28 de janeiro de 2013

De Volta para Deus!

Se você está lutando contra o uso de substâncias tóxicas – álcool, drogas – ou se sua vida está sendo dominada por um comportamento compulsivo – jogo, gasto excessivo, disfunção alimentar, transtornos compulsivos, uma dependência emocional ou sexual que prejudica etc. – você deve estar desesperado porque o problema foi além da sua capacidade de controlá-lo.

Muitas pessoas que já sentiram este mesmo desespero voltaram-se a Deus em busca de ajuda e encontraram liberdade, esperança e alegria em sua vida. Elas descobriram que, por maior que fosse a sua força de vontade, acreditar em suas próprias forças para resolver o problema não era a solução. Crer na existência de uma força superior à delas e voltar sua vida para essa força superior era o único caminho para começar uma longa caminhada para a total recuperação, um dia de cada vez.
Este livrete bíblico quer ajudar você a seguir por um caminho espiritual que leva a conhecer e confiar em Deus, convidando-o a entrar em sua vida, e a seguir adiante sob a direção e o cuidado do Pai. As quatro seções deste livreto destacam quatro fases importantes na sua caminhada em direção à realização espiritual e comunhão com Deus.
Separe um tempo para ler cada seção cuidadosamente; absorva sua mensagem e discuta o que você aprendeu com outras pessoas que estão buscando, com seriedade, recuperar-se dessa dolorosa dependência. Enquanto faz isso, busque orientação especial de pessoas nas quais sente que pode confiar e cuja caminhada espiritual com Deus você admira. Ore pedindo a deus ajuda para colocar essas lições em prática e confie que Deus pode fazer por você o que você mesmo não consegue.

Capítulo 1. Entregue-se a Deus

É uma experiência assustadora encontrar-se sem forças em relação a alguma coisa – ser incapaz de livrar-se da compulsão que o escraviza. Você tentou, inúmeras vezes, usar a sua própria força para superar o vício e a vergonha. No entanto, fazer o uso da simples força de vontade não lhe trouxe liberdade nem recuperação. Você deparou-se com o fato de que não pode conduzir sua vida, muito menos controlar seu comportamento dependente. Mas, acredite: o que você não pode fazer, Deus pode.
Se você se sente longe de Deus, deve estar se perguntando: “Quem é Deus, e por que eu deveria confiar nele?”
Deus é o criador poderoso que lhe deu a vida e conhece tudo a seu respeito. Ao mesmo tempo, Deus é paciente, preocupa-se com você e o ama exatamente como é. Ele criou todas as coisas e tem força e amor infinitos. Apesar de sua força e graça infindáveis, Deus não está longe. Ele busca um relacionamento pessoal com voc~e e alegra-se quando você o conhece.
Deus quer que você se recupere e lhe oferece a fé e a força necessárias para começar uma caminhada de confiança e certeza nEle por toda a vida. Quando orar a fim de aprender qual a vontade de Deus para a sua vida e começar a realizá-la, verá que ela irá melhorar em seus aspectos físicos, emocionais e espirituais.

Deus vê o seu sofrimento

Desde a criação da humanidade, as pessoas têm lutado contra as compulsões destrutivas. Milhares de anos atrás, um escritor do Antigo Testamento descreveu, provavelmente a partir de uma experiência pessoal, o que o fazia sentir como se estivesse nas garras de uma forte dependência. Talvez, você esteja com esse mesmo sentimento hoje.
“Quem é que grita de dor? Para quem são as tristezas? Quem é que vive brigando e se queixando? Quem é que tem os olhos vermelhos e ferimentos que podiam ter sido evitados? É aquele que bebe demais e anda procurando bebidas misturadas. Não fique olhando para o vinho que brilha no copo, com a sua cor vermelha, e desce suavemente. Pois no fim ele morde como uma cobra venenosa. Você verá coisas esquisitas e falará tolices. Você se sentirá como se estivesse no meio do mar, enjoado, balançando no alto do mastro de um navio. Então você dirá: “Alguém deve ter batido em mim; acho que levei uma surra, mas não lembro. Por que não consigo levantar? Preciso de mais um gole.” (Provérbios 23:29-35)

Deus ouvirá você

Muitas pessoas que sentiram esse mesmo desespero clamaram por Deus, e Ele respondeu, embora Sua resposta nem sempre tenha sido reconhecida e aceita. Acredite: você é precioso aos olhos do Pai. Saiba que Deus está esperando você clamar por Ele, e Ele lhe ouvirá.
“Eu amo a Deus, o SENHOR, porque ele me ouve; ele escuta as minhas orações. Ele me ouve sempre que eu clamo pedindo socorro. Os laços da morte estavam me apertando, os horrores da sepultura tomaram conta de mim, e eu fiquei aflito e apavorado. Então clamei ao SENHOR, pedindo: “Ó SENHOR Deus, eu te peço: Salva-me da morte!” O SENHOR é bondoso e fiel; o nosso Deus tem compaixão de nós. O SENHOR protege os que não podem se defender. Quando eu estava em perigo, ele me salvou. Meu ser inteiro, continue confiando em Deus, o SENHOR, pois ele tem sido bom para mim!” (Salmo 116:1-7)

Deus ajudará você

Quando clamar pelo Todo-Poderoso Ele virá ao seu socorro. Por mais perigosa que seja a situação em que você se encontra, Deus pode resgatá-lo, transformar sua vida e levá-lo à alegria e paz.
“Esperei com paciência pela ajuda de Deus, o SENHOR. Ele me escutou e ouviu o meu pedido de socorro.
Tirou-me de uma cova perigosa, de um poço de lama. Ele me pôs seguro em cima de uma rocha e firmou os meus passos.
Ele me ensinou a cantar uma nova canção, um hino de louvor ao nosso Deus. Quando virem isso, muitos temerão o SENHOR e nele porão a sua confiança.
Feliz aquele que confia em Deus, o SENHOR, que não vai atrás dos ídolos, nem se junta com os que adoram falsos deuses!
Ó SENHOR, nosso Deus, tu tens feito grandes coisas por nós. Não há ninguém igual a ti. Tu tens feito muitos planos maravilhosos para o nosso bem. Ainda que eu quisesse, não poderia falar de todos eles, pois são tantos, que não podem ser contados.
Ó SENHOR Deus, eu sei que nunca deixarás de ser bom para mim. O teu amor e a tua fidelidade sempre me guardarão seguro.
Estou rodeado por muitas dificuldades, tantas, que nem posso dizer quantas são. Fui

