18 de junho de 2015
1 de junho de 2015
Cristo Como Nosso Juiz Divino
Nenhum livro no novo Testamento enfatiza a glória e a
soberania do Cristo ressuscitado como o Apocalipse faz. A visão inaugural de
João (1:12-20) apresenta a Cristo como o Messias celestial ao designá-lo como
"um semelhante ao Filho do Homem" (1:13), uma expressão apocalíptica
adotada da visão do Daniel do Juiz-Rei messiânico (Dan. 7:13, 14). O Messias
glorificado não só é o doador da revelação, mas também é seu tema central
(Apoc. 1:7). Como o mediador exclusivo de nossa salvação, pode dizer com
verdade: "Eu sou... o que vivo, e estive morto; mais eis aqui que vivo
pelos séculos dos séculos" (vs. 17, 18).
Tem em sua mão direita as "sete estrelas", que são
os "anjos das sete igrejas" (Apoc. 1:16, 20). Como Cabeça da igreja,
"esquadrinha a mente e o coração" em cada etapa da história da
igreja. Ele "recompensará" a todos os crentes conforme as suas obras
(2:23; 22:12). A ele foi entregue o juízo messiânico de todos os habitantes do
mundo (1:7; 14:14-20; 19:11-21). Ele é o guerreiro divino que vindicará a seu
povo remanescente fiel. Como Rei de reis e Senhor de senhores, esmagará a todos
os poderes anticristãos no fim do tempo (12:5; 17:14; 19:11-16).
Os títulos distintivos e as prerrogativas divinas que no
Antigo Testamento estavam reservados só para Deus, agora no Apocalipse se
aplicam a Cristo. Descreve o Cristo glorificado em Apocalipse 1:14 e 15 com
característicos tirados da aparição de Deus em Daniel 7:9. Assim como Daniel
apresenta em suas visões o Ancião de dias, assim também Cristo tem sua cabeça e
seus cabelos "brancos... como a neve" e seus olhos como chama de fogo
(Dan. 7:9; 10:6; Apoc. 1:14). Assim como os olhos de Yahveh, que no Antigo
Testamento percorrem toda a terra (Zac. 4:10), assim os "sete olhos"
de Cristo ou o séptuple Espírito se envia "por toda a terra" (Apoc.
5:6). Como Deus esquadrinha a mente e prova o coração de seu povo do pacto
(Jer. 17:10; Sal. 7:9), assim agora Cristo examina e avalia a sua igreja (Apoc.
2:23). Enquanto se diz o que os vestidos do Yahveh estão salpicados com o sangue
de seus inimigos declarados (Isa. 63:1, 2), esta mesma descrição se aplica à
vinda de Cristo como Rei-Juiz em Apocalipse 19:13. Como Moisés chamou o Deus de
Israel "Senhor de senhores" (Deut. 10:7), isto agora se aplica a
Cristo (Apoc. 17:14; 19:16).
Em síntese, o Apocalipse transforma de uma maneira
consistente a teofania ou aparição do Yahveh do Antigo Testamento em uma
cristofania ou sublime aparição de Cristo. O Senhor Jesus ressuscitado assumiu
a autoridade e o poder executivo do Todo-poderoso (Apoc. 19:15, 16; 22:1; cf.
Mat. 28:18). Ele é um com o Pai e o executor da vontade do Pai. O Apocalipse
descreve a Cristo com mais de 30 alusões à visão do juízo de Daniel 7. Esta
visão central de Daniel se desempenha como a fonte imediata da descrição da missão
final de Cristo como "um como um filho de homem" (Dan. 7:13, 14) em
Apocalipse 14:14-16. Dessa maneira expressa João em uma linguagem pictórica o
cumprimento messiânico do dia do juízo de Deus. Apocalipse 14 confirma o que
Cristo tinha declarado antes aos dirigentes judeus em Jerusalém:
"E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo
o juízo... E deu-lhe o poder de exercer
o juízo, porque é o Filho do Homem" (João 5:22, 27).
Cristo, o Único Sumo Sacerdote a pleitear a Causa do homem.
João contempla a seu exaltado Senhor estando entre os sete
castiçais celestiais, "vestido até aos pés de uma veste comprida e cingido
pelo peito com um cinto de ouro" (Apoc. 1:13). Esta veste comprida sugere
seu papel atual como nosso Mediador (ver Êxo. 28:4, 5; 39:5). A faixa ou o cinto
"de ouro" ao redor de seu peito é também parte da visão do Daniel de
um mensageiro messiânico que lhe fez entender a mensagem de Deus (Dan. 10:5,
6).
A descrição apocalíptica de Cristo em Apocalipse 1 ensina a
igreja que seu Senhor agora está cumprindo em realidade o que tinha prefigurado
o sacerdócio de Israel. O Cristo vivente ouve nossas confissões e perdoa nossos
pecados com segurança absoluta. Cristo substituiu todos os sacerdócios
terrestres ao estabelecer a validez de seu presente sacerdócio (ver Heb. 10:9).
Portanto, Cristo é até maior que Melquisedeque, o
rei-sacerdote, a quem Abraão lhe deu o dízimo de tudo (7:1-10). O sacerdócio de
Cristo é eficaz, devido a seu "poder de uma vida indestrutível"
confirmado por um solene juramento de Deus (7:16-21; Sal. 110:4). E devido a
este juramento divino, "Jesus é feito fiador de um melhor pacto"
(Heb. 7:22). O Cristo ressuscitado agora "pode também salvar perpetuamente
aos que por ele se aproximam de Deus, vivendo sempre para interceder por
eles" (V. 25). Esta mensagem apostólica de consolação está confirmada
dramaticamente pela visão inaugural de João em Apocalipse 1. Aqui Cristo começa
a falar com sua igreja em termos mais específicos por meio das sete cartas que
dita a João (ver Apoc. 2 e 3).
Não é João, e sim Cristo, que fala do céu para animar e
admoestar as sete igrejas começando com Éfeso, e através delas a todas suas
igrejas onde quer estejam em qualquer tempo. Obviamente Cristo considera sete
igrejas específicas ao fim do primeiro século como representativas de sete
estados ou condições da igreja que existem em sua igreja que se estende até o
fim. Em outras palavras, Cristo considera estas sete comunidades originais
eclesiásticas como protótipos do futuro desenvolvimento da igreja em todo mundo.
