1 de março de 2014
23 de fevereiro de 2014
O Anticristo e a Mulher de vermelho
“No dia 7 de agosto
de 1888, um morador de um conjunto habitacional de East End, um bairro pobre de
Londres, encontrou o corpo da prostituta Martha Turner. Ela foi a primeira de
uma série de vítimas. Depois dela vieram mais quatro, todas meretrizes que frequentavam
os bares da região. A última foi assassinada em 9 de novembro daquele mesmo
ano.
A polícia londrina ficou quase enlouquecida. O assassino
teve até a ousadia de anunciar seus crimes à Agência Central de notícias,
identificando-se apenas como “Jack, o estripador”. Parece que ele estava bem
certo de que nunca seria descoberto e, efetivamente, nunca o foi. O inspetor
Charles Warren, que comandava as investigações, demitiu-se. Jack desapareceu
tão enigmaticamente quanto apareceu.
Embora muito mais inteligente, ousado e astuto do que o
assassino londrino, o demónio parece ter certeza de que também nunca será
desmascarado. Mas, sua história está chegando ao fim. O interesse que a
humanidade toda tem pelo que trará o próximo milénio pode ser a chave que
estava faltando para que os homens descubram no Apocalipse as artimanhas do
inimigo.
Quais são as afirmações da Bíblia com relação às tentativas
do inimigo de Deus para enganar aos seres humanos? Veja o que o próprio João,
autor do Apocalipse, disse em I João 2, verso 18 acerca dos perigos dos últimos
dias: “Filhinhos, já é a última hora; e como ouvistes que vem o anticristo,
também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a
última hora”.
Aqui o apóstolo João fala não apenas de um anticristo, mas
de muitos anticristos. Anticristo é aquele que se coloca contra Cristo. E não
precisa maior explicação para saber que o grande inimigo de Cristo é o diabo.
A Guerra do AntiCristo
“Nos dias do Império
Romano, Pisa, no centro norte da Itália, tinha importante porto para a marinha
imperial. Durante a época medieval, a cidade teve grande destaque económico e
político. Hoje, Pisa é famosa por sua Universidade, os tesouros de arte e seus
marcos históricos. E a mais notável das atrações é a torre, que tem uma
inclinação de cinco metros para o lado.
No topo da Torre de Pisa, a quase quatro séculos, o
cientista Galileu realizou, segundo dizem, experimentos com a gravidade. Mais
tarde, ele focalizou seu telescópio recém-inventado para o céu, descobrindo as
montanhas na lua e as manchas no sol. Ele também concluiu que o astrónomo
polonês Copérnico estava certo: a Terra gira como todos os outros planetas,
enquanto o sol parece estar parado.
Você provavelmente deve estar perguntando que ligação pode
haver entre o cientista medieval Galileu e o título “Guerra Civil do
Anticristo”. Galileu, o primeiro cientista de sua época, não desconhecia as
manobras políticas. Ele deu nome aos quatro satélites de Júpiter que apareceram
no telescópio em homenagem ao Grão-duque da Toscana, na esperança de receber
dinheiro dele. Funcionou. E dessa base aparentemente segura, Galileu achou que
poderia promover sua nova compreensão do nosso sistema solar. Porém, isso não
funcionou muito bem.
Copérnico havia ofendido aos católicos e protestantes com
suas descobertas. Até Martinho Lutero reclamou:
“As pessoas dão ouvidos ao recém-surgido astrólogo que tem
se esforçado para mostrar que a terra gira… mas as Escrituras Sagradas nos
dizem que Josué deu ordem para que o sol parasse e não a terra.”
O reformador João Calvino declarou:
“Quem arriscará a colocar a autoridade de Copérnico acima da
do Espírito Santo?”
Mas Galileu não via contradição entre a ciência e a fé na
Bíblia. Ele explicou que Deus, em Sua palavra, Se detém à verdade espiritual e
geralmente deixa intato qualquer conceito errado sobre a ciência.
O antigo Josué imaginou que o Sol se movia pelo céu, por
isso a Bíblia registra assim embora, na verdade, a Terra é que gira em torno do
Sol.
Ninguém, no século 17, poderia refutar as conclusões de
Galileu, mas os líderes cristãos o denunciaram como herege. O Papa Urbano II o
intimou diante dos horrores da Inquisição.