24 de janeiro de 2013

Os Símbolos Proféticos de Daniel 8

1. Que apareceu a Daniel no ano 538 A.C., o mesmo ano em que caiu Babilónia?
Rª: “No ano terceiro do reinado do rei Belsazar apareceu-me uma visão, a mim, Daniel, depois daquela que me apareceu no princípio.” Dan. 8:1.
2. Onde estava então Daniel?
Rª: “E vi na visão; e sucedeu que, quando vi, eu estava na cidadela de Susã, na província de Elão; vi, pois, na visão, que eu estava junto ao rio Ulai.” Dan. 8:2.
3. Que atraiu primeiramente a atenção do profeta?
Rª: “E levantei os meus olhos, e vi, e eis que um carneiro estava diante do rio, o qual tinha dois chifres; e os dois chifres eram altos, mas um era mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último.” Dan. 8:3.
4. Que poder era representado pelo carneiro de dois chifres?
Rª: “Aquele carneiro que viste com duas pontas são os reis da Média e da Pérsia.” Dan. 8:20.
5. Como são descritos o surgimento e a maneira de agir desse poder?
Rª: “Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir; nem havia quem pudesse livrar-se da sua mão; e ele fazia conforme a sua vontade, e se engrandecia.” Dan. 8:4.
6. Que símbolo foi em seguida apresentado na visão?
Rª: “E, estando eu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha um chifre insigne entre os olhos.” Dan. 8:5.
7. Que representava o bode que tinha uma ponta notável?
Rª: “Mas o bode peludo é o rei da Grécia; e o grande chifre que tinha entre os olhos é o primeiro rei.” Dan. 8:21.
8. Como foi predita neste símbolo a conquista da Média-Pérsia pela Grécia?
Rª:”E vi-o chegar perto do carneiro, enfurecido contra ele, e ferindo-o quebrou-lhe os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir, e o bode o lançou por terra, e o pisou aos pés; não houve quem pudesse livrar o carneiro da sua mão.” Dan. 8:7.
9. Que aconteceu quando o bode estava “na sua maior força”? Rª: “E o bode se engrandeceu sobremaneira; mas, estando na sua maior força, aquele grande chifre foi quebrado; e no seu lugar subiram outros quatro também insignes, para os quatro ventos do céu.” Dan. 8:8.
10. Que era representado pela “ponta grande,” e que aconteceu depois dela ter sido quebrada?
Rª: “Mas o bode peludo é o rei da Grécia; e o grande chifre que tinha entre os olhos é o primeiro rei. O ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação, mas não com a força dele.” Dan. 8:21, 22. Nota: Da interpretação dada, é claro que a “ponta” notável do bode representava Alexandre o Grande, que comandou as forças gregas na conquista da Média e da Pérsia. Por morte de Alexandre, em Babilónia, no ano 323 A.C., seguiu-se um curto período de confusão e luta pela posse do reino, mas a sucessão foi definitivamente determinada pela batalha de Ipsus, em 301 A.C. os quatro principais generais de Alexandre – Cassandro, Lisímaco, Ptolomeu e Seleuco - foram os sucessores. “O vasto império criado pelas conquistas inigualáveis de Alexandre foi ofuscado pelas contendas e guerras dos sucessores, e antes do fim do quarto século antes de cristo, já se havia dividido em muitos fragmentos. Além de estados menores, quatro bem definidas monarquias surgiram das ruínas. … Os chefes eram Lisímaco, Cassandro, Seleuco Nicator e Ptolomeu, que se tinham intitulado reis. A ´grande ponta´ estava quebrada; e no seu lugar surgiram quatro notáveis, para os quatro ventos do céu.” – História da Grécia, de Myers, p. 457, edição de 1902. “Um relato conciso da derrota do Império Persa por Alexandre é dado nos vs. 6,7. As batalhas entre os gregos e os persas foram terrivelmente ferozes. Algumas das cenas registadas na História trazem vividamente à memória a figura empregue na profecia – um carneiro junto do rio, e o bode investindo contra ele ´com todo o ímpeto da sua força.´ Alexandre venceu primeiros os generais de Dario junto ao rio Granico, na Frígia. Em seguida atacou e derrotou Dario nos desfiladeiros de Isso, na Cilicia, e depois nas planícies de Arbela, na Síria. Alexandre morreu na flor da idade. Em consequência do seu desregramento foi tomado de violenta febre, da qual morreu dentro de onze dias, a 13 de junho de 323 antes de Cristo. Assim se cumpriu o que Daniel predissera, que “estando na sua maior força, aquela grande ponta foi quebrada; e subiram no seu lugar quatro.” Quão exata é a profecia! Quão fiel aos registos da História!
11. Que quer dizer a ponta pequena, a qual cresceu muito?
Rª: “Mas, no fim do seu reinado (dos sucessores de Alexandre), quando acabarem os prevaricadores, se levantará um rei, feroz de semblante, e será entendido em adivinhações.” Dan. 8:23.
Nota: A ponta pequena vem de uma das pontas do bode. Perguntar-se-á: Como pode isto aplicar-se a Roma? Governos terrestres não são introduzidos na profecia antes de se tornarem em certo sentido ligados ao povo de Deus. Roma tornou-se ligada aos judeus, o povo de Deus daquele tempo, pela famosa Liga Judia de 161 antes de Cristo. Mas sete anos antes disso, isto é, em 168 antes de Cristo, Roma havia vencido Macedónia, e tornado aquele país uma parte do seu império. Roma é pois introduzida na profecia justamente quando, após a derrota da ponta macedónica do bode, saia novas conquistas em outros rumos. Pareceu ao profeta como saindo de uma das pontas do bode.” – Urias Smith, The Prophecies of Daneil and the Revelations, p. 158. “Desde o início do período histórico o desenvolvimento da civilização romana foi profundamente afectado por influências estrangeiras, em particular a etrusca e a grega. …” A.E.R.Boak, Albert Hima e Preston Slosson, The Grouth of European Civilization, Vol. 1, p. 84. “O contato com os gregos levou à introdução de divindades gregas e, o que é de muito maior importância, à identificação dos deuses italianos nativos com os do Panteon grego, com o resultado de que a mitologia grega e as formas de representação artísticas foram assimilados em grande escala pelos romanos.” Idem, p. 93.
12. Ao contemplar o profeta Daniel a obra de perseguição efectuada pela ponta pequena de Daniel 7, que viu ele realizar-se?
Rª: “Mas o juízo será estabelecido, e eles tirarão o seu domínio, para o destruir e para o desfazer até ao fim.” Daniel 7:26.
Nota: Na profecia do capítulo 7 traça-se a história do surgimento e queda dos quatro grandes reinos, a divisão do quarto, representada pelas dez pontas, e o estabelecimento do papado sob o símbolo da ponta pequena, perante as quais três caíram. Quando o profeta contemplava as perseguições levadas a efeito por esse poder, viu ele o Ancião de dias assentar-Se e começar o juízo. Em seguida ao juízo. Em seguida ao juízo, o reino ia ser dado aos santos do Altíssimo. O oitavo capítulo de Daniel recapitula concisamente a história dos reinos, prediz as perseguições ao povo escolhido, movidas por Roma pagã e papal, e apresenta a notável profecia sobre o santuário, localizando o princípio do juízo investigativo.
PURIFICAÇÃO DO SANTUÁRIO
13. Em que tempo, de acordo com a profecia, devia ser purificado o santuário?
Rª: “E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” Dan. 8:14.
Nota: O Dia da Expiação, entre os judeus, era o décimo dia do sétimo mês, ocasião em que era purificado o santuário. Esse Dia da Expiação era pelos judeus considerado como o dia do juízo e era, com efeito, uma figura do juízo investigativo no Céu. O período de 2300 dias, que de conformidade com a profecia simbólica representam 2300 anos, alcança até à purificação do santuário celestial, ou seja o juízo investigativo. O estudo dos símbolos e do período profético deste capítulo, e da sua interpretação neste e no nono capítulo, proporciona compreensão clara desse período.
14. A que tempo, disse o anjo, pertence a visão?
Rª: “E veio perto de onde eu estava; e, vindo ele, me amedrontei, e caí sobre o meu rosto; mas ele me disse: Entende, filho do homem, porque esta visão acontecerá no fim do tempo. … E disse: Eis que te farei saber o que há-de acontecer no último tempo da ira; pois isso pertence ao tempo determinado do fim.” Dan. 8:17-19. Nota: Esta é a passagem da Tradução onde se lê: “tempo do fim.” Entretanto, bem analisadas ambas as expressões, nelas vemos muita semelhança.
15. Que expressões indicam que o período de tempo do versículo 14 tem também aplicações ao tempo do fim?
Rª: “E a visão da tarde e da manhã que foi falada, é verdadeira. Tu, porém, cerra a visão, porque se refere a dias muito distantes.” Dan. 8:26.
Nota: Visto como em profecia um dia simbólico representa um ano literal (Ezeq. 4:6), o período de 2300 dias se estenderia até ao tempo do fim. No capítulo precedente os 1260 anos de supremacia papal, como vimos terminaram em 1798, ocasião em que, conforme Daniel 12:4,6 e 7, devia começar o tempo do fim.
16. Quando Daniel viu perseguido e espalhado o povo de Deus, assim como a desolação da cidade santa e do santuário, como isso afetou o profeta?
Rª: “E eu, Daniel, enfraqueci, e estive enfermo alguns dias; então levantei-me e tratei do negócio do rei. E espantei-me acerca da visão, e não havia quem a entendesse.” Dan. 8:27.
Nota: As cenas apresentadas afectaram por demais as forças do idoso profeta. Não pôde suportar fisicamente o restante da interpretação profética. Desmaiou, e ficou doente por alguns dias. Neste intervalo entre a parcial interpretação da profecia, no capítulo 8, e a interpretação final no capítulo 9, teve lugar importante mudança. Esta visão foi dada no terceiro ano do reinado de Belsazar. Seguiu-se a subversão de Babilónia pelos medos e persas; e foi no primeiro ano do reinado do rei Dario que se completou a interpretação da visão, segundo o registo do rei Dario que se completou a interpretação da visão, segundo o regista o capítulo 9. A parte final da interpretação será considerada no nosso próximo estudo.
José Carlos Costa, pastor.