Nas sete cartas de Apocalipse 2 e 3, Cristo fala hoje com as igrejas cristãs. O
fato de que Cristo termina cada carta com a mesma súplica, é importante:
"Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas" (2:7, 11,
17, 29; 3:6, 13, 22).
Esta sétupla súplica a todas as igrejas prova que Cristo
inclui a cada igreja. Desta forma, Cristo até pastoreia a seus seguidores. Sua
preocupação é salvar e santificar a suas congregações pecadoras. Ele não
rechaça imediatamente a nenhuma delas, mas sim lhes dá tempo para corrigir seus
caminhos, doutrinas e sacramentos. Cristo conhece perfeitamente o coração e a
mente de cada um (At. 1:24; 15:8; Mar. 2:8; João 21:17). Revela a seus servos
que a única maneira como podem estar seguros, acha-se em permanecer unidos a
ele por meio da fé. Podem ser a luz do mundo unicamente ao refletir sua luz e a
pureza de sua verdade. A segurança do Senhor ressuscitado é que seu povo estará
preparado para sua vinda e que iluminarão toda a terra com a luz de seu poder
pentecostal (ver Apoc. 18:1).
Hans K. LaRondelle
20 de maio de 2015
APOCALIPSE 04 – Os 7 selos
Observei quando o Cordeiro abriu o primeiro dos sete selos.
Então ouvi um dos seres viventes dizer com voz de trovão: “Venha!” – Apocalipse
O Apocalipse capítulo 6, afala da abertura de 7 selos. O
cordeiro somente pode abrir esses selos
e cada selo, quando é aberto, fala de eventos que envolvem ao seu povo ao longo
da história. Qual é o significado desses selos? Por que somente o cordeiro pode
abrí-los? Tudo isso
aprenderemos no estudo de hoje.
25 de abril de 2015
CHAVES INTERPRETATIVAS DO APOCALIPSE
O livro do Apocalipse é datado por volta do ano 96 de nossa
era, quando já estavam escritos os Evangelhos do Novo Testamento. Os quatro
Evangelhos – Mateus, Marcos, Lucas e João –, todos falam a respeito da primeira
vinda do Messias Jesus e se concentram em sua vida, sua missão e morte, sua
ressurreição e sua ascensão. Aí terminam os quatro Evangelhos. Mas o livro do
Apocalipse começa depois de sua ressurreição, com Cristo exaltado à mão direita
do Pai, levando a cabo sua obra de intercessão em preparação para sua volta.
Desse modo, o Apocalipse se concentra sobre sua mediação em favor da igreja
durante a era cristã e em sua obra final de juízo e libertação como a
introdução para seu segundo advento. O Apocalipse é o complemento dos quatro
Evangelhos. É o único livro revelado por Cristo diretamente do céu. Ele o chama
seu próprio "testemunho destas coisas nas igrejas" (Apoc. 22:16). Em
sentido especial, o livro do Apocalipse é o testemunho de Jesus e o testemunho
do Espírito (V. 17; 2:7, 11).
A primeira chave
Que chave tem o crente cristão para decifrar o simbolismo
apocalíptico? A primeira chave interpretativa se apresenta virtualmente em cada
versículo do livro. A edição grega do Novo Testamento indica que o Apocalipse
contém mais de 600 alusões aos escritos do Antigo Testamento. A Bíblia Hebraica
continua sendo o fundamento e a raiz do Novo Testamento, e só quando mantemos
juntos ambos os Testamentos temos uma Bíblia completa. Em grande parte, o
Antigo Testamento é profecia e o Novo Testamento proclama o seu cumprimento em
Cristo e no seu povo. Não podemos entender completamente um sem o outro. O fato
de que o Apocalipse se refira mais de 600 vezes à história do Antigo Testamento
e aos seus conceitos hebraicos, sugere que o Antigo Testamento é a primeira chave para decifrar o livro
do Apocalipse.
No livro Atos dos Apóstolos, Ellen White declara que
"no Apocalipse todos os livros da Bíblia se encontram e se cumprem"
(p. 585). Essa é uma declaração teológica profunda e fascinante! Todos os
outros livros da Bíblia, 65 em total, encontram o seu significado recôndito e a
sua consumação no Apocalipse. Isto quer dizer que os livros de Moisés, os
profetas, e também os Salmos, encontram a sua aplicação final no livro do
Apocalipse. Significa que todos os atos históricos de Deus em salvação e juízo
voltarão a acontecer numa escala mundial.
O fato de que o Antigo Testamento seja a chave para o
Apocalipse tem sido reconhecido hoje em dia como uma descoberta importante na
história dos estudos apocalípticos. Não obstante, alguns intérpretes até tratam
de explicar o livro do Apocalipse por si mesmo, literalizando as suas palavras
e imagens como se fossem fotografias atuais de eventos futuros. Por
conseguinte, o centro de atenção muda imediatamente para longe de Cristo ao
povo judeu no Oriente Médio e a outros eventos políticos. O monte Sião em
Apocalipse 14 se aplica a um monte literal em Jerusalém. Este enfoque se chama
literalismo. Outros foram ao extremo oposto segundo o qual cada símbolo se
explica especulativamente, sem nenhuma norma bíblica. Esse enfoque se chama
alegorismo. Tanto o literalismo como o alegorismo são especulações
injustificadas.
A única chave que decifra o significado recôndito do
Apocalipse é a chave que o mesmo livro indica. Seus conceitos simbólicos e seus
termos estão tirados do Antigo Testamento. Ali encontramos o significado dos
símbolos apocalípticos em seu marco do pacto original e da história da
salvação. No Antigo Testamento encontramos os protótipos na história do que
Deus vai fazer no futuro. Deus revela o futuro mostrando-nos como atuou no
passado. Diz ao povo de Cristo que têm um sublime chamado e um grande futuro,
devido ao que Deus prometeu no passado.
