"Finalmente é dada a ordem de avançar, e o inumerável
exército se põe em movimento - exército tal como nunca foi constituído por
conquistadores terrestres, tal como jamais poderiam igualar as forças
combinadas de todas as eras, desde que a guerra existe sobre a Terra. Satanás,
o mais forte dos guerreiros, toma a dianteira, e seus anjos unem as forças para
esta luta final. Reis e guerreiros estão em seu séquito, e as multidões seguem
em vastas companhias, cada qual sob as ordens de seu designado chefe. Com
precisão militar as fileiras cerradas avançam pela superfície da Terra,
quebrada e desigual, em direção à cidade de Deus. Por ordem de Jesus são
fechadas as portas da Nova Jerusalém, e os exércitos de Satanás rodeiam a
cidade, preparando-se para o assalto."( Grande Conflito p.664)
6 de dezembro de 2013
A Coroação do Filho de Deus
"Agora Cristo de novo aparece à vista de Seus inimigos.
Muito acima da cidade, sobre um fundamento de ouro polido, está um trono, alto
e sublime. Sobre este trono assenta-Se o Filho de Deus, e em redor dEle estão
os súditos de Seu reino. O poder e majestade de Cristo nenhuma língua os pode
descrever, nem pena alguma retratar. A glória do Pai eterno envolve Seu Filho.
O resplandor de Sua presença enche a cidade de Deus e estende-se para além das
portas, inundando a Terra inteira com seu fulgor.
Mais próximo do trono estão os que já foram zelosos na causa
de Satanás, mas que, arrancados como tições do fogo, seguiram seu Salvador com
devoção profunda, intensa. Em seguida estão os que aperfeiçoaram um caráter
cristão em meio de falsidade e incredulidade, os que honraram a lei de Deus
quando o mundo cristão a declarava nula, e os milhões de todos os séculos que
se tornaram mártires pela sua fé. E além está a "multidão, a qual ninguém
podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, ... trajando
vestidos brancos e com palmas nas suas mãos". Apoc. 7:9.Terminou a sua
luta, a vitória está ganha. Correram no estádio e alcançaram o prêmio. O ramo
de palmas em suas mãos é um símbolo de seu triunfo, as vestes brancas, um
emblema da imaculada justiça de Cristo, a qual agora possuem. Os resgatados
entoam um cântico de louvor que ecoa repetidas vezes pelas abóbadas do Céu:
"Salvação ao nosso Deus que está assentado no trono, e ao Cordeiro."
E anjos e serafins unem sua voz em adoração. Tendo os remidos contemplado o
poder e malignidade de Satanás, viram, como nunca dantes, que poder algum, a
não ser o de Cristo, poderia tê-los feito vencedores. Em toda aquela
resplendente multidão ninguém há que atribua a salvação a si mesmo, como se
houvesse prevalecido pelo próprio poder e bondade. Nada se diz do que fizeram
ou sofreram; antes, o motivo de cada cântico, a nota fundamental de toda
antífona, é - Salvação ao nosso Deus, e ao Cordeiro.
Na presença dos habitantes da Terra e do Céu, reunidos, é
efetuada a coroação final do Filho de Deus. "(Grande Conflito, p. 665 e
666).
Os ímpios perante o tribunal de Deus
"E agora, investido de majestade e poder supremos, o
Rei dos reis pronuncia a sentença sobre os rebeldes contra Seu governo, e
executa justiça sobre aqueles que transgrediram Sua lei e oprimiram Seu povo.
Diz o profeta de Deus: "Vi um grande trono branco, e O que estava
assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a Terra e o céu; e não se achou
lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do
trono, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os
mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as
suas obras." Apoc. 20:11 e 12.
Logo que se abrem os livros de registro e o olhar de Jesus
incide sobre os ímpios, eles se tornam cônscios de todo o pecado cometido. Vêem
exatamente onde seus pés se desviaram do caminho da pureza e santidade,
precisamente até onde o orgulho e rebelião os levaram na violação da lei de
Deus. As sedutoras tentações que incentivaram na condescendência com o pecado,
as bênçãos pervertidas, os mensageiros de Deus desprezados, as advertências
rejeitadas, as ondas de misericórdia rebatidas pelo coração obstinado, impenitente
- tudo aparece como que escrito com letras de fogo.