21 de janeiro de 2013

REINO E OBRA DO ANTICRISTO


1.      Que é dito da ponta pequena, em comparação com as de pontas de quarto animal d Daniel 7?

Rª: “Será diferente dos primeiros, abaterá e três reis.” Dan. 7:24.

Nota: O papado, surgido das ruinas do império romano, foi diferente de todas as anteriores formas de poder romano, visto ser um despotismo eclesiástico que pretendia domínio universal tanto sobre os negócios espirituais como os temporais, especialmente aqueles. Era uma união de Igreja e Estado, dominando frequentemente a Igreja.

2.      Que atitude de rivalidade contra o Altíssimo iria assumir o papado, representado pela ponta pequena?

“E proferirá palavras contra o Altíssimo.” Dan. 7:25, 1ª frase.

3.      Falando do homem do pecado, como descreve o apóstolo Paulo esse mesmo poder?

Rª: “O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.” 2ª Tes. 2:4.

Nota: as seguintes citações, vindas na maioria de autoridades fontes católicas, romanas, indicam como o papado se exaltou de modo a cumprir esse vaticano profético:

“Todos os nomes que nas Escrituras se aplicam a Cristo, por virtude dos quais é estabelecido ser Ele a cabeça da igreja, são aplicáveis ao papa.” – Belarmino, On The Authority of Councils, Livro 2, capítulo 17.

“Tu és o pastor, tu és o médico, tu és o director, tu és o lavrador; finalmente, tu és outro deus na Terra.” – Labbe and Cossart, History of the Councils, publicado em 1672, vol. 14, col. 109.

“O papa é o supremo juiz da lei na Terra. É o representante de Cristo, que é não somente um sacerdote para sempre, mas também rei dos reis e senhor dos senhores.” – Extraído de Civilitá Cattolica, de 18 de março de 1871, mencionado em Vatican Council, por Leonard Wooslay Bacon, edição da American Tract Society, pág. 220.

“O papa é coroado com uma coroa tríplice, como rei dos Céus e das regiões inferiores.” – Prompta Bibliotheca, Ferraris, Vol. 6, pag. 26, art. Papa.

“O papa é e Vigário de Cristo, ou a cabeça visível da igreja sobre a Terra. Os atributos do papa são os mesmos que os de Cristo. Este pode perdoar pecados, também, o pode o papa. O papa é o único homem que se arroga e vicariato de Cristo. A sua pretensão não encontra oposição séria, e isso lhe estabelece a autoridade.” – Rev. Jeremias Prendigast, S.J. Syracusa, N.Y., em Post-Standard, de 14 de março de 1912.

“Ensinamos e expomos ser um dogma divinamente revelado, que quando o pontífice romano fala ex cathedra, isto é quando, no desempenho do ofício e pastor e doutor de toda a cristandade, em virtude da sua suprema autoridade apostólica expõe uma doutrina de fé ou de moral a ser seguida pela igreja universal, pela divina assistência a ele prometida na pessoa do bem-aventurado de S. Pedro, se acha revestido daquela infalibilidade que é da vontade do divino Redentor que a Sua igreja possua para definir doutrina atinente à fé ou à moral; e que, portanto, tais definições do pontífice romano são imutáveis em si mesmas,  e não dependentes da aprovação da igreja.” – Petri Privilegium, em The Vatican Council and Its Definitions por Henry Edward Manning, arcebispo de Westminster (Católico, Romano), Londres, Longmans, Green & Cº., 1871, pág. 218.

“Assumiram (os papas) infalibilidade, que só a Deus pertence. Pretendem abrir e fechar o Céu, o que só a Deus pertence. Pretendem perdoar pecados, o que só a Deus pertence. Pretendem ser mais elevados que todos os reis terrestres, o que só a Deus pertence. E excedem a Deus ao pretenderem desobrigar nações inteiras do voto de fidelidade ao seu rei, quando este não for de seu agrado. E vão contra Deus, ao concederem indulgências pelos pecados. Esta é a pior de todas as blasfémias.” Adam Clarke, sobre Daniel 7:25. 

4.      Como trataria este poder o povo de Deus nos últimos dias?

Rª: “E destruirá os santos do Altíssimo.” Dan. 7:25.

