Essa divisão completou-se em 476 A.C. A ponta pequena deveria levantar-se depois deles, como diz o versículo citado.
 
9. Qual deveria ser o carácter da ponta pequena?
Rª: “O qual será diferente dos primeiros, abaterá a três reis.” Mesmo versículo, últ., parte.
Nota: O poder que se levantou no Império Romano depois da queda de Roma, em 476, A.D., e que era inteiramente diferente de todos os dez reinos em que Roma foi dividida (visto que exigiu e exerceu autoridade espiritual sobre os dez reinos), e perante quem três dos outros reis – os hérulos, os vândalos e os ostrogodos – caíram, foi o papado.
 
Definidos que estão o lugar e o tempo de reino da ponta pequena, a análise do seu carácter e obra será feita nos estudos que se seguirão.
 
José Carlos Costa, pastor.

13 de janeiro de 2013

A PROFECIA – PORQUE FOI DADA

1. Por que foram dadas as Sagradas Escrituras?

Rª: “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.” Romanos 15:4

2. Porque meio é produzida toda a Escritura?
Rª: “Toda a Escritura é divinamente inspirada.” 2ª Tim. 3:16, primeira parte (Versão Trinitária).

3. Para que é ela proveitosa?
Rª: “É proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.” 2ª Tim. 3:16 (ultima parte).

4. Como foi produzida a profecia?
Rª: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” 2ª Ped. 1:21

5. De que é capaz o Senhor, quanto ao futuro?
Rª: “Eis que as primeiras coisas passaram, e novas coisas Eu vos anuncio, e, antes que venham à luz, vo-las faço ouvir.” Isa. 42:9.

6. Até onde alcança a capacidade de Deus em revelar o futuro?
Rª: “Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e … não há outro semelhante a mim. Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam.” Isaías 46:9 e 10.

Nota: em contraste com isso, notai a seguinte confissão de um afamado historiador, quanto à capacidade humana de revelar o futuro.
“A História fez até agora tão pouco progresso no sentido científico, que nada apode dizer quanto ao que virá a ocorrer. No que se refere ao futuro, é completamente cega. Não existe no mundo um único filósofo que possa predizer a evolução histórica no período de um dia sequer. No tocante aos problemas de 1895, o historiador é tão mudo quanto um charlatão prognosticador do tempo o seria quanto às condições meteorológicas da próxima estação do calendário da vida humana. As suas ocorrências e desfechos processar-se-ão com a exactidão científica, sem relação alguma com as condições anteriores. Mas vivente algum pode predizer qual pode predizer qual será o acontecimento e o seu aspeto. O homem mais esclarecido não pode predizer nem prever a natureza do que irá acontecer no ano que já está prestes a bater à porta.” – John Clark Ridpath, em Christian at Work, 27 de dezembro de 1894.

Mais de um século volvido a situação não se alterou significativamente. Falo em relação à previsão meteorológica, quanto a situação é exatamente a mesma.

7. A quem revela Deus os segredos do futuro?
Rª: “Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.” Amós 3:7.

8. A quem pertencem as coisas reveladas?
Rª: “As coisas encobertas são para o Senhor nosso Deus; porém as reveladas são para nós e para os nosso filhos para sempre.” Deut. 29:29.

9. Que testeficou o apóstolo Pedro da sua experiência no monte da transfiguração?
Rª “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a Sua majestade.” 2ª Ped. 1:16 (cf. 2ª Pedro 1: 18-19).

10. Qual tem sido sempre o tema dos profetas de Deus?
Rª: “Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas. Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada.” 1ª Ped. 1:9-10 (ver 1ª Pedro 1:11).

11. Em que profecia reconheceu Cristo a Daniel como profeta?
Rª: “Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda.” Mat. 24:15.

12. Até que tempo deveriam ficar seladas as profecias de Daniel?
Rª: “E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará.” Dan. 12:4.

13. Que certeza deu o anjo de que essas profecias seriam compreendidas nos últimos dias?
Rª: “E ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim. Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão.” Daniel 12:9,10.

14. Como é chamado o último livro da Bíblia?
Rª: “REVELAÇÃO de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu.” Apoc. 1:1.