O Apocalipse destaca a autoridade de Cristo ao declarar que
é "a revelação do Jesus Cristo, que Deus lhe deu" (1:1). O que é que
quer dizer por Deus"? O Deus do pacto, o Deus de Israel, o Deus de Abraão,
Isaque e Jacó. O Deus do pacto está falando agora "para manifestar a seus
servos as coisas que devem acontecer logo" (v. 1). Estas palavras:
"que devem acontecer logo", com exceção da palavra "logo",
todas estão citadas de Daniel. Estando perante Nabucodonosor, o rei de
Babilônia, disse Daniel: "Mas há um Deus nos céus, o qual revela os
mistérios, e ele tem feito saber ao rei Nabucodonosor o que tem que acontecer
nos últimos dias" (Dan. 2:28). Estas palavras se repetem como o tema do
Apocalipse. Entretanto, João acrescenta a palavra "logo" (Apoc. 1:1).
Isto nos diz que a primeira vinda de Cristo levou a expectativa da esperança de
Daniel muito mais perto de sua realização histórica.
Para apreciar o cumprimento da profecia do Daniel, devemos
saber em que tempo recebeu a visão. Daniel viveu durante o Império Neobabilónico
(604-539 A.C.) No capítulo 2, Daniel revela uma visão que Deus deu ao rei
Nabucodonosor. Esta consistia de uma estátua metálica feita de quatro metais:
uma cabeça de ouro; seu peito e seus braços de prata; seu ventre e suas coxas
de bronze; suas pernas de ferro; seus pés, em parte de ferro e em parte de
barro cozido, um fundamento muito frágil para uma estátua tão pesada.
Esta é uma revelação de como Deus vê o curso da história do
mundo, com a humanidade erguida sobre pés de barro. Entretanto, no quadro vivo
de Daniel, Deus tem uma parte. Duas vezes se destaca que uma pedra foi cortada
"sem intervenção humana" (Dan. 2:34, 45, NBE), indicando que o homem
não tem nada que ver com o destino final do mundo. No tempo indicado por Deus,
descerá uma rocha do céu, dirigindo-se para o planeta terra. A estátua
simboliza nosso mundo em sua história política do tempo do profeta Daniel.
Começando com Babilônia, apresenta os impérios sucessivos de Medo-pérsia,
Grécia- Macedônia, para ser seguidos pela autoridade de ferro do Império Romano
que durou desde ano 164 a.C. até 476 d.C. Depois disso viria um mundo "dividido"
(v. 41).
Hoje em dia não existe um governo mundial, embora alguns
tentaram fazê-lo pela força durante os últimos séculos, incluindo Carlos Magno,
Napoleão e Hitler. Nossa situação mundial presente está surpreendentemente
representada pelos pés da estátua da profecia. Somos testemunhas da época
avançada na história do mundo, tal como se esboça em Daniel 2.
Deus é o Senhor da história, e por meio de Cristo a levará a
sua conclusão decretada. Quando Cristo venha pela segunda vez, terminará com
todas as estruturas políticas de poder, tal como se prediz em Daniel 2:44 e 45.
Deus não é um espectador da história mundial; ele guia e dirige ativamente o
fluir da história para o seu destino, seja que lhe ajudemos ou não. Em
Apocalipse nos volta a assegurar que tudo será novo: "Eis aqui eu faço
novas todas as coisas" (Apoc. 21:5).
Nenhuma comunidade pode restaurar o paraíso. O Apocalipse
começa com a garantia de que a predição de Daniel acontecerá "logo"!
Há uma nova oportunidade em Apocalipse que não está presente em Daniel.
Uma indicação adicional desta urgência do fim do tempo é o
fato de que o rolo do Daniel estava "selado" até o tempo do fim (Dan.
12:4). Daniel 8 foi selado explicitamente para "um futuro remoto"
(8:26, NBE). Daniel não escreveu para o seu próprio tempo. As suas visões
ficaram seladas porque eram para as gerações futuras. Por outro lado, o livro
do Apocalipse termina com esta ordem direta: "Não sele as palavras da
profecia deste livro, porque o tempo está perto" (Apoc. 22:10). Portanto,
o livro selado de Daniel fica aberto gradualmente no Apocalipse. Isto significa
que não se pode entender o livro do Apocalipse sem entender as suas raízes em
Daniel. Isto se confirma pela primeira declaração que faz João do tema
fundamental do Apocalipse:
"Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até
quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele.
Certamente. Amém!" (Apoc. 1:7).
Esta linguagem figurada por si mesma não dá a conhecer todo
seu profundo significado. A chave para entender seu significado se encontra na
Bíblia Hebraica! A raiz central primária do Antigo Testamento de Apocalipse 1:7
é Daniel 7. Este capítulo de Daniel constitui a visão apocalíptica principal
para o livro do Apocalipse. Daniel mesmo ficou profundamente comovido pelo que
ouviu e viu. A sua nova visão ampliou a sua predição profética anterior do
capítulo 2. Agora se descrevem os quatro metais da estátua em Daniel 2 como
quatro bestas insólitas que surgem do mar das nações como impérios mundiais, em
forma sucessiva. Depois segue uma nova revelação que desenvolve o significado
da pedra que cai do céu e esmiúça a estátua.
3 de fevereiro de 2015
PROFECIAS BÍBLICAS
O QUE SE CUMPRIU, O QUE ESTÁ SE CUMPRINDO, O QUE VAI SE
CUMPRIR
1. INTRODUÇÃO
Apresentamos uma relação das profecias que se encontram nas
Sagradas Escrituras, que serve para estudos ou para confirmação da Bíblia como
a palavra verdadeira e fiel de Deus aos homens. As profecias estão relacionadas
de forma sucinta, apenas mencionadas, sem comentário a seu respeito. O objetivo
foi permitir em pouco espaço divulgar o conjunto profético que já se cumpriu,
que está se cumprindo e que ainda se cumprirá. A todos os que desejam
enriquecer a sua fé na Bíblia, principalmente com relação aos acontecimentos
que ainda estão pela frente, este material, temos certeza, trará contribuições
concretas.