20 de fevereiro de 2014
INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE
O último livro da Bíblia é completamente diferente em estilo
e composição a qualquer outro escrito do Novo Testamento. Está estruturado
engenhosamente, com um equilíbrio excepcional em seu desenho literário. Sua
disposição indica a unidade do livro. Uma composição tal nos proíbe isolar
qualquer versículo ou seção da totalidade do livro. O Apocalipse foi destinado
para lê-lo como um tudo, de maneira que seu movimento do começo até o fim possa
produzir seu impacto pleno sobre nossas mentes e corações. Embora se enfoca
sobre suas profecias do tempo do fim, precisamos estar inteirados de que
podemos apreciar seu significado só quando recuperamos o movimento interno e a
perspectiva completa de todo o Apocalipse.
Devido ao fato de que o arranjo literário e a sua mensagem
teológica estão entretecidas, o possuir um conhecimento de seu plano arquitectónico
contribui substancialmente à nossa compreensão de sua mensagem. João transmite
sua unidade por sua construção de um modelo simétrico, um paralelismo inverso
chamado quiasmo. Isto se faz evidente em primeiro lugar no fato de que o começo
(prólogo; Apoc. 1:1-8) e o final (epílogo; Apoc. 22:6-21) correspondem-se
mutuamente. E as sete promessas às igrejas nos capítulos 2 e 3 encontram seu
contraparte nas sete visões do tempo do fim (cada uma começando com as palavras
"então vi") em Apocalipse 19:11 aos 22:21. A primeira e a última
séries de setes se relacionam entre si como a promessa e o cumprimento divinos,
a igreja militante e a igreja triunfante. Ambas as unidades começam com uma
cristofania (aparição de Cristo) esplêndida: Apocalipse 1:12-18; 19:11-16. O
modelo simétrico se estende a outros duetos, que se concentram em uma seção
central. Tal ensambladura literária, "uma arquitetura verdadeiramente
monumental",[1] foi reconhecido por numerosos eruditos e chegou a ser um
requisito indispensável para a compreensão do Apocalipse. Essa forma serve para
esclarecer o significado da mensagem do Apocalipse.
Uma lição que se aprendeu de um consenso cada vez major de
estudos críticos é a convicção de que o Apocalipse como um tudo é uma carta
apostólico-profética, dirigida às igrejas do Senhor Jesus Cristo, em qualquer
tempo e em qualquer lugar. Portanto, não é legítimo separar as sete cartas de
Apocalipse 2 e 3 das visões seguintes (Apoc. 4-22). Esta unidade interna do
Apocalipse é reconhecida amplamente, como afirma K. A. Strand: "A maioria
dos expositores reconhece que a descrição da Nova Jerusalém e a nova terra nos
19 de fevereiro de 2014
Diferença entre Profecia Clássica e Profecia Apocaliptica
Os profetas do Antigo Testamento tais como Amós, Isaías,
Sofonías, Ezequiel e Jeremias são chamados profetas clássicos. Suas mensagens
foram em primeiro lugar pronunciados em voz alta, seja ao reino rebelde do
Israel no norte (as 10 tribos) ou à apóstata Jerusalém e Judá (as 2 tribos).
Com frequência suas mensagens foram um clamor em favor da justiça social,
económica e política para as classes oprimidas. Os profetas convocaram Israel e
Judá para que voltassem para a torah ou lei do pacto do Moisés, e para que
servissem a Deus com arrependimento verdadeiro. Se os líderes políticos e
religiosos do povo eleito originavam justiça social e uma renovação da
adoração, o reino de Deus viria sobre a terra em sua história futura. Em
realidade, o "dia do Senhor", ou o "dia do Jeová", não
viria como Israel o tinha antecipado popularmente.
Profecia Clássica
Amós: Este profeta, como porta-voz de Deus, pronunciou em
forma fulminante estas horríveis palavras às 10 tribos:
"Ai de vós que desejais o Dia do Senhor! Para que
desejais vós o Dia do Senhor? É dia de trevas e não de
17 de fevereiro de 2014
A ÉPOCA HISTÓRICA DE DANIEL
Para entender a mensagem de Daniel é importante conhecer a sua
época. Quando o leitor casual considera o livro de Daniel e o período do
cativeiro babilónico em que foi escrito, ele pode pensar que este livro se
aplica a um período muito remoto da história antiga. Mas isto não é bem
verdade. Embora Daniel se encontrasse em Babilónia, cerca de seiscentos anos
antes da era cristã, o mundo naquele tempo já era velho e podia contemplar uma
antiguidade considerável. Neste capítulo será dado um breve resumo do Antigo
Oriente na era de Daniel.
