5 de março de 2013

4. O IMPÉRIO ROMANO - Daniel 2 e 7

Reinou de 168 AC até 476 quando foi dividido pelas tribos bárbaras. O Império Romano foi o mais carniceiro de todos. Além de ter destruído Israel, acabou perseguindo os cristãos por quase 3 séculos até o Edito de Tolerância em 311 DC. Por isso ele é descrito tendo dentes de ferro.
A Europa Dividida = 10 chifres
Como já foi visto, após o Império Romano a Europa foi dividida pelas tribos bárbaras. No capítulo 2 de Daniel isso é representado pelos 10 dedos dos pés da estátua. No Capítulo 7 é representado pelos 10 chifres que sobem do último animal. Repare nos 10 chifres.
A Europa se dividiu nas 10 seguintes tribos Bárbaras:
 
Elas se tornaram em países europeus atuais: MAPA ATUAL:
 
Vejamos a divisão dos 10 dedos/ 10 chifres da profecia:
1. Germanos = Alemanha
2. Francos = França
3. Burgundos = Suíça
4. Suevos = Portugal
5. Anglo-saxões = Inglaterra
6. Lombardos = Itália,
7. Visigodos = Espanha.
8. Hérulos
9. Vândalos
10. Ostrogodos
A profecia diz que 3 chifres seriam derrubados, ou seja, 3 tribos não se tornariam nações européias. É o caso dos Hérulos, Vândalos e Ostrogodos.

O Décimo Primeiro Chifre

O CHIFRE PEQUENO (A Nação Pequena)

A profecia diz que dentre os 10 chifres, surgiria um 11° Chifre que seria diferente de todos os outros pois teria OLHOS E BOCA E FALARIA CONTRA DEUS:
O ato de falar contra Deus denota que ele é um poder religioso.
A profecia também diz que ele é que derrubaria 3 chifres, ou seja, os Hérulos, Vândalos e Ostrogodos por não aceitarem sua autoridade.
O ato de derrubar poderes políticos denota que ele também seria um poder político.
Assim o 11° Chifre é um PODER RELIGIOSO + POLÍTICO, sendo símbolo da IGREJA

2 de março de 2013

A SEGUNDA FERA de Apocalipse 13


Enquanto a Igreja estava enfraquecida, surge um novo poder no cenário. Trata-se de uma nação que na última geração controla toda a ECONOMIA GLOBAL, podendo escolher quem poderá comprar e vender (aplicando sanções econômicas a grupos dissidentes).
Em 1776 surgiu os Estados Unidos da América (quase no fim dos 1260 anos, que acabaram em 1798).

O PRESENTE
Em 1851 um estudioso da Bíblia chamado John N. Andrews (1829-1883) publicou um artigo sobre a sua descoberta de que os EUA são representados na profecia cristã como a segunda besta de Apocalipse 13:11-17.
Então ele chegou a conclusão de que os Estados Unidos se tornariam a nação mais poderosa do mundo. Isso porque o livro do Apocalipse declara que a segunda besta controla a economia global a ponto de fazer os cristãos não poderem comprar e nem vender.
Em 1851 (data da descoberta) os Estados Unidos não estavam nem entre as 10 maiores potências do mundo. Apenas em 1945 os EUA se tornaram uma superpotência e só em 1991 se tornaram a única superpotência mundial.
Durante todo o século 19 e 20 a interpretação de Andrews foi considerada fantasiosa e até mesmo ridícula.
Hoje os EUA controlam 1/3 da economia global e após o 11/09/2001 passaram a se tornar um Império.
O destino americano é se tornar uma ditadura NA ÚLTIMA GERAÇÃO e perseguir os cristãos verdadeiros.
A profecia diz que a nação americana se aliará ao PAPADO, a PRIMEIRA FERA, com o objetivo de impor ao mundo uma NOVA ORDEM MUNDIAL. Para tanto se utilizará de leis religiosas, acabando com a separação entre Igreja e Estado.
Há 150 anos atrás John N. Andrews descobriu que AMÉRICA abandonará a democracia e se unirá ao papado para violar as consciências.
O começo da profecia já pode ser visto no presente. Os protestantes mudaram radicalmente sua posição clássica de que o Papado é o anticristo e hoje o chamam de SUA SANTIDADE, LÍDER MORAL DO MUNDO e participam ativamente de acordos ecumênicos. Há 100 anos atrás isso seria considerado inaceitável. Grande parte do congresso americano era protestante (anglicanos, batistas, presbiterianos, metodistas etc), e considerava o papado o anticristo da profecia bíblica. Esta é uma das razões porque os religiosos americanos no século 19 consideraram absurdas as descobertas de John N. Andrews a respeito da mudança de espírito que ocorreria na sua própria nação. Um bom exemplo dessa mudança é que somente em 1984 os Estados Unidos ataram relações diplomáticas com o Estado do Vaticano. Os protestantes nos últimos 24 anos praticamente desprezaram quase todas as declarações de fé dos séculos 16, 17 e 18, e a história deu uma guinada espetacular em direção ao cumprimento das profecias bíblicas.
O FUTURO
Os acontecimentos finais serão rápidos. Não sabemos em detalhes o que levará a nação americana a se tornar uma ditadura religiosa com aparência de cristianismo: possivelmente por causa das guerras, crises econômicas, desastres naturais etc. A profecia diz que no inicio a nação americana seria mansa COMO UM CORDEIRO, mas depois falaria como um DRAGÃO (Apoc. 13:11). Embora atualmente já possamos constatar os INDÍCIOS do Dragão, ainda é mantida a democracia. No futuro, protestantes e católicos exercerão sua influência para estabelecer leis religiosas sob o manto do Estado. Só que existe um porém: A PRIMEIRA FERA, símbolo do papado “cuidou em mudar as leis de Deus e seu calendário”(Daniel 7:25). Sendo assim não serão as leis de Deus que serão advogadas pela nação americana, mas as leis da Besta. A Igreja Romana atacou com vigor o quarto mandamento da lei de Deus que se refere a semana de trabalho, a comprar e vender:
O quarto mandamento diz: LEMBRA-TE DE SANTIFICAR O DIA DE SÁBADO. (Êxodo 20:8-11). Assim, a marca da besta somente pode ser uma CONTRAFAÇÃO ao mandamento de Deus que se refere a SEMANA COMERCIAL que Deus estabeleceu (primeira feira a sexta feira) Dessa maneira os Estados Unidos em prol da FAMILIA, DA ECOLOGIA, DA RELIGIÃO E “DE TUDO DE BOM”, unido a Roma, estabelecerão LEIS DOMINICAIS rígidas. Isso mexerá diretamente com quem GUARDA OS MANDAMENTOS DE DEUS. Todo aquele que decidir obedecer ao 4° mandamento de Deus será despedido de seu emprego, por não se conformar à semana de trabalho que será fixada de segunda a sábado. Será difícil arranjar emprego de segunda a sexta (como ocorre hoje), pois o domingo se tornará feriado universal. Toda pessoa terá que fazer sua decisão. Ficar ao lado de Deus e padecer desemprego e perda de bens, ou ficar do lado do Estado e as religiões unidas em prol da família, da ecologia “e tudo de bom”. Após TODO O MUNDO tomar a sua decisão, Deus enviará 7 Pragas sobre aqueles que quebram seus mandamentos e por fim ocorrerá a maravilhosa SEGUNDA VINDA.

