29 de Maio de 2012

Pesado nas Balanças do Céu

O Senhor é o Deus da sabedoria, e por Ele são as obras pesadas na balança. 1 Samuel 2:3.

O Senhor é um Deus de sabedoria. Em Sua Palavra é Ele representado como pesando homens, seu desenvolvimento do caráter e todos os seus motivos, quer bons, quer maus.

É do interesse eterno de cada qual, examinar o próprio coração, e melhorar cada faculdade que Deus lhe concedeu. Lembrem-se todos de que não existe, no coração de quem quer que seja, um motivo que o Senhor não veja claramente. Os motivos de cada um são pesados tão cuidadosamente como se o destino do instrumento humano dependesse desse único resultado. Considere cada qual, cuidadosamente, a solene verdade: Deus, no Céu, é verdadeiro, e não existe um desígnio, por mais complexo, ou um motivo, por mais cuidadosamente oculto, que Ele não compreenda claramente. Ele lê as imaginações secretas de cada coração.

Podem os homens imaginar para o futuro ações sinuosas, pensando que Deus não saiba; mas naquele grande dia em que forem abertos os livros, e todo homem for julgado pelas coisas escritas nos livros, essas ações aparecerão tais quais são.

Há muitos que devem agora considerar as palavras: “Tequel: Pesado foste na balança e foste achado em falta.” Daniel 5:27. A santa, eterna e imutável lei de Deus é a norma pela qual será provado o homem. Essa lei define o que devemos fazer e o que não fazer, dizendo: Farás, não farás. Essa lei resume-se nos dois grandes princípios: “Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo.” Lucas 10:27.

Isso tem sentido literal. Oh, quão poucos estarão preparados para defrontar a lei de Deus no grande dia do juízo! … O homem, pesado contra a santa lei de Deus, é achado em falta.

Somos esclarecidos pelos preceitos da lei, mas homem algum pode por eles ser justificado. Pesado e achado em falta é nossa inscrição, por natureza. Mas Cristo é nosso Mediador, e aceitando-O como nosso Salvador, podemos requerer a promessa: “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo.” Romanos 5:1.

Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, pág. 158.

28 de Maio de 2012

PROFECIAS, FUTURO NO APOCALIPSE

Estas profecias encontram-se todas no livro do Apocalipse:

Profecias que se cumprirão durante a crise final:
■O selamento do povo de Deus, cap. 7:2-8.
■A Lei de Deus vista no santuário, cap. 11:2-8.
■O povo do advento perseguido, cap. 12:17.
■A opressão da segunda besta nos Estados Unidos, cap. 13:12-18.
■A destruição da terra pelo fogo, cap. 14:10; 20:10 e 15; 21:8
■O terceiro anjo e o sinal da besta, cap. 14;9-13.
■A vindima das uvas ímpias, cap. 14:17-20.
■Sobre o fim do tempo de graça (ou de escolha): Cap. 15:1, 5-8;
■As sete pragas: Cap 16;
■Sobre os três últimos impérios, cap. 17:9 e 10
■Sobre a ação final de Satanás, 17:11
■Sobre a organização do mundo para a batalha final, 17:12-14
■Sobre a revolta das nações contra a Besta, 17:16-17
■O alto clamor de terceiro anjo, cap. 18:1-4;
■A queda de babilónia (poder papal): Caps 18 e 19;

Profecias que se cumprirão após a crise final:
■A abertura do sétimo selo, cap. 8:1;
■A segunda vinda de Cristo: Caps. 1:7; 3:3 e 11 14:14-20; 19:11-21;
■Todo o olho O verá: cap 1:7
■O milénio, após a segunda vinda: cap. 20;
■A prisão milenar de Satanás, cap. 20:1-3.

Profecias que se cumprirão na Nova Jerusalém
■A nova Jerusalém: Cap. 21 e 22;
■Uma multidão incontável vitoriosa, cap. 7:9-17; 14:1-5; 15:2-4;
■Os 144.000 na glória, cap. 14:1-5;
■O regozijo da vitória dos 144.000 contra a besta, cap. 15:2-4;
■A festa das bodas do Cordeiro, cap. 19:1-10;
■O juízo dos ímpios no milênio: Cap 20:4-6.