Profecia é a capacidade de falar com autoridade de parte de
Deus, ou em seu nome, já que serve para predizer acontecimentos futuros ou
declarar a sua vontade para o presente (ver Êxodo 3:10, 14 e 15; Deut. 18:15 e
18; II Sam. 23:2; Mateus 11:9 e 10; II S. Pedro 1:21). A profecia é o meio
escolhido por Deus para comunicar-se com o homem (ver Núm. 12:6; Amós 3:7). A
Bíblia chegou aos homens por este dom (ver II Tim. 3:16; II S. Pedro 1:20 e
21). As escrituras testificam de Jesus, e o dom de profecia é apropriadamente
chamado “o testemunho de Jesus” (Apoc. 19:10; João 5:39; Apoc. 12:17). O dom de
profecia manifesta-se por meio de visões, sonhos ou inspiração especial que
chega à mente (ver Núm. 12:6; Apoc. 1:1-3); e então o instrumento humano
converte-se no porta-voz de Deus (ver II Sam. 23:2; Mateus 3:3; II S. Pedro
1:21). Deus tem o propósito de que este importante dom do Espírito estivesse
com Sua igreja até o fim dos tempos (ver Joel 2:28 e 29; Apoc. 12:17; 19:10).
Na realidade, deve ser o sinal para identificar a verdadeira igreja de Deus nos
últimos dias (Apoc. 12:17; 19:10). Isto é muito razoável, porque Deus sempre
tem usado este meio para revelar-se e transmitir suas mensagens ao mundo desde
a queda de Adão.
Sobre a profecia em geral, registaram-se os seguintes
versículos:
É predição sobre acontecimentos futuros: Génesis 49:1;
Números 24:14; Dan 2:45
Deus é seu autor: Isaias 44:7; 45:21;
Deus as dá, por meio de Cristo: Apocalipse 1:1;
Um dom de Cristo: Efésios 4:11; Apocalipse 11:3;
Um dom do Espírito Santo: I Cor. 12:10;
Não vem por vontade de homem: II Pedro 1:21;
Dadas desde o princípio: Lucas 1:70;
É uma palavra certa: II Pedro 1:19;
Deus cumpre-a: Isaias 44:26; Atos 3:18;
Cristo, seu grande tema: Atos 3:22-24; 10:43; I Pedro
1:10-11
Cumpridas em Cristo: Lucas 24:44;
Seu dom prometido: Joel 2:28; Atos 2:16 e 17;
Para o benefício de outras gerações: I Pedro 1:12;
Uma luz em lugar escuro: I Pedro 1:19;
Não vem de particular elucidação: II Pedro 1:20;
Não a desprezemos: I Tessalonicenses 5:20;
Demos-lhe ouvidos: II Pedro 1:19;
Recebamo-la com fé: II Coríntios 20:20; Lucas 24:25;
Bênção de lê-la, ouvi-la e observa-la: Apoc. 1:3; 22:7;
Culpa de pretender possuir o dom de profecia: Jeremias
14:14; 23:13 e 14; Ezequiel 13:2 e 3.
Serão castigados os que:
Não lhe derem ouvidos: Neemias 9:30
Adicionarem ou subtraírem algo: Apoc. 22:18 e 19;
Fingir possuir seu dom: Deut. 18:20; Jeremias 14:15 e 23:15;
Fingir estar convertidos: Números 24:2-9; I Sam. 19:20-23;
Mateus 7:22; João 11:49-51; I Cor. 13:2;
Como deve ser testada: Deut. 13:1-3; 18:22.
2 – Profecias que já
se cumpriram
– Do cativeiro dos judeus
Sua predição: Deut.: 28:36; I Reis 14:15; Isaías 39:7;
Jeremias 13:19; 25:8 a 12; Amós 7:11; Lucas 21:24.
Seu Cumprimento: II Reis 15:29; 17:6; 18:11; 24:14; 25:11;
II Cró. 28:5. O cativeiro durou de 606 a 538 aC.
– Da conversão dos gentios
Passagens em que foi profetizada: Gens. 22:18; Salmos 22:27;
86:9; Isaías 9:2; 49:6; 60:3; Daniel 7:14; Oseias 2:23; Efésios 3:6.
Exemplos do cumprimento:
Atos 2:41; 2:47; 4:4; 5:14; 6:7; 9:31; 11:1, 21 e 24; 13:12 e 48; 14:1;
15:7; 16:5 e 33-34; 17:4; 18:6 e 8; 28:28; Apoc. 11:15
– Da destruição de Babilónia
Profecias: Salmo 137:8; Isaías 13:19; 14:22; 21:9; 43:14;
47:1; 48:14; Jeremias 25:12; 50:1, 51:1; Daniel 2:37 a 39; 5:26 a 28.
Babilónia foi conquistada pelos Medo Persas em 539 aC, sendo
destruída em parte por Xerxes mais tarde, estando em completa ruína na época de
20 aC. Conforme a profecia, nunca mais foi reconstruída.
A mesma profecia refere-se também à babilónia espiritual, o
grande poder religioso no fim dos tempos, como se pode ver em Apoc. cap 18 e
19.
– Da destruição de Jerusalém
Isaías 3:1; Jeremias 9:11; 19:8; 21:10; 25:18; Amós 2:5; Miqueias
3:12; Mateus 23:37 e 38; 24:15 a 21; Lucas 19:43 e 44; 21:24.
Jerusalém
foi destruída em 70 dC.
– O grande período profético dos 2.300 anos de 457 aC a
1844.
Foi profetizado através de Daniel, que haveria um período de
2.300 anos, que se iniciaria no ano 457 aC, com o decreto da reconstrução de
Jerusalém (Dan. 9:25) e concluiria com o início do juízo investigativo no céu,
em 1844. Dan 8:14. Este grande período divide-se em subperíodos.
Primeiro subperíodo, de 490 anos, que se inicia em 457 aC e
termina em 34 da nossa era. Foi destinado ao povo judeu para que aceitasse a
Jesus Cristo (Atos 8:1 a 3 e 26:9 a 12), que como se sabe, com 0 apedrejamento
de Estevão, em 34, rejeitaram de vez o evangelho. Nesse ano inicia-se outro subperíodo
de 1810 anos, até 1844, de pregação do evangelho aos gentios (não judeus) (Atos
13:46 e Dan 8:14). O primeiro subperíodo divide-se em outros períodos menores,
como, os 49 anos, de 457 aC até 408 aC, para a reconstrução dos muros de
Jerusalém (Esdras 6:14; 7:6-26; Dan 9:25.