1 de março de 2013

A Marca da Besta

O significado é dado na Biblia!


Existem muitas pessoas sinceras que amam a Deus, mas buscam interpretar as profecias biblicas com informações trazidas de FORA da Biblia. Isso não pode ocorrer. A Biblia interpreta a si propria, visto que é um livro inspirado por Deus, de revelação divina. Ela mesma lança luz sobre seus símbolos. O Profeta Isaias já havia nos alertado como conseguir entender a Biblia:
O PRINCIPIO DE ISAÍAS:
(Isaías 28:13) – Assim, pois, a palavra do SENHOR lhes será mandamento sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, regra sobre regra, um pouco aqui, um pouco ali; para que vão, e caiam para trás, e se quebrantem e se enlacem, e sejam presos.
Como Deus já sabia que a maioria das pessoas não estariam interessadas em procurar na Biblia UM POUCO AQUI E UM POUCO ALI, ele disse o que ocorreria com eles: Cairiam para trás, seria

21 de fevereiro de 2013

Vislumbre Sobre Ellen G. White

 
Infância e adolescência
Ellen Gould Harmon nasceu na cidade de Gorham, estado do Maine, localizado no nordeste dos Estados Unidos, no dia 26 de novembro de 1827. Seus pais se chamavam Robert e Eunice Harmon. Ellen e a irmã gêmea Elizabeth eram as mais novas de uma família com oito filhos. Sua educação formal foi interrompida quando ela estava com apenas nove anos de idade, por causa de um incidente que quase lhe custou a vida. No início da adolescência, Ellen e sua família aceitaram as interpretações bíblicas apresentadas pelo pregador batista William [Guilherme] Miller. Juntamente com Miller e outras 50 mil pessoas, ela passou pelo que ficou conhecido como “o grande desapontamento”, pois esperavam a volta de Jesus no dia 22 de outubro de 1844, a data correspondente ao fim da profecia dos 2.300 dias de Daniel 8.
Chamada por Deus
Em dezembro de 1844, Deus concedeu a Ellen a primeira de um total de cerca de duas mil visões e sonhos proféticos. Em agosto de 1846, Ellen casou com James [Tiago] White, um pastor, com 25 anos de idade, que partilhava da mesma convicção de que Ellen fora chamada por Deus para realizar a obra de um profeta. Pouco tempo depois, Ellen e Tiago passaram a guardar o sábado como o dia de descanso ordenado por Deus, de acordo com o quarto mandamento.
A família
Como mãe de quatro filhos, Ellen experimentou a dor de perder dois deles. Herbert morreu com

15 de fevereiro de 2013

Os Mil Anos de Paz

Na Segunda Vinda, o povo de Deus será levado para o céu. A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 4:16-17 “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.”
Na Segunda Vinda de Cristo, os impios estarão cheios de terror e desespero. A Bíblia diz em Apocalipse 6:16-17 “E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da ira deles; e quem poderá subsistir?”
O líder dos ímpios será destruído com a glória da Vinda de Cristo e o resto dos ímpios serão destruídos pela Sua espada. A Bíblia diz em 2 Tessalonicenses 2:8 “E então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda.” A Bíblia diz em Apocalipse 19:21 “E os demais foram mortos pela espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo; e todas as aves se fartaram das carnes deles.”

Como os justos irão para o céu com o Senhor e os impios serão destruídos pela aparição de Jesus, a terra ficará sem habitantes humanos durante um tempo. A Bíblia diz em Jeremias 4:23-25 “Observei a terra, e eis que era sem forma e vazia; também os céus, e não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e eis que não havia homem algum, e todas as aves do céu tinham fugido.”

Os outros impios ficarão nas suas sepulturas durante mil anos. A Bíblia diz em Apocalipse 20:4-5 “E vi as almas daqueles que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na fronte nem nas mãos; e reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem. Esta é a primeira ressurreição.”
 
Enquanto os santos estão no céu e os impios estão mortos, o diabo estará limitado a esta terra deserta durante 1000 anos. A Bíblia diz em Apocalipse 20:1-3 “E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e o amarrou por mil anos. Lançou-o no abismo, o qual fechou e selou sobre ele, para que não enganasse mais as nações até que os mil anos se completassem. Depois disto é necessário que ele seja solto por um pouco de tempo.”
 
Ao final dos 1000 anos a Nova Jerusalém descenderá do céu à terra. A Bíblia diz em Apocalipse 21:1-3 “E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe. E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles.”
 
