31 de dezembro de 2009

O SEGUNDO ANJO DO APOCALIPSE

“Um segundo anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilónia, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição.” (Ap. 14:8)
Depois do primeiro anjo, surge o segundo com uma mensagem e um tom diferente. O segundo anjo é portador de uma mensagem que lemos e notamos uma forma negativa e contrária da precedente. Em vez de uma boa nova de esperança que alegre e conforte, lemos sobre o julgamento num sentido profundamente negativo. É o anúncio da queda de Babilónia (leia Ap. 14:8).
O verbo está conjugado no passado para bem marcar o carácter definitivo da sentença. É no estilo dos oráculos dos profetas hebraicos. Assim o profeta Isaías, por exemplo, afirmava: “E eis aqui agora vem uma tropa de homens, cavaleiros de dois a dois. Então ele respondeu e disse: Caiu, caiu Babilónia; e todas as imagens esculpidas de seus deuses são despedaçadas até o chão.” (Is. 21:9).
Da mesma maneira, o profeta Jeremias declara: “Na mão do Senhor a Babilónia era um copo de ouro, o qual embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações; por isso as nações estão fora de si. Repentinamente caiu Babilónia, e ficou arruinada; uivai sobre ela; tomai bálsamo para a sua dor, talvez sare.” (Jer. 51:7,8).
É aqui representado o campo onde agiu Babel (Babilónia) a ilusão e o sonho. Os seus seguidores embriagados com o vinho (falsas doutrinas) perderam o sentido da realidade. Eles foram enganados. Babel fez-se passar por cidade de Deus. E eles acreditaram, e por fim, uniram-se a ela numa relação de adultério. Segundo o livro de Provérbios, é o inevitável desfecho do embriagado:
“31 Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
32 No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará.
33 Os teus olhos verão coisas estranhas, e tu falarás perversidades.
34 e serás como o que se deita no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro.” Provérbios 23:31-34.
Em contraste com os cento e quarenta e quatro mil que permanecem virgens esperando a cidade que vem do Alto, estes os de Babel são neste contexto descritos como beberrões e possuídos pelo desejo do adultério.
Os que pertencem ao campo do Cordeiro são caracterizados pelo temor de Deus vivida como uma relação de amor e de fidelidade. Em vez, no campo de Babel, Deus é substituído pela instituição de inspiração terrena e a religião vive-se como uma relação de adultério. A missão do segundo anjo consiste precisamente a revelar esta mistificação para que os habitantes da terra sejam advertidos. A máscara é denunciada. Graças ao estudo do livro de Daniel e do Apocalipse realizados durante os séculos XIX, estamos à altura presentemente de compreender que este poder religioso não tem inspiração do Alto. o pequeno chifre com rosto humano que se eleva até Deus (Daniel 7:24,25; 8:9-11,25), onde a besta se apresenta como Deus (Ap. 13:4), representa uma instituição intrinsecamente humana. Esta descoberta à luz das Escrituras, é em si mesma a queda de Babilónia.
A mensagem foi projectada para todos os horizontes. Não se trata de acusar para entreter sentimentos da sua própria superioridade, antes e acima de tudo, para que os que querem discernir saiam dessa “taberna” e aqueles que conhecem o Deus Criador não se deixem cair na armadilha. A queda de Babilónia torna-se assim o paradigma de todas as quedas. A partir do exemplo de Babilónia histórica que caiu sob o golpe de Ciro em 536 a.C., a profecia bíblica cria uma forma de ilustrar, ou seja, uma lição universal, uma lição que deve entender-se para além de todas as fronteiras, seja no plano politico, religioso e mesmo psicológico.
Todo o orgulho e toda a pretensão à infalibilidade e ao estatuto divino acaba inevitavelmente sobre a confusão em que caiu Babel e conhece o mesmo destino de queda. Não há ideal político, Igreja, homem ou mulher, que esteja ao abrigo deste perigo. Babilónia é também uma mentalidade, um traço de espírito que encontramos para além da torre do rei Nabucodonosor, ou mesmo da Igreja Católica. A queda de todas estas Babilónias constitui um alerta solene contra o nosso próprio orgulho e anuncia a nossa própria queda.
Entre muitas outras lições que se podem tirar desta mensagem, retenhamos firme a Palavra da Verdade com zelo e humildade, olhando para Jesus e tendo-O como Único exemplo, Ele não caiu. Deus vos abençoe em Jesus. Amém!
Espero encontrar-vos no ano 2010. Esta mensagem foi escrita no dia 31 de Dezembro de 2009.

30 de dezembro de 2009

O CLAMOR DO PRIMEIRO ANJO III

E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Apoc. 14:6,7.

DO Deus Juiz que provoca temor, o primeiro anjo passa para o Deus Criador que deve ser adorado. Da obediência da lei em que o adorador reconhece a justiça e a bondade de Deus, passa-se à adoração motivada exclusivamente pelo amor que se extasia diante da grandeza da obra.

Impressionado pela infinita bondade manifestada no Universo, a criatura humana é impelida adorar o seu Criador. É muito interessante notar que os Salmos e as orações que estão no centro do culto de Israel, associam directamente a criação à adoração (Salmo 95:6; 102:19; Neemias 9:6). Porque em criando, Deus demonstrou ao mesmo tempo poder e graça. A Sua grandeza infinita constrange à adoração e fundamentalmente à reverência, e Deus torna-se tão próximo pelas Suas obras que esta proximidade permite o encontro e o amor. Deus é antes de tudo e sobretudo e de tudo, absolutamente independente e único, mas Ele está também na origem de tudo e de todos. Nós só temos existência na dependência d´Ele. Esta é a principal lição que se deve retirar da criação e o que justifica a adoração. Porque a adoração é feita desta tensão entre o sentido da distância de Deus e a experiencia íntima da Sua presença.

Logo nas primeiras páginas da Bíblia, as duas apresentações da criação testemunham desta exigência. Na primeira temos o texto (Génesis 1-2:4), Deus, Elohim, é Um presente transcendente, Deus poderoso e Mestre do Universo. Na segunda parte do texto (Génesis 2:4-24), Deus, YHWH, é presente na imanência, pessoal, Deus da existência e da história, Deus da relação.

A Bíblia abre-se sobre a Criação, não somente pelas razoes históricas e cronológicas evidentes, porque tudo começa aqui, mas para que desde o começo o ser humano que recebe esta palavra de Deus possa situar-se em relação a Deus.

Começando pela Criação, a Bíblia coloca as bases da adoração. Mas o texto do Apocalipse visa mais que uma simples evocação do evento da Criação. A menção inesperada das “fontes das águas” (Ap. 14:7), centrada no contexto de mais três elementos relacionados, o céu, a terra e o mar, traduz uma intenção especial. No contexto do Antigo Israel, rodeado por desertos onde a vida depende da água, as fontes das águas contrastam com o deserto, lugar de morte e do mal (Ap. 12:6,14; 17:3).

Este versículo das fontes das águas ao qual o Cordeiro conduz o Seu povo (Ap. 7:17; 12:6; 22:17). Da mesma maneira no livro de Ezequiel, a Jerusalém da esperança é imaginada fluindo fonte de água (Ezeq. 47:1-12); e nisto, encontramos uma ligação na forma como é apresentado o Jardim do Éden (Gén. 2:10-14; cf. Joel 3:18; Zac. 13:1; Salmo 46:4; Ap. 22:1,2).

Evocando as fontes de água, o nosso teto sugere, portanto, uma visão de futuro onde a Jerusalém ideal é descrita sob os traços do Jardim do Éden. Não pode ser por acaso que o apelo à adoração do Criador seja dada na perspectiva do julgamento: “porque é chegada a hora do seu juízo;” (Ap. 14:7). Esta associação traz uma carga de esperança. O julgamento que marca o fim da história humana traz o anúncio da recriação. É o anúncio: “Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” (Ap. 21:4). Deseja que os seus olhos sejam limpos das lágrimas, está cansado de ver o cortejo da morte? Deixe que esta promessa do Autor da nossa vida encha o seu coração da esperança. Ámen!

26 de dezembro de 2009

O CLAMOR DO PRIMEIRO ANJO - II

O TEMOR de Deus não tem nada de supersticioso que paralise ou obrigue a viver uma religião de forma mecânica ou magica. Na Bíblia, o temor de Deus é associado frequentemente ao amor. Logo depois do apelo a temer a Deus pela obediência à Sua lei, o texto de Deuteronómio (Deut. 6:1-3) termina com o principio subentendido: “Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os preceitos que o Senhor teu Deus mandou ensinar-te, a fim de que os cumprisses na terra a que estás passando: para a possuíres; para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e para que se prolonguem os teus dias. Ouve, pois, ó Israel, e atenta em que os guardes, para que te vá bem, e muito te multipliques na terra que mana leite e mel, como te prometeu o Senhor Deus de teus pais. “
De seguida vem: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças.” (Deut. 6:5).
Temer a Deus significa amá-Lo e saber-se que se é amado por Ele. É esta convicção do amor de Deus que nos segue onde quer que possamos ir, o Seu olhar está sobre nós, não com a intenção de nos surpreender em falta e de no fazer pagar por isso, mas no cuidado do Protector que nos guarda de todo o mal. “Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua benignidade.” (Salmo 33:18).
A obediência e a referência à lei do Altíssimo a cada momento da existência, procedem precisamente desta dimensão do amor recíproco. A vida sob o olhar de Deus é uma vida com Deus. O contrário, e porque vivemos com Deus, vivemos sob o seu controlo. A verdadeira religião é consequente. Deus é tomado a sério.
É a lição que se deduz do texto de Apocalipse: o apelo a temer Deus é seguido do apelo render-Lhe glória: “dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Apocalipse 14:7). A palavra hebraica kabod, traduz por “glória”, retém a ideia de peso. Deus tem peso. Ele é respeitado. A mensagem do Apocalipse é claramente contra a hipocrisia das religiões fáceis e superficiais que não souberam inspirar respeito por Deus, precisamente porque a referencia a Deus é frequentemente dada sem o temor de Deus. Fala-se de Deus, constrói-se-lhe catedrais e sinagogas, Deus é evocado dentro desses lugares sem calor, sem entusiasmo, debates teológicos ou da politica eclesiástica, mas o coração do homem não muda; continua carregado das suas mentiras e crimes. Em pleno século XX, e no coração da nossa civilização cristã, o holocausto gritou o fracasso da religião e especialmente da religião cristã.
E isto porque a religião não é coerente, Deus não é tomado a sério, e Deus tornou-se para multidões um Deus inofensivo que é manipulável, ou um lindo pequeno Jesus “muito querido” que apazigua as almas sensíveis e que as deixa insensíveis.
Para outros, Deus está morto. E esta tese espalhou-se mesmo dentro dos círculos religiosos. A religião quando ela existe, não passa de uma experiencia espiritual, um código moral, ou simplesmente uma tradição cultural. Já não é inteligente – pensam alguns – crer num Deus do céu e menos ainda esperar o Seu reino.
Porque se perdeu o sentido do que é temer a Deus, não se ousa mais imaginar e desejá-Lo na Sua glória. Para que imaginar? Para quê desejar? Um leva ao outro. Esta palavra do Apocalipse no coração do século XXI é por isso mesmo muito actual. Ela apela ao temor a Deus, para voltar a dar o gosto de Deus, para despertar nos corações dos homens e das mulheres a ocuparem-se na obra que se realiza na Cidade de Deus e a sentir necessidade da vinda de Jesus em toda a glória, é preciso gritar a todos os cantos da terra, gritar de tal modo que faça eco no coração dos homens e desperte o desejo pela esperança.