18 de janeiro de 2015
A Destruição de Lúcifer e o Fim do Mal

Jesus e a Cidade Santa descem à Terra"No final de mil anos, Jesus, o Rei da glória, desce da cidade santa, vestido com glória, como o relâmpago, em cima do Monte das Oliveiras - o mesmo monte de onde ele subiu depois de sua ressurreição. Como seus pés tocam o monte, ela se reparte, e se transforma numa grande planície, preparada para a receber a cidade santa, que inclui o paraíso de Deus, o jardim do Éden, que foi levado após a transgressão do homem. Agora ele desce com a cidade, mais bonito e gloriosamente adornado do que quando foi removido da Terra. A cidade de Deus vem e é assentada no enorme plano que foi preparado para ela. (Spiritual Gifts Vl.3, p. 83 e 84)."
"Jesus desce sobre o imponente monte, o qual logo que seus pés tocaram, partiu em pedaços, e se tornou uma grande planície. Em seguida, olhou para cima e viu a grande e bela cidade, com dozefundamentos, doze portas, três de cada lado, e um anjo em cada porta. Nós exclamamos: Eis a cidade! A grande cidade! Ela veio do Céu da parte de Deus! E ela desceu em todo seu esplendor eglória deslumbrante, e assentou na grande planície que Jesus havia preparado para ela."(Spiritual Gifts V.1. p. 213).
Marcas do pecado nos ímpios ressuscitados
"Então Jesus em terrível e imponente majestade, convocou os ímpios mortos, e eles ressuscitamcom as mesmas fraquezas e corpos doentios, como morreram. Que espetáculo, que cena impressionante! Na primeira ressurreição todos saem revestidos de um vigor imortal; mas nasegunda, as marcas do pecado são visíveis em todos." (Spiritual Gifts V.1, p.214).

A Última Luta
"Agora Satanás se prepara para a última e grande luta pela supremacia. Enquanto despojado de seu poder e separado de sua obra de engano, o príncipe do mal se achava infeliz e abatido; mas, sendo ressuscitados os ímpios mortos, e vendo ele as vastas multidões a seu lado, revivem-lhe as esperanças, e decide-se a não render-se no grande conflito. Arregimentará sob sua bandeira todos os exércitos dos perdidos, e por meio deles se esforçará por executar seus planos. Os ímpios são cativos de Satanás. Rejeitando a Cristo, aceitaram o governo do chefe rebelde. Estão prontos para receber suas sugestões e executar-lhe as ordens. Contudo, fiel à sua astúcia original, ele não se reconhece como Satanás. Pretende ser o príncipe que é o legítimo dono do mundo, e cuja herança foi dele ilicitamente extorquida. Representa-se a si mesmo, ante seus súditos iludidos, como um redentor, assegurando-lhes que seu poder os tirou da sepultura, e que ele está prestes a resgatá-los da mais cruel tirania. Havendo sido removida a presença de Cristo, Satanás opera maravilhas para apoiar suas pretensões. Faz do fraco forte, e a todos inspira com seu próprio espírito e energia. Propõe-se guiá-los contra o acampamento dos santos e tomar posse da cidade de Deus. Com diabólica exultação aponta para os incontáveis milhões que ressuscitaram dos mortos, e declara que como seu guia é muito capaz de tomar a cidade, reavendo seu trono e reino." ( Grande Conflito, p.663)
Satanás e seu exército contra a Cidade Santa
"Finalmente é dada a ordem de avançar, e o inumerável exército se põe em movimento - exército tal como nunca foi constituído por conquistadores terrestres, tal como jamais poderiam igualar as forças combinadas de todas as eras, desde que a guerra existe sobre a Terra. Satanás, o mais forte dos guerreiros, toma a dianteira, e seus anjos unem as forças para esta luta final. Reis e guerreiros estão em seu séquito, e as multidões seguem em vastas companhias, cada qual sob as ordens de seu designado chefe. Com precisão militar as fileiras cerradas avançam pela superfície da Terra, quebrada e desigual, em direção à cidade de Deus. Por ordem de Jesus são fechadas as portas da Nova Jerusalém, e os exércitos de Satanás rodeiam a cidade, preparando-se para o assalto."( Grande Conflito p.664)
A Coroação do Filho de Deus

"Agora Cristo de novo aparece à vista de Seus inimigos. Muito acima da cidade, sobre um fundamento de ouro polido, está um trono, alto e sublime. Sobre este trono assenta-Se o Filho de Deus, e em redor dEle estão os súditos de Seu reino. O poder e majestade de Cristo nenhuma língua os pode descrever, nem pena alguma retratar. A glória do Pai eterno envolve Seu Filho. O resplandor de Sua presença enche a cidade de Deus e estende-se para além das portas, inundando a Terra inteira com seu fulgor.
Mais próximo do trono estão os que já foram zelosos na causa de Satanás, mas que, arrancados como tições do fogo, seguiram seu Salvador com devoção profunda, intensa. Em seguida estão os que aperfeiçoaram um caráter cristão em meio de falsidade e incredulidade, os que honraram a lei de Deus quando o mundo cristão a declarava nula, e os milhões de todos os séculos que se tornaram mártires pela sua fé. E além está a "multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, ... trajando vestidos brancos e com palmas nas suas mãos". Apoc. 7:9.Terminou a sua luta, a vitória está ganha. Correram no estádio e alcançaram o prêmio. O ramo de palmas em suas mãos é um símbolo de seu triunfo, as vestes brancas, um emblema da imaculada justiça de Cristo, a qual agora possuem. Os resgatados entoam um cântico de louvor que ecoa repetidas vezes pelas abóbadas do Céu: "Salvação ao nosso Deus que está assentado no trono, e ao Cordeiro." E anjos e serafins unem sua voz em adoração. Tendo os remidos contemplado o poder e malignidade de Satanás, viram, como nunca dantes, que poder algum, a não ser o de Cristo, poderia tê-los feito vencedores. Em toda aquela resplendente multidão ninguém há que atribua a salvação a si mesmo, como se houvesse prevalecido pelo próprio poder e bondade. Nada se diz do que fizeram ou sofreram; antes, o motivo de cada cântico, a nota fundamental de toda antífona, é - Salvação ao nosso Deus, e ao Cordeiro.