Profecia a cumprir-se no fim do milénio
■O juízo executivo dos anjos e dos ímpios, cap. 20:7-10.

Profecias a cumprirem-se na restauração
■Novo céu e nova terra: Cap. 21:1-8; 7:13-17
■A metrópole da Nova Terra, cap. 21:9-22.
■Epílogo, cap. 22:6-21.

25 de Maio de 2012

Podemos considerar o Armagedom como a terceira guerra mundial?


Muitas teorias especulativas têm sido propostas na tentativa de interpretar o Armagedom mencionado em Apocalipse 16:12-16. Hoje, uma das mais populares é a de que ele será uma guerra nuclear de grandes proporções. Como já ocorreram duas guerras mundiais, e o texto bíblico fala que nesse confronto estarão envolvidos os “reis do mundo inteiro” (verso 14), muitos imaginam que o Armagedom só poderá ser uma terceira guerra mundial. Por mais fascinante e lógica que essa ideia possa parecer, ela não passa de uma teoria especulativa, sem base bíblica.

Conflitos bélicos certamente continuarão existindo, e mesmo se intensificando, até o fim dos tempos (ver Mt 24:6-8). Mas o Armagedom é descrito no livro do Apocalipse como “a peleja do grande Dia do Deus todo-poderoso” (16:14), travada entre os poderes demoníacos da “besta” e dos “reis da terra, com os seus exércitos”, de um lado, e o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” e “o seu exército”, do outro (19:16 e 19).

A natureza essencialmente espiritual desse conflito é confirmada pela participação nele tanto de Cristo, o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” que monta o “cavalo branco” (Ap 19:11, 16, 20), quanto do “dragão”, que é Satanás, e de outros “espíritos de demónios” (Ap 16:13 e 14 e 12:9). Os dois grupos conflituantes serão definidos pelo seu relacionamento com os “mandamentos de Deus” e o “testemunho de Jesus” (Ap 12:17). De um lado, estarão “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”, e que, consequentemente, não adoram “a besta e a sua imagem”; e, do outro, estarão os que adoram “a besta e a sua imagem”, e que, por conseguinte, não “guardam os mandamentos de Deus” e que não “têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17, 14:9-12).

Longe de ser um mero conflito bélico-nuclear, o Armagedom será o confronto cósmico final entre as forças do bem e os poderes do mal, no qual será decidido, para sempre, quem é digno de adoração (comparar com 1Rs 18). Embora os ímpios se prepararão belicamente para a batalha (Ap 16:14; ver também 20:7-9), cremos que os justos jamais assumirão uma postura de combate militar (ver Mt 5:38-48, Rm 12:17-21). Nesse conflito espiritual (ver Ef 6:10-18), Cristo e os Seus anjos pelejarão em favor dos justos, triunfando definitivamente sobre Satanás e suas hostes (Ap 20:1-21:8).

Texto de autoria do Dr. Alberto Timm, publicado na Revista Sinais dos Tempos, março/abril de 2001. p. 20.

22 de Maio de 2012

O Princípio do Dia Profético

Vários teólogos judeus e gentios através dos tempos aplicaram o princípio do dia profético às setenta semanas descrita em Daniel capítulo 9. Entre eles, o hebreu Rashi (1040-1105 d.C.), que traduziu Daniel 8:14 da seguinte maneira: “E ele disse-me: Até 2300 anos”. Esse princípio tem sido reconhecido e aceito em todo o mundo durante séculos. Não procede a insinuação de que seja uma inovação adventista.

E qual é a base bíblica para dizer que 2300 dias são na verdade 2300 anos? Os versos de Números 14:34 e Ezequiel 4:4-7, que dizem respectivamente: “(…) quarenta dias, cada dia representando um ano.” “(…) Quarenta dias te dei, cada dia por um ano.”