Nota: “A forma crueldade do duque d`Alba nos Países Baixos; os martírios sanguinários do reinado da rainha Maria; a extinção, por meio do fogo e da espada, da Reforma na Espanha e Itália, Portugal e Polónia; o massacre de S. Bartolomeu; a longa e cruel perseguição dos huguenotes, e todas as infâmias e barbaridades da revogação do Édito de Nantes, que juncou de refugiados todas as praias da Europa, Roma papal as perpetrou. Inumeráveis foram as suas vítimas. Só em Espanha, calcula Llorente, foram vítimas da Inquisição 31.912 queimados vivos, e 291.450 supostos penitentes foram forçados à submissão ´por meio de água, pesos, fogo, rodas e torniquetes e todos os aparelhos mediante os quais os nervos podiam ser entesados sem se romper, e moídos os ossos sem se quebrarem e o corpo inteiramente esmiuçado sem que perdesse a vida.´ Um milhão pereceu no massacre dos albigenses.

“Nos trinta anos que se seguiram à primeira instituição dos jesuítas, novecentos mil fiéis cristãos foram trucidados. Trinta e seis mil foram vítimas foram vitimados pelo executor ordinário nos Países Baixos, por ordem do duque D`Alba, que se vangloriava desse feito. Cinquenta mil flamengos e alemães foram enforcados, queimados ou sepultados vivos no reinado de Carlos V.” – Key to the Apocalypse, por H. Grattan, Guinness, D. D., págs. 91-94.

5.      Que mais diz a profecia que a ponta pequena faria?

Rª: “E cuidará em mudar os tempos e a lei.” Daniel 7:25, terceira parte.

Notas: “O papa é de tão grande autoridade e poder que pode modificar, explicar ou interpretar mesmo as leis divinas. … O papa pode modificar as leis divinas, visto o seu poder não porvir do homem mas de Deus, e age como substituto de Deus na Terra, com o mais amplo poder de ligar e desligar o rebanho.” – Prompta Bibliotheca, publicado em Roma, em 1900.

“O papa tem poder para mudar os tempos, ab-rogar leis e dispensar todas as coisas, mesmo os preceitos de Cristo.” – Decretal de Translat, Episcop. Cap.

“A vontade do papa representa a razão. Ele pode dispensar a lei, e fazer do errado, direito, por meio de correcções e mudanças das leis.” – Papa Nicolau, Dis. 96.

“O papa está livre de todas as leis, de maneira que não pode incorrer em nenhuma sentença de irregularidade, suspensão, excomunhão ou penalidade por qualquer crime.” – Dis. 40.

Como prova da mudança efectuada na lei de Deus pelo poder papal, e de que esse poder reconheceu a mudança e se arroga a autoridade para fazê-lo, citamos os seguintes trechos de publicações católicas romanas:

“Nós, católicos, romanos, guardamos o domingo, em lembrança da ressurreição de Cristo, e por ordem do chefe da nossa igreja, que preceituou tal ordem do sábado ser do Antigo Testamento.” – Pedro Júlio Maria, em Ataques Protestantes, pág. 81.

“Pergunta: que dia da semana a Bíblia manda santificar?

“Resposta: O sábado. Eis as passagens da Bíblia (o autor cia a seguir Êxodo 20:8-11; 31:14,15; Deut. 5:12-14).

“Pergunta: Mas a Bíblia manda observar o domingo em vez do sábado?

“Resposta: Não.

“Pergunta: Quem mudou o dia do Senhor do sábado para o domingo?

“Resposta: A Igreja Católica.

“Pergunta: Mas os protestantes observam o descanso no domingo.

“Resposta: Então neste ponto seguem a tradição católica.” – Cónego Hugo Bressane de Araújo, em Perguntas e Respostas, págs. 22 e23.

“O Decálogo preceitua guardar os sábados e não os domingos. É a igreja … que transmudou os dias.” – Padre Etiene Ignace Brasil, em O Culto das Imagens, pág. 45.

“A observância do domingo … não só não tem fundamento na Bíblia, mas está em contradição com a letra da Bíblia, que prescreve o descanso do sábado. Foi a Igreja Católica que por autoridade de Jesus Cristo transferiu esse descanso para o domingo, em memória da ressurreição de nosso Senhor.” – Monitor Paroquial, Socorro, Estado de São Paulo, 26-8-1926, Ano I, Nº 8.

“Pergunta: Tendes qualquer outra maneira de provar que a igreja tem poder de instituir festas por preceito?

“Resposta: Não tivesse ela esse poder, e não poderia haver feito aquilo em que concordam “todas” (aspas nossas) as religiões protestantes modernos – não poderia haver substituído a observância do sábado do sétimo dia da semana, pela do domingo, o primeiro dia, mudança para a qual não há autoridade escriturística.” – Keenan, A Docrinal Cathecism, pág 174.

6.      Por quanto tempo deveriam os santos, os tempos e a lei do Altíssimo ser entregue nas mãos da ponta pequena?

Rª: “E eles serão entregues na sua mão por um tempo, e temps, e metade dum tempo.” Dan. 7:25. últ., cláusula.

7.      Haverá outra profecia que faça referência a este assunto?

Rª: “E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.” Apoc. 12:14.

“E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfémias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses.” Apoc. 13:5 (cf. Apoc. 11:2).

“ E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.” Apoc. 12:6.

8.      Que período de tempo é, em profecia simbólico, representado por um dia?

Rª: “Segundo o número dos dias em que espiastes esta terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades quarenta anos, e conhecereis o meu afastamento.” Núm. 14:34 (cf. Ezeq. 4:6).

Comentários: Sendo um tempo, em profecia, o mesmo que um ano (ver Daniel 11:13) três e meio tempos seriam três e meio anos, ou quarenta e dois meses, ou mil duzentos e sessenta dias, de conformidade com o ano de 360 dias, ou seja, doze meses de trinta dias cada um, usado em profecia cronológica. Visto cada dia representar um ano, o período, cujo fim deveria marcar o limite do tempo da supremacia da ponta pequena – o papado – sobre os santos, os tempos e a lei, seria, portanto de mil duzentos e sessenta anos.

O decreto do imperador Justiniano, emitido em 533 A.D., reconheceu o papa como “cabeça de todas as igrejas.” (Código de Justiniano, livro 1, Baroniu´s Anals A.D. 533.) A pesada derrota dos ostrogodos no cerco de Roma, cinco anos mais tarde, ano 538, foi um golpe mortal para a independência do poder ariano que governava a Itália, e constituiu, portanto, uma data notável no desenvolvimento da supremacia papal. Com o período de profecia, se estenderiam até ao período de 1793-1798. O ano 1793 foi o ano do Reinado do Terror na revolução francesa, e o ano em que a religião católica, romana, foi abandonada na França, e em seu lugar instituído o culto da razão. Como resultado direto da revolta contra a autoridade papal na revolução francesa, o exército francês, sob o comando de Berthier, entrou em Roma e, a 10 de Fevereiro de 1798, o papa foi aprisionado, morrendo no exilado na cidade francesa de Valença, no ano seguinte. Este ano, 1798, no qual foi infligido ao papado o golpe de morte, clara e adequadamente assinala o término do longo período profético mencionado nesta profecia.