I. ANTIGA MESOPOTÂMIA
No período inicial do segundo milénio A.C. a Mesopotâmia não
estava unida sob um governo central. Várias cidades em épocas diversas
exerceram poder considerável; entre elas encontramos Ur, Isin, Babilónia e
Larsa.
A. Larsa
Aproximadamente em 1900 A.C. a cidade de Larsa veio a ser
controlada por Cudor-Mabug, rei de Elão, cujos dois filhos, Warad-Sin e Rim-Sin
governaram sucessivamente a cidade. O domínio elamita estendia-se nesta época
por uma vasta área do sul de Babilónia, e continuou até Hamurábi finalmente
conseguir o controlo.
B. Babilónia
A cidade de Babilónia não era um poder preponderante na
Mesopotâmia antes de 2000 A.C. Depois de várias lutas entre as cidades-estado a
supremacia começou a depender de uma luta entre Larsa e Babilónia. No princípio
do reinado de Rim-Sin, Hamurábi já era vassalo do rei de Larsa. Porém, sacudiu o
jugo elamita e logo depois tornou-se chefe de toda a Babilónia. Era um génio
militar notável, mas é mais conhecido pelo famoso código de leis que traz o seu
nome. O seu reino anda entre 1870-1827 A.C. Hamurábi é provavelmente o Anrafel
de Gén. 14, que aliado ao rei elamita Quedorlaomer atacou Sodoma e levou também
a Ló como cativo. Um dos fatos que se ressalta na cidade de Babilónia era o
culto ao Deus Marduque. Marduque era preeminente na Mesopotâmia por esses
tempos e tornou-se logo o chefe do panteão bíblico. O nível de vida era
altamente civilizado e o país prosperava. O templo se constituía o centro da
vida de toda a comunidade. A cidade de Babilônia enfraqueceu e em 1.700 A.C.
caiu diante dos invasores hititas. O período que se seguiu é obscuro e caótico.
Mais tarde começou a ter a aparência de seu
4 de fevereiro de 2014
Compreender os Cento e Quarenta e Quatro Mil de Apocalipse 14:1-5
Apocalipse 14 cumpre a função de ser a contraparte positiva
do capítulo 13. Aqui os santos que resistem ao impacto dos poderes do
anticristo recebem uma recompensa gloriosa por sua fidelidade. Vemos o Cordeiro
de Deus em pé entre seus seguidores (Apoc. 14:1), num contraste evidente com a
besta e os seus seguidores que se apresenta em Apocalipse 13.
Enquanto os que adorem a besta levam a marca do anticristo,
os companheiros do Cordeiro levam o selo do Deus vivo nas suas frontes (Apoc.
14:1). Apocalipse 13 prediz a maturação da apostasia com o número 666.
Apocalipse 14 assegura o juízo de Babilónia e a recompensa do povo de Deus com o
número 144.000. Evidentemente, Apocalipse 14 funciona como o complemento do
capítulo 13. Um erudito crítico alemão ficou tão impressionado com Apocalipse
14, que lhe chamou "o ponto mais elevado formal e substancial do
Apocalipse".1 Enquanto os reformadores protestantes e os movimentos de
reforma modernos apelam a Apocalipse 14 para demonstrar a sua chamada divina,
Ellen White reconhece que ainda não se alcançou o seu significado completo:
"O capítulo 14 do Apocalipse é do mais profundo
interesse. Logo será compreendido em todo o seu
23 de janeiro de 2014
ESTUDO SOBRE O MILÉNIO - APOCALIPSE 19 E 20
Primeiro devemos determinar as relações entre a visão de
João a respeito dos "mil anos" e o contexto imediato do Apocalipse,
ou seja os capítulos 19 e 21, antes que possamos compreender o significado do
capítulo 20. Também devemos averiguar que conexões possíveis existem entre
Apocalipse 20 e as profecias do Antigo Testamento. Devem responder-se a estas
perguntas de exegese antes de estabelecer qualquer opinião dogmática de
Apocalipse 20, uma das passagens mais problemáticas que há na Bíblia. O enfoque
contextual deve preceder sempre o dogmático ao fazer uma exegese responsável
das Sagradas Escrituras.