22 de dezembro de 2009

O CLAMOR DO PRIMEIRO ANJO - I

“E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo.” (Apoc. 14:6)
Este clamor dirige-se em primeiro lugar ao campo dos que estão sensíveis à voz do Cordeiro, é uma mensagem de interpelação. O primeiro anjo recebe como missão de anunciar o “Evangelho Eterno” (Apoc. 14:6). O termo grego euanggelion, traduzido aqui por Evangelho, significa literalmente a “boa nova”. Esta expressão é utilizada na literatura grega clássica para pronunciar a nova da vitória alcançada no campo de batalha. Ela concerne seja à morte do inimigo, seja a aparecimento do imperador romano (F.JOSEFO, Antiguidades 18.228,229) que chega para salvar as nações das invasões e trazer-lhes a pax romana (a paz romana).

A mensagem do primeiro anjo é pois uma mensagem de esperança. O anjo anuncia que a tragédia humana está a chegar ao fim. Para aqueles que escolheram seguir o Cordeiro, esta boa nova ouve-se no interior da existência humana ao mesmo tempo como um apelo a temer Deus como Juiz, e à adoração do Criador. “Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Apoc. 14:7)
Temer o Juiz.
No antigo Médio Oriente, o rei é também o juiz supremo. Deste modo a Bíblia associa as duas funções (Êxodo 18:13; 2 Reis 15:5; 2 Crónicas 1:10; Salmo 72:2). É no contexto desta gloriosa visão de Deus como rei e como juiz que se tona necessário compreender o apelo do anjo a temer Deus.
Esta noção de temer a Deus é impopular e muitas vezes mal compreendida. Quando analisarmos Apocalipse 11:8, debruçar-nos-emos um pouco mais sobre este assunto. Devemos, no entanto, ter consciência do olhar do Omnipresente de Deus. a palavra hebraica traduz esta noção (yra) é seguramente a mesma com que o grego apresenta a ideia de ver (raah). Temer Deus, é saber que Deus nos olha onde quer que estejamos, como somos, façamos o que fizermos.
A Bíblia interliga o temer a Deus à lei, vejamos: “para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e para que se prolonguem os teus dias.” (Deut. 6:2)
O temor a Deus coloca-se deste modo como uma garantia da ética, “teme a Deus e observa os Seus mandamentos” (Ecl. 12:13). Nesta passagem, a sintaxe da frase hebraica sugere que a conjunção de coordenação “e” deve ser compreendida, não como uma indicação de adição, mas de explicação. Seria necessário traduzir “teme a Deus, ou seja, observa os seus mandamentos”. Para Eclesiastes, “todo o homem” (kol haadam) está implícito um compromisso, precisamente por causa do julgamento, na perspectiva que este julgamento implica o que é sabido só pela pessoa, mas tudo o que é do conhecimento de Deus. “Porque Deus há de trazer a juízo toda obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.” (Ecl. 12:14).
Temer Deus significa estar atento ao bem, ao direito, ao justo; é observar os mandamentos de Deus , não só aparentemente, aos olhares da sociedade, mas igualmente em família e na intimidade. Encontra-se neste texto toda uma concepção de existência. A religião não é relegada a algumas horas do Domingo ou do Sábado, ou a um momento sagrado de oração. Todo o movimento, toda a decisão, toda a obra e todo o pensamento estão colocados sob o controlo do Alto. É esta a razão porque constitui o temor a Deus algo tão importante na literatura bíblica.
O temor a Deus abraça as preocupações existenciais que estão no quotidiano da vida, e no centro das reflexões profundas provadas e sentidas no fogo da dúvida e da inteligência critica, o temor a Deus recebe o primeiro lugar: “O temor do Senhor é o princípio sabedoria; e o conhecimento do Santo é o entendimento.” (Provérbios 9:10; cf. 1:7ss).
Hoje, vamos ficar aqui sobre este assunto tão rico de vida espiritual. Você que lê estas reflexões só pode ser uma pessoa de grande exigência espiritual, estes temas não são para toda a gente, assim, oro que Deus vos abençoe em Cristo. Amem!

20 de dezembro de 2009

CLAMOR DE ANJOS – introdução

É agora no céu que o profeta João vê surgir três anjos que se seguem uns aos outros em direcção à terra. Toda a terra é ainda habitada, há vida; desespero e esperança. Estes anjos, são de facto mensageiros do Alto portadores de uma mensagem de esperança para os seres humanos. A vinda destes três anjos situa-se no tempo que antecede a vinda gloriosa de Jesus nas nuvens dos céus (Apoc. 14:14), e vem no prolongamento do quatro animais de Daniel 7 (Apocalipse 13:2ss.). o paralelo entre as duas passagens indica que o momento da proclamação que é feita corresponde em Daniel 7 ao tempo do julgamento de Deus (Dan. 7: 9-12), ou o período do Kipur (Daniel 8:14): é então o “tempo do fim” (Daniel 8:17).
Segundo o Apocalipse, na terra ressoará um apelo em três tempos muito particulares.

13 de dezembro de 2009

PRIMEIRA TAÇA DO APOCALIPSE

1 E ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide e derramai sobre a terra as sete taças, da ira de Deus.

2 Então foi o primeiro e derramou a sua taça sobre a terra; e apareceu uma chaga ruim e maligna nos homens que tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem. (Ap. 16:1-2)

Esta primeira praga, tal como a primeira trombeta, está relacionada com a Terra. Mas a primeira praga atinge directamente os homens. Estas úlceras que atingem os seres humanos produzem queimaduras que parece não se saber a origem; é o resultado normal de um processo no tempo. Esta infelicidade que foi observada aquando do primeiro toque da trombeta atinge o seu pleno cumprimento na primeira taça.

A queimadura anunciada pelo primeiro toque da trombeta representava o estado de desolação em consequência da guerra, rebelião em Jerusalém. Por esta altura a Igreja começava a proclamação do Evangelho, havia entusiasmo e poder, o povo segundo o anuncio de Jesus estava avisado da calamidade que viria sobre Jerusalém (destruição do Templo por Tito), mas neste tempo já muitos cristãos (Mateus 24: 4-20), viviam descuidados e a indiferença atingia já o coração de muitos apesar de se ter passado mais ou menos 40 anos.

A praga atinge aqui um estado muito mais avançado, a desolação é mais grave o toque da trombeta anuncia um juízo localizado, enquanto que a primeira praga anuncia “ide, e derramai pela terra, as sete taças da cólera de Deus.” (Ap. 16:1), não se trata de um terço como na trombeta, mas de algo com um carácter universal.

O profeta do Apocalipse descreve os últimos dramas da história humana em termo que lembram as trombetas, estas porém, apresentam uma cadência sucessiva intercalada por tempo, as pragas pelo contrário, são cósmicas e sucessivas mas em simultâneo – pode parecer paradoxal – mas este é o sentido e não há outro. Seja, as trombetas são localizadas no espaço e no tempo. Na quinta taça ainda se sofre desta “chaga ruim” derramada na primeira, logo entende-se claramente que este período das pragas é curto.

O que caracteriza a primeira fase das pragas é o alcance de toda a terra pelo poder da Igreja, com tudo o que pode implicar com abusos e intolerância. O profeta Daniel tinha previsto no capítulo 11 (Daniel 11:42,43) no fim dos tempos, um poder religioso representado por Babilónia (o Norte) que dominaria a terra. Assim sendo, esta praga é derramada directamente sobre os adoradores da “meretriz” que abandonou o Deus do Céu e se arroga com o poder que só a Deus pertence o de perdoar pecados. Guia os adoradores à idolatria mais insultuosa em que o Sacrifício e Ministério de Cristo são obliterados por tradições e ensinos pagãos.

Quando começarão as pragas?

Quando Jesus deixar de exercer o Seu ministério intercessor e se preparar para vir a esta terra como Rei dos reis e Senhor dos senhores e também como “o filho do homem” (Ap. 14:14).

Aceite hoje Jesus, Ele é o Único digno e suficiente Salvador. Ele é o Aquele de quem o Pai disse ´todos os anjos de Deus o adorem.´por todo o Céu ecoa: ´Digno, digno é o Cordeiro, que foi morto; e que vive outra vez como conquistador triunfante!´ As inumeráveis companhias de anjos prostraram-se perante o Redentor quando ascendeu aos Céus depois de ter realizado o sacrifício expiatório na cruz do Calvário.

Ele virá depois que as sete pragas forem derramadas. Quando vier (1Tess. 4:13-17) todos os que O aceitaram como Salvador e Senhor ouvirão a Sua voz. Todos os Seus amigos receberão um corpo imortal e uma vida gloriosa. Sabia isto?