15. Que é dito dos que lêem, ouvem e guardam as coisas que esse livro contém?
Rª: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.” Apoc. 1:3

Seja um “bem-aventurado” ou feliz ao estudar a Palavra revelada e pelo Espírito Santo guarde a Palavra no coração “porque o tempo está próximo.” Amem.

Jose Carlos Costa, pastor
Galeria Estudos Bíblicos

12 de janeiro de 2013

A HORA DO JUÍZO

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Os capítulos 2, 7 e 8 do livro de Daniel apresentam uma sequência de eventos históricos que precedem a segunda vinda de Cristo. Eles descrevem a sucessão de quatro impérios(a), com destaque para o último que atuou contra a autoridade de Deus e contra o ministério intercessório de Jesus. O capítulo 7 narra-o dizendo: "Proferirá insultos contra o Altíssimo e porá à prova os santos do Altíssimo; ele tentará mudar os tempos e a lei (...)" (Daniel 7:25 BJ).

Entretanto, Deus não permitiria que Sua lei e a verdade sobre o ministério sumo-sacerdotal de Jesus prosseguisse indefinidamente obscurecida pelo erro. Através de homens e mulheres fiéis, Ele reavivaria Seus propósitos (Isaías 58:12). A reforma protestante redescobriu parcialmente o papel de Cristo como nosso Mediador, o que ocasionou grande reavivamento no mundo cristão. Contudo, havia ainda outras verdades a serem reveladas acerca de Seu ministério celestial. E o tempo em que Deus restauraria essas verdades e iniciaria o grande julgamento da raça humana foi revelado:
- Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército a fim de serem pisados?
- Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado. (Daniel 8:13-14 RA).
Ao anjo Gabriel foi entregue a missão de explicar esses eventos ao profeta Daniel, mas o impacto das informações o conduziu a enfermidade (Daniel 8:26-27), motivando Gabriel a adiar os esclarecimentos quanto ao período das "2300 tardes e manhãs", a única parte da visão que não havia sido explicada; posteriormente, ele retorna com o objetivo de resolver esta questão (Daniel 9:21-23). Portanto, os capítulos 8 e 9 do livro de Daniel estão fortemente conectados, sendo o capítulo 9 a chave para desvendar o mistério desse período de tempo descrito no capítulo 8. Antes porém, se faz necessário entender o significado da expressão "tarde e manhã":
"(...) E disse Deus: 'Haja luz.' E houve luz.
E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.
E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia." (Gênesis 1:3-5 RA).
De acordo com a Bíblia, "uma tarde" (noite - trevas) e "uma manhã" (dia - luz), formam o intervalo de tempo de "um dia" (período compreendido entre um pôr do Sol ao outro), e esta maneira de mencionar "um dia" foi utilizada pelo anjo Gabriel. Portanto, as "2300 tardes e manhãs" de Daniel 8:14 referem-se a "2300 dias". Porém, os capítulos 8 e 9 descrevem tempo profético(b) e, nesses casos, "um dia" representa "um ano" (Números 14:34; Ezequiel 4:7). Assim, os "2300 dias" proféticos equivalem a "2300 anos" literais. E o próprio Gabriel auxilia nesta questão ao afirmar que a transgressão contra o santuário (Daniel 8:13) se estenderia até o "tempo do fim" (até os "dias longínquos", Daniel 8:17-19 e 26), isso elimina a contagem simplista de "2300 dias" (equivalente a 3 anos e 6 meses) em Daniel 8:14 por não alcançar o "tempo do fim" (cf. Daniel 12:4-9). Após estas informações, prossigamos com as palavras de Gabriel:
"(...) Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão. Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o santo dos santos." (Daniel 9:22-24 RA).
E qual a relação entre essas "setenta semanas" e os "2300 anos"?
Quando o anjo Gabriel retorna para continuar as explicações sobre a visão descrita no capítulo 8, ele inicia justamente abordando as questões levantadas em Daniel 8:13, e que não foram esclarecidas dificultando o entendimento da visão (Daniel 8:27 cf. Daniel 9:23). O período de "70 semanas" e os eventos vinculados à ele esclarecem tanto a pergunta quanto a resposta de Daniel 8:13-14; a palavra "determinada" usada em Daniel 9:24 também relaciona diretamente as "70 semanas" aos 2300 anos.