O Contexto de
Apocalipse 19
"Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave
do abismo e uma grande corrente. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é
o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs
selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil
anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto por um pouco tempo"
(Apoc. 20:1-3).
O termo "milénio" significa literalmente "mil
anos", e o período dos anos a que se alude como o milénio só se menciona
em Apocalipse 20. A relação desta passagem com a visão precedente de Apocalipse
19:11-21 é clara e amplamente reconhecida pelos eruditos. A visão do Armagedom
de Apocalipse 19 constitui tanto a expansão final de Apocalipse 16 a 18 como a
introdução a Apocalipse 20. Dessa maneira, Apocalipse 19 forma uma parte
essencial da visão do milénio.
Os inimigos de Cristo do tempo do fim são a besta, os reis
da terra com os seus exércitos e o falso profeta (Apoc. 19:19, 20). Na volta de
Cristo como Rei e Juiz de toda a terra, "Os dois [a besta e o falso
profeta] foram lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre"
(v. 20). E "outros", ao parecer "os reis da terra e seus
exércitos" (v. 19), foram mortos pelo impacto da vinda de Cristo (v. 21).
Apocalipse 20 revela que Satanás, o génio criador de toda rebelião será
"preso", encerrado e selado por um anjo de Cristo (vs. 1-3). Depois
do milénio será "lançado no lago de fogo e de enxofre, onde já se achavam
a besta e o falso profeta" (v. 10, BJ).
A continuidade de Apocalipse 19 e 20 chega a ser até mais
evidente se se observar que a sequência na qual são julgados os inimigos de
Cristo acontece em uma ordem inversa à ordem em que aparecem pela primeira vez
no livro do Apocalipse. Em Apocalipse 12 foi primeiro mencionado o dragão,
depois vem a besta e o falso profeta no capítulo 13, e finalmente Babilónia no
capítulo 14. O seu destino final é descrito numa sequência oposta: primeiro vem
a queda de Babilónia em Apocalipse 16 a 18; depois são destruídos a besta e o
falso profeta em Apocalipse 19, e finalmente, no 20, depois de mil anos, o
dragão é executado. Esta composição literária do surgimento e queda dos
principais inimigos de Cristo manifesta a ordem progressiva de Apocalipse 12 a
20 e a sua unidade estrutural. Estes capítulos mostram um "desenvolvimento
magistral" de pensamento e de tema que avança firmemente para a
culminação, a consumação da guerra cósmica entre o céu e a terra. Dessa
maneira, a progressão avança da queda de Babilónia até ao castigo dos agentes
de Satanás, e termina com a eliminação do pecado e do próprio Satanás.
A Sequência
Cronológica de Apocalipse 19 e 20
Evidentemente, os acontecimentos descritos em Apocalipse
19:11-20:10 seguem uma ordem cronológica. Isto está claro na sequência das
visões das aves de rapina que são convidadas a ir à grande ceia de Deus (Apoc.
19:17, 18), seguida pela visão em que todas as aves "se saciaram das
carnes deles" (vs. 19-21). Há uma notável progressão de eventos nestas
duas visões. A declaração de Apocalipse 20:10 proporciona a evidência direta da
ordem cronológica das visões de Apocalipse 19 e 20, quer dizer, "o diabo
que os enganava, foi arrojado no lago de fogo e enxofre, onde estavam a besta e
o falso profeta" (20:10). Esta última referência ao juízo da besta e do
seu profeta descreve-se em 19:20 como acontecendo antes, na segunda vinda
(19:19).
Outra indicação de uma sequência cronológica é a observação
de que os eventos descritos em Apocalipse 19:11 a 20:6 são análogos à ordem dos
eventos em Daniel 7. Tanto em Daniel como no Apocalipse o anticristo é
consumido por meio de fogo quando o Messias vem em sua glória do céu (Dan.
7:11-14, 25; Apoc. 19:20). Em ambos os livros, imediatamente depois da
destruição do anticristo, o reino é dado aos santos (Dan. 7:22, 27; Apoc.
20:4-6).
Portanto, como o juízo do anticristo na segunda vinda ainda
está no futuro, o reino milenário dos santos que se segue à destruição do
anticristo também deve ser futuro. Estamos de acordo com a conclusão do Jack S.