O Antigo Testamento demonstra outras relações entre as palavras dia e ano; em alguns casos, embora as traduções usem a palavra “ano“, no original hebraico encontra-se a palavra “dia“. Por exemplo, em Êxodo 13:10 é utilizado a expressão “de ano em ano“, enquanto no texto original consta “de dias em dias“: “Portanto, guardarás esta ordenança no determinado tempo, de ano em ano [de dias em dias]” (Êxodo 13:10). O mesmo ocorre em I Samuel 27:7: “E todo o tempo que Davi permaneceu na terra dos filisteus foi um ano [dias] e quatro meses.” (cf I Samuel 1:21).

Em hebraico a palavra geralmente usada para especificar o período de um “ano” é “shanah” (pl. shaneh), porém, nestes versos a palavra “dias” (yowm) foi utilizada, demonstrando uma ligação direta e representativa de “ano“. E por que esse princípio deve ser aplicado nas profecias do livro de Daniel, especialmente nos capítulo 8 e 9?

Daniel capítulo 9 declara que “desde a saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém até o Ungido”, se passaria sessenta e nove semanas. A ordem para essa edificação se deu em 457 a.C.; isso significa que a partir dela até o Ungido (batismo de Jesus Cristo, 27 d.C) haveria 483 anos, e profeticamente, isso corresponde exatamente a 69 semanas.

Considerar 69 semanas literalmente como 483 dias, o que equivale a “1 ano, 4 meses e 3 dias“, obrigatoriamente deveria-se aceitar que esse seria o intervalo de tempo entre a restauração de Jerusalém e o batismo de Jesus. Esse procedimento de contagem literal é totalmente impróprio, tornando a profecia sem fundamento histórico e bíblico. O princípio do dia profético precisa ser aplicado a esta profecia, ou a mesma torna-se sem sentido.

O princípio do dia profético se enquadra perfeitamente em uma parte da profecia (70 semanas), não seria lógico que fosse usado com sucesso na outra parte também? Não apenas lógico, mas, extremamente necessário. Aplicando o princípio do dia profético às 70 semanas, temos 490 anos, ou seja, 176.400 dias. Como poderíamos separar ou subtrair 176.400 dias de 2.300 dias? Impossível! A única maneira das 70 semanas serem separadas, cortadas ou subtraída é aplicando o princípio do dia profético também aos 2.300 dias. De outra forma, seria como tentar medir dois metros em três centímetros.
Outra prova a favor da aplicação do dia profético aos 2.300 dias é a análise contextual de Daniel 8:13 que diz: “(…) Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?”

Daniel 8:13 da ênfase com relação ao término dos eventos que ocorrem no período profético das “2300 tardes e manhãs”. A palavra visão “chazown” refere-se nesse contexto a revelação (visão profética) e abrange os acontecimentos preditos em sua totalidade, dentre eles: A entrega do santuário e seu sacrifício diário, a transgressão assoladora, perseguição aos filhos do Altíssimo e a mudança na Lei de Deus (cf Daniel 7:25). A pergunta feita em Daniel 8:13 (“até quando?”) refere-se ao término de tudo que foi descrito na visão (chazown). E a resposta foi: “Até 2300 tardes e manhãs“; que correspondem a 2300dias, e estes por sua vez equivalem, profeticamente, a 2300 anos.

Essa profecia abrange o período dos impérios Babilónico, Medo-Persa, Grego e Romano. Se fossemos nos basear que 2300 dias não correspondem a 2300 anos, isso significaria que 2300 dias equivalem literalmente a 6 anos, 3 meses e 20 dias. Como poderia esta contagem de tempo, literal, incluir esses impérios descritos na profecia? Impossível. Só o império Medo-Persa durou 208 anos, muito tempo para encaixar-se em apenas 6 anos. Portanto, faz-se necessário o uso do princípio profético que envolve mais de dois milénios, tempo suficiente para abranger todos os impérios e eventos relatados por Daniel.
Outro fato a ser considerado: Embora a profecia inicie com nações que existiram há milhares de anos, foi dito a Daniel que a visão se estenderia até o “tempo do fim”. Como poderia um período de “6 anos” cobrir todos os eventos até o até o “tempo do fim”? Sem o dia profético, a profecia não poderia estender-se tanto. Novamente a proporção de “1 dia para cada 1 ano” revela-se válido, preciso e coerente.
UM TEMPO, DOIS TEMPOS E METADE DE TEMPO
“Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo.” (Daniel 7:25)

Em Daniel capítulo 7 é citado um poder que é representado por um “chifre pequeno” e este reinou de forma soberana entre as nações. Ele é o mais detalhado, e o motivo para isso é apontado no verso 25. Após o fim do Império Romano Ocidental, em 476 d.C, sua instituição religiosa (Igreja Romana) permaneceu atuante. E, em 538 d.C., entra em vigor o decreto do imperador romano Justiniano declarando que o bispo de Roma deveria ser reconhecido como o líder da “Santa Igreja”, e assim, a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) além de elevar seu poder religioso recebeu poderes políticos.