Embora a maioria das traduções bíblicas utilizem a palavra "determinada" ou "decretada" para traduzir o termo hebraico "chathak", o sentido que mais aproxima-se dele são os verbos separar, cortar, dividir, repartir.1, 2 E algumas traduções(c) optaram em usar estes verbos como correspondente a "chathak", posicionamento defendido pelo dicionário hebraico-inglês de Genesius.3
 
Portanto, as "70 semanas" foram cortadas ou separadas de outro intervalo de tempo, os 2300 anos citados na visão de Daniel: "Por isso, preste atenção à mensagem para entender a visão: setenta semanas estão decretadas ["chathak" - separadas, retiradas]" (Daniel 9:23-24 NVI). E para realizar essa separação de tempo, o mesmo princípio bíblico, "cada dia por um ano" (Números 14:34; Ezequiel 4:7), deve ser aplicado as "70 semanas". Como uma semana possui 7 dias e a profecia menciona 70 semanas, logo: 70 x 7 = 490 dias (proféticos) ou 490 anos (literais). Assim, 490 anos devem ser subtraídos de 2300 anos.
 
E em que momento inicia a contagem dos 490 anos?
"Saiba e entenda que, a partir da promulgação do decreto que manda restaurar e reconstruir Jerusalém até que o Ungido, o príncipe, venha, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas. Ela será reconstruída com ruas e muros, mas em tempos difíceis." (Daniel 9:25 NVI).
Segundo Gabriel, a contagem dos 490 anos inicia a partir da ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém. E a História registra que essa ordem foi dada pelo rei Artaxerxes, da Pérsia, no ano 457 a.C.
 
O verso de Daniel 9:25 revela ainda que desde a ordem para recuperar Jerusalém até o Ungido (até o batismo de Jesus Cristo), se passariam "sete semanas" e "sessenta e duas semanas"(d), que somadas totalizam "69 semanas". Então, a partir da contagem inicial das "70 semanas" (490 anos), "69 semanas" se passariam até a chegada da época do batismo de Cristo. E, em linguagem profética, "69 semanas" equivalem a 483 anos (69 semanas x 7 dias semanais), o que conduz ao ano 27 d.C., data em que se realizou o batismo de Jesus.
 
Contudo, Daniel 9:25 menciona somente 69 das 70 semanas proféticas. Resta ainda "uma semana" a ser analisada, pois: "Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares. (...)" (Daniel 9:27 RA).
 
A profecia afirma que o Ungido, na metade da última semana (três anos e meio - 3½), cessaria o sacrifício. Em outras palavras, Jesus morreria na cruz e não seria mais necessário o sacrifício de animais que Israel realizava (Mateus 27:51 cf. Hebreus capítulo 9). E a História registra que exatamente no ano 31 d.C., Jesus foi morto, confirmando com exatidão as profecias.
 