Na presença dos habitantes da Terra e do Céu, reunidos, é efetuada a coroação final do Filho de Deus. "(Grande Conflito, p. 665 e 666).
Os ímpios perante o tribunal de Deus
"E agora, investido de majestade e poder supremos, o Rei dos reis pronuncia a sentença sobre os rebeldes contra Seu governo, e executa justiça sobre aqueles que transgrediram Sua lei e oprimiram Seu povo. Diz o profeta de Deus: "Vi um grande trono branco, e O que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a Terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras." Apoc. 20:11 e 12.
Logo que se abrem os livros de registro e o olhar de Jesus incide sobre os ímpios, eles se tornam cônscios de todo pecado cometido. Vêem exatamente onde seus pés se desviaram do caminho da pureza e santidade, precisamente até onde o orgulho e rebelião os levaram na violação da lei de Deus. As sedutoras tentações que incentivaram na condescendência com o pecado, as bênçãos pervertidas, os mensageiros de Deus desprezados, as advertências rejeitadas, as ondas de misericórdia rebatidas pelo coração obstinado, impenitente - tudo aparece como que escrito com letras de fogo.
O mundo ímpio todo acha-se em julgamento perante o tribunal de Deus, acusado de alta traição contra o governo do Céu. Ninguém há para pleitear sua causa; estão sem desculpa; e a sentença de morte eterna é pronunciada contra eles.
É agora evidente a todos que o salário do pecado não é nobre independência e vida eterna, mas escravidão, ruína e morte. Os ímpios vêem o que perderam em virtude de sua vida de rebeldia. O peso eterno de glória mui excelente foi desprezado quando lhes foi oferecido; mas quão desejável agora se mostra! "Tudo isto", exclama a alma perdida, "eu poderia ter tido; mas preferi conservar estas coisas longe de mim. Oh! estranha presunção! Troquei a paz, a felicidade e a honra pela miséria, infâmia e desespero." Todos vêem que sua exclusão do Céu é justa. Por sua vida declararam: "Não queremos que este Jesus reine sobre nós."( Grande Conflito, p. 665,666,668).
Satanás percebe que se excluiu do Céu
"Satanás vê que sua rebelião voluntária o inabilitou para o Céu. Adestrou suas faculdades para guerrear contra Deus; a pureza, paz e harmonia do Céu ser-lhe-iam suprema tortura. Suas acusações contra a misericórdia e justiça de Deus silenciaram agora. A exprobração que se esforçou por lançar sobre Jeová repousa inteiramente sobre ele. E agora Satanás se curva e confessa a justiça de sua sentença." (Grande Conflito, p. 670)
Ímpios reconhecem a justiça de Deus
"Como que extasiados, os ímpios contemplam a coroação do Filho de Deus. Vêem em Suas mãos as tábuas da lei divina, os estatutos que desprezaram e transgrediram. Testemunham o irromper de admiração, transportes e adoração por parte dos salvos, e, ao propagar-se a onda de melodia sobre as multidões fora da cidade, todos, a uma, exclamam: "Grandes e maravilhosas são as Tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos" (Apoc. 15:3); e, prostrando-se, adoram o Príncipe da vida. "(Grande Conflito, p. 668 e 669).
Deus é vindicado perante o Universo
"Todas as questões sobre a verdade e o erro no prolongado conflito foram agora esclarecidas. Os resultados da rebelião, os frutos de se porem de parte os estatutos divinos, foram patenteados à vista de todos os seres criados. Os resultados do governo de Satanás em contraste com o de Deus, foram apresentados a todo o Universo. As próprias obras de Satanás o condenaram. A sabedoria de Deus, Sua justiça e bondade, acham-se plenamente reivindicadas. Vê-se que toda a Sua ação no grande conflito foi orientada com respeito ao bem eterno de Seu povo, e ao bem de todos os mundos que criou. "Todas as Tuas obras Te louvarão, ó Senhor, e os Teus santos Te bendirão." Sal. 145:10.A história do pecado permanecerá por toda a eternidade como testemunha de que à existência da lei de Deus se acha ligada a felicidade de todos os seres por Ele criados. À vista de todos os fatos do grande conflito, o Universo inteiro, tanto os que são fiéis como os rebeldes, de comum acordo declara: "Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos."Ap 15:3 (Grande Conflito, p.668,671).
Ímpios se voltam contra Satanás
"Apesar de ter sido Satanás constrangido a reconhecer a justiça de Deus e a curvar-se à supremacia de Cristo, seu caráter permanece sem mudança. O espírito de rebelião, qual poderosa torrente, explode de novo. Cheio de delírio, decide-se a não capitular no grande conflito. É chegado o tempo para a última e desesperada luta contra o Rei do Céu. Arremessa-se para o meio de seus súditos e esforça-se por inspirá-los com sua fúria, incitando-os a uma batalha imediata. Mas dentre todos os incontáveis milhões que seduziu à rebelião, ninguém há agora que lhe reconheça a supremacia. Seu poder chegou ao fim. Os ímpios estão cheios do mesmo ódio a Deus, o qual inspira Satanás; mas vêem que seu caso é sem esperança, que não podem prevalecer contra Jeová. Sua ira se acende contra Satanás e os que foram seus agentes no engano. Com furor de demônios voltam-se contra eles e segue-se aí uma cena de conflito universal."( História da Redenção, p. 427,428)
Terminada a Obra de Satanás
Os ímpios recebem sua recompensa na Terra (Prov. 11:31). "Serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos exércitos." Mal. 4:1. Alguns são destruídos em um momento, enquanto outros sofrem muitos dias. Todos são punidos segundo as suas ações. Tendo sido os pecados dos justos transferidos para Satanás, tem ele de sofrer não somente pela sua própria rebelião, mas por todos os pecados que fez o povo de Deus cometer. Seu castigo deve ser muito maior do que o daqueles a quem enganou. Depois que perecerem os que pelos seus enganos caíram, deve ele ainda viver e sofrer. Nas chamas purificadoras os ímpios são finalmente destruídos, raiz e ramos - Satanás a raiz, seus seguidores os ramos. A penalidade completa da lei foi aplicada; satisfeitas as exigências da justiça; e o Céu e a Terra, contemplando-o, declaram a justiça de Jeová.