O mundo ímpio todo acha-se em julgamento perante o tribunal
de Deus, acusado de alta traição contra o governo do Céu. Ninguém há para
pleitear sua causa; estão sem desculpa; e a sentença de morte eterna é
pronunciada contra eles.
É agora evidente a todos que o salário do pecado não é nobre
independência e vida eterna, mas escravidão, ruína e morte. Os ímpios vêem o
que perderam em virtude de sua vida de rebeldia. O peso eterno de glória mui excelente
foi desprezado quando lhes foi oferecido; mas quão desejável agora se mostra!
"Tudo isto", exclama a alma perdida, "eu poderia ter tido; mas
preferi conservar estas coisas longe de mim. Oh! Estranha presunção! Troquei a
paz, a felicidade e a honra pela miséria, infâmia e desespero." Todos vêem
que sua exclusão do Céu é justa. Por sua vida declararam: "Não queremos
que este Jesus reine sobre nós."( Grande Conflito, p. 665,666,668).
Satanás percebe que se excluiu do Céu
"Satanás vê que sua rebelião voluntária o inabilitou
para o Céu. Adestrou suas faculdades para guerrear contra Deus; a pureza, paz e
harmonia do Céu ser-lhe-iam suprema tortura. Suas acusações contra a
misericórdia e justiça de Deus silenciaram agora. A exprobração que se esforçou
por lançar sobre Jeová repousa inteiramente sobre ele. E agora Satanás se curva
e confessa a justiça de sua sentença." (Grande Conflito, p. 670)
Ímpios reconhecem a justiça de Deus
"Como que extasiados, os ímpios contemplam a coroação
do Filho de Deus. Vêem em Suas mãos as tábuas da lei divina, os estatutos que
desprezaram e transgrediram. Testemunham o irromper de admiração, transportes e
adoração por parte dos salvos, e, ao propagar-se a onda de melodia sobre as
multidões fora da cidade, todos, a uma, exclamam: "Grandes e maravilhosas
são as Tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus
caminhos, ó Rei dos santos" (Apoc. 15:3); e, prostrando-se, adoram o
Príncipe da vida. “ (Grande Conflito, p. 668 e 669).
Deus é vindicado perante o Universo
"Todas as questões sobre a verdade e o erro no
prolongado conflito foram agora esclarecidas. Os resultados da rebelião, os
frutos de se porem de parte os estatutos divinos, foram patenteados à vista de
todos os seres criados. Os resultados do governo de Satanás em contraste com o
de Deus, foram apresentados a todo o Universo. As próprias obras de Satanás o
condenaram. A sabedoria de Deus, Sua justiça e bondade, acham-se plenamente
reivindicadas. Vê-se que toda a Sua ação no grande conflito foi orientada com
respeito ao bem eterno de Seu povo, e ao bem de todos os mundos que criou.
"Todas as Tuas obras Te louvarão, ó Senhor, e os Teus santos Te
bendirão." Sal. 145:10.A história do pecado permanecerá por toda a
eternidade como testemunha de que à existência da lei de Deus se acha ligada a
felicidade de todos os seres por Ele criados. À vista de todos os fatos do
grande conflito, o Universo inteiro, tanto os que são fiéis como os rebeldes,
de comum acordo declara: "Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei
dos santos."Ap 15:3 (Grande Conflito, p.668,671).
Os Ímpios se voltam-se contra Satanás
"Apesar de ter sido Satanás constrangido a reconhecer a
justiça de Deus e a curvar-se à supremacia de Cristo, seu caráter permanece sem
mudança. O espírito de rebelião, qual poderosa torrente, explode de novo. Cheio
de delírio, decide-se a não capitular no grande conflito. É chegado o tempo
para a última e desesperada luta contra o Rei do Céu. Arremessa-se para o meio
de seus súditos e esforça-se por inspirá-los com sua fúria, incitando-os a uma
batalha imediata. Mas dentre todos os incontáveis milhões que seduziu à
rebelião, ninguém há agora que lhe reconheça a supremacia. Seu poder chegou ao
fim. Os ímpios estão cheios do mesmo ódio a Deus, o qual inspira Satanás; mas
vêem que seu caso é sem esperança, que não podem prevalecer contra Jeová. Sua
ira se acende contra Satanás e os que foram seus agentes no engano. Com furor
de demónios voltam-se contra eles e segue-se aí uma cena de conflito
universal."( História da Redenção, p. 427,428)
Terminada a Obra de Satanás
Os ímpios recebem sua recompensa na Terra (Prov. 11:31).
"Serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor
dos exércitos." Mal. 4:1. Alguns são destruídos em um momento, enquanto
outros sofrem muitos dias. Todos são punidos segundo as suas ações. Tendo sido
os pecados dos justos transferidos para Satanás, tem ele de sofrer não somente
pela sua própria rebelião, mas por todos os pecados que fez o povo de Deus
cometer. Seu castigo deve ser muito maior do que o daqueles a quem enganou.
Depois que perecerem os que pelos seus enganos caíram, deve ele ainda viver e
sofrer. Nas chamas purificadoras os ímpios são finalmente destruídos, raiz e
ramos - Satanás a raiz, seus seguidores os ramos. A penalidade completa da lei
foi aplicada; satisfeitas as exigências da justiça; e o Céu e a Terra,
contemplando-o, declaram a justiça de Jeová.
Está para sempre terminada a obra de ruína de Satanás.
Durante seis mil anos efetuou a sua vontade, enchendo a Terra de miséria e
causando pesar por todo o Universo. A criação inteira tem igualmente gemido e
estado em dores de parto. Agora as criaturas de Deus estão para sempre livres
de sua presença e tentações. "Já descansa, já está sossegada toda a Terra!
Exclamam [os justos] com júbilo." Isa. 14:7. E uma aclamação de louvor e
triunfo sobe de todo o Universo fiel. "A voz de uma grande multidão",
"como a voz de muitas águas, e a voz de fortes trovões", é ouvida,
dizendo: "Aleluia! pois o Senhor Deus omnipotente reina." Apoc. 19:6.
(Grande Conflito, p. 673)
POR MISERICÓRDIA
"É em misericórdia para com o Universo que Deus
finalmente destruirá os que rejeitam a Sua graça. “O salário do pecado é a
morte; mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso
Senhor." Rom. 6:23. Ao passo que a vida é a herança dos justos, a morte é
a porção dos ímpios. Moisés declarou a Israel: "Hoje te tenho proposto a
vida e o bem, e a morte e o mal." Deut. 30:15. A morte a que se faz
referência nestas passagens, não é a que foi pronunciada sobre Adão, pois a
humanidade toda sofre a pena de sua transgressão. É a "segunda morte"
que se põe em contraste com a vida eterna.
Assim se porá termo ao pecado, juntamente com toda a
desgraça e ruína que dele resultaram. Diz o salmista: "Destruíste os
ímpios; apagaste o seu nome para sempre e eternamente. Oh! inimigo! Consumaram-se
as assolações." Sal. 9:5 e 6. João, no Apocalipse, olhando para a futura
condição eterna, ouve uma antífona universal de louvor, imperturbada por
qualquer nota de discórdia. Toda criatura no Céu e na Terra atribuía glória a
Deus. Apoc. 5:13. Não haverá então almas perdidas para blasfemarem de Deus,
contorcendo-se em tormento interminável; tampouco seres desditosos no inferno
unirão seus gritos aos cânticos dos salvos." (Grande Conflito, p.543, 545)
A Terra Purificada com fogo
"Enquanto a Terra está envolta nos fogos da destruição,
os justos habitam em segurança na Santa Cidade. Sobre os que tiveram parte na
primeira ressurreição, a segunda morte não tem poder. Ao mesmo tempo em que
Deus é para os ímpios um fogo consumidor, é para o Seu povo tanto Sol como
Escudo. (Apoc. 20:6; Sal. 84:11). "Vi um novo céu, e uma nova Terra.
Porque já o primeiro céu e a primeira Terra passaram." Apoc. 21:1. O fogo
que consome os ímpios, purifica a Terra. Todo vestígio de maldição é removido.
Nenhum inferno a arder eternamente conservará perante os resgatados as
terríveis consequências do pecado. “ (Grande Conflito, p.673, 674).
Subscrever:
Mensagens (Atom)