Daniel descreve que esta igreja, representada pelo “chifre pequeno”, teria domínio por “um tempo, dois tempos e metade de um tempo.” (Daniel 7:25). “Um tempo” (‘iddan) equivale a “360 dias” e a somatória de “um tempo, dois tempos e metade de um tempo” resulta em “1260 dias“, que, pelo princípio do dia profético correspondem a “1260 anos“. Portanto segundo a profecia de Daniel 7:25 o período de supremacia religiosa e política da Igreja de Roma seria de 1260 anos. Período em que ela dominou reinos e reis, e impôs seus ensinos doutrinários de forma ferrenha.

Contando 1260 anos a partir de 538 d.C., chega-se a 1798 d.C. E os registros históricos descrevem que em fevereiro de 1798, sob a alegação de insulto ao embaixador francês na Itália, Louis Alexandre Berthier, general das Forças Revolucionárias Francesas e chefe do Estado maior de Napoleão invadiu Roma; e em 20 de fevereiro o Papa Pio VI foi aprisionado. O anel que indicava sua autoridade lhe foi retirado, sua propriedade foi confiscada e vendida; o “Estado Papal” foi abolido e Roma foi declarada república. O Papa foi levado para a França, onde morreu preso em Valença no dia 29 de agosto de 1799. Esse episódio pôs fim ao longo período de supremacia do bispo de Roma.

E se o princípio do dia profético não fosse aplicado? Nesse caso os “1260 dias” seriam calculados de forma literal e resultariam em “3 anos e 6 meses“. Deste modo seria impossível para o poder da Igreja de Roma (representado pelo “chifre pequeno”) desenvolver todos os eventos descritos nas profecias em um período ínfimo de tempo. Enfatizando que a supremacia desse poder religioso se estenderia até o “tempo do fim”, quando Deus Se assentou para julgar e definir o Seu reino. O capítulo 13 de Apocalipse descreve, também, esse tempo de hegemonia política e religiosa:

“Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfémias e autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfémias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu.” (Apocalipse 13:5-6)

À semelhança de Daniel, João utiliza de linguagem profética para descrever o tempo de domínio imposto pela Igreja Romana ao mencionar 42 meses. Levando em consideração que cada mês possui “30 dias” temos: 42 meses x 30 dias = 1260 dias. E, pelo princípio do dia profético, “um dia” correspondendo a “um ano”, tem-se os 42 meses equivalentes a 1260 anos. O mesmo período descrito em Daniel 7:25. Será que a Igreja Romana (ICAR) teve domínio político e religioso, literalmente, por 42 meses (3 anos e 6 meses)? De modo algum. “3 anos e 6 meses” não são suficientes para estender-se da fase inicial de “Roma Papal” (538 d.C.) até o seu término, o “tempo do fim” (1798 d.C.).

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O capítulo 7 do livro de Daniel está cheio de símbolos: um leão, um urso, um leopardo com asas, chifres que falam, todos simbolizando coisas diferentes. E em meio a tantos símbolos, por que somente as descrições de tempo seriam literais? Especialmente por ser descrito de maneira tão estranha? Daniel capítulo 8 também é uma visão com imagens simbólicas, e ambos os capítulos, não apresentam profecias sobre animais, mas eventos proféticos que descrevem a história da humanidade. Não seria de se esperar que o fator tempo apresentado neles também fosse simbólico, em vez de literal? Além do mais, “tardes e manhãs” (arab e boqer) não é maneira comum de descrever dias. A palavra típica para dias na Bíblia é “yowm“.