A outra metade (três anos e meio 3½) da "última semana" terminou em 34 d.C. Nessa época o apóstolo Estevão, após testemunhar em favor de Cristo e Seu ministério, foi apedrejado pelos israelitas com o consentimento do sinédrio (Atos capítulo 7 cf. Mateus 23:37). Com esta atitude a nação de Israel encerra o tempo que lhe foi concedido para retornar aos caminhos de Deus; o que consequentemente a manteria como representante oficial dEle na Terra.4 Assim, finda-se o período de 490 anos: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade. (...)" (Daniel 9:24 RA cf. Mateus 18:22). Esses acontecimentos foram revelados a Daniel por volta de 607 a.C. e, séculos depois, tudo se cumpriu com excepcional precisão.
Sendo que os 490 anos foram separados (repartidos) dos 2300 anos, em que ano seremos encaminhados ao prosseguir na contagem do tempo que restou?(e) Concluiremos que o período de 2300 anos termina em 1844 d.C., ano em que iniciou-se a purificação do santuário celestial(f) e o julgamento da humanidade;5 visto que: tanto o fim do obscurecimento do ministério sumo sacerdotal de Cristo acarretado pela "transgressão assoladora" (Daniel 8:17-19 e 26), quanto a eliminação do pecado e o restabelecimento da justiça eterna de Deus, citados em Daniel 9:24, não se concretizaram com o término dos 490 anos. Estas coisas foram profetizadas para ocorrerem respectivamente no "tempo do fim" (Daniel 8:17-19 e 26 cf. Daniel 12:4-9) e no segundo advento de Jesus (II Tessalonicenses 2:7-8 cf. Daniel 8:25; II Pedro 3:13).
O termo "selar" (hb. chatham) em Daniel 9:24, não foi usado no sentido de "encerrar" ou "concluir" os eventos listados no próprio verso, mas para indicar que o cumprimento das profecias compreendidas no período das "70 semanas" (490 anos), confirmariam (validariam, comprovariam) que as demais profecias da visão de Daniel, sobretudo aquelas vinculadas ao término do período de 2300 anos, seriam da mesma forma fielmente cumpridas (realizadas, efetivadas). Adiante o resumo dos principais eventos descritos:
457 a.C. - Entrega da ordem para reconstruir Jerusalém (Esdras 7:11-28).
27 d.C. - João batiza Jesus, o Ungido (Mateus 3:13-17).
31 d.C. - Sacrifício do Ungido. Três anos e meio após o Seu batismo ("na metade da semana, fará cessar o sacrifício"), Jesus foi morto na cruz do Calvário (Lucas 23:46 cf. Daniel 9:27).
34 d.C. - Estevão, à exemplo de outros mensageiros de Deus, foi apedrejado pelo povo de Israel (Lucas 13:34), com isso o título (credencial) de nação sacerdotal de Deus lhe foi retirado (Jeremias 6:16 cf. Mateus 21:42-46); iniciou-se a perseguição à igreja primitiva (Atos 8:1-3); Paulo converte-se e leva o evangelho aos gentios (Atos 13:44-52).
1844 d.C. - Início da purificação do santuário celestial e do juízo investigativo.6
Segundo as profecias foi a partir do ano de 1844 que as ações dos homens passaram a ser definitivamente avaliadas no juízo de Deus (cf. Daniel 7:10, Apocalipse 22:11-12), e milhões de pessoas desconhecem ou ignoram essa verdade. Por isso surgi "um anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a toda nação, tribo, língua, e povo, dizendo em grande voz: 'Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora de Seu juízo.' (...)" (Apocalipse 14:6-7 RA). A palavra anjo em linguagem profética significa mensagem ou mensageiro, e a descrição desse anjo voando representa a urgência com que esta mensagem deve ser proclamada.
 