9.      Que acontecerá finalmente ao domínio pela ponta pequena?

Rª: “Mas o juízo estabelecer-se-á, e eles tirarão o seu domínio, para o destruir até ao fim.” Dan. 7:26.

10.  A quem, afinal, será dado o domínio?

Rª: “E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão.” Dan. 7:27.

Nota: Aqui, como no segundo capítulo de Daniel, o anúncio do estabelecimento do reino eterno de Deus na Terra inclui um breve esboço da história deste mundo; e as profecias de Daniel, concernentes aos poderes que se oporiam ao propósito divino, fornecem pormenores adicionais desse esboço. O cumprimento exato desse esboço na história do mundo desde o tempo de Nabucodonosor constitui um testemunho irrefutável da inspiração dessas profecias, fornecendo base para confiança de que a parte não cumprida das profecias terá cumprimento com absoluta certeza e em todos os seus pormenores.

Quando nós, seres humanos, escolhemos a Deus a sua Palavra é lâmpada (farol) suficiente para iluminar o nosso caminho. Que ela ilumine o vosso e o até ao reino eterno em Cristo. Amem!

José Carlos Costa, pastor.

17 de janeiro de 2013

As Quatro Grandes Monarquias Mundiais

1. Em que tempo teve Daniel a sua segunda visão?
Rª: “NO primeiro ano de Belsazar, rei de Babilónia, teve Daniel um sonho e visões da sua cabeça quando estava na sua cama; escreveu logo o sonho, e relatou a suma das coisas.” Dan. 7:1

Nota: isto é, no primeiro ano da actividade de Belsazar, que reinava com o seu pai, Nabunaíde, em 540 anos antes de Cristo.
2. Que efeito produziu em Daniel esse sonho?
Rª: “Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi abatido dentro do corpo, e as visões da minha cabeça me perturbaram.” Dan. 7:15.
 
Nota: o efeito produzido pelo sonho de Daniel, nele próprio, notar-se-á, foi semelhante ao que sentiu Nabucodonosor com o seu sonho; perturbou-o. ver Dan. 2:1.
 
3. Que pediu Daniel e um dos seres celestiais que, no sonho estavam perto dele?
Rª: “Cheguei-me a um dos que estavam perto, e pedi-lhe a verdade acerca de tudo isto. E ele me disse, e fez-me saber a interpretação das coisas.” Dan. 7:16.
 
4. Que viu o profeta nessa visão?
Rª: “Falou Daniel, e disse: Eu estava olhando na minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar grande.” Dan. 7:2.
5. Qual foi o resultado dessa luta?
Rª: “E quatro animais grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar.” Dan. 7.3.
6. Que representavam esses quatro animais?
Rª: “Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da terra.” Dan. 7:17.
Nota: O termo reis, aqui, como em Dan. 2:44, significa reinos, conforme está explicado nos versículos 23 e 24 do sétimo capítulo, sendo os dois termos usados indiferentes nesta profecia.
 
7. Que é, em linguagem simbólica, representado por ventos?
Rª: Luta, guerra, comoção. Ver Jer. 25:31-33; 49.36, 37.
Os ventos significam luta, e a guerra é evidente da própria visão. Como resultado da luta dos ventos, surgem e ruem os renos.
8. Que é, em profecia, simbolizada por águas?
“E disse-me: As águas que viste, … são povos, e multidões, e nações, e línguas.” Apoc. 17:15.
Nota: No segundo capítulo de Daniel, sob a figura de uma estátua de homem, é feita um simples esboço político do surgimento e queda dos reinos terrestres, que precederiam o estabelecimento do eterno reino de Deus. no sétimo capítulo, são representados os governos terrestres, como são vistos à luz do Céu – sob os símbolos de animais bravios e ferozes – e em particular estes, oprimindo e perseguindo os santos do Altíssimo. Daí a diversidade nos símbolos usados para representar esses reinos.
 
9. A que se assemelhava o primeiro animal?
Rª: “O primeiro era como leão, e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em pé como um homem, e foi-lhe dado um coração de homem.” Dan. 7:4.

Nota: O leão, o primeiro desses quatro grades animais, assim como a cabeça de outro do sonho do Nabucodonosor, representa a monarquia babilónia – leão, rei dos animais postado à cabeça de sua espécie, assim como o ouro e é para os metais. As asas de águia sem dúvida denotam a rapidez com que Babilónia estendeu as suas conquistas sob Nabucodonosor, que reinou de 604 a 561 antes de Cristo. Esse reino foi vencido pelos medos e persas, em 538 antes de Cristo.
1. Por que foi simbolizado o segundo reino?
Rª: “Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne.” Dan. 7:5.
 
Nota: “Este foi o Império Medo-Persa, aqui representado sob o símbolo de um urso. …Por sua crueldade, e sede de sangue, são os medos e persas comparados a um uso, animal dos mais vorazes e cruéis.” – Adam Clark, comentando Dan. 7:5.
 
2. Por que simbolizado o terceiro império universal?
Rª: “Depois disto, eu continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha quatro asas de ave nas suas costas; tinha também este animal de quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio.” Dan. 7:6
Nota: Se as asas da água nas costas de um leão denotam rapidez de movimentos no Império Babilónio (ver Hab. 1:6-8), quatro asas no leopardo devem denotar inexcedível celeridade de movimento no Império Grego. Isto se verifica ser historicamente verdadeiro.
 
“Maravilhosa foi a rapidez das conquistas de Alexandre na Ásia; ele lançou-se como uma torrente sobre o agonizante Império Persa, e toda oposição se tornou inútil. Os gigantescos exércitos do Sol. As batalhas de Granico, em 334, A.C., isso no ano seguinte, e Arbela, em 331 A.C., selaram o destino do Império Persa, e firmaram o amplo domínio dos gregos.” – The Divine Program of the Word`s History, por H. Frattan Guinnes, p. 308.

“Esse animal tinha também quatro cabeças.” O Império Grego manteve a sua união por apenas um curto período de tempo após a morte de Alexandre, ocorrida no ano 323, A.C. passados vinte e dois anos da sua brilhante carreira, ou seja, no ano 301 A.C., foi o império dividido entre os seus quatro melhores generais. Cassandro apossou-se da Macedónia e da Grecia, ao oeste; Lisimaco ficou com a Trácia, e partes da Ásia no Helesponto e Bósforo, ao norte, Ptolomeu obteve o Egito, a Líbia, a Arábia, a Palestina e a Síria ao sul; e Seleuco ficou com todo o restante dos domínios de Alexandre, ao leste.
 