Não seria mais simples ter dito: “Até seis anos, três meses e vinte dias, e o santuário será purificado”, em vez de “2300 tardes e manhãs”? O verso de Daniel 8:14 não traz a forma típica de indicar o tempo. Em II Samuel 5:5, por exemplo, é dito que o rei “reinou sobre Judá sete anos e seis meses”, e não 2700 “tardes e manhãs”. Até mesmo as “setenta semanas” de Daniel não são uma forma comum de expressar tempo. Diante desses fatos nota-se claramente a validade do dia profético nos capítulos 7, 8 e 9 do livro de Daniel; eles simplesmente perdem o sentido sem o uso desse princípio.
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Texto proveniente e adaptado do artigo: “O Princípio do Dia Profético”, Revista Adventista, (Março, 1999), p. 32-33.

20 de Maio de 2012

Os Três Anjos e as Três Mensagens

Os cristãos têm uma grande esperança. Seus sonhos e realizações se concentram na breve Volta de Jesus. A segunda vinda de Cristo a este mundo para nos libertar do pecado e nos levar para o novo lar é o grande sonho da vida de todos os filhos de Deus.

Você acredita que estamos vivendo os últimos dias da história do mundo? Você crê que Jesus voltará em breve? Se estamos vivendo os últimos dias e Jesus em breve virá, que mensagens tem Deus nestes últimos dias para seus filhos deste desgastado planeta?

Em Apocalipse 14:6-12, há três mensagens especiais de Deus para os habitantes deste mundo. Mas seriam estas as advertências finais de Deus à terra? Podemos afirmar que sim, pois no mesmo texto em Apocalipse 14:14, a Bíblia descreve a volta de Jesus. João viu em visão “uma nuvem branca e sentado sobre a nuvem, um semelhante ao filho do homem tendo na cabeça uma coroa de ouro, e na mão uma foice afiada”. Este verso descreve Jesus regressando como “Rei dos reis”, “Senhor dos Senhores” e também como “Justo juiz”.

Analisemos as três mensagens.
Antes porém é bom lembrar que, o livro de Apocalipse é um livro cheio de símbolos. Os três anjos representam os mensageiros divinos, encarregados de advertir o mundo antes do retorno de Cristo. São os cristãos sinceros, os representantes de Cristo na terra, a quem foi dada a ordem de Mateus 28:18-20: “Ide portanto e pregai”.

Nenhum texto na Bíblia afirma que o evangelho seria pregado por anjos. Esta responsabilidade Jesus conferiu aos seus discípulos, os seus seguidores. Que mensagem é dada pelo primeiro anjo?

“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo e língua e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu e a terra, e o mar e as fontes das águas”. Apocalipse 14:6-7.

A mensagem do primeiro anjo representa a “mensagem da pregação do evangelho eterno”, associada à advertência da chegada do juízo. O apelo é para que os habitantes de toda a terra retornem a Deus, e Lhe prestem adoração, porque só Ele é digno.
Desde que em 1859 Charles Darwim publicou seu livro sobre a Evolução, a crença em Deus como Criador de todas as coisas, tem sido abandonada e o evolucionismo inundou o mundo científico e até mesmo o mundo cristão.

O apelo do primeiro anjo é para que os filhos de Deus rejeitem a evolução e adorem a Deus como o Criador, aquEle que é a fonte de toda a vida e que deu origem a todas as coisas.

Esta mensagem deve ser pregada no mundo inteiro, a todos quantos habitam sobre a terra.

Enquanto o evolucionismo tenta apagar do mundo a ideia de um Deus Criador, o primeiro anjo chama a tenção dos habitantes do planeta para a adoração do Deus, que criou todas as coisas.

Por quê a necessidade de pregar uma mensagem chamando os homens para a adoração do Deus Criador?

Porque o homem virou as costas a Deus. Abandonando o Senhor e desrespeitando as suas leis. Se o homem tivesse guardado os mandamentos de Deus em todos os tempos, não teríamos esquecido que Deus é o Criador de todas as coisas.