7 de dezembro de 2009

A SEGUNDA E TERÇA TAÇA DO APOCALIPSE

“O segundo anjo derramou a sua taça no mar, que se tornou em sangue como de um morto, e morreu todo ser vivente que estava no mar. O terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue. E ouvi o anjo das águas dizer: Justo és tu, que és e que eras, o Santo; porque julgaste estas coisas; porque derramaram o sangue de santos e de profetas, e tu lhes tens dado sangue a beber; eles o merecem. E ouvi uma voz do altar, que dizia: Na verdade, ó Senhor Deus Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos.” (Ap. 16:3-7)
Estas duas taças são derramadas sobre as águas da terra: na segunda praga sobre o mar, a terceira sobre os rios. Estas pragas fazem lembrar as pragas do Egipto. A água torna-se se em sangue (Êxodo 7:17-21). No contexto do Egipto, esta praga tinha um sentido muito particular. O rio Nilo era adorado como um deus e a sua água assegurava a vida dos habitantes de todo o país.
A experiencia dos últimos inimigos de Deus no alvorecer da libertação final aparenta-se a esta praga caída sobre os inimigos de Israel. Eles tinham colocado as suas esperanças naquilo que eles acreditavam ser a fonte das suas vidas, agora, estava transformado em sangue e era causa de morte. Aqui, a explicação contextualizada, a praga dá conta da lei da reciprocidade. “Eles derramaram sangue”, é a razão que é dada, por isso “o sangue é-lhes dado a beber” (Ap. 16:6). O castigo uma vez mais é inerente ao pecado. Eles são envenenados pela morte que eles produziram.
A punição está em relação com as suas faltas. O anjo das águas é o próprio a afirmar “porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhe tens dado a beber” (Ap. 16:6).
O anjo do altar, geralmente associado às vítimas martirizadas pela opressão de Babel, repete: “Certamente, ó Senhor Deus, Todo-poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos” (Ap. 16:7).
O toque da segunda e terceira trombeta também elas anunciavam flagelos que afectavam sucessivamente as águas do mar depois as fontes das águas (Ap. 8:8-11). No tempo das trombetas, esta imagem aplicava-se à condição espiritual do ser humano da época. A Igreja, ocupada a assegurar a soberania politica, tinha perdido o seu principal propósito. A vida espiritual simbolizada pela água viva (Salmo 36:8,9; Jeremias 17:8), esta tão necessária foi completamente descurada.
Na altura as trombetas relacionavam-se apenas com um terço das águas, as taças abrangem todas as águas da terra. E desta vez, não é só a água do mar que se torna em sangue (Apoc. 16:3), como foi o caso em (Apocalipse 8:8), mas igualmente os rios e as fontes das águas no interior dos próprios Continentes (Apoc. 16:4).

A condição espiritual dos crentes de Babel é trágica. Para o exilado de Patmos, esta imagem das águas e sangue é terrivelmente sugestiva. Sobre esta pequena Ilha rodeada de mar, a visão que João recebe significa que o horizonte está completamente obstruído. Grande foi a obra do adversário de Deus e dos homens! Tanto no exterior da Ilha, nos Continentes, como na própria Ilha, os homens não vêem Deus. As Suas testemunhas, os santos e os profetas, deixaram de ser ouvidos. A água tornou-se em sangue. As pessoas de Babel não podem mais esperar, não só porque tudo se transformou em sangue, mas também porque e ao mesmo tempo, eles não têm mais nada que desperte o seu gosto o seu prazer, é a nostalgia, é também para eles um futuro sem esperança. Não crêem, não querem crer, estão perdidos, o próprio Satanás levou-os a um estado de cegueira que vendo não discernem.
Você que lê esta mensagem do Apocalipse permita, ainda pode ver, que Jesus ilumine o seu horizonte e o encha de esperança. Amem!

1 de dezembro de 2009

A PRIMEIRA BEM-AVENTURANÇA DO APOCALIPSE

"Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo." (Ap.1:3)

Significa revelar, tirar o véu, descobrir, tornar visível.
Revelação dos mistéiros do futuro culminando com o triunfo final de Jesus Cristo.
Está dividido em quatro partes principais, ou quatro linhas proféticas: 1) As sete igrejas, capítulos 1-3; 2) Os sete selos, capítulos 4-8:1; 3) As sete trombetas, capítulos 8:2-11,19; e 4) Os eventos finais da grande controvérsia, capítulos 12-22.
Foi escrito no final do primeiro século da nossa era, por João, o discípulo amado, que também escreveu o evangelho segundo João e mais três cartas que levam o seu nome.

Trataremos apenas das sete bem-aventuranças do Apocalipse.


As bem-aventuranças representam uma mensagem de confirmação para os filhos e filhas de Deus.
Bem-aventurado significa feliz. Mas não apenas a felicidade do ponto de vista deste mundo, mas sobretudo a felicidade do ponto de vista de Deus. Esta felicidade está relacionada com a eternidade e não apenas com coisas efémeras, passageiras.
Ao avançarmos neste estudo descobriremos que em cada bem-aventurança Deus tem promessas especiais para nós.
Apocalipse 1:3. “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo”.

Vejamos alguns detalhes desta primeira bem-aventurança:

1. Tratar da importância de ler a Palavra da Profecia bíblica. A primeira idéia aqui, é para os leitores que liam nas sinagogas. Mas, não somente para eles, porque eram pessoas especias, escolhidas a dedo.
2. A bênção é também para todo e qualquer leitor que se aproxima da Palavra de Deus, que é vida, é luz, é poder. Em qualquer tempo, em qualquer parte do planeta, sob qualquer circunstância, aquele que se aproxima da Palavra de Deus, entra em contacto com a mente do Infinito. A Palavra de Deus nunca volta vazia, segundo Isaías 55:10-11A beleza aqui está no facto de que não depende da pessoa que entra em contacto com a Palavra e sim d´Aquele que pronunciou a Palavra.
3. Igualmente importante é ouvir. Deus tem um livro memorial diante de Si onde escreve os nomes daqueles que tratam das coisas espirituais. Malaquias 3:16. É verdade que vivemos num momento quando é muito difícil dedicar tempo às coisas espirituais. É dentro deste contexto que Deus tem uma bênção especial para aqueles que se demoram nas coisas da eternidade. Ouvir aqui, significa dar atenção. Por outras palavras, dar prioridade. É verdade que muitos hoje falam de Deus, mas com tristeza temos que admitir que uma grande maioria não se preocupa com Deus. Lamentavelmente, em muitos casos, a religião tornou-se um comércio. Como disse o próprio Deus: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim”. Mateus 15:8.
4. Da mesma maneira, importante é guardar no coração, isto é: viver de conformidade com. A forma grega do verbo usado, implica no hábito de guardar, observar ou ainda adoptar como norma de vida. O que o Senhor Jesus deseja nos ensinar é que a religião actua no interior. É no coração. O coração, embora enganoso, dita as palavras que pronunciamos. Veja esta frase dita por Jesus: “O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração”. Lucas 6:45.
5. O tempo está próximo. O fim de todas as coisas, a volta de Jesus. A nossa esperança grandiosa está centrada na volta de Jesus. Será o final do srofimento, da dor, da tristeza, da separação e da morte. Nunca mais sofrimento, louvado seja Deus! O chamado aqui é para que estejamos atentos, pois o tempo está próximo. O inimigo criou uma penumbra, uma nuvem escura sobre a cabeça da humanidade, para nos distrair das coisas importantes que nos cercam. Existe no noso mundo hoje uma corrida pela vida, que na verdade é mais uma corrida para a morte do que pela vida. As coisas realmente mais importantes, perderam totalmente o seu valor. Vou citar apenas um exemplo: a família. Está totalmente falida por culpa de uma troca de valores que foi realizada. Esta conclusão: o tempo está próximo é como que uma placa sinalizadora dizendo que o que procuramos está a chegar.

A SEGUNDA BEM-AVENTURANÇA DO APOCALIPSE

Apocalipse 14:13. “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem de suas fadigas, pois as suas obras os acompanham”.


Nem sempre entendemos o que a Bíblia diz. Todos queremos viver e o homem de forma geral entrega tudo pela vida. Mas a Bíblia afirma que são bem-aventurados, felizes os que morrem no Senhor. Atrás de cada palavra de Deus existe alguma bênção.
Veja por exemplo quando Jesus disse à mulher, viúva de Naim: Mulher, não chores. O que acha que pode fazer uma viúva que acaba de perder o único filho a não ser chorar? No entanto Jesus disse: não chores. Sabe porquê? Por que Jesus em seguida iria ressuscitar o seu filho, e assim foi.
Mais do que compreender o que Deus diz, nós precisamos aceitar, acreditar, confiar.

A vida surgiu assim:
Génesis 2:7. Pó mais fôlego de vida é igual alma vivente.

A morte é o inverso da vida:
Eclesiastes 12:7. Pó volta para terra como era e o espírito, ou fôlego de vida volta para Deus, que o deu.
Para Deus a morte é uma preciosidade.
Salmo 116:15. Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos Seus santos.