3. Como estava representada o quarto reino?
Rª: “Depois disto eu continuei olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres.” Dan. 7:7.
4. Que foi dito ser o quarto animal?
Rª: “Disse assim: O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços.” Dan. 7:23
Nota: “Isto é por todos admitido como sendo o Império Romano. Ele foi terrível, espantoso e muito forte; …tornando-se, em realidade, a que os escritores romanos se comprazem em chamá-lo, o império universal.” – Adam Clarke, comentado Dan. 7:7.
A vitória final dos romanos sobre os gregos aconteceu na batalha de Pidna, em 168 A.C.
 
5. Que era representado pelas dez pontas?
Rª: “E quanto às dez pontas, daquele mesmo reino se levantarão dez reinos.” Dan. 7:24
Nota: O historiador Machiavelli, sem fazer a mínima referência a esta profecia, apresenta a seguinte lista de nações que ocuparam o território do império ocidental ao tempo da queda de Rómulo Augústulo (476 A.D.), último imperador de Roma; Lombardos, Francos, Burgundos, Ostrogodos, Visigodos, Vândalos, Hérulos, Suevos, Hunos e Saxónios: dez ao todo.
“Entre incessantes e quase incontáveis flutuações, os reinos da moderna Europa, desde o seu surgimento até ao presente, têm somado uma média de dez. Nunca mais, desde a subdivisão da velha Roma, se uniram eles num só império; nunca formaram unidades, como são os Estados Unidos da América. Nenhuma fórmula de orgulhosa ambição que visasse reunir os fragmentos dispersos, alcançou êxito; sempre que surgiram, foram invariavelmente reduzidos a pedaços.” – The Divine Program of the World`s History, por H. Grattan Guinness, pp. 318-321.
 
6. Que mudança viu Daniel operar-se nessas pontas?
Rª: “Estando eu a considerar os chifres, eis que, entre eles subiu outro chifre pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas.” Dan. 7:8
 
7. Que investigação da parte de Daniel mostra que o quarto animal e especialmente o que diz respeito à ponta pequena que nele há, constitui a feição mais importante desta visão?
Rª: “Então tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro e as suas unhas de bronze; que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobrava; e também a respeito dos dez chifres que tinha na cabeça, e do outro que subiu, e diante do qual caíram três, isto é, daquele que tinha olhos, e uma boca que falava grandes coisas, e cujo parecer era mais robusto do que o dos seus companheiros.” Dan. 7:19,20.

8. Quando deveria levantar-se a ponta pequena?
Rª: “E depois deles se levantará outro.” Dan. 7:24.
Nota: As dez pontas, como já foi mostrado, surgiram quando Roma, o quarto reino, foi dividido em dez reinos. Essa divisão completou-se em 476 A.C. A ponta pequena deveria levantar-se depois deles, como diz o versículo citado.
 
9. Qual deveria ser o carácter da ponta pequena?
Rª: “O qual será diferente dos primeiros, abaterá a três reis.” Mesmo versículo, últ., parte.
Nota: O poder que se levantou no Império Romano depois da queda de Roma, em 476, A.D., e que era inteiramente diferente de todos os dez reinos em que Roma foi dividida (visto que exigiu e exerceu autoridade espiritual sobre os dez reinos), e perante quem três dos outros reis – os hérulos, os vândalos e os ostrogodos – caíram, foi o papado.
 
Definidos que estão o lugar e o tempo de reino da ponta pequena, a análise do seu carácter e obra será feita nos estudos que se seguirão.
 
José Carlos Costa, pastor.

13 de janeiro de 2013

A PROFECIA – PORQUE FOI DADA

1. Por que foram dadas as Sagradas Escrituras?

Rª: “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.” Romanos 15:4

2. Porque meio é produzida toda a Escritura?
Rª: “Toda a Escritura é divinamente inspirada.” 2ª Tim. 3:16, primeira parte (Versão Trinitária).

3. Para que é ela proveitosa?
Rª: “É proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.” 2ª Tim. 3:16 (ultima parte).

4. Como foi produzida a profecia?
Rª: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” 2ª Ped. 1:21

5. De que é capaz o Senhor, quanto ao futuro?
Rª: “Eis que as primeiras coisas passaram, e novas coisas Eu vos anuncio, e, antes que venham à luz, vo-las faço ouvir.” Isa. 42:9.

6. Até onde alcança a capacidade de Deus em revelar o futuro?
Rª: “Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e … não há outro semelhante a mim. Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam.” Isaías 46:9 e 10.

Nota: em contraste com isso, notai a seguinte confissão de um afamado historiador, quanto à capacidade humana de revelar o futuro.
“A História fez até agora tão pouco progresso no sentido científico, que nada apode dizer quanto ao que virá a ocorrer. No que se refere ao futuro, é completamente cega. Não existe no mundo um único filósofo que possa predizer a evolução histórica no período de um dia sequer. No tocante aos problemas de 1895, o historiador é tão mudo quanto um charlatão prognosticador do tempo o seria quanto às condições meteorológicas da próxima estação do calendário da vida humana. As suas ocorrências e desfechos processar-se-ão com a exactidão científica, sem relação alguma com as condições anteriores. Mas vivente algum pode predizer qual pode predizer qual será o acontecimento e o seu aspeto. O homem mais esclarecido não pode predizer nem prever a natureza do que irá acontecer no ano que já está prestes a bater à porta.” – John Clark Ridpath, em Christian at Work, 27 de dezembro de 1894.

Mais de um século volvido a situação não se alterou significativamente. Falo em relação à previsão meteorológica, quanto a situação é exatamente a mesma.

7. A quem revela Deus os segredos do futuro?
Rª: “Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.” Amós 3:7.

8. A quem pertencem as coisas reveladas?
Rª: “As coisas encobertas são para o Senhor nosso Deus; porém as reveladas são para nós e para os nosso filhos para sempre.” Deut. 29:29.

9. Que testeficou o apóstolo Pedro da sua experiência no monte da transfiguração?
Rª “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a Sua majestade.” 2ª Ped. 1:16 (cf. 2ª Pedro 1: 18-19).

10. Qual tem sido sempre o tema dos profetas de Deus?
Rª: “Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas. Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada.” 1ª Ped. 1:9-10 (ver 1ª Pedro 1:11).

11. Em que profecia reconheceu Cristo a Daniel como profeta?
Rª: “Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda.” Mat. 24:15.

12. Até que tempo deveriam ficar seladas as profecias de Daniel?
Rª: “E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará.” Dan. 12:4.

13. Que certeza deu o anjo de que essas profecias seriam compreendidas nos últimos dias?
Rª: “E ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim. Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão.” Daniel 12:9,10.

14. Como é chamado o último livro da Bíblia?
Rª: “REVELAÇÃO de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu.” Apoc. 1:1.

15. Que é dito dos que lêem, ouvem e guardam as coisas que esse livro contém?
Rª: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.” Apoc. 1:3

Seja um “bem-aventurado” ou feliz ao estudar a Palavra revelada e pelo Espírito Santo guarde a Palavra no coração “porque o tempo está próximo.” Amem.