Deere: "Dessa maneira, sobre a base de Daniel 7, é mais natural ler
Apocalipse 20:4-6 como parte de uma progressão cronológica no seu contexto mais
amplo (19:11-20:15), do que como uma recapitulação".1 Inclusive o erudito
católico do Novo Testamento, Rudolf Schnackenburg reconheceu que "um salto
atrás ao tempo da parousia em Apocalipse 20:1-3 é altamente
inverossímil".2 Enquanto reconhecemos o papel geral da recapitulação na
estrutura do Apocalipse como um todo, a seção de Apocalipse 19:11 a 20:15
apresenta claramente uma ordem lógica e cronológica.
Além disso, Ezequiel apresenta uma série consecutiva de
visões nas quais o reino messiânico (caps. 36 e 37) é seguido por uma guerra
encabeçada por Gogue de Magogue (caps. 38 e 39). Depois da guerra chega o reino
eterno centralizado na Nova Jerusalém (caps. 40-48). George Ladd concluiu
dizendo que "a profecia do Ezequiel tem a mesma estrutura básica que a de
Apocalipse 20".3 O erudito apocalíptico Jeffrey Vogelgesang declarou:
"João [na sua ordem de Apoc. 19:11 a 21:8] segue o modelo de Ezequiel 34 a
48".4 Isto significa que uma análise básica da ordem dos eventos futuros
tal como aparecem em Ezequiel (caps. 37-40) é essencial para um enfoque correto
de Apocalipse 19 a 21. Esta comparação é obrigatória se se reconhecer que
"João, o profeta cristão banido, modelou a sua obra sobre o livro de
Ezequiel, o grande profeta do desterro babilónico".5 A estrutura paralela
do Apocalipse com Ezequiel levou a Vogelgesang à seguinte conclusão: "Esta
é uma prova conclusiva de que Daniel utilizou diretamente a Ezequiel".6
Em resumo, um estudo do milénio de Apocalipse 20 requer uma
análise não só do seu contexto imediato, mas também do amplo contexto dos
livros proféticos de Israel no Antigo Testamento. Desta dupla perspetiva, o
contexto imediato e o mais amplo, discernimos a intenção de João de colocar o
reino messiânico do milénio depois da segunda vinda de Cristo.
A Visão do Armagedom:
O Fim da Humanidade Pecadora
"Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu
cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os seus
olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito
que ninguém conhece, senão ele mesmo. Está vestido com um manto tinto de
sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus; e seguiam-no os exércitos que há
no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e
puro. Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele
mesmo as regerá com cetro de ferro
17 de janeiro de 2014
A TERCEIRA MENSAGEM ANGÉLICAS: APOCALIPSE 14:9-12
"Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em
grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na
fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus,
preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e
enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu
tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia
nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a
marca do seu nome. Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os
mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apoc. 14:9-12).
Esta advertência solene é dirigida a cada crente. Convoca a
cada um a permanecer firme contra as ameaças de morte do anticristo, e
desenvolve a mensagem do segundo anjo de que todas as nações se viram
compelidas a "beber o vinho" de Babilónia (Apoc. 14:8): "Se
alguém beber o vinho da ira de Babilónia, também terá que beber o vinho da ira
de Deus!" O "cálice" simbólico da ira de Deus (Apoc. 14:10;
16:19) era um conceito tradicional nas profecias de juízo de Israel. O
"cálice de vinho" na mão de Deus servia como o símbolo de sua justiça
punitiva.
Até Israel que quebrantou o pacto teve que beber o vinho de
sua ira (Jer. 25:15, 16, 17; 49:12; Ezeq. 23:31-34; Isa. 51:17, 22; Sal. 60:3;
75:8). Mas Israel experimentou a taça da ira de Deus só em forma temporária
(ver Sal. 60:3; Isa. 51:22). Entretanto, alguns inimigos de Israel tiveram que
beber a taça da ira até sua extinção: "Beberão, e engolirão, e serão como
se não tivessem sido" (Ob. 16). "Bebei, embebedai-vos e vomitai; caí
e não torneis a levantar-vos..." (Jer. 25:27; também o v. 33).
A aceitação por parte de Jesus da taça da ira divina da mão
de Deus no Getsémani pertence à essência do evangelho (Mat. 20:22; 26:39, 42).