Jesus é a ressurreição.
João 11:25-26. Eu sou a ressurreição e a vida, disse Jesus, e quem crê em mim ainda que morra, viverá.
Transformação e vitória sobre a morte.
I Coríntios 15:51-55. Ao ressoar da última trombeta os mortos ressuscitarão incorruptíveis e os vivos serão transformados e então a morte será tragada pela vitória.
Por ocasião da segunda vinda de Cristo será a ressurreição.
I Tessalonicenses 4:13-16. Jesus descerá dos céus e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro e depois os vivos serão arrebatados para que juntos encontrem o Senhor Jesus nos ares para estarem para sempre com o Senhor.
1. Os que morrem no Senhor. A expressão no Senhor faz toda a diferença. No Senhor, em Deus, em Jesus, no Espírito Santo. Expressões que indicam ligação permanente. Impossibilidade de vida em separado. Dependência completa. Gálatas 2:20. Cristo vive em mim. I João 4:9. Deus enviou Seu filho ao mundo para que por meio d´Ele vivamos. Romanos 14:8. Quer vivamos quer morramos, somos do Senhor. João 11:26. Todo que vive e crê em mim nunca morrerá eternamente.
2. Descansam de suas fadigas. Os mortos não sabem coisa alguma. Querendo ou não, chega o momento quando ficamos saturados, cheios, cansados deste mundo. Ou pela enfermidade, ou velhice ou talvez ainda de tanto ver triunfar o mal. Para quem está em Jesus a morte é um descanso feliz.
3. As suas obras os acompanham. As obras dos santos, justos e bons os acompanham muito tempo depois que os próprios atorem se finaram. É como a luz do sol poente, que lança seus raios sobre os píncaros das montanhas, depois de se pôr. Não é possível apagar a história de uma vida. Aquilo que é vivido por nós, fica escrito, fica registado. Na mente de alguns, na vida de outros, nas gerações futuras, mas sobre tudo nos livros de Deus.
Embora fujamos da morte, e isto é natural, não fomos feitos para morrer, Deus permitiu que a morte tivesse lugar para que o ser humano não vivesse para sempre em pecado. Já pensaram se tivéssemos que viver eternamente neste sistema de pecado, desgraça, tristeza e dor.
Embora não compreendamos plenamente devemos agradecer a Deus porque na Sua infinita bondade Deus permitiu que a morte tivesse lugar.
I Tessalonicenses 5:18 diz: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus”.

Conclusão:
1. Os mortos que são bem-aventurados, são os que morrem no Senhor. Eu diria que a chave do texto é esta: “morrem no Senhor”. Não são todos os mortos que são bem-aventurados, mas os que morrem no Senhor. Esta é a chave.
2. A força que move esta chave é: só podem morrer no Senhor, os que vivem no Senhor. Assim, quer vivamos ou morramos somos do Senhor.
3. Finalmente, para quem vive no Senhor, a morte é uma bem-aventurança, porque acaba por ser nada mais nada menos que um breve descanso.
4. Outra coisa importante a considerar é que quando um filho de Deus, ou uma filha de Deus, está para terminar os seus dias de vida na terra, o Senhor vem aqui para receber este filho, esta filha.
5. Para os que estão em Cristo, morrer é simplesmente dormir nos baços do Pai eterno, para em breve acordar no dia da ressurreição dos justos.

6. Louvado seja Deus.

A TERCEIRA BEM-AVENTURANÇA DO APOCALIPSE

Apocalipse 16:15. “Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha”.
O contexto fala da última grande união para destruir o povo de Deus pouco tempo antes da Volta de Jesus.
Fala de uma coligação muito poderosa, a maior que este planeta já viu.
Espíritos de demónios que saem da boda do dragão, da besta e do falso profeta.
A missão destes espíritos enganadores é ajuntar os reis do mundo inteiro para uma batalha contra o Deus Todo-Poderoso, conhecida como a batalha do Armagedom. É a batalha final.

Bem-aventurado aquele que vigia!
Se não estivermos apercebidos, seremos apanhados de surpresa.
Para estarmos prontos e prepardos, Jesus aconselha:
Vigiar e orar é a receita prescrista por Jesus para quem não quer entrar em tentação. Mateus 26:41.
Manter os olhos abertos. Evitar a aproximação do inimigo. “O inimigo anda bramando como leão”. I Pedro 5:8.
Viver uma vida de constante oração.

Bem-aventurado o que vigia e guarda as suas vestes!
Guardar as vestes. Mantê-las limpas.
Guardar as vestes faz parte do cuidado na nossa vida religiosa. Não permitir que as vestes fiquem sujas com as coisas desta vida.
Querendo ou não deixamos uma marca por onde passamos. Ou a nossa vida é um cheiro de vida para a vida ou lamentavelmente é um cheiro de morte para a morte.
As nossas palavras, os nossos gestos, o nosso exemplo.
Não andar nu significa estar vestido com a veste da justiça de Cristo. “O Senhor, justiça nossa”. Jeremias 23:6.
Não ficará nu e não será vista a sua vergonha.
Talvez neste exacto momento você esteja a pensar assim: como vou viver a altura deste ideal?
Se depender de você, não vai viver este ideal de Deus nunca. Mas você pode depender de Jesus, que disse: “Sem mim, nada podeis fazer”. João 15:5.
Confiar que Deus supre as nossas necessidades é um segredo que só os filhos de Deus conhecem.
Veja o que Deus nos promete através de Paulo em Filipenses 4:19. “E o meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir, através de Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades”.
Por favor, confie nas promessas de Deus. Ele ajudaráa você a ter uma vida de acordo com Sua vontade.
Apocalipse 16:15. “Eis que venho como o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para não andar nu, e não se veja a sua vergonha.”
O contexto fala da Volta de Jesus. O dia do todo-poderoso virá como ladrão. É um texto uma ligação ao que Jesus tinha dito cerca de 60 anos antes: Mateus 24:42-43 “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.”
Jesus vai voltar de repente, mas não de maneira inesperada. Afinal, nós todos esperamos que Ele volte. Os sinais estão aí. Só não sabemos o dia. Inesperado é o que você não sabe que vai acontecer. Mas o que você espera acontecer não pode ser chamado de inesperado. Mas pode acontecer de repente. Embora você saiba que vai acontecer, mesmo assim pode ser surpreendido. Pode acontecer p/ qualquer um de nós num momento. Num segundo a vida muda.
Mateus 26:41. Vigiar e orar é a receita prescrita por Jesus para não entrarmos em tentação.
Apocalipse 16:14. O contexto do tema de hoje, fala que, quando Jesus estiver p/ voltar, Satanás intensificará as suas fraudes... Daí a exortação de Jesus ao Seu povo, através da epístola de Pedro “O inimigo anda bramando como leão”. I Pedro 5:8. Viver uma vida de constante oração. Manter os olhos abertos. Evitar a aproximação do inimigo. Vigiar. Quem vigia identifica a aproximação do inimigo. Talvez esse seja nosso principal problema, não perceber a aproximação do inimigo.

O que é andar nu:
A primeira noção da nudez veio após o pecado. Portanto, nudez é semelhante ao pecado. Andar nu é pecar, é não estar usando as vestes brancas da justiça que Cristo nos empresta, a Sua justiça... Se não estou justificado, estou em pecado. Se não uso as vestes brancas da justiça de Jesus, estou nu. É NÃO ESTAR PREPARADO ESPIRITUALMENTE P/ SE ENCONTRAR COM CRISTO.
Num mundo onde as pessoas vivem cada vez mais afastadas de Deus, o conselho é para que vigiemos e não contaminemos as nossas vestes com a imundicie deste mundo. Que tipo de imundice? O pecado? Não é apenas isso. A advertência é mais profunda. O contexto de Apocalipse e de Mateus aponta para um período, o fim dos tempos, a época em que vivemos. Os dois contextos advertem contra os enganos e as fraudes do inimigo exactamente no final dos tempos.
Mateus 24:24. O contexto da advertência de Jesus: falsos profetas. Profeta não é apenas o que prevê o futuro, profeta é o porta-voz de Deus, o embaixador de Deus. São falsos embaixadores de Deus. Falam em nome de Deus, fazem uma obra que parece ser de Deus, mas dão às pessoas apenas a solução de problemas deste mundo
Igrejas que prometem a solução de problemas que afligem a todos nós: financeiro, desemprego, saúde, relacionamentos. Problemas deste plano terrestre. E p/ provar que estão no caminho certo, "fazem" milagres, curas, exorcismos.... Problemas imediatos. Não pedem uma transformação que assegure a vida eterna ao lado de Deus. É UMA FRAUDE. Muita gente cai nessa fraude e contamina as vestes espirituais.

O que é contaminar as vestes:
Apocalipse 16:13-14. FRAUDE. No mundo todo, em todas áreas, não apenas na espiritual. Segundo a propaganda do mundo se eu trocar os móveis da minha casa, comprar um aparelho para fazer ginástica sozinho e comer um certo de comida light, serei a pessoa mais feliz do mundo.
Posso também tentar ser feliz ao trocar o celular/telemóvel por um modelo que tira fotos, manda e-mails, tem localização via satélite e até serve como telefone. Parece que serei muito feliz.
Se vc souber as músicas das paradas, estiver vestido na moda, "chick", e falar palavras descoladas, vc está por dentro e tem muita chance de ser feliz. FRAUDES. TUDO ISSO SÃO FRAUDES.

No ensino: Teoria da Evolução = FRAUDE.

Na Pedagogia: Não fale alto com os seus filhos que o Estatuto da Criança não deixa, pai ou mãe, comete um crime. FRAUDE
No Lazer: O lazer mais assistido é a televisão. Que ensina como adulterar, como ser sensual, como ganhar dinheiro lançando um CD/DVD mas rebolando dentro de roupas sensuais. A melhor cantora é a que tem o melhor corpo e rebola mais sensualmente. FRAUDE.
As novelas acabam com os padrões morais: homem beijando homem e mulher beijando mulher. FRAUDE. Filho dormindo com mãe e a repórter da Jovem Pan perguntando ao autor da novela se aquilo era um tabu a ser quebrado. Incesto é um tabu a ser quebrado? FRAUDE.
Os desenhos animados eram de bichinhos ou personagens bons. O bem sempre vencia o mal. Hoje, o super herói é um personagem estranho, voa, tem poderes sobre-naturais e batem sem parar. FRAUDE.
No desporto: Campeões mundiais e olímpicos, ídolos de jovens em todo o mundo, envolvidos com casos de doping. FRAUDE
Máfia de apostas comprando resultados no futebol. FRAUDE.
A moda é uma fraude, actualmente quanto mais sensual, melhor. Mas não podemos, com nossas roupas, com nosso comportamento, sermos instrumentos de perdição e sim instrumentos de salvação. Não podemos contaminar as nossas vestes com as FRAUDES mundanas.
Enfim, tudo é desculpável, é justificável, nada pode ser condenado nem identificado como pecado. Um pecado que tem uma base de justificativa, não é pecado. Está justificado. É um erro, ou uma maneira diferente de se ver as coisas... E vamos nos acostumando com isso e já não chamamos o pecado pelo seu verdadeiro nome. PECADO É PECADO não é um engano. ESTA É A MAIOR FRAUDE DE SATANÁS, A FORMA COMO NOS ACOMODAMOS A TODAS ESTAS AS COISAS, EM TODAS AS ÁREAS DA NOSSA VIDA, TODAS, SEM EXCEPÇÃO, CONTAMINADAS POR AQUELE QUE É MENTIROSO E PAI DA MENTIRA. O PAI DA FRAUDE. QUE QUER CONTAMINAR NOSSAS VESTES COM ESSES CONCEITOS MUNDANOS, QUE DIZEM QUE TUDO É PERMITIDO. NÃO DEVEMOS CONTINUAR COM ESTE DESÍGNIO SE QUEREMOS CONSERVAR AS NOSSAS VESTES DE JUSTIÇA. SOMOS CHAMADOS A VIGIAR, DE CONTRÁRIO NÃO PERCEBEMOS A APROXIMAÇÃO DO INIMIGO, E TODAS AS SUAS FORMAS DE FRAUDES.
Apocalipse 3:10. Está iminente diante de nós a “hora da tentação que há de vir sobre sobre todo o mundo, para tentar os que habitam sobre a terra.”
Em qual área da tua vida vc será tentado? Em qual área da tua vida vc será tentado a acreditar numa FRAUDE, cuidadosamente preparada pelo inimigo de Deus, p/ contaminar as tuas vestes espirituais? Em qual área da minha vida eu serei "experimentado" ? Vigiar!