Infelizmente o juízo é mal compreendido. Muitos confundem o juízo divino com os flagelos e catástrofes que acontecerão antes do retorno de Cristo. Os flagelos são parte da sentença do juízo; não é o juízo. A prisão ou pena de morte, por exemplo, não é o juízo mas a condenação (sentença). Juízo é o processo pela qual se considera um caso através de um juiz, um advogado, um promotor de acusação, testemunhas e provas.7 E o profeta Daniel descreve o juízo celestial nas seguintes palavras:
"Enquanto eu olhava, tronos foram colocados, e um Ancião Se assentou. Sua veste era branca como a neve; o cabelo era branco como a lã. Seu trono era envolto em fogo, e as rodas do trono estavam em chamas. De diante dEle, saía um rio de fogo. Milhares de milhares o serviam; milhões e milhões estavam diante dEle. O tribunal iniciou o julgamento, e os livros foram abertos." (Daniel 7:9-10 NVI).
Texto baseado em: Nisto Cremos. (2003). 7.ª ed., São Paulo: CPB, cap. 23.
Vídeos relacionados: O Juízo Final; Cremos no Juízo
a. Impérios: babilônico, medo-persa, grego e romano.
c. Por exemplo, a versão espanhola "Sagradas Escrituras" de 1569, apresenta o verbo "cortar" entre parênteses destacando o sentido mais preciso para o verbo hebraico "chathak": "Setenta semanas están determinadas (heb. cortadas) sobre tu pueblo y sobre tu Santa Ciudad. (...)" (Daniel 9:24). E a "Darby Version" traz a seguinte tradução: "Seventy weeks are apportioned [repartidas, divididas] out upon thy people and upon thy holy city" (Daniel 9:24).
d. "Sete semanas" equivalem a 49 anos, tempo gasto para restaurar Jerusalém. E, "sessenta e duas semanas" (434 anos), refere-se ao tempo compreendido entre a conclusão da reedificação de Jerusalém (408 a.C.) e o batismo de Jesus (27 d.C.). No total, "sete semanas e sessenta e duas semanas" correspondem a soma de 7 + 62 = 69 semanas, e que pelo princípio do dia profético representam 483 anos.
e. Nos cálculos considerar que não existe o "ano zero", tem-se o ano 1 a.C. e em seguida 1 d.C.
f. A purificação do santuário celestial deve ser compreendida à semelhança do que ocorria no santuário terrestre no dia da Expiação. Acesse: O Tribunal Celestial.
1. STRONG, J. (1981). The Exhaustive Concordance of the Bible, ed. Macdonald Publishing Company; (ref. n.º 02852).
2. A análise de escritos hebraicos, tais como os Mishnah, revela que embora "chathak" possa significar "determinar", o significa mais próximo é "cortar". Fonte: SHEA, W. H. The Relationship Between the Prophecies of Daniel 8 and 9. In: WALLENKAMPF, A.; LESHER, W. R. (1981). The Sanctuary and the Atonement. Washington, D.C.: Biblical Research Institute, p. 228-250.
3. GENESIUS. (1950). Hebrew and Chaldee Lexicon to the Old Testament Scripture, London: Samuel Bagster, p. 314b.
4. Jeremias 6:16; Jeremias 18:15-16; Ezequiel 22:7-8 e 26; Êxodo 19:5-6; Romanos 3:2; Mateus 21:42-46.
5. Hebreus 8:1-2; Hebreus 9:23-24; Daniel 7:9-10 cf. Apocalipse 11:19.
6. Daniel 8:14; Daniel 7:9-10; Apocalipse 11:19; Apocalipse 14:7.
7. BULLON, A. (1998). O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse, 1.ª ed., São Paulo: CPB, p. 29.

10 de janeiro de 2013

Os Reinos da Graça e da Glória

1.      A que trono somos exortados a chegar, para alcançar misericórdia?

Rª: “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.” Heb. 4:15

Nota: Seria inútil chegarmos a qualquer trono para pedir um favor, se esse trono não tivesse ocupado. O trono da graça, pois, pressupõe o Rei da graça. Se há um Rei, tem Ele de ter súbditos, e leis para governar esses súbditos. Portanto, nesse estado, e recebendo graça, ou favor, de Deus, a pessoa está no reino da graça.

 
2.      Para que outro reino as Escrituras chamam a atenção, e quando será estabelecido?

Rª: “Quando o Filho do homem vier em Sua glória, e todos os santos anjos com Ele, então Se assentará no trono da Sua glória.” Mat. 25:31.

Nota: O reino da glória será estabelecido por ocasião da segunda vinda de Cristo. Disse Jesus a Pilatos: “Meu reino não é deste mundo.” João 18:36.


3.      Como procurou Jesus corrigir a falsa ideia dos discípulos e dos judeus, de que Ele estabelecia naquele tempo o Seu reino de glória?

Rª: “Contou uma parábola; porquanto estavam parte de Jerusalém, e cuidavam que logo se havia de manifestar o reino de Deus.” Lucas 19:11.


4.      Nessa parábola, que ensinou Jesus?

Rª. “Certo homem nobre partiu para uma terra remota, a fim de tomar para si um reino e voltar depois.” Luc. 19:12.


5.      Quem é esse nobre?

Rª: “NÃO se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.

Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.” João 14:2,3.