Em Êxodo 20 encontramos a declaração de que Deus criou todas as coisas em seis dias e no sétimo dia descansou. Se o dia de repouso tivesse sido guardado e observado pelos cristãos desde os dias de Cristo até agora, não teríamos tido a mínima ideia do surgimento do ateísmo, e do evolucionismo, mas abandonando os mandamentos de Deus, o homem abandonou o próprio Deus.

A mensagem do primeiro anjo diz que devemos adorar a Deus, obedecer suas leis e seus mandamentos porque haverá um juízo, no qual cada um prestará contas de sua obediência ou desobediência. Teremos nós ouvido a mensagem do primeiro anjo?

Vamos agora à mensagem do segundo anjo:
Em Apocalipse 14:8 lemos: “caiu, caiu a grande Babilónia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria de sua prostituição”. Neste verso temos que usar o princípio da interpretação profética, pois, Babilónia, a cidade, não existia mais há muitos séculos.

O nome Babilónia aqui, representa o poder apóstata que, em nome de Deus e procurando usurpar o poder de Deus, tem, durante séculos ensinado doutrinas aparentemente cristãs – cheias de apostasias, de ensinos pagãos que não tem base bíblica. A palavra babilónia vem de “Babel” que quer dizer confusão. A mensagem ensinada pelo segundo anjo é que todos os sistemas religiosos falsos, que ensinam doutrinas não bíblicas – que ensinam heresias – vão cair.

E mais, “o vinho de sua prostituição” refere-se claramente à adulteração da verdadeira religião cristã, a religião de Jesus. Sendo que Babilónia representa toda forma de culto que não se harmoniza com a Bíblia e sua mensagem simples e verdadeira, é nosso dever escolher agora, abandonar Babilónia, deixar o erro e unir-nos a Deus e ao seu povo remanescente.

Deus está hoje fazendo um apelo aos Seus filhos, que ainda estão praticando alguma forma falsa ou desvirtuada de culto: “Sai dela povo meu”. Apocalipse 18:4. Isto é: sair de Babilónia, sair da confusão.
Ouviremos nós a mensagem do segundo anjo?
E concluindo, vejamos agora a mensagem do terceiro anjo: Em Apocalipse 14:9-12 encontramos esta mensagem, cujo resumo é: “Se alguém adorar a besta e a sua imagem, e receber o seu sinal na fronte ou na mão, também este beberá do vinho da ira de Deus…”.

A Bíblia fala da misericórdia de Deus: “Porque Deus enviou Seu filho ao mundo, não para condenar o mundo mas que o mundo fosse salvo por ele”. João 3:17. Em Ezequiel 18:23 lemos que “O Senhor não tem prazer na morte do ímpio”. Pelo contrário, Deus se alegra quando o ímpio se arrepende e se converte. Mas a condenação divina é que “A luz que é Cristo, veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz”. João 3:19.
Isto é terrível, porque Deus enviou a Verdade personificada ao mundo. Enviou a verdadeira Luz que ilumina, mas os homens amaram mais Babilónia com todas as suas trevas e erros espirituais.
Deus declara que no fim do tempo haverá aqui na terra apenas duas classes: Uma – Os que adoram a besta, os que estão em Babilónia, que rejeitam a luz do céu.

A outra – Os que seguem, servem e obedecem a Jesus Cristo, guardando os Seus mandamentos. Isto é: o fiel remanescente de Deus.

O povo de Deus dos últimos dias é descrito em Apocalipse 14:12 como os que tem “a perseverança dos santos, guardam os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus”. Apocalipse 12:17 declara que Satanás está irado com todos os seguidores de Cristo, que guardam os mandamentos de Deus.

O terceiro anjo declara que Deus castigará os que insistirem em permanecer no erro, aliados à Babilónia e adorando a besta. Haverá punição para os desobedientes.

Por outro lado haverá recompensa para os que guardam os mandamentos de Deus.

Atenderemos nós estas mensagens?
Ficaremos do lado de Deus, custe o que custar?

Só há segurança em confiarmos em Deus.

Se permanecermos do lado de Jesus, Ele nos livrará das horas mais difíceis que os filhos de Deus terão que passar.

Diga agora a Jesus que quer estar do lado dEle, enquanto você ouve esta linda mensagem cantada. E então quando Cristo regressar você também poderá saudar o nosso Jesus.