Jose Carlos Costa, pastor
Galeria Estudos Bíblicos

12 de janeiro de 2013

A HORA DO JUÍZO

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Os capítulos 2, 7 e 8 do livro de Daniel apresentam uma sequência de eventos históricos que precedem a segunda vinda de Cristo. Eles descrevem a sucessão de quatro impérios(a), com destaque para o último que atuou contra a autoridade de Deus e contra o ministério intercessório de Jesus. O capítulo 7 narra-o dizendo: "Proferirá insultos contra o Altíssimo e porá à prova os santos do Altíssimo; ele tentará mudar os tempos e a lei (...)" (Daniel 7:25 BJ).

Entretanto, Deus não permitiria que Sua lei e a verdade sobre o ministério sumo-sacerdotal de Jesus prosseguisse indefinidamente obscurecida pelo erro. Através de homens e mulheres fiéis, Ele reavivaria Seus propósitos (Isaías 58:12). A reforma protestante redescobriu parcialmente o papel de Cristo como nosso Mediador, o que ocasionou grande reavivamento no mundo cristão. Contudo, havia ainda outras verdades a serem reveladas acerca de Seu ministério celestial. E o tempo em que Deus restauraria essas verdades e iniciaria o grande julgamento da raça humana foi revelado:
- Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército a fim de serem pisados?
- Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado. (Daniel 8:13-14 RA).
Ao anjo Gabriel foi entregue a missão de explicar esses eventos ao profeta Daniel, mas o impacto das informações o conduziu a enfermidade (Daniel 8:26-27), motivando Gabriel a adiar os esclarecimentos quanto ao período das "2300 tardes e manhãs", a única parte da visão que não havia sido explicada; posteriormente, ele retorna com o objetivo de resolver esta questão (Daniel 9:21-23). Portanto, os capítulos 8 e 9 do livro de Daniel estão fortemente conectados, sendo o capítulo 9 a chave para desvendar o mistério desse período de tempo descrito no capítulo 8. Antes porém, se faz necessário entender o significado da expressão "tarde e manhã":
"(...) E disse Deus: 'Haja luz.' E houve luz.
E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.
E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia." (Gênesis 1:3-5 RA).
De acordo com a Bíblia, "uma tarde" (noite - trevas) e "uma manhã" (dia - luz), formam o intervalo de tempo de "um dia" (período compreendido entre um pôr do Sol ao outro), e esta maneira de mencionar "um dia" foi utilizada pelo anjo Gabriel. Portanto, as "2300 tardes e manhãs" de Daniel 8:14 referem-se a "2300 dias". Porém, os capítulos 8 e 9 descrevem tempo profético(b) e, nesses casos, "um dia" representa "um ano" (Números 14:34; Ezequiel 4:7). Assim, os "2300 dias" proféticos equivalem a "2300 anos" literais. E o próprio Gabriel auxilia nesta questão ao afirmar que a transgressão contra o santuário (Daniel 8:13) se estenderia até o "tempo do fim" (até os "dias longínquos", Daniel 8:17-19 e 26), isso elimina a contagem simplista de "2300 dias" (equivalente a 3 anos e 6 meses) em Daniel 8:14 por não alcançar o "tempo do fim" (cf. Daniel 12:4-9). Após estas informações, prossigamos com as palavras de Gabriel:
"(...) Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão. Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o santo dos santos." (Daniel 9:22-24 RA).
E qual a relação entre essas "setenta semanas" e os "2300 anos"?
Quando o anjo Gabriel retorna para continuar as explicações sobre a visão descrita no capítulo 8, ele inicia justamente abordando as questões levantadas em Daniel 8:13, e que não foram esclarecidas dificultando o entendimento da visão (Daniel 8:27 cf. Daniel 9:23). O período de "70 semanas" e os eventos vinculados à ele esclarecem tanto a pergunta quanto a resposta de Daniel 8:13-14; a palavra "determinada" usada em Daniel 9:24 também relaciona diretamente as "70 semanas" aos 2300 anos.

Embora a maioria das traduções bíblicas utilizem a palavra "determinada" ou "decretada" para traduzir o termo hebraico "chathak", o sentido que mais aproxima-se dele são os verbos separar, cortar, dividir, repartir.1, 2 E algumas traduções(c) optaram em usar estes verbos como correspondente a "chathak", posicionamento defendido pelo dicionário hebraico-inglês de Genesius.3
 
Portanto, as "70 semanas" foram cortadas ou separadas de outro intervalo de tempo, os 2300 anos citados na visão de Daniel: "Por isso, preste atenção à mensagem para entender a visão: setenta semanas estão decretadas ["chathak" - separadas, retiradas]" (Daniel 9:23-24 NVI). E para realizar essa separação de tempo, o mesmo princípio bíblico, "cada dia por um ano" (Números 14:34; Ezequiel 4:7), deve ser aplicado as "70 semanas". Como uma semana possui 7 dias e a profecia menciona 70 semanas, logo: 70 x 7 = 490 dias (proféticos) ou 490 anos (literais). Assim, 490 anos devem ser subtraídos de 2300 anos.
 
E em que momento inicia a contagem dos 490 anos?
"Saiba e entenda que, a partir da promulgação do decreto que manda restaurar e reconstruir Jerusalém até que o Ungido, o príncipe, venha, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas. Ela será reconstruída com ruas e muros, mas em tempos difíceis." (Daniel 9:25 NVI).
Segundo Gabriel, a contagem dos 490 anos inicia a partir da ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém. E a História registra que essa ordem foi dada pelo rei Artaxerxes, da Pérsia, no ano 457 a.C.
 
O verso de Daniel 9:25 revela ainda que desde a ordem para recuperar Jerusalém até o Ungido (até o batismo de Jesus Cristo), se passariam "sete semanas" e "sessenta e duas semanas"(d), que somadas totalizam "69 semanas". Então, a partir da contagem inicial das "70 semanas" (490 anos), "69 semanas" se passariam até a chegada da época do batismo de Cristo. E, em linguagem profética, "69 semanas" equivalem a 483 anos (69 semanas x 7 dias semanais), o que conduz ao ano 27 d.C., data em que se realizou o batismo de Jesus.
 
Contudo, Daniel 9:25 menciona somente 69 das 70 semanas proféticas. Resta ainda "uma semana" a ser analisada, pois: "Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares. (...)" (Daniel 9:27 RA).
 
A profecia afirma que o Ungido, na metade da última semana (três anos e meio - 3½), cessaria o sacrifício. Em outras palavras, Jesus morreria na cruz e não seria mais necessário o sacrifício de animais que Israel realizava (Mateus 27:51 cf. Hebreus capítulo 9). E a História registra que exatamente no ano 31 d.C., Jesus foi morto, confirmando com exatidão as profecias.
 
