22 de janeiro de 2012

O NOVO TESTAMENTO - BABEL NO APOCALIPSE

Nesta fase, iremos ver os reflexos deste episódio – Torre de Babel – nos textos do Novo Testamento, em particular, no último livro da Palavra de Deus – o Apocalipse.
Tudo isto é como um círculo que se fecha, muito embora, nesta última fase possamos ver, para este tempo do fim, ou seja, o nosso tempo, a miríade de acontecimentos, a todos os níveis que, gradualmente, conduzirão as políticas e os respectivos governos a esta mesma galvanização político-religiosa na pessoa de uma única entidade, totalmente contrária a Deus, a exemplo do passado. Tudo se passará, tudo se fará, desta vez, aparentemente, para enaltecer o nome de Deus e, ao mesmo tempo, dar cumprimento a certas palavras de Jesus relatadas nos evangelhos: - “(…) e haverá um rebanho e um pastor” – João 10.16.
Só que, como o tempo se encarregará de demonstrar, tudo isto não passará de uma mera aparência, pois falta-lhe algo de consistente para ser totalmente o cumprimento destas palavras do Senhor Jesus. Existirá coesão humana mas, a vivência demonstrará que este tipo de ecumenismo confirma, por seu lado, outra lamentação do próprio Jesus dirigida ao Seu pretenso povo: - “E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” – Lucas 6.46. Dir-se-á que Ele, Cristo, é o Senhor, amando-O, fazendo a Sua vontade; só que tudo isto tem um único senão! É que tudo é feito à maneira humana e não segundo as regras de Deus ou de Cristo. A liderança político-religiosa será, consequentemente, exercida sob uma vertente meramente humana e não assente na base firme de um – “Assim diz o Senhor”!
Iremos ver um texto do Apocalipse onde nos é mostrado, a exemplo do livro de Malachi Martin, que Babilónia também está unida em três partes, a saber: - “E a grande cidade fendeu-se em três partes; e as cidades das nações caíram; e da grande Babilónia se lembrou Deus, para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira” – Apocalipse 16.19. Este texto revela-nos que, a certa altura, Babilónia fende-se em três partes. Isto quer dizer, como facilmente se compreenderá, que antes estava unida, pois não se pode partir ou dividir o que não está unido. Babilónia tinha três partes, e quais eram elas? Iremos ver, a seguir, uns versículos para ali encontrarmos a resposta: - (V.13)- “E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos semelhantes a rãs. (14)- Porque são espíritos de demónios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-poderoso” – Apocalipse 16.