Está para sempre terminada a obra de ruína de Satanás. Durante seis mil anos efetuou a sua vontade, enchendo a Terra de miséria e causando pesar por todo o Universo. A criação inteira tem igualmente gemido e estado em dores de parto. Agora as criaturas de Deus estão para sempre livres de sua presença e tentações. "Já descansa, já está sossegada toda a Terra! exclamam [os justos] com júbilo." Isa. 14:7. E uma aclamação de louvor e triunfo sobe de todo o Universo fiel. "A voz de uma grande multidão", "como a voz de muitas águas, e a voz de fortes trovões", é ouvida, dizendo: "Aleluia! pois o Senhor Deus onipotente reina." Apoc. 19:6.
(Grande Conflito, p. 673)
Por Misericórdia
"É em misericórdia para com o Universo que Deus finalmente destruirá os que rejeitam a Sua graça."O salário do pecado é a morte; mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." Rom. 6:23. Ao passo que a vida é a herança dos justos, a morte é a porção dos ímpios. Moisés declarou a Israel: "Hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal." Deut. 30:15. A morte a que se faz referência nestas passagens, não é a que foi pronunciada sobre Adão, pois a humanidade toda sofre a pena de sua transgressão. É a "segunda morte" que se põe em contraste com a vida eterna.
Assim se porá termo ao pecado, juntamente com toda a desgraça e ruína que dele resultaram. Diz o salmista: "Destruíste os ímpios; apagaste o seu nome para sempre e eternamente. Oh! inimigo! consumaram-se as assolações." Sal. 9:5 e 6. João, no Apocalipse, olhando para a futura condição eterna, ouve uma antífona universal de louvor, imperturbada por qualquer nota de discórdia. Toda criatura no Céu e na Terra atribuía glória a Deus. Apoc. 5:13. Não haverá então almas perdidas para blasfemarem de Deus, contorcendo-se em tormento interminável; tampouco seres desditosos no inferno unirão seus gritos aos cânticos dos salvos." (Grande Conflito, p.543, 545)
A Terra Purificada com fogo
"Enquanto a Terra está envolta nos fogos da destruição, os justos habitam em segurança na Santa Cidade. Sobre os que tiveram parte na primeira ressurreição, a segunda morte não tem poder. Ao mesmo tempo em que Deus é para os ímpios um fogo consumidor, é para o Seu povo tanto Sol como Escudo. (Apoc. 20:6; Sal. 84:11). "Vi um novo céu, e uma nova Terra. Porque já o primeiro céu e a primeira Terra passaram." Apoc. 21:1. O fogo que consome os ímpios, purifica a Terra. Todo vestígio de maldição é removido. Nenhum inferno a arder eternamente conservará perante os resgatados as terríveis conseqüências do pecado. "(Grande Conflito, p.673, 674).
Uma marca do pecado permanece
Por Douglas Zanatta, adm Site Bíblia e a Ciência. Todos textos foram extraídos dos escritos de Ellen G. White, em especial Livro Visões do Céu Cap.14
Fonte: Bíblia e a Ciência
12 de dezembro de 2014
Podemos Crer em Profecias?
Este tem sido um dos questionamentos mais frequentes entre
os internautas que comentam aqui no site e no mundo em geral: podemos acreditar
em profecias?
Várias pesquisas organizadas por institutos sérios, como a
fundação Gallup, têm mostrado que o número de pessoas propensas a acreditar em
adivinhações, previsões astrológicas e coisas do género oscilam entre 50 e 70%
da população entrevistada. Mas, será que todo tipo de previsões ou profecia
merece a nossa atenção? Será que alguma merece?
Para nos ajudar com este assunto posto abaixo uma série de 3
vídeos do doutor em arqueologia bíblica, Dr. Rodrigo Silva. Ele é apresentador
de um programa sobre arqueologia bíblica e autor de livros. Se quiser conferir
mais materiais dele acesse: www.novotempo.com/evidencias
Espero que seja de grande ajuda!
PODEMOS CRER EM PROFECIAS - 1
PODEMOS CRER EM PROFECIAS - 2
PODEMOS CRER EM PROFECIAS - 3
14 de novembro de 2014
UMA VIVA ESPERANÇA
A Igreja Adventista do Sétimo Dia teve em Angola, no Bongo,
um grande hospital que serviu milhares e milhares de pessoas ao longo de
décadas. Foi certamente um dos hospitais mais famosos deste País. Entretanto, e
em consequência da guerra, este centro hospitalar foi desactivado. Em 1993,
numa das minhas viagens a Huambo, tomei a firme decisão de ir visitar o que
restava daquele hospital.
Visitei as instalações. Impressionou-me ver o bloco
operatório completamente destruído, e todos os outros edifícios encontravam-se
completamente vazios. Senti tristeza, mas pude imaginar quantas pessoas terão
entrado ali sem esperança de vida e deixaram aquele hospital com uma esperança
renovada!
Chegou a hora de iniciarmos a viagem de regresso. A noite
caía depressa. Tínhamos feito uns 5 km, quando o motor começou a dar sinais de
que alguma coisa não funcionava. Alguns dos meus companheiros começaram a dar
alguns sinais de intranquilidade. De repente as luzes dos faróis apagaram-se e
o motor deixou de trabalhar. Olhámos uns para os outros como numa interrogação
surda: “E agora?”
Olhei para fora e vi alguns agricultores que voltavam do
cultivo das suas terras com os seus utensílios, entre os quais grandes catanas.
Senti um certo calafrio na espinha. Saí, recorrendo aos meus conhecimentos de
mecânico, fui limpando o distribuidor, os bornes da bateria, e orava ao Senhor
Deus para nos ajudar. Enquanto isso, os meus colegas estavam dentro da cabina
fazendo gestos para me despachar. No clarão da linda África, podia olhar as
montanhas e ver silhuetas de pessoas que me olhavam certamente com muita curiosidade.