Existe uma solução:
Apocalipse 7:9. Uma grande multidão, que ninguém pode contar...trajando vestes brancas... Verso 13. A pergunta: quem são? De onde vieram?
A resposta está no verso 14: Interessante texto: já lavou alguma coisa numa tina cheia de sangue? De que cor é o resultado dessa operação? Aqui diz que as vestes foram lavadas no sangue do Cordeiro, e ficaram brancas. Lavar no sangue do Cordeiro significa dizer que confiam no Cordeiro. Confiam em Jesus. São os que disseram não às FRAUDES, porque conhecem a Palavra de Deus e confiam nos Seus ensinamentos. Conhecem a vontade de Deus. Conhecem os princípios de Deus. E agem por esses princípios porque confiam em Deus. Não permitiram que as Suas vestes brancas fossem contaminadas pelas FRAUDES deste mundo. Guardar não quer dizer por na gaveta e não usar. Se você não usar a roupa, você estará nu. Guardar é conservar, é usar a roupa e não deixar que se estrague. É usá-la e não a contaminar.
A cada FRAUDE apresentada responderam com um “Está escrito.” Devemos saber o que está escrito. Passar mais tempo com Jesus p/ nos apropriarmos dos Seus ensinamentos, da Sua vontade, da Sua justiça. Na realidade, devemos nos apropriar do Jesus. O texto base diz: Venho como um ladrão, inesperadamente. Mensagem de urgência.
Para os verdadeiramente convertidos. Alguns crêem que a conversão deve ser lenta, mas se enganam. Somente é lenta quando oferecemos resistência ao Espírito Santo, mas isso não é motivo de honra. Um célebre pregador disse: “Suponhamos que uma pessoa esteja acostumada a praguejar 10 vezes no dia. Nós o aconselharíamos que amanhã ele pragueje 90 vezes e oitenta, depois de amanhã, de tal maneira que com o passar do tempo ele perca o costume de praguejar?

Vigiar:
FICAR ACORDADO CONTRA O ESFRIAMENTO DO SEU AMOR A CRISTO, AINDA QUE O DIA DE SUA VOLTA DEMORE.
Lavados no sangue do cordeiro: Isaias 1:18, fica tudo branco.
João 15. Não basta ir uma vez a Jesus, branquear nossos pecados e depois nos contaminarmos novamente. Temos de permanecer Nele.
A SOLUÇÃO.. SENHOR JUSTIÇA NOSSA...
Guardar as vestes faz parte do cuidado com nossa vida religiosa. Não permitir jamais que as vestes fiquem sujas com as coisas desta vida. Ir até o limite permitido pela Palavra de Deus. Ir além, suja e contamina.
Não andar nu significa estar vestido com a veste da justiça de Cristo. Justiça não é algo que façamos ou pensemos. A justiça é uma pessoa. Jeremias 23:6. “O Senhor, justiça nossa”.
Veja as coisas da ótica certa, a ótica da eternidade e não da mundanidade, da falsa modernidade.
Daniel 12:1-3. Deus não quer um cometa que passa de quando em quando, brilha, chama a atenção e depois ninguém mais fala dele. Querer brilhar como um cometa são para pessoas que querem o brilho fácil que esse mundo oferece. Isto é uma Fraude. Deus quer estrelas que brilhem eternamente.
Cristão cometa ou cristão estrela? Qual vc deseja ser? Jesus quer que todos sejamos estrelas.
Para um compromisso importante a melhor roupa. P/ nos encontrarmos com Deus, Ele mesmo providenciou a melhor veste. Revista-se de Jesus, não permita que as fraudes deste mundo o contaminem e leve outras pessoas com você, na mais espetacular viagem do Universo, muito mais do que esse mundo pode oferecer.

A QUARTA BEM-AVENTURANÇA DO APOCALIPSE

Apocalipse 19:9. “Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro”
Sobre a festa que Deus está a preparar para aqueles que o amam, só posso dizer o seguinte: “Os olhos nunca viram, os ouvidos nunca ouviram, e nem jamais subiu ao pensamento do homem, o que Deus está preparando”I Coríntios 2:9.
Coisa nunca vista, nunca sonhada, será assim a ceia das bodas do Cordeiro.
O convite é para todos, mas nem todos querem. “Muitos são chamados, mas poucos escolhidos”. Mateus 22:14.
Aqui devemos entender que os bem-aventeurados são os que aceitam o convite do Senhor Jesus.
Há no evangelho um epsódio que explica isto. Em Lucas 14:15-24 está uma ilustração do que estou a tentar ensinar. Jesus mandou convidar muitas pessoas que não aceitaram o convite. Então Ele disse ao servo para sair pelos becos e lugares ermos e forçar os que fossem encotnrados a entrar para a festas. Trata-se do constrangimento pelo amor. O amor é tão grande que não pode ser recusado.
Saiba de uma coisa. Todos os que forem impressionados por este grande amor, o amor de Deus, serão atraídos para a salvação e automaticamente para a festa.
Outro ponto fundamental é que Deus é quem nos escolhe. E quando Deus escolhe ninguém tem o poder, ou a capacidade de contestar ou acusar.
“Ninguém pode acusar os escolhidos de Deus”. Romanos 8:33.
Devemos saber que a palavra “chamados” no texto grego tem a idéia de escolhidos. “Segundo o propósito de Deus”. Romanos 8:28.
Deus tem um propósito que é soberano: Levar você para a aeternidade.
Louvado seja o Senhor que nos escolheu!
O que cada crente precisa entender é que Deus nos predestinou para a salvação.
Quando se fala em predestinação dá um frio na barriga. Porque imediatamente se pensa em predestinação para a perdição. Mas não é assim que funciona.
Deus não predestinou uma pessoa se quer para a perdição.
Porém, predestinou para a salvação.Romanos 8:29-30. “Fomos predestinados para sermos conforme a imagem do Filho de Deus, justificados e glorificados”.
Efésios 1:5. “Fomos predestinados para sermos filhos de adopção por Jesus Cristo”.
O inimigo não quer que você tenha esta alegria no coração. Ele deseja que você viva uma vida de tristeza, sem esta alegria cristã que faz toda a diferença na vida.
Deus deseja que tenhamos em mente que somos convidados para uma grande festa que será oferecida aos salvos, em honra do Cordeiro de Deus.
Quem convida é o Senhor.
Os convidados são os amigos de Jesus desde os tempos de Abel, o primeiro mártir, até o último ser humano a aceitar Jesus por ocasião dos últimos dias da história deste mundo.
Não sei qual será o prato principal da festa, mas sei quem será a Pessoa principal.
Teremos o prazer, a alegria, a graça de estar com Jesus, nosso amado e bendito Salvador, o centro das atenções, porque Ele é o Cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo.
Veremos o Pai, que tantos desejam conhecer. Embora não tenhamos nenhum retrato do Pai, porque nos concentramos em Jesus, Seu amado Fiho, o Pai existe de verdade e nós O veremos, estaremos com Ele.
Agradar-nos-emos igualmente da companhia do Espírito Santo, Deus maravilhoso, cuja obra é dirigir a Igreja do Senhor, velar pela Igreja neste mundo. É Ele o nosso confortador na hora das aflições.
A alegria de estar com o nosso anjo da guarda. Que foi nosso companheiro desde os primeiros momentos da nossa vida. Aquele que cobriu a nossa cabeça na hora do perigo, que esteve conosco em todas as situações, que esteve conosco no vale da sombra da morte. Vamos ouvir dele histórias maravilhosas de livramento que nem percebemos aqui.
Será maravilhoso encontrar os nossos queridos, os nossos amigos, os nossos irmãos e familiares.
Todos os que participarem desta festa, por isso também são chamados bem-aventurados, terão a vida eterna. Nunca mais verão a morte, a dor, o sofrimento, a tristeza e outras coisas ruins.
O que você gostaria de dizer pra Deus, tendo em vista este convite que Ele nos faz?
Para participarmos da ceia das bodas do Cordeiro?
Que Deus esteja nesta hora em seu coração, fazendo a diferença!