A outra metade (três anos e meio 3½) da "última semana" terminou em 34 d.C. Nessa época o apóstolo Estevão, após testemunhar em favor de Cristo e Seu ministério, foi apedrejado pelos israelitas com o consentimento do sinédrio (Atos capítulo 7 cf. Mateus 23:37). Com esta atitude a nação de Israel encerra o tempo que lhe foi concedido para retornar aos caminhos de Deus; o que consequentemente a manteria como representante oficial dEle na Terra.4 Assim, finda-se o período de 490 anos: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade. (...)" (Daniel 9:24 RA cf. Mateus 18:22). Esses acontecimentos foram revelados a Daniel por volta de 607 a.C. e, séculos depois, tudo se cumpriu com excepcional precisão.
Sendo que os 490 anos foram separados (repartidos) dos 2300 anos, em que ano seremos encaminhados ao prosseguir na contagem do tempo que restou?(e) Concluiremos que o período de 2300 anos termina em 1844 d.C., ano em que iniciou-se a purificação do santuário celestial(f) e o julgamento da humanidade;5 visto que: tanto o fim do obscurecimento do ministério sumo sacerdotal de Cristo acarretado pela "transgressão assoladora" (Daniel 8:17-19 e 26), quanto a eliminação do pecado e o restabelecimento da justiça eterna de Deus, citados em Daniel 9:24, não se concretizaram com o término dos 490 anos. Estas coisas foram profetizadas para ocorrerem respectivamente no "tempo do fim" (Daniel 8:17-19 e 26 cf. Daniel 12:4-9) e no segundo advento de Jesus (II Tessalonicenses 2:7-8 cf. Daniel 8:25; II Pedro 3:13).
O termo "selar" (hb. chatham) em Daniel 9:24, não foi usado no sentido de "encerrar" ou "concluir" os eventos listados no próprio verso, mas para indicar que o cumprimento das profecias compreendidas no período das "70 semanas" (490 anos), confirmariam (validariam, comprovariam) que as demais profecias da visão de Daniel, sobretudo aquelas vinculadas ao término do período de 2300 anos, seriam da mesma forma fielmente cumpridas (realizadas, efetivadas). Adiante o resumo dos principais eventos descritos:
457 a.C. - Entrega da ordem para reconstruir Jerusalém (Esdras 7:11-28).
27 d.C. - João batiza Jesus, o Ungido (Mateus 3:13-17).
31 d.C. - Sacrifício do Ungido. Três anos e meio após o Seu batismo ("na metade da semana, fará cessar o sacrifício"), Jesus foi morto na cruz do Calvário (Lucas 23:46 cf. Daniel 9:27).
34 d.C. - Estevão, à exemplo de outros mensageiros de Deus, foi apedrejado pelo povo de Israel (Lucas 13:34), com isso o título (credencial) de nação sacerdotal de Deus lhe foi retirado (Jeremias 6:16 cf. Mateus 21:42-46); iniciou-se a perseguição à igreja primitiva (Atos 8:1-3); Paulo converte-se e leva o evangelho aos gentios (Atos 13:44-52).
1844 d.C. - Início da purificação do santuário celestial e do juízo investigativo.6
Segundo as profecias foi a partir do ano de 1844 que as ações dos homens passaram a ser definitivamente avaliadas no juízo de Deus (cf. Daniel 7:10, Apocalipse 22:11-12), e milhões de pessoas desconhecem ou ignoram essa verdade. Por isso surgi "um anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a toda nação, tribo, língua, e povo, dizendo em grande voz: 'Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora de Seu juízo.' (...)" (Apocalipse 14:6-7 RA). A palavra anjo em linguagem profética significa mensagem ou mensageiro, e a descrição desse anjo voando representa a urgência com que esta mensagem deve ser proclamada.
 
Infelizmente o juízo é mal compreendido. Muitos confundem o juízo divino com os flagelos e catástrofes que acontecerão antes do retorno de Cristo. Os flagelos são parte da sentença do juízo; não é o juízo. A prisão ou pena de morte, por exemplo, não é o juízo mas a condenação (sentença). Juízo é o processo pela qual se considera um caso através de um juiz, um advogado, um promotor de acusação, testemunhas e provas.7 E o profeta Daniel descreve o juízo celestial nas seguintes palavras:
"Enquanto eu olhava, tronos foram colocados, e um Ancião Se assentou. Sua veste era branca como a neve; o cabelo era branco como a lã. Seu trono era envolto em fogo, e as rodas do trono estavam em chamas. De diante dEle, saía um rio de fogo. Milhares de milhares o serviam; milhões e milhões estavam diante dEle. O tribunal iniciou o julgamento, e os livros foram abertos." (Daniel 7:9-10 NVI).
Texto baseado em: Nisto Cremos. (2003). 7.ª ed., São Paulo: CPB, cap. 23.
Vídeos relacionados: O Juízo Final; Cremos no Juízo
a. Impérios: babilônico, medo-persa, grego e romano.
c. Por exemplo, a versão espanhola "Sagradas Escrituras" de 1569, apresenta o verbo "cortar" entre parênteses destacando o sentido mais preciso para o verbo hebraico "chathak": "Setenta semanas están determinadas (heb. cortadas) sobre tu pueblo y sobre tu Santa Ciudad. (...)" (Daniel 9:24). E a "Darby Version" traz a seguinte tradução: "Seventy weeks are apportioned [repartidas, divididas] out upon thy people and upon thy holy city" (Daniel 9:24).
d. "Sete semanas" equivalem a 49 anos, tempo gasto para restaurar Jerusalém. E, "sessenta e duas semanas" (434 anos), refere-se ao tempo compreendido entre a conclusão da reedificação de Jerusalém (408 a.C.) e o batismo de Jesus (27 d.C.). No total, "sete semanas e sessenta e duas semanas" correspondem a soma de 7 + 62 = 69 semanas, e que pelo princípio do dia profético representam 483 anos.
e. Nos cálculos considerar que não existe o "ano zero", tem-se o ano 1 a.C. e em seguida 1 d.C.
f. A purificação do santuário celestial deve ser compreendida à semelhança do que ocorria no santuário terrestre no dia da Expiação. Acesse: O Tribunal Celestial.
1. STRONG, J. (1981). The Exhaustive Concordance of the Bible, ed. Macdonald Publishing Company; (ref. n.º 02852).
2. A análise de escritos hebraicos, tais como os Mishnah, revela que embora "chathak" possa significar "determinar", o significa mais próximo é "cortar". Fonte: SHEA, W. H. The Relationship Between the Prophecies of Daniel 8 and 9. In: WALLENKAMPF, A.; LESHER, W. R. (1981). The Sanctuary and the Atonement. Washington, D.C.: Biblical Research Institute, p. 228-250.
3. GENESIUS. (1950). Hebrew and Chaldee Lexicon to the Old Testament Scripture, London: Samuel Bagster, p. 314b.
4. Jeremias 6:16; Jeremias 18:15-16; Ezequiel 22:7-8 e 26; Êxodo 19:5-6; Romanos 3:2; Mateus 21:42-46.
5. Hebreus 8:1-2; Hebreus 9:23-24; Daniel 7:9-10 cf. Apocalipse 11:19.
6. Daniel 8:14; Daniel 7:9-10; Apocalipse 11:19; Apocalipse 14:7.
7. BULLON, A. (1998). O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse, 1.ª ed., São Paulo: CPB, p. 29.