Finalmente, fiz sinal para que dessem à chave de ignição. O
motor começou a trabalhar como novo e os faróis iluminavam o caminho, como
nunca antes. Sentimos uma imensa alegria e foi motivo de conversa até chegarmos
a Huambo que dista 60 km do Bongo.
A humanidade está também a percorrer a parte mais agitada e
difícil do percurso da sua existência; e tem de fazê-lo, de noite, quando reinam
as trevas e a confusão! Mil problemas, que surgem nas sombras, podem produzir
desastrosos acidentes, seja na vida colectiva dos povos, ou na experiência
pessoal.
Assistimos ao cumprimento profético traçado por Isaías há
mais de 7 séculos antes de Cristo, quando disse: “Porque eis que as trevas
cobriram a terra, e a escuridão os povos.” Isaías 60:2
Há desorientação na vida, tanto social, política e
económica. Os governantes acusam-se uns aos outros!
Nos dias 16 e 17 de Agosto de 1987, aconteceu algo estranho
no Monte Shasta, Califórnia. Era o som de uma ladainha que aumentava e diminuía
sobre os montes. Mais de 5 mil pessoas estendiam os braços em direcção ao sol
nascente, de mãos dadas, formando um círculo.
Acontecimentos invulgares não são novidade na Califórnia. Chamaram
a este evento a "Convergência Harmónica". Por todo o mundo, naquele
domingo, os fiéis da "Nova Era" reuniram-se em 36 locais que
consideram sagrados, como o Grand Canyon, as Pirâmides do Egipto, o monte Fuji
no Japão. Reuniram-se para dar as boas vindas à Nova Era de paz e amor.
Os seguidores da Nova Era estudam as antigas profecias dos
índios norte-americanos, ligando-as ao culto do sol dos maias, dos astecas e
dos antigos egípcios. Concluíram que naquele domingo e segunda-feira, 16 e 17
de Agosto de 1987, um alinhamento especial dos planetas e constelações iria
acontecer e produziria energia purificadora no nosso planeta. Esta era para
eles a primeira vez em 23.412 anos que os céus se colocariam numa posição tão
abençoada.
Emile Canning, líder do grupo Nova Era, tinha-os convidado
para que naqueles dias se reunissem. Leio as suas palavras: "144 mil
dançarinos do sol para trazerem a Nova Era. Estes dois dias resultarão em paz
mundial e na diminuição das catástrofes."
Naqueles dois dias, mais do que os 144 mil dançarinos
exigidos, se reuniram nas 32 montanhas sagradas. Mas as suas esperanças para
uma Nova Era fracassaram. As guerras não pararam de aumentar. Desde então, e
naquela mesma noite, o voo 255 da Northwest caiu em Detroit. Foi considerado o
segundo pior desastre aéreo na história dos Estados Unidos.
O fim-de-semana passou também sem o aparecimento em massa de
discos voadores como os dirigentes tinham predito. As danças, e o estender as
mãos para o sol, tinha um segundo sentido: era dar as mãos aos espíritos. Desta
maneira pretendiam comunicar com personalidades famosas já falecidas e que
viriam revelar planos através dos médiuns. Mas o que mais esperavam não
aconteceu: o Apóstolo João, o discípulo amado, faria ouvir a voz através dum
médium chamado Jerry Bowman.
Eu creio que muita desta gente era bem-intencionada. Eu
creio que muita desta gente queria acreditar, queria ver, desejava ouvir o
apóstolo João. Eu creio que no coração do homem há um desejo profundo: ouvir a
voz de Jesus! Por isso Ele deixou esta promessa: "Não se turbe o vosso coração.
4 de novembro de 2014
Pode A Lei de Deus Ser Mudada?
O chifre pequeno emerge como um dos antagonistas do grande
conflito, porque ele é um instrumento pelo qual a apostasia tem entrado na
igreja cristã. Veremos brevemente que Satanás, através do chifre pequeno, tem
tentado cortar o relacionamento entre Deus e os homens. Satanás sabe que se o
homem tiver um profundo relacionamento com a Palavra de Deus e estiver bem
fortalecido nas verdades bíblica, não será afetado por seus ataques. Ele tem
usado o chifre pequeno na tentativa de mudar a Lei de Deus a qual tem a ver com
o relacionamento entre o homem e Deus.
1. O que
especificamente o chifre pequeno cuidaria em mudar?
Rª: “E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá
os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão
entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo.” (Daniel
7:25)
Nota: O poder do
chifre pequeno pensa que tem grande poder para mudar os tempos e a lei de Deus.
O texto não diz que ele vai fazer isto, mas somente pensar que pode fazê-lo. Um
dos pontos-chave que percebemos em Daniel é a necessidade de reservarmos tempo
para Deus.
2. Quantos
mandamentos têm a lei de Deus e o que é tão especial nestes mandamentos? Rª
“E esteve ali com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem
bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos.”
Êxodo 34:28.
Leia também: “E
deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte Sinai) as duas tábuas do
testemunho, tábuas
de pedra, escritas pelo dedo de Deus.” Êxodo 31:18
Nota: Podemos ver
a presunção do chifre pequeno em tentar mudar a parte da Bíblia que Deus
escreveu com o Seu próprio dedo em tábuas de pedra, os quais permanecem até
hoje. O restante da Escritura foi escrito pelos profetas com os quais Deus
falava. Teria de ser uma mudança sútil, pois tentar atacar a Lei de Deus e
mudá-la encontraria prontamente resistência dos cristãos.
OS DEZ MANDAMENTOS
Os dez mandamentos são a transcrição do caráter de Deus. A Lei
de Deus é o reflexo d´Ele próprio. A tentativa de mudar a Lei de Deus seria na
verdade uma tentativa de mudar Deus.
3. Quais são os três
primeiros mandamentos? (Êxodo 20:3-7)
Primeiro: “Não
terás outros deuses diante de mim.”(Êxodo 20:3)
Segundo: “Não
farás para ti imagem
de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem
em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque
eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos
filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a
milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos.
” (Êxodo 20:4-6)
Terceiro: “Não
tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por
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