Nessa altura os impios ressuscitados e Satanás liberado tentarão apoderar-se da cidade de Deus. A Bíblia diz em Apocalipse 20:7-9 “Ora, quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, a fim de ajuntá-las para a batalha. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade querida; mas desceu fogo do céu, e os devorou.”
 
E nessa altura serão destruídos pelo fogo do inferno. A Bíblia diz em Apocalipse 20:9 “E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade querida; mas desceu fogo do céu, e os devorou.

10 de fevereiro de 2013

Analisando Hebreus 9:12: Jesus Entrou no Lugar Santo ou Santíssimo?

 

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Santuário Celeste Santíssimo
Jesus Oficiando Oniscientemente no Lugar Santíssimo Celeste pós 1844.
A tradução de João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada de Hebreus 9:12 afirma que Jesus entrou no Lugar Santíssimo por ocasião de sua ascenção aos Céus:
Hebreus 9:12: não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.
Esta edição da Almeida se enganou em sua tradução do grego. Para fazer prova inequívoca deste fato iremos citar 10 traduções bíblicas que não concordam com a tradução da Almeida Revista e Atualizada:
A Edição em Espanhol Reina Valera afirma:
Hebreus 9:12: Y no por sangre de machos cabríos ni de becerros, mas por su propia sangre, entró una sola vez en el santuario, habiendo obtenido eterna redención.
A tradução mais exaltada da lingua inglesa, a King James, afirma que Jesus entrou no Lugar Santo:
Hebreus 9:12: Neither by the blood of goats and calves, but by his own blood he entered in once into the holy place, having obtained eternal redemption for us.
A tradução Italiana de Giovanni Diodati (1649) afirma:
Hebreus 9:12: e non per sangue di becchi e di vitelli; ma per lo suo proprio sangue, è entrato una volta nel santuario, avendo acquistata una redenzione eterna.
A própria João Ferreira de Almeida Atualizada, afirma:
Hebreus 9:12: e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção.
A Tradução das Testemunhas de Jeová (Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas de 1986) dizem:
Hebreus 9:12: ele entrou no lugar santo, não, não com o sangue de bodes e novilhos, mas com o seu próprio sangue, de uma vez para sempre e obteve [para nós] um livramento eterno.
A maior prova, no entanto, vem das traduções católicas que foram feitas por pessoas que passaram a vida estudando grego e latim:
A Bíblia AVE MARIA diz:
Hebreus 9:12: sem levar consigo o sangue de carneiros ou novilhos, mas com seu próprio sangue, entrou de uma vez por todas no santuário, adquirindo-nos uma redenção eterna.
A Bíblia da CNBB afirma:
Hebreus 9:12: Ele entrou no Santuário, não com o sangue de bodes e bezerros, mas com seu próprio sangue, e isto, uma vez por todas, obtendo uma redenção eterna.
The New American Bible (Católica)
Hebreus 9:12: he entered once for all into the sanctuary, not with the blood of goats and calves but with his own blood, thus obtaining eternal redemption.
A Revised Standart Version diz:
Hebreus 9:12: he entered once for all into the Holy Place, taking not the blood of goats and calves but his own blood, thus securing an eternal redemption.
A Bíblia Latino Americana atesta:
Hebreus 9:12: Y no fue la sangre de chivos o de novillos la que le abrió el santuario, sino su propia sangre, cuando consiguió de una sola vez la liberación definitiva.
Como podemos ver as traduções de Hebreus 9:12 constam que Jesus entrou no LUGAR SANTO ou no SANTUÁRIO por ocasião de sua ascenção. A razão é simples: quando se entra no Santuário o primeiro compartimento é o lugar santo. A Tradução Almeida Revista e Atualizada no Brasil está errada como mostra as demais edições internacionais, com destaque para a King James, que é exaltada por todas as igrejas dos países de fala inglesa. O testemunho das Bíblias católicas e da Bíblia das testemunhas de jeová é deveras interessante pois estas igrejas não possuem uma doutrina do Santuário e não sabem que Jesus apenas entrou no lugar santíssimo 18 séculos depois de sua ascenção.

7 de fevereiro de 2013

Era Balaão um Profeta de Deus?

Balaão é uma figura enigmática (Nm 22-24). Gostaríamos de saber mais sobre ele, mas a única informação que temos é a que o texto oferece. E é isso que vamos examinar brevemente.
 
1. Profeta de Deus: Qual era a ligação entre o Senhor e Balaão? Ele era um adorador do Senhor? Uma coisa é clara: o Espírito do Senhor veio sobre ele, e ele profetizou sobre o futuro do povo de Deus e a vinda do Messias (Num. 24:1-9, 17-19). Apesar de Balaque, rei de Moabe, querer que Balaão amaldiçoasse Israel, ele só poderia reconhecer que eles tinham sido abençoados pelo Senhor. O Senhor o usou e lhe revelou Seu plano. Foi este um incidente isolado, a primeira vez que o Senhor o usou como um profeta? Provavelmente não, mas dificilmente podemos ter certeza.
 
Balaão disse aos mensageiros de Balaque:”Mesmo que Balaque me desse o seu palácio cheio de prata