A QUINTA BEM-AVENTURANÇA DO APOCALIPSE

Apocalipse 20:6. “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes a segunda morte não tem autoriadade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Ele os mil anos”.
1. Parte na Primeira Ressurreição. (Dos justos)
2. Sobre este não tem poder a segunda morte. (A morte eterna)
3. Serão sacerdotes de Deus e de Cristo. (O sacerdócio de todos os santos)
4. Reinarão com Ele por mil anos. (Entre a ressurreição dos justos e a ressurreição dos ímpios)

A ressurreição é assunto tratado em toda a Bíblia, Antigo e Novo Testamentos.
Poderia citar os profetas Elias, Eliseu, o Senhor Jesus e o apóstolo Pedro, como agentes usados por Deus para o acto de trazer alguém de volta à vida pelo poder de Deus.
Jesus mesmo pregou a ressurreição e teve conflitos com os Saduceus por causa deste tema.
O assunto passa pelo campo pessoal como no caso do filho da viúva de Sarepta, Lázaro e Dorcas e alcança o seu apogeu ao tratar de grupos de ressurreições.
Embora a Bílbia trate com muita clareza da primeira ressurreição, ou dos justos e fale depois da ressurreição dos ímpios, após o milénio, deixando a clara idéia que se trata da segunda ressurreição, há dois outros grupos que não podemos esquecer.

Vou tratar então de quatro ressurreiçõe sem grupos:
1. Um grupo de santos ressuscitou no dia que Jesus Ressuscitou.
“E eis que o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo; a terra tremeu, as pedras se fenderam, os sepulcros se abriram, e muitos corpos de santos que tinham dormido foram ressuscitados; e, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos.” (Mat. 27:51-53).
2. “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.” (Daniel 12:2) e “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o trespassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.” (Apocalipse 1:7). Uma rerrurreição especial de justos e ímpios pouco antes da volta de Jesus. Os ímpios para verem voltar Aquele que eles traspassaram, os justos que viveram desde que começou a pregação das três mensagns angélicas (1844) para verem se concretizar a sua fé.
3. “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.”(1ª Tessalonicenses 4:16). A primeira grande ressurreição. Dos justos, quando Jesus regressar, para receberem a recompensa dos justos.
“Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem. Esta é a primeira ressurreição.” (Ap. 20:5) e “Ora, quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, a fim de ajuntá-las para a batalha. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade querida; mas desceu fogo do céu, e os devorou; e o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos.” (Ap. 20:7-10). A segunda grande ressurreição. A dos ímpios depois do milénio, para receberem o castigo.

Antes de concluir é preciso dizer algumas poucas coisas sobre as seguintes declarações:
1. Não tem poder a segunda morte.
Sobre os santos, que ressuscitam na primeira grande ressurreição, inclui-se aqui os santos que ressuscitaram junto com Jesus, como troféus de sua vitória sobre a sepultura e também os santos que ressuscitarão na ressurreição especial, pouco antes da volta de Jesus, a segunda morte não tem poder. A segunda morte é a morte eterna. Esta morte eterna será produzida pelo fogo eterno. O fogo eterno é eterno porque seus resultados são eternos. Não que ficará a arder pela eternidade, não. Após fazer o seu trabalho que é destruir por completo pecador e pecados, o fogo cessa, mas eternos são os resultados. A Bíblia ensina que devemos temer não quem mata só o corpo. Mateus 10:28.
2. Serão sacerdotes de Deus e de Cristo.
No santuário celestial, os santos terão uma missão especial durante os mil anos. Isso porque naquele período ocorre a segunda parte do julgamento que é a parte determinativa. Só para lembrar que a primeira parte é o juízo investigativo e a última parte a terceira é o juízo executivo. Assim sendo, a parte central do julgamento ou seja a segunda parte trata das sentenças. Será o momento de determinar a sentença que cada ímpio receberá. Os santos participarão do julgamento dos ímpios. I Coríntios 6:2-3.
3. Reinarão com Cristo os mil anos.
Esta é uma promessa de Jesus no início do livro do Apocalipse. “Ao que vencer dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono assim como eu venci e ma assentei com o meu pai no seu trono”. Apoc. 3:21. Sentar-se com Jesus no trono será algo maravilhoso. O Senhor Jesus está reservando para Seus filhos, surpresas inesquecíveis. Quase todos nós não sabemos o que significa ser rei. Durante mil anos teremos não apenas o conhecimento mas reinaremos. Louvado seja Deus.

Conclusão:
A primeira palavra é de gratidão a Deus por escolher revelar tais coisas a nós.
Não se trata apenas de revelar, porém, muito mais do que isto. Jesus tomou providências para que possamos ir para a eternidade.
Quando Paulo diz que Deus nos predestinou para a redenção, ele está falando de uma grande verdade que precisamos vivenciar.
O inimigo nÃo quer que tenhamos alegria. Por isso enche nossa vida de fracassos, tristezas, dores e decepções.
Por outro lado o nosso Deus quer que tenhamos a sabedoria para compreender que Ele mesmo é quem cuida de nós.
Se permitirmos Deus nos levará para a eternidade, a despeito de nós mesmos.

Que Deus maravilhoso.
Finalmente quero dizer que o Apocalipse que parece o grande bicho papão dos livros, é um livro simples e de grandes bênçãos porque o Apocalipse representa nada mais nada menos do que a revelação de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Se observarmos bem, em cada texto do Apocalipse vemos uma revelação maravilhosa de Jesus em seu trato para conosco.
Só podemos dizer uma coisa: Louvado seja Deus que nos escolheu para revelar todas estas maravilhas.

A SEXTA BEM-AVENTURA DO APOCALIPSE

Apocalipse 22:7. “Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro” (Ap. 22:7)
Há duas expressões que precisam ser compreendidas: a) Venho sem demora, e b) Bem-aventurado o que guarda as palavras da profecia deste livro.
Vamos estudá-las rapidamente, mas não tão rapidamente, para que possamos entender.

Quando Será a volta de Jesus?:
1. O dia e a hora não sabemos, mas sabemos que Jesus prometeu voltar: “Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai.” Mateus 24:36.
2. Veja a promessa que Jesus fez: Não se turve o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” João 14:1-3.
Nesta promessa Jesus diz que devemos ficar com o coração tranquilo. Confiar plenamente, pois na casa do Pai há moradas para todos. Ele foi apenas arrumar a casa e muito em breve virá nos buscar.
Ao olhar o mundo ao redor é possível descobrir que os sinais mencionados por Jesus se cumpriram e estão se cumprindo uma a um.
3. Seria bom pensar que o último sinal da vinda de Cristo é a pregação do evangelho em todo o mundo então virá o fim, conforme Mateus 24:14 “E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”
4. Dos 234 países reconhecidos pela ONU, só a Igreja Adventista do Sétimo Dia está a pregar em 217. Devemos acrescer a este número, a presença de outras igrejas cristãs, também a pregar a volta de Jesus.
5. Só posso dizer que Jesus virá muito em breve.

Como Será a Volta de Jesus?:
1. Visível – Apocalipse 1:7 “Todo olho o verá, até quantos o traspassaram”.
2. Literal e Corpórea – Atos 1:11 “Este mesmo Jesus, descerá do mesmo modo que o vistes subir”.
3. Com Poder – Mateus 24:30 “Com poder e glória”.
4. Virá nas Nuvens do Céus – Mateus 24:27 “Como o relâmpago”.

Para que voltará Jesus?
1. Virá para buscar o seu povo. “Reunir os escolhidos” Mateus 24:31.
Você é o convidado de Deus:
1. Eu posso ouvir Deus dizendo: “Você é meu convidado”.
2. Que emoção para Adão, comer de novo do fruto da árvore da vida, e dele compartilhar com todos os seus filhos.

Muitos Ficarão de Fora:
1. Embora o convite seja estendido a todos, muitos ficarão do lado de fora.
2. Em Apocalipse 21:8, a Bíblia diz que “fora ficarão os covardes, os assassinos, os incrédulos, os mentirosos, os idólatras, e uma gama enorme de ímpios”.
3. Todos aqueles que buscam a salvação por seus próprios méritos, ficarão do lado de fora.
4. Ninguém poderá entrar lá vestindo folhas de figueira. Isto é: obras próprias.
5. Nossa justiça segundo a Palavra de Deus e “Como trapo de imundícia”. Isaías 64:6.
6. Todos os que rejeitam os méritos de Jesus ficarão do lado de fora.

Conclusão:
1. O livro de Apocalispe deve ser compreendido pelo povo de Deus.
2. Feliz o que guarda as Palavras do Livro.
3. Deus tem muitas bênçãos para Seu povo escolhido.
4. A bênção de poder conhecer todas as revelações de Deus.

Apelo:
Deus não faz nada sem antes revelar seus segredos aos servos, os profetas: “Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.” Deus finalmente revelará inclusive o dia e a hora da volta de Jesus. Isto é parte do concerto de paz que o Senhor fará com os que amam a Sua lei.
1. Aparecerá no céu a lei de Deus. A primeira parte mais brilhante que a segunda e o quarto mandamento mais brilhante ainda. Todos os habitantes poderão ver que os que estão sendo perseguidos são os filhos obedientes de Deus, que guardam Sua santa lei. Os religiosos se virarão contra seus lídaeres espirituais porque se sentem enganados. Haverá muita comoção nesta hora.
2. Deus com poderosa voz anuncia o dia e ahora da volta de Jesus. Os ímpios vão pensar que se trata de um trovão ou coisa semelhante, mas os santos sabem ser aquela a voz poderosa de Deus.
“Estas palavras são fiéis e verdadeiras. O Senhor, o Deus, dos espíritos dos profetas, enviou seu anjo para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontevcer. Eis que venho sem demora. Bem-aventurado é aquele que guarda as palavras da profecia deste livro” Amós 3:7.

