10 de janeiro de 2011

O QUARTO SELO DO APOCALIPSE

Os primeiros quatro dos sete selos são conhecidos como os quatro cavaleiros do Apocalipse. Estamos na abertura do quarto selo e surge o quarto animal; um cavalo amarelo, o termo no original dá ideia de uma cor lívida, extremamente pálida, não é tanto a cor que surpreende, antes o aspecto cadavérico do cavalo. Sugere sem dúvida a morte e o terror.
1. Vejamos o que diz a Bíblia sobre este selo.
“E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem e vê. E olhei, e eis um cavalo amarelo (kloros), e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra.” Apoc. 6:7,8.
2. Quem anuncia a abertura do quarto selo?
“E ouvi uma voz, no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro, e não danifiques o azeite e o vinho.” Apoc. 6:6.
Nota: Ao ler o texto bíblico podemos ser induzidos a pensar que é um dos quatro animais que anuncia a abertura do quarto selo. O texto bíblico diz: “E ouvi uma voz, no meio dos quatro animais.” A voz que sai do meio dos quatro animais só pode ser a voz de um dos “seres viventes” (ler Apoc. 5), tendo em atenção a visão de João no que refere à “porta aberta no céu” (Apoc. 4), o quarto ser vivente “era semelhante a uma águia voando” (Apoc. 4:7). A imagem da águia em conjunto com a aparência do cavalo deduz-se objectivamente que a missão é: perseguição, ameaça de morte.
a) O voo da águia ou é de vigilância ou de ataque inesperado.
b) Um cavalo amarelo (cor que não existe neste animal) pressagia algo muito mau.
3. Quem segue o cavalo amarelo?
“e o inferno o seguia” (Apoc. 6:8)
Nota explicativa: “inferno”, em grego, “hádês”, “a morada dos mortos” (ver Mat. 11:23). A morte e o Hades são personificados e representados: cavaleiro e cavalo; a morte segue-os.
4. Que poder lhes foi dado?
“matar a quarta parte da Terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra” (6:8).
Nota explicativa: A lista apresentada é assustadora; quarta parte, espada, fome, peste e feras da terra. O que se pode dizer: é que há uma degradação progressiva da civilização depois da guerra. Os estragos da espada, que mata os homens e destrói as colheitas, produz a fome e consequentemente provoca pestes; a sociedade fica tão debilitada que não tem meios para se proteger contra os ataques das feras.
Sendo este um período particular da história cristã, parece caracterizar o período que vai desde o ano 538 a 1517 (…), ou seja o começo da Reforma. Sem dúvida é o perído em que a Igreja Romana se revela como portadora de morte e de opressão; ela persegue todos os que lhe são suspeitos, todos aqueles que ela julga herejes ou infiéis. É o tempo das guerras das religiões. É o tempo das cruzadas, da inquisição e das fogueiras. No horizonte surge uma nova mentalidade, pode mesmo prever-se à sombra da opressão o nazismo nutrido pelos “ensinos do desprezo” (a expressão é de Jules Isaac na Genèse de l`antisémitisme, Paris, 1956, p. 131ss).
Que triste papel desempenhou a Igreja Romana na história? Assim acontece quando nos desviamos da Pura Palavra de Deus, ela é a "lâmpada" e não há outra!
"Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho." Salmo 119:105

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