5 de fevereiro de 2013

A Marca da Besta não será um CHIP


O leitor Carlos Rodrigues, postou na seção dúvidas bíblicas informações de que a marca da besta seria um mero CHIP. Aqui daremos a resposta apropriada:
Carlos Rodrigues:
Nós os adventistas do sétimo dia não cremos que a Marca da Besta seja um simples Chip. Isso é antibíblico. A Palavra “Besta” na Bíblia significa “Fera” ou “Animal”. A Bíblia não trata de apenas “um animal”, mas de “seis animais”. Cremos que a Bíblia descreve 6 Impérios em forma de ANIMAIS:
Em Daniel capítulo 7:
 1- Leão (Babilónia)
 2- Urso (Medos e Persas)
 3- Leopardo (Grécia)
 4- Animal Terrível (Império Romano). Esse animal tem 10 Chifres = Nações Bárbaras que surgiram após a queda do Império. O animal terrível também é sucedido por um CHIFRE PEQUENO. Ele é diferente dos demais, sendo um poder religioso +político= Papado.
Em Apocalipse capítulo 13:
 5- Primeira Fera = Papado (o mesmo Chifre Pequeno em Daniel 7)
 6- Segunda Fera = Estados Unidos da América
Para saber mais faça download do power point A Profecia das Nações.
Quando a Bíblia se refere a marca da Besta, se refere a uma marca da primeira fera ou besta de Apocalipse 13. Como essa fera é identificada a séculos como sendo o Papado/Vaticano, a Marca da Fera é uma Marca de Autoridade do Vaticano.
A Bíblia também indica que Deus tem uma marca de Autoridade. Ela declara que o sábado é a Marca de Deus em Ezequiel 20: 12 e 20.
O sábado é o mandamento de Deus que trata do ciclo da economia. É o dia que Deus proibiu o comércio: compras e vendas.
Sendo assim, a Marca do Vaticano será algo que modifique a semana de trabalho, ou seja, o modelo da economia atual. Isso ocorrerá quando existir um falso sábado rígido que lhe renda homenagem. E é justamente o que diz o símbolo: a marca da “Besta” não permitirá que os santos possam comprar e vender. Não terão acesso ao mercado de trabalho e à economia mundial, pois se negarão a trabalhar na longa semana de trabalho que será estabelecida. Essa nova economia acabará com o “final de semana estendido”, (weekend) abolindo a possibilidade de obedecer o quarto mandamento (Êxodo 20:8-11 e Lucas 23:56) que requer a guarda do sábado. Para ver os versículos bíblicos sobre essa questão leia o artigo O Sinal de Deus e a Marca da Besta em 10 Passos. Você também poderá ver o documentário no YOUTUBE sobre a verdadeira marca da besta.
E o número 666?
De maneira bem resumida podemos dizer que o número 666 se opõe ao número 7. A Marca de Deus é representada pelo numeral 7 em toda a Bíblia. Deus tornou santo o DIA 7 da semana na criação do mundo (Génesis 2:1-3). O número 7 também aparece de maneira excessiva nas escrituras. Como exemplo o livro do Apocalipse trata de 7 igrejas, 7 trombetas, 7 pragas, 7 selos. O número 7 é tão omnipresente na Bíblia que mesmo os inimigos do quarto mandamento (Êxodo 20:8-11 e Lucas 23:56) reconhecem que é especial. O rei Salomão arrecadou 666 talentos de ouro e não conseguiu felicidade:
E o peso do ouro que se trazia a Salomão cada ano era de seiscentos e sessenta e seis talentos de ouro;
 1 Reis 10:14
O número 666 representa os projetos humanos imperfeitos e ditatoriais de busca de ordem e paz mundial que chegarão ao auge na imposição do falso sábado.

30 de janeiro de 2013

A COMPREENSÃO DE CRISTO DAS PROFECIAS DE DANIEL


A aplicação que Jesus fez dos termos simbólicos tirados do livro do Daniel – tais como "reino", "Filho de Homem" e "abominação desoladora" – indicam que manifestou um profundo interesse nas profecias apocalípticas de Daniel. Aplicou as expressões daniélicas a sua própria missão messiânica. Por esse meio Cristo ensinou que a descrição das visões de Daniel eram de importância fundamental para sua igreja. Sua própria perspectiva segue o esboço da história da salvação de Daniel. É conhecido como Discurso do Monte das Oliveiras ou discurso escatológico de Jesus, porque o pronunciou enquanto estava sentado no monte das Oliveiras, ao oriente de Jerusalém (Mat. 24; Mar. 13; Luc. 21).
 
O quadro que Cristo pintou dos acontecimentos futuros para Jerusalém e para seus seguidores em todo mundo é similar ao que foi esboçado primeiramente pelo profeta Daniel. O discurso do monte das Oliveiras foi chamado por alguns como "os comentários ou Midrash* de Jesus sobre o livro do Daniel". É amplamente reconhecido que as profecias de longo alcance de Daniel – com sua predição da apostasia, a perseguição, o juízo e a vindicação final dos fiéis – deram forma ao discurso escatológico de Cristo. Esta conexão pode ver-se sem dificuldades da seguinte lista comparativa:
 
Daniel Jesus
"Quando se cumprirão estas maravilhas?" (Dan. 12:6) O anjo respondeu que quando acabe a dispersão do poder do povo santo, "estas coisas todas se cumprirão" [na LXX: suntelesthénai pánta táuta] (Dan. 12:7). "Dize-nos quando sucederão estas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para cumprir-se?" [méle táuta sunteleísthai pánta] (Mar. 13:4).
 
"O que há de ser nos últimos dias" [na LXX: ti dei genésthai metá táuta: O que deve suceder no futuro] (Dan. 2:28). "É necessário assim acontecer" [dei genésthai] (Mar. 13:7).
"Mas o povo dos que conhecem o seu Deus se tornará forte e ativo  … Alguns dos sábios cairão ... até ao tempo do fim, porque se dará ainda no tempo determinado. ... mas, naquele tempo, será salvo o teu povo" (Dan. 11:32, 35; 12:1). "Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo" (Mar. 13:13; Mat. 24:13).
"Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?" (Dan. 8:13). "Quando virdes a abominação da desolação instalada onde não deve estar" (Mar. 13:14, BJ).
"Sobre a asa das abominações virá o assolador" (Dan. 9:27). "Quando , portanto, virdes a abominação da desolação … instalada no lugar santo" (Mat. 24:15, BJ).
"tirarão o sacrifício diário, estabelecendo a abominação desoladora" (Dan. 11:31; cf. 12:11).
 