19 de janeiro de 2012

O RIO EUFRATES e BABEL

O que é o rio Eufrates ou o que ele representa? Para que possamos apreender todo o seu significado, iremos ver Apocalipse 17. Vejamos, desde já o v.1: - E veio um dos sete anjos que tinham as sete pragas; e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas. Aqui estão assinaladas duas realidades: 1ª- Uma grande prostituta; 2ª- Esta está sentada sobre muitas águas. Ora, o que representa, para já, uma mulher, na Bíblia? Claro, uma Igreja – cf. Isaías 54.5; Jeremias 6.2; 31.32; II Coríntios 11.2; Efésios 5.23,25. Esta, por sua vez, pode ser pura ou prostituta – que, neste caso, representa esta última designação; uma Igreja apóstata, adultera, que se corrompeu, que fornicava com os reis da Terra - Jeremias 3.6,20; Ezequiel 23.2,3,5,7,22. Na verdade, em lugar de permanecer fiel ao seu marido – Cristo – esta entrega-se aos reis e a quem passa. Em lugar de utilizar o nome do marido – Cristo – visando a conversão das pessoas, utiliza a força do Estado para que, coercivamente, as pessoas venham para a Igreja, para acatarem o que ela ensina.
Esta prostituta não é uma simples prostituta, pois é chamada – “grande prostituta”! Como é que se chama esta mulher? O texto bíblico o revela: - “E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilónia, a mãe das prostituições e abominações da terra” – Apocalipse 17.5. Afinal, esta tem um nome já nosso conhecido e muito familiar – “Babilónia, a mãe (…)”. Esta Babilónia é, segundo o texto “a mãe das prostituições e abominações da terra”. Não esqueçamos de algo elementar, mas de extrema importância, ou seja: - será que uma mulher poderá ser mãe sem ter tido filhos? A resposta é, como será de esperar, não. Para nos certificarmos de tal realidade bastará, para o efeito, ler estes textos: - (V.20)- “Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensina e engana os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria. (21)- E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu. (22)- Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras” – Apocalipse 2.
O início do capítulo 17 dá-nos a conhecer que esta mulher tem uma relação muito íntima com um elemento – a água. Aqui é dito que ela senta-se sobre “muitas águas”. Estas águas, na verdade, o que significarão? Babilónia antiga, como sabemos, repousava sobre o rio Eufrates literal. Segundo o texto bíblico estas “muitas águas” significam: “(…) povos, multidões, nações e línguas” – v. 15. Assim sendo, Babilónia espiritual, do tempo do fim está sentada, por analogia, sobre: “povos, multidões, nações e línguas”. Segundo Apocalipse 17 podemos ver as três partes que compõem esta Babilónia espiritual: 1ª- Os reis da Terra; 2ª- a Besta, ou seja, a mãe; 3ª- o Falso profeta, ou imagem da besta o, por outras palavras – as filhas. Todos estes elementos estarão unidos pelo espiritismo, em rebelião aberta contra Deus, contra a Sua Igreja, contra remanescente desta.
No passado, o criador de Babilónia e o impulsionador do projecto Babel foi, como vimos, Ninrode, que chegou a ser divinizado como deus-Sol, sendo ele próprio o elemento de união. No presente profético, na Babilónia espiritual, esta união será consolidada devido à existência de uma particularidade inerente a estes três poderes – o Domingo. O que irá impor esta coligação político-religiosa para atingir os seus objectivos? Claro, impor uma marca, um selo identificador e galvanizador das diferentes partes – a marca da besta – Apocalipse 13.16. E o que a representará? Sem sombra de dúvida, o dia do Sol – o Domingo. Este será o ponto central da rebelião da criatura em relação ao seu Criador. A exemplo de Ninrode, cujo nome significa: rebelião. Este, na qualidade de deus-Sol, unindo Babilónia para lutar contra Deus para que possa incutir na criatura uma solução totalmente humana para os seus pecados e alcançar, desta forma, o céu. Da mesma maneira, no tempo final, Babilónia unir-se-á em rebelião contra Deus pela imposição da sua marca como dia de repouso. Na verdade, o deus-Sol não é, de modo algum, o verdadeiro Deus. Que o dia do Sol não e, igualmente, o verdadeiro dia de guarda. Deus revelou que é no 7º dia da Criação – o Sábado – em que toda a criatura O deverá adorar, como Deus verdadeiro e Criador. Quem não aderir a este campo estará, por exclusão de partes, no lado do inimigo de Deus – em Babilónia – contra o qual os juízos de Deus serão terríveis – cf. Hebreus 10.31; 12.29.
A Babilónia dos últimos dias, a exemplo do passado, não só construirá também a sua torre, como também enganará quase todo o mundo. Na verdade, o que ensina Babilónia? Porque foi construída, no

17 de janeiro de 2012

VITORIOSOS EM CRISTO

 Introdução: Temos a impressão que ainda agora começámos este Seminário sobre o Apocalipse, e já chegámos ao último tema.
O Apocalipse deixou de ser um livro enigmático, para se tornar um livro aberto à esperança e à certeza que Deus nos ama e que tem um plano maravilhoso para cada um de nós.
O assunto de hoje, trata da justificação pela fé, ou justificação por Jesus. Quando uma pessoa vive a experiência da justificação, transporta uma prece: “Ora vem, Senhor Jesus.” É meu sincero desejo que esta oração seja fervorosa no seu coração!
1- Como obter a justiça de Cristo?
Romanos 3:22.
2- Poderão as obras contribuir para a minha salvação?
Efésios 2:8-9.
3- Então o que realiza em mim a justificação em Cristo?
Romanos 3:24-25.
Nota explicativa: A salvação consiste em três partes: 1) a justificação, 2) a santificação e 3) a glorificação. A justificação limpa todos os pecados, o pecador é justificado pelos méritos de Cristo e visto por Deus como se nunca houvera pecado.
4- Que devo fazer para receber a justificação, ou o perdão dos meus pecados passados?
I São João 1:9.
Nota explicativa: Quando confesso os meus pecados, Deus perdoa todas as minhas transgressões passadas e me justifica de toda a iniquidade. Este milagre é instantâneo. Deus acolhe-me imediatamente no meio dos justos. A justificação liberta-me naquele preciso instante de todas as consequências dos meus pecados praticados.
5- Que outro nome é dado à justificação?
São João 3:3.
Nota explicativa: É chamado “novo nascimento”. Assim chamado, porque, depois da justificação, não tenho passado, como uma criança que nasce, inicia a experiência da vida. Do mesmo modo o