A SÉTIMA BEM-AVENTURANÇA DO APOCALIPSE

“Bem-aventurados aqueles que lavam sua vestiduras nos sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade de Deus pelas portas ”(Ap.22:14)

Considerar três pontos principais:
1. Felizes os que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro. Esta frase fala do tema da salvação. A salvação é um dom, uma graça de Deus. A salvação é uma coisa que é 100% de Deus. Por outro lado, a aceitação é uma coisa que é 100% do ser humano. Depende apenas da nossa aceitação. Quando aceitamos o plano de Deus e neles prosseguimos, somos lavados pelo sangue do Crodeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Apocalipse 13:8.
2. Terão direito à árvore da vida. A árvore da vida estava no centro do Éden, no paraíso. Após o pecado Deus colocou querubins ao Oriente do Jardim do Éden para guardar o caminho da árvore da vida. O ser humano não podia mais comer do fruto da árvore. Se comesse seria eternamente pecador. Os que lavam as suas vestiduras, isto é: os que aceitam o plano de Deus, terão direito à árvore da vida. Será uma cena indescritível. De eterna alegria. Adão será conduzido de volta à árvore da vida. Jesus lhe dará do fruto. E ele, Adão, compartilhará do fruto com a sua família. Desde seu filho Abel, os seus descendentes e chegará até você, até mim. Ó, louvado seja Deus que nos revelou o que preparou para os que O amam: “Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.”(1ª Cor. 2:9)
3. Entrarão na cidade de Deus pelas portas. São doze portas. Cada porta é de uma só pérola. Nas portas os nomes das doze tribos de Israel. As portas significam vitória. Uma tendência mais forte. O Apocalipse diz várias vezes que tudo isso é para o vencedor. Você é um vencedor. Deus nunca chama para depois abandonar no meio da jornada. É Ele, Deus quem nos toma pela mão e debaixo das Suas asas estaremos seguros. Hoje, amanhã e eternamente.

A Cidade Santa, A Nova Jerusalém:
1. É tão magnifica que é dito ser a noiva do Cordeiro. Num casamento, a noiva é a atração principal.
2. O seu fulgor é semelhante a uma pedra preciosíssima.
3. Os fundamentos são adornados com pedras preciosas. Tem os nomes dos doze apóstolos.
4. A praça da cidade é de ouro puro, como vidro transparente.
5. A cidade mede mais ou menos 600 kms de cada lado.
6. É ilumindada pelo Cordeiro de Deus. Não precisa de sol nem de lua.
7. Nela nunca entrará qualquer coisa contaminada.
8. Suas portas nunca se fecharão.
9. O rio da vida, brilahnte como cristal.
10. A árvore da vida com seu fruto de mês em mês. Saúde, eternidade.
11. Nossa suíte na casa do Pai.

Conclusão:
1. Para ter direito a tudo isso, basta apenas aceitar o plano de salvação estabelecido por Deus.
2. Aceitar o plano de Deus é ser lavado pelo sangue do Cordeiro de Deus, que é o único meio de chegar ao Pai. Jesus disse assim: “Ninguém vem ao Pai, senão por Mim”. João 14:6.
3. Fora ficam os cães (cínicos) os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira.
4. Amados, o Senhor Jesus nos convida dizendo: “Eu Sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e Fim, Sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da Manhã, venha aquele que tem sede e receba de graça a água da vida”. Apocalipse 22:13, 15-16.
5. Vou repetir algo que disse várias vezes durante estes temas: você só não vai para eternidade se não quiser.
6. Eu convido a todos vocês, em nome de Jesus, vamos!

26 de novembro de 2009

A QUARTA PRAGA DO APOCALIPSE

“O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe permitido que abrasasse os homens com fogo. E os homens foram abrasados com grande calor; e blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem glória.” Ap. 16:8-9

A quarta praga agrava o mau estar causado pela praga precedente. A falta de água acrescida por um sol abrasador torna-se insuportável. O céu está sem nuvens. Não há esperança. A seca espiritual que aflige esta fase é tanto mais insuportável.
Nesta praga, igualmente, o castigo está em relação à iniquidade segundo o principio da reciprocidade. Esta lição é dada através da mensagem transmitida pela quarta trombeta. Como a quarta trombeta, a quarta taça concerne o sol (Ap. 16:8). Mas enquanto que no capítulo 8 segue-se um abaixamento da temperatura e consequentemente a temperatura torna-se suportável, aqui, ao contrário, a força do sol traz mais sofrimento e morte.
Os homens são vítimas da sua própria idolatria. O sol que eles divinizaram tornou-se a causa das suas dores e decepção.
A esta altura muitos se perguntarão: “São as pragas literais ou simbólicas?”
A linguagem do Apocalipse é geralmente simbólica e, muitas vezes, impressionante. Assim, a linguagem que descreve as pragas bem que poderia ser não-literal. No entanto, ela perde pouco da sua força, se tomada ao pé da letra. “Úlceras malignas e perniciosas”, “sangue como de morto”, “os homens remordiam as línguas por causa da dor que sentiam”, “grande saraivada, com pedras que pesavam cerca de um talento”, são expressões suficientemente sérias se consideradas como literais. A “escuridão” do “trono da besta” e os “espíritos imundos semelhantes a rãs” que saem da boca do “dragão”, da “besta” e do “falso profeta”, requerem alguma interpretação, mas, a esta altura do nosso estudo do Apocalipse, dificilmente poderão eles ser considerados como misteriosos.
O quadro prenuncia um mau agouro quando as palavras são tomadas no seu sentido literal. Por outro lado, se se considera a linguagem como figurada. Podemos pensar, por exemplo, nas águas transformadas em sangue como um prenúncio de uma carnificina convulsiva e global, o mundo sendo banhado em sangue, levado num remoinho de maldade.
As úlceras – quando consideradas figurativamente – fazem-nos lembrar (segundo Donal Grey Barnhouse) que, “clinicamente falando, a úlcera é uma manifestação externa de algumas corrupção íntima e assim, portanto, poder-se-ia considerar apropriadamente que a corrupção dos corações desses rebeldes será abertamente manifestada perante todos os homens”. “Aqui, sob a primeira taça, de ira, …todos revelarão exteriormente aquilo que efectivamente são no íntimo.” (Donal Grey Barnhouse, Revelation (Grand Rapids, Mich.: Zondervan Publishing House, ps. 289,290).
“Tais são os juízos que caem sobre Babilónia, no dia da ira de Deus. Ela encheu a medida da sua iniquidade; veio o seu tempo; está madura para a destruição.
Quando a voz de Deus põe fim ao cativeiro do Seu povo, há um terrível despertar daqueles que tudo perderam no grande conflito da vida. Enquanto perdurou o tempo da graça, estiveram cegos pelos enganos de Satanás, e desculpavam a sua conduta de pecado. …” (O Grande Conflito p. 523, E.G.White)
Fica claramente evidente que estas pragas são:
1) Literais.
2) Caem depois que termina o tempo da Graça.

Estamos neste tempo convulsivo em termos políticos, sociais, económicos e morais. É porem, o tempo da graça, o tempo emprestado por Deus, para que aqueles que reconhecendo os seus corações rebeldes vão a Jesus para os transformar, os tornar novas criaturas. Ele está pronto a fazê-lo, fez isso com Nicodemos, Pedro…e tantos outros ao longo do tempo, Ele pode transformar ainda o seu coração, aceite Jesus e a Sua Palavra e verá Jesus dizer: “Vinde benditos de meu Pai, possui por herança o reino que vos está preparado…”, foi Jesus que disse: “Vou preparar-vos lugar”. Eu creio e aceito o Seu convite e a Sua promessa e você?

24 de novembro de 2009

A QUINTA PRAGA DO APOCALIPSE

“O quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso; e os homens mordiam de dor as suas línguas. E por causa das suas dores, e por causa das suas chagas, blasfemaram o Deus do céu; e não se arrependeram das suas obras.” (Ap. 16:10,11)

A quinta praga atinge de forma directa o coração do mal. O trono da besta não é poupado. As trevas invadem o cenário. Já na quinta trombeta, as trevas provindas do profundo do abismo, o tehom (o nada) os que negam Deus representado pelo humanismo laico e que deu causa à Revolução francesa, esta por sua vez ataca a sede do que se assenta como se fosse deus (Ap. 9:1,2). Nesta altura, as trevas só ocupavam um terço do espaço (Ap. 8:12); agora, elas cobrem todo o espaço (Ap. 16:10 - logo trombetas e pragas não podem ser a mesma coisa como defendem alguns). Na época, esta negação de Deus era um poder estrangeiro anti-religioso. Presentemente, o centro “blasfemaram de Deus”, faz parte integrante da religião.
Este julgamento deriva directamente da iniquidade. É porque a besta é adorada enquanto sentada no trono das trevas e porque todos os homens estão contaminados com as trevas que daí se originam (doutrinas pagãs, conselhos humanistas, todo o mundo recebe aprovação que dimana deste trono), todos estão contaminados com uma religião morta.
A praga faz lembrar igualmente a nona praga do Egipto, a penúltima praga, aquela que precede a intervenção final e mortífera que vem da parte de Deus contra os primogénitos do Egipto. Da mesma sorte, a quinta taça contém todos os males de todas as pragas precedentes. Sofre-se de úlceras tal como na primeira taça, tal como se sofre as dores que acompanham todas as taças, só a intensidade atinge o seu máximo. O sentimento de Deus desenvolve-se com o mal que este poder fez sofrer os inocentes e as blasfémias que continuamente foram acumuladas. Passou-se da idolatria da primeira praga (Ap. 16:2) à blasfémia contra “o Deus do céu” (Ap. 16:11), o Deus absoluto do Universo. Estas pragas pelo seu contexto são progressivas, mas tal como as pragas do Egipto, num período curto no tempo.
Há claramente tempo suficiente para que os seres humanos realizem o facto de terem sido enganados. Mas há também clara evidência que a sua revolta não é contra estes mas contra Deus. o seu comportamento é em tudo semelhante ao de Faraó no Egipto. Acossado pelas pragas como evidência do poder de Deus, reforça a sua posição e torna-se cada vez mais agressivo contra Deus.
Será este confronto inevitável?
Terão tido os homens tempo suficiente para reconhecerem a misericórdia de Deus?
Terá o coração endurecido ao ponto da revolta contra Deus ser a normalidade?
Bom, evidentemente, que as pragas ainda não começaram a cair, homens, mulheres, jovens e crianças ainda são sensíveis ao apelo e ao amor de Jesus. É este o seu caso? Oro por si. Já não falta muito!
"Bem-aventurado aquele que lê", declara o Senhor, e "os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo." Apoc. 1:1 e 3. "Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão escritas neste livro. Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho." Apoc. 22:18-20. (Atos dos Apóstolos 584, E.G.White)