"E haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo" (Dan. 12:1). "Porque aqueles dias serão de tamanha tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo" (Mar. 13:19; Mat. 24:21).
"E eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem …Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino" (Dan. 7:13,14). "Então, verão o Filho do Homem vir nas nuvens, com grande poder e glória" (Mar. 13:26; cf. Mat. 24:30).
 
Dos paralelos citados, chega a ser evidente que Jesus seguiu a seqüência dos eventos futuros de Daniel em seu próprio discurso. Cristo aplicou o esboço de Daniel ao futuro imediato de Israel e de seus discípulos. Portanto, cada uma das declarações de Cristo deve entender-se contra o transfundo da profecia de Daniel da história da salvação. Daniel apresentou o drama de um conflito religioso que se concentra em um que invade a terra santa, profana o templo de Israel estabelecendo sua própria "abominação" ou objeto de adoração falsa, em lugar da verdade de Deus, e persegue os santos, cuja "angústia" durará por "três tempos e meio". A reação de Deus chega na forma de "um semelhante a um filho de homem", a quem é ordenado no céu que execute o juízo de Deus sobre esse intruso maligno. Restaura a verdadeira adoração no templo de Deus e vindica os adoradores tratados injustamente.
 
O tema de Daniel é descrito em 2 visões que formam um paralelismo progressivo e complementar (caps. 7 e 8). Os capítulos finais de Daniel (9 e 10-12) consistem em notas explicativas do anjo quanto às duas visões. Entretanto, o tema principal do livro de Daniel é a segurança da restauração da verdade do santuário de Deus e a libertação de seu povo fiel do pacto por meio do Filho do Homem, que vem nas nuvens do céu. Ele executa o juízo sobre o "chifre pequeno", o desolador que está na terra.
 
Do mesmo modo, Jesus conecta o templo e sua profanação futura com uma "abominação da desolação" ou sacrilégio. Depois assegura a seus seguidores que voltará no poder e a glória do celestial Filho do Homem (de Dan. 7) para resgatar a seus fiéis e reuni-los no reino messiânico de Deus. Dessa forma, Cristo anula a sentença de morte tão injustamente imposta aos fiéis pelo anticristo.
 
Segundo os Evangelhos sinóticos, Jesus adotou algumas frases-chave apocalípticas de Daniel e as aplicou a si mesmo como Messias, e outras frases aplicou a Jerusalém e a seus seguidores:
Dan. 7:13 (Um filho de homem que vem nas nuvens do céu para vindicar os santos acusados) é aplicada a Cristo em Marcos 13:26.
Dan. 8:13 (O santuário seria pisoteado) aplica-se a Jerusalém em Lucas 21:24.
Dan. 9:27 (O desolador porá seu sacrilégio dentro do templo) aplica-se à área do templo de Jerusalém no Mateus 24:15.
Dan. 11:31 (O sacrilégio profanará o templo) aplica-se a Roma imperial em Marcos 13:14.
Dan. 11:45 (O monte glorioso e santo será assediado) aplica-se a Jerusalém no Mateus 24:15 ("o lugar santo" ).
Dan. 12:1 (Seguirá um tempo de tribulação sem comparação) aplica-se aos seguidores de Jesus em Marcos 13:19.
 
Jesus mencionou que a fonte literária de seu discurso era o livro de Daniel: "Quando, porém, virem a abominação da desolação, de que fala o profeta Daniel, instalada no lugar santo – que o leitor entenda!" (Mat. 24:15, BJ). Isto indica que o esboço apocalíptico de Daniel dos 4 impérios mundiais sucessivos (Babilónia, Medo-pérsia, Grécia e Roma) devem colocar-se como o marco histórico atrás da perspectiva do futuro apresentada por Cristo. Isto exige interpretar que o Império Romano que no tempo do Jesus governava Israel, cumpriu a profecia de Daniel. O general romano Pompeu sujeitou os judeus a Roma no ano 63 a.C. Os expositores judeus anteriores a Cristo, especificamente os macabeus, acreditaram que sua vitória militar sobre o opressor sírio Antíoco IV Epifânio, no ano 164 a.C., era a vitória de Deus sobre o profanador do templo descrita em Daniel 8-12 (ver 1 Macabeus 1:54-59; 6:7). Os fariseus viram na morte de Pompeu (48 a.C.) o triunfo de Deus sobre o profanador da cidade santa.1
Logo depois de Cristo, Josefo, o historiador judeu do século I, expressou sua convicção de que a profanação do templo levada a cabo pelos zelotes e a desolação de Jerusalém pelos exércitos romanos (no 70 d.C.) eram um cumprimento da predição de Daniel.2 Entretanto, poucos judeus pareceram ter entendido a razão real para a destruição de Jerusalém que se levou a cabo 40 anos depois da crucificação de Cristo.
 
Os profetas anteriores, incluindo Jeremias (cap. 7) e Ezequiel (cap. 24), tinham anunciado a destruição iminente do templo e da cidade como a maldição divina do pacto sobre um povo rebelde ao pacto. Mas isto já ocorrera no próprio tempo de Daniel, quando Nabucodonosor, rei de Babilónia, destruiu Jerusalém em 586 a.C. (ver Dan. 9:17). Entretanto, a nova predição de Daniel foi a espantosa verdade de que o templo futuro que seria reedificado após o cativeiro babilónico também seria destruído, tudo como resultado do assassinato que Jerusalém faria do Messias (Dan. 9:26, 27)! Esta profecia é um novo desenvolvimento na tradição profética de Israel. Daniel 9 chegou a ser mais específico com respeito ao tempo do Messias que a predição anterior do servo sofredor de Isaías 53.
 