Declara E. W. Fudge: "Porque ele aceitou aquela taça, seu povo não tem que
bebê-la. A taça que nos deixa [a taça da comunhão] é um recordativo constante
de que ele ocupou nosso lugar (Mat. 26:27-29)".1
Os adoradores da besta têm que beber a ira de Deus
"pura" [em gr., akrátu; "sem diluir", NBE; "sem
mistura", CI). Este cálice da ira já não está misturado com misericórdia.
Derramar-se-á com as 7 últimas pragas (Apoc. 15:1). Isto significa que todas as
pragas de Apocalipse 16 constituem uma parte integral da mensagem do terceiro
anjo. Uma expressão hebraica nestes versículos tem desafiado os intérpretes:
"Será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos
anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos
dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores
da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome"
(Apoc. 14:10, 11).
A frase "fogo e enxofre" é parte da maldição do
pacto, maldição que inclui extinção ou aniquilação (Deut. 29:23; Sal. 11:6). O
juízo sobre Sodoma e Gomorra resultou em que "subia da terra fumo como
fumaça de um forno" (Gén. 19:23, 28, CI). Também foi o juízo de Deus sobre
Edom, um dos arqui-inimigos de Israel (Isa. 30:27-33; Ezeq. 38:22):
"Os ribeiros de Edom se transformarão em piche, e o seu
pó, em enxofre; a sua terra se tornará em piche ardente. Nem de noite nem de
dia se apagará; subirá para sempre a sua fumaça; de geração em geração será
assolada, e para todo o sempre ninguém passará por ela" (Isa. 34:9, 10).
É evidente que a mensagem do terceiro anjo em Apocalipse 14
toma sua fórmula de maldição especificamente de Isaías 34. A desolação e a
extinção histórica de Edom é o modelo ou o tipo da sorte de Babilónia (ver Jud.
6, 7). A natureza deste castigo não reside em um tormento eterno como pode
ver-se hoje em dia de Edom, a não ser na consequência eterna do fogo:
"Subirá para sempre a sua fumaça" (ver Isa. 34:10 e 66:24). O fogo é
inextinguível até que tenha completado sua obra. Nas palavras do E. W. Fudge:
"Os ímpios morrem uma morte atormentadora; a fumaça recorda a todos os
espectadores que o Deus soberano tem a última palavra. Que a fumaça sobe
perpetuamente no ar significa que as mensagens de juízo nunca chegarão a ser
antiquadas".2
A maldição que diz que os que adorem à besta não terão
"repouso de dia nem de noite" está tirada de uma maldição específica do
pacto sobre um Israel rebelde: "Por isso, jurei na minha ira: não entrarão
no meu descanso" (Sal. 95:11). Enquanto que o significado original se
referia ao repouso de Israel na terra prometida, o Novo Testamento aplica o
repouso prometido ao repouso da graça de Deus no qual cada crente deve entrar
agora (Heb. 4:3). Este repouso divino esteve disponível desde que Deus
descansou no sétimo dia da semana da criação! (Gên. 2:2, 3). "Portanto,
ainda fica um descanso sabático para o povo de Deus. Porque o que 'entra em seu
repouso' descansa ele também de suas obras, como Deus das suas" (Heb. 4:9,
10, JS; CI; BJ).
O castigo final será o rechaço de Deus de dar repouso aos
adoradores da besta. Por outro lado, uma voz celestial anuncia que os
"mortos que, desde agora, morrem no Senhor.... que descansem das suas
fadigas, pois as suas obras os acompanham" (Apoc. 14:13). Esta
bem-aventurança se refere aos que morrem em Cristo durante as perseguições do
anticristo do tempo do fim. Sua perseverança será recompensada. A mensagem do
terceiro anjo pronuncia a resposta de Deus à ameaça feita pela besta, como
mostra a seguinte comparação.
APOCALIPSE 13:16
"A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os
pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão
direita ou sobre a fronte".
APOCALIPSE 14:9, 11
"Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua
marca na fronte ou sobre a mão ... e não
têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua
imagem e quem quer que receba a marca do seu nome".
Estas correspondências temáticas e verbais entre Apocalipse
13 e 14 indicam que a tríplice mensagem de Apocalipse 14 depende de uma correta
compreensão de Apocalipse 13. Entretanto, toda a informação a respeito da besta
está exposta na visão do juízo de Apocalipse 17, o que significa que Apocalipse
17 constitui igualmente uma parte interpretativa essencial da mensagem de
advertência de Apocalipse 14.