23 de novembro de 2009

GRÁFICO DA 6ª E 7ª PRAGA

Estes dois assuntos serão apresentados a seguir, para faciliatar - assim o esperamos - apresentaremos em mini-séries. Sinto-me constrangido a dar uma explicação a todos os meus apreciados leitores e é a seguinte; entendo que as trombetas antecedem as pragas, estas são os castigos, as trombetas são os avisos de Deus a prevenir os Seus fiéis a estarem atentos afim de serem tanto quanto possível poupados. A sexta e a sétima praga (taças) são sobremaneira terríveis, já as trombetas estão relacionadas com um tempo de aviso, anúncio do Evangelho Eterno. Estaremos nesse tempo de proclamação? É minha profunda convicção que sim! Só tem uma forma de escapar dos juízos e esta é aceitar a Jesus e viver sob a Sua protecção. Eu não sei quando Ele virá, sei que já não falta muito tempo, logo Ele vem, aceite-O agora.
Para melhor entendimento veja CRONOGRAMA DOS EVENTOS PROFÉTICOS (CLIQUE)

22 de novembro de 2009

ARMAGEDOM; A 6ª TAÇA SOBRE O RIO EUFRANTES

"O sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas as água se secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do oriente." (Ap. 16:12, cf. 13:14). Esta evocação é muito concreta. "... Preparasse o caminho dos reis que vêm do Oriente" (16:12).
No contexto bíblico, a seca do rio Eufrates está associada à tomada de assalto a Babilónia por Ciro em 539 aC. "Que digo ao abismo: Seca-te, eu secarei os teus rios; que digo de Ciro: Ele é meu pastor, e cumprira tudo o que me apraz;" (cf Is 44:27,28;. Jer. 50: 38 ).
Esta associação de ideias explica-se pela estratégia da batalha e é explicada no texto do historiador Heródoto (484-425 aC). "Ciro colocou o grosso das suas tropas do lado em que o Rio entrava na Cidade (...); colocou outros homens ao longo, e também do outro lado da cidade, como ele comandava as suas tropas. A sua Estratégia foi desviar o leito do rio, para isso ele mandou cavar Valas que rodeavam a cidade, uma altura Determinada a água foi desviada por essas e Valas de tropas sob as suas ordens entraram na cidade pelo rio Eufrates, seco (...) Por este caminho entraram em Babilónia. "(Herodote, I, 190, 191).
A referência aos "reis que vem do Oriente" (Ap. 16:12) É uma alusão um Ciro que veio Segundo as memórias de Israel como salvação de Deus vindo do Oriente, "Eu o despertei em justiça, e todos os seus caminhos endireitarei ; ele edificará uma minha cidade, e libertará os meus cativos, não por preço nem por presentes, diz o Senhor dos Exércitos. "(Isaías 45:13).
É Necessário dizer que o acontecimento da queda de Babilónia é de Grande Importância na história de Israel. O livro de Daniel faz desta história o argumento fundamental da estrutura do seu texto (Daniel 1:21, 6:28, 10:1). Igualmente significativo é facto do livro de 2 ª Crônicas fazer referência ao mesmo contexto (2ªCrón. 36:22,23), refere o rei Ciro. Porque é graças a Ciro, o rei vindo do Oriente, que as portas são abertas aos exilados, e o povo judeu PODERÁ voltar para as suas casas e reconstruir uma nova Jerusalém (esta tinha foi completamente destruída) e com isso, retomar a identidade perdida.
O retorno do exílio é vivido como uma criação. O profeta Isaías neste contexto chega a evocar o acto da Criação: "Assim diz o Senhor, teu Redentor, e que te formou desde o ventre: Eu sou o Senhor que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus, e uma terra espraiei (quem estava comigo?); que desfaço os sinais dos profetas falsos, e torno loucos os adivinhos, que faço voltar para trás os sábios, e converter loucura a sua ciência, sou eu que confirmo a palavra do meu servo, e cumpro O conselho dos meus mensageiros; que digo de Jerusalém: Ela será habitada; e das cidades de Judá: Elas Serão edificadas, e eu levantarei as suas ruínas; que digo ao abismo: Seca-te, eu secarei os teus rios; que digo de Ciro: Ele é meu pastor, e cumprira tudo o que me apraz, de modo que ele também diga de Jerusalém: Ela será edificada, eo fundamento do templo será lançado. "(Isaías 44:24-28, cf. 45:18; 43: 15).
É com esta recordação de Ciro e o regresso do exílio e a retrospectiva da reconstrução de Jerusalém que o profeta do Apocalipse se apoia para anunciar o acontecimento da sexta Taça. Aqui também, a queda de Babilónia mística e da batalha que está em curso preparam o livramento final da criação de Deus que se concretiza na Nova Jerusalém.
Dois lados da contenda, um contra o outro. De um lado, estão "os reis da terra vindos do Oriente, representando" as Forças que salvam, do Deus de Jerusalém. Do outro lado, os que se posicionam como Forças do mal "os reis da terra" (Ap. 16:14) as forças de Babilónia. Neste último caso, todos os poderes inimigos de Deus estão mobilizados, e especialmente os poderes demoníacos que o profeta vê sob forma de rãs. A assim a sexta taça evoca a segunda praga do Êxodo (Ex 8:2-11). As rãs, no Egipto adoradas como deusas da fertilidade (Hiqit), invadem de repente os lugares mais privados, os quartos de dormir, os leitos (Ex 7:28). Aqui também, o julgamento de Deus faz sobressair a inutilidade da idolatria egípcia. O deus que era suposto promover a fertilidade, agora, é escarnecido pelo facto de se multiplicarem como que desobedecendo aos deuses que elas representam.
É de facto, uma situação caricata realçada pelos mágicos que repetem sem cessar e com o propósito de demonstrarem o seu poder, é, em definitivo o que agrava a praga.
No judaísmo da época de João, associava-se como uma Ras Um Magia e aos espíritos, concentrados Geralmente em lugares onde havia água. Como poderes sobrenaturais REPRESENTAM ras. O Apocalipse de identificação de forma explicita os "espíritos dos Demônios" (Ap. 16:14) que saem da boca das três bestas inimigas de Deus:
1 - O dragão que representa o diabo (Ap. 12)
2 - A besta do mar que representa uma Babel Instituição (Ap. 13:1-10
3 - A besta que sobe da terra é identificada como o "falso profeta". Bestas Das três, esta última, recebe um nome novo, com uma conotação religiosa. Antes, era vista uma besta na perspectiva fundamentalmente política. No contexto do Armagedom, ela é vista na perspectiva religiosa. Posiciona-se sob os traços do "falso profeta", quer dizer como um profeta que funcionaria ao serviço da Instituição, em por oposição ao serviço de Deus (Jeremias 5:30,31; 23:14), um profeta da paz "Quando Deus exorta à consagração principios Aos Seus (Jeremias 6:14, 8:11); um profeta que dá uma aparência de inspiração do Espírito (ruah) mas que não leva a Palavra (davar) a sério (Jeremias 5:13, 23: 16).
O falso profeta representa os Estados Unidos na sua acção politica e religiosa como suporte ao poder de Babel. É por outro lado, todo o esforço feito para "unir" todos os movimentos cristãos no mesmo programa. De alguma maneira, trate-se de uma acção politica, eclesiástica ou de culto, é sempre o mesmo objectivo que se tem por propósito: conduzir "os habitantes da terra a adorar a primeira besta" (Ap. 13:12). Os métodos tem um caracter "magico" ou seja, sobrenatural, como aqueles "espíritos de demónios". A mesma palavra é utilizada para os caracterizar. Porque seduzem com "prodígios" (Ap. 13:14, cf. 16:14).

ARMAGEDOM; OS PODERES DAS TREVAS

Em hebraico Har Meghíd·dóhn: Monte de Megido. Em grego αρμαγεδδων: armagedom ou reunião de tropas.
Na actualidade, os acontecimentos dão cada vez mais razão aos prognósticos da profecia. É verdade, o cenário perspectivado pelo Apocalipse parece longe de nós. Mas os milagres que proliferam nos meios espiritualistas e explorados pela Igreja tradicional e tão investigados por especialistas nos Estados Unidos e não só, o número crescente de fenómenos sobre o sobrenatural, as aparições da Virgem e de defuntos, sãos sintomas que revelam uma tendência claramente definida. Mesmo se o acontecimento anunciado parecem desafiar os espíritos mais racionais, as notícias sobre estes temas são cada vez mais frequentes nos jornais e na abertura dos Telejornais, mostram que o diagnóstico do Apocalipse é perfeitamente plausível e razoável.
Independentemente da entidade das rãs e do poder que elas representam, uma coisa é indiscutível, a sua representatividade é de carácter sobrenatural onde entram artifícios de carácter político e retóricos como a sua própria origem sugere (elas saem da boca das três bestas) e o seu zelo de pregar (coaxam), o objectivo visado é o mesmo: seduzir e ter protagonismo “os reis de toda a terra” (Ap. 16:14) para resistir à Vinda e intervenção de Deus que virá do Céu.
O plano não é novo. É um plano que remonta aos tempos antigos da torre de Babel: “Eia, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo cume toque no céu, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.” (Gén. 11:4).
E, desde então, é sempre a mesma ambição que de forma frenética entusiástica tem motivado os discípulos de Babel: a unir-se para se elevarem até ao céu, a “porta de Deus” (Babel) e tomar o lugar de Deus o Seu governo, não tanto o governo do Céu, mas tomar o lugar de Deus no governo da Terra. Pela primeira vez, no entanto, desde que Babel se tornou um empreendimento, a preocupação tem tomado proporções mundiais. Ainda neste ponto, é “toda a terra” que está implicada neste projecto de usurpação da autoridade divina.
O livro de Daniel tinha anunciado uma tal união, no final do grande conflito, o profeta viu levantar-se de um só lado todos os poderes da terra, o Norte e o Sul, contra “o glorioso e santo monte” (Dan. 11:45) que é o monte de Sião, a Jerusalém do céu.
É a última guerra mundial, e desta vez, ela não opõem os homens entre si, pelo contrário, ela une todos os homens da terra no mesmo combate cósmico conta a sagrada montanha.
O Apocalipse dá um nome em hebreu a esta última batalha: “Armagedom” (Ap. 16:16).