Jesus aplica a predição de Daniel da destruição futura da "cidade e o santuário" (Dan. 9:26) ao tempo da geração de seus contemporâneos, quando declarou com toda solenidade: "De certo vos digo que tudo isto virá sobre esta geração" (Mat. 23:36; ver também o v. 35 e 24:34). A advertência adicional, "que lê, entenda" (Mar. 13:14), é o conselho de Cristo aos que podiam ler as Escrituras hebraicas para que estudassem cuidadosamente o livro de Daniel como o contexto de seu próprio discurso profético. O vocábulo "entendam" já era uma palavra-chave no livro de Daniel (Dan. 9:23; ver também 8:27; 9:2; 10:1; 12:8-10). Por esta razão, o conselho de Jesus aponta inequivocamente ao livro de Daniel para entender sua própria predição profética e a aplicação histórica da profecia de Daniel.
 
Por muito tempo se deu por sentado que o Evangelho de Marcos foi escrito primeiro e que Mateus e Lucas o tomaram como sua pauta básica, produzindo cada um sua própria versão modificada de uma perspectiva teológica ligeiramente diferente. Entretanto, estudos recentes sugerem que os três escritores dos Evangelhos sinóticos extraíram de um documento comum anterior aos sinóticos que continha todos os elementos essenciais da tradição oral do discurso de Jesus no monte dos Oliveiras.3
O discurso de Jesus no monte dos Oliveiras também constituiu uma fonte vital para o conselho pastoral de Paulo com respeito ao futuro e para seu método ao aplicar o esboço apocalíptico a seu próprio tempo e ao futuro. Isto será tratado no capítulo seguinte.
 
Tanto o discurso profético de Jesus como o esboço profético de Paulo constituem as cabeceiras de ponte mais importantes que conectam os livros de Daniel e Apocalipse. O discurso escatológico de Jesus nos Evangelhos sinóticos e o esboço profético de Paulo em 2 Tessalonicenses 2 nos ensinam autoritativamente como se devem aplicar as profecias de Daniel à era cristã. São a preparação necessária para entender o livro do Apocalipse.
 
A Estrutura Cronológica do Discurso Profético de Jesus em Marcos 13
Alguns observaram um estilo literário em Marcos 13 que demarca os versículos 5-23 como uma unidade literária. Isto se insinua pela advertência contra a profecia falsa tanto ao começo como ao final: "Olhem [blépete]..." (vs. 5, 23). Esta seção descreve os acontecimentos que devem preceder ao fim, especificamente os dias de tribulação (vs. 19, 20). Assim forma também uma unidade temática. A seção seguinte, do 24 ao 27, apresenta a segunda vinda de Cristo como o próprio fim. Sugere uma progressão definida no tempo: "Mas naqueles dias, depois daquela tribulação..." (V. 24).
 
Voltando para a primeira seção (vs. 5-23), pode notar-se um progresso cronológico dentro desta parte. A predição de guerras, fomes e terremotos não tem o propósito de anunciar sinais dos acontecimentos finais porque se diz que não devem ser causa de alarme: "É necessário que aconteça assim; mas ainda não é o fim..." Estes são princípios de dores (literalmente, dores de parto; Mar. 13:7, 8; cf. Mat. 24:8). Depois se mencionam os sofrimentos dos discípulos de Cristo e sua pregação mundial do evangelho: "E é necessário que o evangelho seja pregado antes a todas as nações" (Mar. 13:10, cf. Mat. 24:14). Esta porção da Escritura conclui com o conselho de Jesus: "Mas o que perseverar até o fim, este será salvo" (v. 13; Mat. 24:13). A demora da parousia (o advento) está claramente presente neste contexto. Quando Jesus disse que o evangelho "primeiro deve" ser pregado, enfatizou o fato de que o fim não viria até que o evangelho tenha sido levado a cada nação na terra (ver Mar. 13:10).
Na subdivisão seguinte, Marcos 13:14-20, Cristo volta a atenção à geração de seus contemporâneos ao concentrar-se sobre a "abominação da desolação". Este fenômeno já não é parte "do princípio de dores". A predição de Cristo do "sacrilégio" como um indicador visível da imediata destruição de Jerusalém é o sinal decisivo que responde a pergunta dos discípulos: "Qual será o sinal de que está para acabar-se tudo?" (Mar. 13:1-4, NBE; Mat. 24:1-3).
 
Mas Cristo não continua o relato com uma descrição de sua gloriosa vinda como os discípulos esperavam. Mas procede enfatizar que o sacrilégio trará um período de angústia sem igual, um período de tribulações para seus seguidores (Mar. 13:19-23; Mat. 24:16-21). Tudo isto, reitera Jesus, acontecerá antes que os sinais nos céus introduzam o Redentor que retorna (Mar. 13:24; Mat. 24:29). Em outras palavras, a desolação de Jerusalém está separada com toda claridade do segundo advento pelo intervalo de tempo conhecido como "dias de tribulação" [thlípsis] para os seguidores de Cristo em todo mundo.
Este período de aflição é deixado em forma indefinida por Cristo, mas é uma alusão clara às predições de Daniel de um período de aflição e apostasia depois que se estabeleceu a abominação desoladora como se depreende de Daniel 7-12. O primeiro tempo de aflição no livro de Daniel dura "três tempos e meio" (Dan. 7:25), e deve entender-se como um símbolo apocalíptico para um longo período, mencionado em forma reiterada em Apocalipse 11-13 com respeito à era da igreja (ver nesta Segunda parte, o cap. XX). Mas Daniel antecipa, além dos 3 ½ tempos de aflição (em Dan. 7:25), um tempo posterior de angústia sem precedentes no tempo do fim (Dan. 11:40-45; 12:1), da qual Miguel libertará seu povo. Este tempo final de tribulação, diz Daniel, será "qual nunca houve desde que houve nação até então" (Dan. 12:1; LXX, thlípsis).
 