Nota: este nobre é Cristo Jesus. Quando ascendeu para junto do Pai, assentou-Se sobre o trono do Pai, trono que, enquanto durar o tempo da graça, é o trono da graça. Logo receberá Ele o Seu reino da glória. Ele não voltou ainda, mas quando vier, será para levar os Seus súbditos para onde Ele está. O reino da glória será estabelecido por ocasião da segunda vinda de Cristo, mas não ainda na Terra. Aqui só virá no final do milénio. (ver Apoc. 20:6; 15: 2 e 3, e o estudo sobre “O Milénio”.)

Pergunta importante: Poderá alguém entrar no reino da glória sem antes ter vivido o reino da graça?


6.      Em que palavras Jesus tornou claro que o único reino que Deus agora tem na Terra é o reino da graça?

Rª: “E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós.” Luc. 17:20, 21.

Pergunta aos judeus e messiânicos: Veio o Messias ou ainda esperamos outro?

Nota: Cristo só reina sobre súbditos voluntários. Seu reino agora é inteiramente espiritual. Só por ocasião da Sua segunda vinda estabelecerá Ele o Seu reino de glória.


7.      Por que meio são os homens salvos do pecado?

Rª: “Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.” Efés. 2:8 (ver Rom. 6:23).

Nota: segue-se, pois que unicamente pela graça, ou favor, de Deus podem ser salvos os pecadores. Não há outro meio. Abraão, Moisés David, assim como Pedro, Paulo e João, foram salvos pela graça. Todos eles, portanto, estavam no reino da graça, que deve ter existido logo que houve um pecador necessitado da graça.


8.      Quando Cristo enviou os Seus discípulos, que lhes disse que pregassem?

Rª: “Enviou-os a pregar o reino de Deus, e curar os enfermos.” Luc. 9:2.


9.      Desincumbindo-se da sua comissão, que pregavam eles?

Rª: “Saindo eles, percorriam todas as aldeias, anunciando o evangelho, e fazendo curas por toda a parte.” Luc. 9:6

Nota: O evangelho deles não era de coacção, mas de persuasão; não era evangelho da espada, mas do amor de Deus; não era evangelho político – tal como os judeus ainda esperam – mas, evangelho do Dom de Deus.

 

10.  Na parábola do trigo e do joio, que representa a boa semente?
Rª:  “O campo é o mundo; e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno.” Mat. 13:38.

 
11.  Quem semeou o joio no reino?

Rª: “O inimigo, que o semeou, é o diabo.” Mat. 13:39.

Nota: Satanás primeiramente semeou o joio do pecado no Éden. Logo, o reino de Deus já existia naquele tempo. A Terra fazia parte do reino de Deus, destinava-se a estar sempre sob o Seu domínio.

Continua…

 

Os Reinos da Graça e da Glória -2

Não entre neste estudo sem ler a primeira parte, aí estudamos com base bíblica o reino da Graça e da Glória. Agora, vamos ver como porque foi estabelecido o reino da graça.

1.      A quem confiou Deus o Seu reino na Terra?

Rª: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.” Gén. 1:26.


2.      Que fez o homem com esse legado?

“Por um homem entrou, e pelo pecado a morte”

“Pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores.” Rom. 5:12 e 19

Nota: O homem caiu, e o mundo tornou-se a habitação do pecado. Satanás continuará o seu domínio até que o pecado seja exterminado. Quem quer que deseje tornar-se súdito do reino de Deus, deve agora separar-se do reino que foi usurpado por Satanás. O pecador tem de prestar obediência às leis de Deus. Os que isto fazem participam de um ajuste feito por Deus, pelo qual se tornam Seus súbditos, renunciando ao serviço de Satanás. Passam então para o reino de Deus, Seu reino da graça, pois que são súbditos do favor ou graça de Deus.

 
3.      Que prometeu Deus a David, rei de Israel?

Rª: “A tua semente estabelecerei para sempre, e edificarei o teu trono de geração em geração.” Salmo 89:4.


4.      Por quem foi perpetuado o trono de David?

Rª: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto.” Isaías 9:6,7.


5.Quem é a semente de David, o herdeiro do seu trono?