A Marca da Besta
Nosso tema agora é compreender o significado teológico de
"a marca da besta". É a marca identificadora do culto de adoração que
se rende à besta. "Não se pode ter a marca sem o ato de adoração".3 A
ambição da besta-anticristo de receber adoração divina é a mentalidade de
Babilônia. Seu endeusamento próprio entra em conflito com a chamada de Israel a
adorar o Criador e Juiz da humanidade (Apoc. 14:7). A mensagem do terceiro anjo
é o rogo do céu à humanidade para que se volte para o Criador, ao Deus do pacto
do Israel, tal como está revelado nas Escrituras.
7 de janeiro de 2014
O SIGNIFICADO DAS SETE ÚLTIMAS PRAGAS - APOCALIPSE 15 E 16
A nossa primeira tarefa para interpretar as sete últimas
pragas é considerá-las dentro do amplo contexto imediato. A visão do santuário
do Apocalipse 15 exemplifica a sua origem sobrenatural: são enviadas da sala do
trono no céu e expressam a fidelidade de Deus. As pragas não são forças cegas
ou catástrofes naturais. A sua importância crucial a ser evidenciada quando
sabemos que constituem a “ira de Deus” na advertência da mensagem do terceiro
anjo
"Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em
grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na
fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus,
preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e
enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro" (Apoc. 14:9,
10).
O Enfoque Contextual
A mensagem de admoestação identifica a ira de Deus com a ira
do Cordeiro. A sua manifestação aterrorizará os ímpios quando terminar o tempo
de graça (Apoc. 6:16, 17). Apocalipse 16 desdobra a ira do Cordeiro como as
sete últimas pragas. Estas pragas também são o cumprimento do pisar simbólico
da "vinha da terra" no "o grande lagar da ira de Deus" de
Apocalipse 14:19 e 20. Por conseguinte, ao denominar-se "últimas
pragas" (15:1) devem comparar-se com os outros juízos anteriores de Deus
nos selos e nas trombetas (caps. 6, 8 e 9). A dramática intensificação sobre os
juízos preliminares aparece na sua globalização. Entretanto, a diferença teológica
é a natureza e o propósito das últimas pragas.
Enquanto os selos e as trombetas objetivam o despertar ao
arrependimento numa igreja apóstata e no mundo, e dessa maneira cumprem um
propósito misericordioso, as últimas pragas caem sobre um mundo impenitente
depois do fim do tempo de graça, quando o destino eterno de cada um foi selado
no santuário celestial (Apoc. 15:8; 16:1; 22:11).
O propósito das últimas pragas é executar o veredicto de
Deus sobre os seus inimigos, para resgatar os seguidores de Cristo das mãos dos
seus opressores. Um comentário alemão declara: "Em certo momento indicado,
Deus termina a sua demora e intervém rapidamente e com caráter concludente. É o
objetivo dos juízos das pragas. Quando terminam anuncia-se: 'Feito está' (vs.
16, 17)".1 As últimas pragas servem como a substância da sétima trombeta.
Isto requer uma breve recapitulação da origem de todos os juízos messiânicos no
Apocalipse.
Origem Celestial dos
Juízos messiânicos
Os selos e as trombetas bem como as últimas pragas. todos
são enviados do santuário celestial (Apoc. 5; 8:3-5; 15:5-8). Estes três
septenários estão precedidos por uma visão dos santos vitoriosos no reino dos
céus (5:9, 10; 7:9-17; 15:2-4). Este arranjo literário mostra que o interesse
primário dos juízos de Deus é a salvação do seu povo. Ao mesmo tempo, ele é o
Deus de justiça que "não se deixa escarnecer" (Gál. 6:7). Este duplo
aspecto do caráter santo de Deus: a sua justiça salvífica e a sua justiça
punitiva, já tinham sido reveladas a Moisés (ver Êxo. 34:6, 7). As Suas ameaças
são tão confiáveis e reais como as suas promessas (ver Apoc. 22:18, 19). Ambas
as manifestações da justiça divina se originam no Senhor ressuscitado (cap. 5).
A composição literária do Apocalipse mostra que as pragas
seguem depois do último chamado ao arrependimento (Apoc. 14:6-12) e depois do
selamento dos santos (7:1-4). Os juízos culminam na batalha
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