Tanto Mateus como Marcos declaram que a angústia será tão severa que "ninguém escaparia com vida" se o Senhor não abreviasse esses dias por amor a seus "escolhidos" (Mar. 13:20; Mat. 24:22). Este anúncio sugere não uma crise local pequena em Jerusalém, e sim um período prolongado de angústia universal para o povo de Deus. A referência adicional a respeito dos falsos cristos e os falsos profetas (Mar. 13:21-23; Mat. 24:24) indica um período estendido de apostasia. Podemos concluir sem risco que Cristo previu um período extenso de desolação religiosa depois que o sacrilégio abominável predito nas profecias de Daniel tivesse aparecido entre seus seguidores. Cristo não ensinou que a queda de Jerusalém e o fim do mundo eram acontecimentos idênticos, mas sim que a queda de Jerusalém introduziria um período de apostasia e tribulação. Parece que Cristo combinou todos os períodos de angústia para seu povo em uma só declaração, tirada de Daniel 12:1.
 
A chave para entender a perspectiva profética de Cristo é sua aplicação contínuo-histórica de Daniel: primeiro ao Império Romano e à geração de seus contemporâneos em Jerusalém, e depois aos períodos de crescente angústia mundial da qual libertará a seus seguidores em sua vinda.
 
A Aplicação que Cristo Fez da Tipologia
Qual foi a ocasião que levou Jesus a pronunciar sua profecia de condenação sobre Jerusalém e de perseguição para seus seguidores até Sua libertação em sua segunda vinda?
 
Perto do fim de seu ministério terrestre, Jesus notou o repúdio decidido de cada evidência de seu messianismo por parte dos dirigentes judeus. Previu sua iminente morte violenta. Só então pronunciou a inevitável maldição do pacto: "Eis que vossa casa vai ficar deserta" (Mat. 23:38). O que Cristo quis dizer com esta predição sinistra? Declarou que o templo em Jerusalém séria privado da presença divina, e seria destruído, e acrescentou: "Não ficará pedra sobre pedra" (Mar. 13:2).
 
Muito pouco tempo depois, enquanto estava sentado no monte das Oliveiras, alguns de seus discípulos lhe perguntaram em particular: "Diga-nos, quando serão estas coisas, e que sinal haverá de tua vinda e do fim do mundo?" (Mat. 24:3). Estas perguntas se relacionam com dois acontecimentos diferentes. Entretanto, na mente dos discípulos, isso não estava diferenciado no tempo como "a destruição de Jerusalém" por um lado e "a segunda vinda de Cristo" para julgar o mundo por outro. Entretanto, na opinião de Cristo, o juízo iminente sobre Jerusalém e o juízo final do mundo têm um característico básico em comum: ambos os juízos são realizados pelo mesmo Deus do pacto. Esta correspondência essencial de ambos os juízos implica tipologia, algo associado com os profetas clássicos (ver o cap. II desta obra). Isto significa que Jesus considerou o iminente dia do Senhor para Jerusalém como um tipo de aviso do juízo do mundo.
 
Em harmonia com a profecia clássica de Israel, Cristo também combinou os dois juízos divinos em uma perspectiva profética bifocal:
A predição de Jesus não oferece nenhuma classe de adivinhação de acontecimentos futuros, mas sim, ao contrário, convoca a todas as pessoas a preparar-se para encontrar-se com Deus. Assim como os profetas da antiguidade, Jesus projetou como iminente o juízo sobre Jerusalém ("não passará esta geração", Mar. 13:30; ver mais adiante o cap. X desta obra), uma vez que colocou o juízo do mundo no distante tempo do fim ("daquele dia e hora ninguém sabe", Mar. 13:32).
 
Jesus recalcou que a razão para a catástrofe iminente de Jerusalém foi seu rechaço da visitação de Deus por meio do Messias: "E te derribarão  ... porquanto não conheceste o tempo de tua visitação" (Luc. 19:44). Israel tinha rechaçado a seu verdadeiro Rei na pessoa de Cristo. Como resultado, Deus retirou sua presença, o que deixou só a justiça retributiva de Deus. Segundo o mesmo princípio, Jesus ordenou que "o evangelho seja pregado antes a todas as nações" (Mar. 13:10). Só então virá o juízo do mundo. Por essa razão, Cristo enviou a sua igreja com uma missão mundial:
 
"E será pregado este evangelho do reino em todo mundo, para testemunho a todas as nações; e então virá o fim" (Mat. 24:14; cf. 28:18-20).
 
Jesus também adotou o termo apocalíptico "o fim" do livro do Daniel. Em Daniel 9:26 e 27, "o fim" emprega-se como um sinónimo para uma "destruição" decretada divinamente sobre o horrível desolador. Isto faz pensar que o mundo será destruído pela mesma razão pela que foi devastada Jerusalém. Assim como Jerusalém foi destruída por rechaçar o Messias, assim o mundo será destruído por ter recusado Cristo como Salvador. Desse modo Cristo revelou a unidade da obra de Deus.
 
Cristo, a Chave para Entender a Profecia
A aproximação do inimigo à área do templo foi o sinal para que os seguidores de Cristo fugissem. Esse sinal serve como uma admoestação para todos os crentes, permitindo que escapassem de Jerusalém.
"Quando virem 'a abominação da desolação' instalada onde não devia estar – que o leitor entenda! – então os que estiverem na Judeia fujam para as montanhas" (Mar. 13:14, BJ).
 
"Quando, portanto, virdes a 'abominação da desolação', de que falou o profeta Daniel, instalada no lugar santo – que o leitor entenda! – então, os que estiverem na Judeia fujam para as montanhas" (Mat. 24:15, 16, BJ).
 
"Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes; os que se encontrarem dentro da cidade, retirem-se; e os que estiverem nos campos, não entrem nela. Porque estes dias são de vingança, para se cumprir tudo o que está escrito" (Luc. 21:20-22).
 
É importante reconhecer a função complementar dos três Evangelhos sinóticos no estudo do discurso profético do Jesus. As frases idênticas ao começo de cada relato indicam firmemente que Lucas interpreta a profecia de Marcos da "abominação desoladora" como sendo cumprida na desolação histórica de Jerusalém pelos exércitos de Roma em 70 d.C. Lucas acrescenta um esclarecimento importante dele próprio: que a terrível desolação deve entender-se como um "castigo" divino em cumprimento de tudo o que haviam predito os profetas de Israel. Mateus aponta explicitamente o profeta Daniel. Na verdade, Daniel contém a única profecia das 70 semanas de anos que anuncia a morte violenta do Messias seguida pela destruição de Jerusalém:
 
"E depois das sessenta e duas semanas se tirará a vida ao Messias, mas não por si; e o povo de um príncipe que virá destruirá a cidade e o santuário" (Dan. 9:26).
 