Rª: “E tu, ó profano e ímpio príncipe de Israel, cujo dia virá no tempo da extrema iniquidade, assim diz o Senhor DEUS: Tira o diadema, e remove a coroa;…Ao revés, ao revés, ao revés porei aquela coroa, e ela não mais será, até que venha aquele a quem pertence de direito; a ele a darei.” Ezeq. 21:25-27.

Nota: Esse tríplice revés verificou-se na sucessiva subversões dos impérios de Babilónia, Pérsia e Grécia. Os judeus estiveram sob o domínio de cada uma dessas dinastias. O último revés pode ser em geral identificado com a sucessão romana nos territórios do império macedónico, mas a famosa liga entre romanos e judeus, feita em 161 antes de Cristo, trouxe os últimos mais particularmente sob o protectorado daquela potência férrea, e em 63 antes de Cristo, Pompeu anexou a Judeia como parte de uma província. Com o estabelecimento da igreja de Cristo, o trono de David, o reino de Israel, não devia mais existir até que viesse Aquele a quem pertence de direito.


6. Quando na Terra, Jesus não ocupou o trono. Porventura o ocupou ao ascender para o Céu, ou então ocupou o trono do Pai, com Ele?

Rª: “DISSE o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.” Salmo 110:1.


7. Que faz Ele, à mão direita de Deus?

Rª: “Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és um Sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque.” Sal. 110:4 (ver. Heb. 10:12 e 13).

 
8. Quando estiver terminada a Sua obra sacerdotal, que receberá Cristo?

Rª: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.” Dan. 7:13 e 14.


9. Quando vier nas nuvens de glória, em que trono Se assentará Ele?

Rª: “Quando o Filho do homem vier em Sua glória, e todos os santos anjos com Ele, então Se assentará no trono da Sua glória.” Mat. 25:31.

 
10. Que dirá Ele então aos remidos?

Rª: “Vinde, benditos de Meu Pai; possuí por herança o reino que vos está preparando desde a fundação do mundo.” Mat. 25:34.

Aceite o convite de Jesus, sim, é o convite mais importante, você é importante para Ele. Toque na Sua mão para tocar no Seu trono.

 

José Carlos Costa, pastor.

 

8 de janeiro de 2013

UM GRANDE PERÍODO PROFÉTICO

1.         Imediatamente após a visão de Daniel 8, que aprendeu Daniel do seu estudo da profecia de Jeremias?

Rª: “NO ano primeiro de Dario … eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos.” Dan. 9:1-2.

Nota: "Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei de Babilónia, e esta nação, diz o SENHOR, castigando a sua iniquidade, e a da terra dos caldeus; farei deles ruínas perpétuas.” (Jeremias 25 : 12)

"Porque assim diz o SENHOR: Certamente que passados setenta anos em Babilónia, vos visitarei, e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar.” (Jeremias 29: 10).

A primeira deportação para Babilónia, quando Daniel e os seus companheiros foram levados cativos, ocorreu no ano 606, e os setenta anos da profecia de Jeremias expirariam, portanto, em 536 A.C. o primeiro ano primeiro ano do reinado de Dario foi em 538 A. C., e o período de restauração estava, pois, apenas dois anos distante daquele tempo.

2.         Ao aproximar-se o tempo de libertação do cativeiro, que fez Daniel?

Rª: “E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza.” Dan. 9:3.

3.         Em que estava o profeta especialmente interessado

Rª: “Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor.” Dan. 9:17.

4.         Ao terminar Daniel a sua oração, que certeza lhe deu Gabriel?

Rª: “Ele me instruiu, e falou comigo, dizendo: Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido. Dan. 9:22.

5.         Que instrução anterior, relacionada com a visão de Daniel 8, estava a ser assim mais amplamente executada?

Rª: “E ouvi uma voz de homem entre as margens do Ulai, a qual gritou, e disse: Gabriel, dá a entender a este a visão.” Dan. 8:16.

6.         Porque eram necessárias instruções adicionais quanto a esta visão?

Rª: “E eu, Daniel, enfraqueci, e estive enfermo alguns dias; então levantei-me e tratei do negócio do rei. E espantei-me acerca da visão, e não havia quem a entendesse.” Dan. 8:27.