Quando os exércitos de Roma estavam aproximando-se da "santa cidade", podiam ser vistos por todos os que estavam na Judeia. Enquanto que Mateus e Marcos tinham falado só de uma "abominação desoladora" que viria, Lucas explica a seus leitores gentios que esta desolação estava a ponto de vir sobre Jerusalém por meio dos exércitos romanos (ver Luc. 21:20). A data da publicação do Evangelho de Lucas é debatida, mas se crê que é cerca do ano 70 d.C. O anúncio de Lucas de que a condenação de Jerusalém eram os "dias de retribuição, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas" (Luc. 21:22), confirma a interpretação de que a morte violenta de Cristo e a consequente destruição de Jerusalém por Roma imperial cumpriram a profecia de Daniel 9. A declaração de Lucas também confirma a predição de Jesus de que sua própria geração não passaria sem que se cumprissem suas palavras (Mat. 24:34; 23:36; Mar. 13:30, 31).
 
Agora podemos tirar a conclusão de que a profecia messiânica de Daniel das 70 semanas (Dan. 9:24-27) teve seu cumprimento histórico na morte de Cristo. Deste modo, Cristo é a chave para entender a profecia de Daniel. Também deve ser nosso guia para entender o cumprimento da "abominação da desolação", ou, como traduz Cantero-Iglesias, "o sacrilégio devastador".
 
O Anticristo Abominável
O termo misterioso de Jesus – "a abominação da desolação" (BJ; RV 77), "o sacrilégio devastador" (CI) ou "a abominação que causa a desolação" (NIV) [bdélugma tes eremóseos] – é uma alusão direta à figura do antimessias que aparece na profecia de Daniel. Inclusive a visão do Daniel 8 foi denominada pelo anjo interpretador: "a visão da transgressão assoladora" (Dan. 8:13), "o pecado da desolação" (JS). Esta visão se centraliza no sacrilégio de pisar o templo de Deus e seus adoradores por parte de um poder jactancioso.
 
Os capítulos posteriores em Daniel (caps. 9-12) aplicam a visão espantosa de Daniel 8 à era messiânica (9:24-27; 11:31-36; 12:11). Já na visão do Daniel 8 o próspero profanador desempenhou um papel proeminente como o adversário do Messias, o "príncipe dos exércitos" ou "Príncipe dos

29 de janeiro de 2013

O QUE QUIS DIZER JESUS EM MAT. 24:20?

O que Jesus quis dizer em Mateus 24:20?



No capítulo 24 de Mateus, Jesus descreve duas ocasiões distintas. A destruição de Jerusalém, por parte do exército romano, e o final dos tempos, pouco tempo antes do retorno dEle a este mundo.
E, após descrever os sinais do cerco de Jerusalém[1] (verso 15), Cristo dá instruções de como as pessoas deveriam agir em relação a esse acontecimento, e declara: “Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado”
Os cristãos de Jerusalém e da Judéia não podiam determinar o momento decisivo em que o exército Romano se retiraria, mas podiam orar a Deus para que diminuísse o sofrimento deles e os protegesse dos perigos próprios da vida nas montanhas.
Para entendermos melhor as duas declarações chaves de Cristo, vamos explicá-las separadamente:
“… não se dê no inverno…” – o Salvador disse isso porque no período de inverno, a viagem seria bem mais difícil; não seria fácil conseguir abrigo e alimento, ainda mais com crianças de colo. Além disso, durante a estação chuvosa, seria impossível atravessar o rio Jordão.
“… nem no Sábado” – Aqui Jesus ensinou que não seria bom que os cristãos fugissem nesse dia porque todos deveriam estar reunidos juntos na adoração, o que facilitaria a prisão de todos.
Décadas depois da ressurreição de Jesus, o sábado ainda era tão sagrado como quando Ele pronunciou estas palavras no Monte das Oliveiras (leia Atos 16:13; 17:2; 18:3, 4). O Senhor não trocou a identidade do dia de guarda após a ressurreição, como muitos cristãos supõem (Ler Mateus 5:17-19). O tumulto, a excitação, o temor, e a viagem de fuga não seriam apropriados para o dia de sábado. Os cristãos oravam para que pudessem guardar o sábado como dia de descanso, assim como Deus desejava que fosse guardado.
O poder da oração é muito grande e hoje devemos também orar, para que Deus dirija nossa vida e nos proteja diante de qualquer perseguição. Um dia seremos provados para demonstrarmos perante o universo se seremos fiéis a Deus ou não e isso será feito pela escolha que fizermos do dia que iremos guardar (Ezequiel 20:12;20. É mais do que uma questão de dia: é escolher de qual lado iremos estar; a quem teremos como Senhor de nossas vidas (Mateus 7:21-23).
Deixamos um texto bíblico para sua reflexão: “Felizes são os que obedecem às leis a respeito do sábado! Felizes os que não praticam o que é mau!” Isaías 56:2. “Pois o SENHOR diz aos eunucos: ‘Obedeçam às leis a respeito do sábado, façam aquilo que me agrada e sejam fiéis à minha aliança.’” Isaías 56:4.
[1] O general Vespasiano, sob o governo do imperador Nero, por volta de 67 e 68 A.D conquistou Galiléia e Samaria, e sitiou Jerusalém, mas quando tudo parecia perfeito para o ataque, o imperador morreu, e com isso Vespasiano retornou, para se tornar imperador. Contudo, no ano 70 A.D., ele enviou novas tropas que destruíram completamente a cidade e o templo sob o comando do general Tito.