7.         Para que dirigiu Gabriel a atenção de Daniel?

Rª: “No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a palavra, e entende a visão.”Dan. 9:23.

Nota: há prova abundante de que as instruções contidas no nono capítulo de Daniel suplementam e interpretam a visão do capítulo oitavo. Notem-se os seguintes factos:

1)      Daniel não entendeu a visão acerca do seu povo e do santuário serem pisados a pés, pelos que investigou novamente as profecias quanto ao período do cativeiro.

2)      Ele certamente estabeleceu relação entre o período dos setenta anos mencionados por Jeremias, e os dois mil e trezentos dias da visão, e pôs-se imediatamente a orar com todo o fervor pela restauração da cidade e do santuário.

3)      O anjo Gabriel, que lhe apareceu ao princípio e interpretou toda a visão menos os dois mil e trezentos dias, apresenta-se-lhe agora e dirige-lhe a atenção para a visão.

4)      Os acontecimentos da visão começam com o reino dos medos e persas, a época da restauração dos judeus em sua própria terra. Na ausência de qualquer instrução em contrário, seria este o tempo natural em que se deve localizar o começo do período dos dois mil e trezentos dias; e esse é precisamente o tempo apresentado para o início das setenta semanas, que são, claramente, uma parte dos 2300 dias, e determinam, assim o tempo do seu começo.

5)      As setenta semanas, ou quatrocentos e noventa dias, estendem-se desde a restauração de Jerusalém e do templo literal, até à pregação do evangelho a todo o mundo.

8. Que porção dos 2.300 dias (anos), mencionada na visão, foi determinada aos judeus?
Rª: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade.” Dan. 9:24, primeira parte.

Nota: “Visto como tanto os 2300 anos do capítulo 8, como as ´setenta semanas´ do capítulo 9 começam do período persa da história judaica ou, noutras palavras, como ambos datam da época da restauração, em seguida ao cativeiro babilónico, os seus pontos de partida devem ser idênticos ou estar intimamente relacionados cronologicamente.” Lihgt for the Last Days, por H. Grattan Guiness, Londres, Hodder and Stoughton, 1893, p. 183.
Os 2300 Dias
A LINHA principal representa o período completo dos 2300 dias-anos, o maior período profético mencionado na Bíblia. Começando em 457, antes de Cristo, quando foi emitido o decreto para se restaurar e construir Jerusalém (Esdras 7:11-26; Daniel 9:25) contam-se sete semanas (49 anos) para indicar-se o tempo empregado na obra da restauração. Estas sete semanas são, contudo, parte das sessenta e nove (483 anos) que deviam estender-se até ao Messias, o Ungido. Cristo foi ungido no ano 27 da nossa era, por ocasião do Seu baptismo Mateus 3:13-17; Atos 10:38. No meio da septuagésima semana (ano 31), Cristo foi crucificado, ou “desarraigado.” o que  determinou o tempo em que os sacrifícios e oblações do santuário terrestre deveriam cessar. Daniel 9:26,27. Os três e meio anos restantes desta semana chegam ao ano 34, ou ao apedrejamento de Estevão, e à grande perseguição da igreja de Jerusalém que se seguiu, Atos 7:59; 8:1. Isto assinala o final das setenta semanas, ou 490 anos, concedidos ao povo judeu.

Ora, as setenta semanas fazem parte dos 2300 dias: e como elas chegam até ao ano 34, os restantes 1810 anos do período de 2300 dias-anos devem atingir o ano 1844, em que a obra do juízo, ou purificado do santuário celestial, devia começar, Apoc. 14:6,7. Por este tempo começara os pesquisadores da Palavra de Deus a ter compreendendo especial de todo o assunto do santuário e da obra sacerdotal ou mediadora que Cristo nele executa.

Quatro grandes eventos se acham, portanto, localizados por este grande período profético: - o primeiro advento de Cristo, a Sua crucifixão, rejeição do povo judeu como nação e o início da obra do juízo final.
continua ver:
José Carlos Costa, pastor