16 de janeiro de 2012

PROFECIAS BÍBLICAS

Muitos não gostam de estudar as profecias bíblicas por temerem o que elas revelam, por não entenderem ou porque simplesmente parece tudo muito complexo e distante de nossa realidade. Não é assim em relação à profecia da sucessão dos reinos dominantes do mundo, descrita no capítulo 2 do livro do profeta Daniel. Depois de orar a Deus e pedir sabedoria e entendimento, Daniel revelou ao rei babilónico Nabucodonosor o sonho da estátua que ele teve e sua fiel interpretação. O resultado é que, comparando a explicação de Daniel, com a história, é possível perceber um claro cumprimento profético exatamente da forma como Deus havia esclarecido ao temente homem de Deus.
"Tu, ó rei, estavas olhando e viste uma grande estátua. Esta estátua, que era grande e cujo resplendor era excelente, estava em pé diante de ti e a sua aparência era terrível. A cabeça da estátua era de ouro fino, o seu peito e seus braços de prata, o seu ventre e as suas coxas de bronze, as suas pernas de ferro, os seus pés em parte de ferro e em parte de barro. Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mãos, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou". Daniel 2:32-34. Bíblia Sagrada - Edição Contemporânea.
CABEÇA DE OURO (BABILÓNIA) - O chamado I Império Babilónico (que segundo historiadores unificou a região da Mesopotâmia - hoje Iraque e redondezas) teve início em 1792 a.C. sob o comando de Hamurabi e durou até 1513 a.C. com a destruição de Babilónia empreendida pelos hititas. A partir de 614 a.C., é restaurado o poderio babilónico através do II Império comandado por Nabucodonosor II que finda em 539 a.C. com a derrota para os medo-persas.
PEITO DE PRATA (IMPÉRIO MEDO-PERSA) - Em 539 a.C. conquistou os babilónicos sob comando de Ciro, chegaram a incorporar o Egito, mas sua força não foi como a de Babilónia. Ou seja, a prata é valiosa mas não tanto quanto o ouro. O Império Medo-Persa entrou em declínio no ano de 331 a.C.
VENTRE DE BRONZE (GRÉCIA) - A partir desta data a liderança de Alexandre, o Grande, o

14 de janeiro de 2012

O VATICANO E O ISLAMISMO NO CONTEXTO PROFÉTICO

Vários leitores têm protestado fortemente contra a minha sugestão de que Obama poderia favorecer a expansão do Islão nos EUA. O seu raciocínio é que Obama é um cristão, não um muçulmano. Alguns chegam a afirmar que Obama nunca teve qualquer ligação com muçulmanos na sua vida e, consequentemente, ele não tem nenhuma razão ou desejo de facilitar a expansão do Islão na América. Essa alegação é negada por várias evidências a serem apresentadas em breve. Mas a questão na minha mente não é se Obama teve ligações muçulmanas no passado ou que tenha tendências muçulmanas hoje. Afinal a América é uma sociedade multi-cultural que pode legitimamente eleger um presidente muçulmano, judeu ou católico.
Será que Obama vai promover a expansão do Islão nos EUA?
De uma perspectiva profética, a nossa preocupação não é investigar a prática religiosa de Obama, por si só. Afinal Obama tem o direito de professar qualquer religião que escolher. Pelo contrário, a nossa preocupação é ver se durante os próximos quatro anos da administração Obama, a presença e poder muçulmano crescerá significativamente nos Estados Unidos, assim como a influência católica cresceu enormemente durante os últimos oito anos da administração Bush.
A Influência Católica durante o Governo Bush
No boletim 208 discuti longamente a expansão da influência da Igreja Católica durante a administração Bush. Escrevendo para o The Washington Post David Burke oferece este bom resumo: “Este presidente protestante [Bush] cercou-se de intelectuais católicos, escritores de discurso, professores, padres, bispos e políticos. Estes católicos – e a sua doutrina social católica – têm ao longo dos últimos oito anos moldado os discursos, políticas e legado de Bush, a um grau talvez sem precedentes na história dos EUA.
“Bush também colocou católicos em papéis proeminentes no governo federal, e contou com a tradição católica de fazer um caso público para tudo, de sua iniciativa com base na fé à legislação anti-aborto. Ele casou a intelectualidade católica com a experiente política evangélica para forjar uma poderosa coalizão eleitoral.” (The Washington Post, 13 de abril de 2008).
Para uma discussão e documentação do crescimento da influência da Igreja Católica durante a administração Bush, leia o boletim 208 (http://www.biblicalperspectives.com/endtimeissues/et_208.htm) “Será que o presidente Bush se converteu ao catolicismo?
Será que a besta semelhante a um cordeiro de Apocalipse 13 será habilitada tanto pelo Papado como pelo Islão?
Se Obama irá facilitar o crescimento da presença e poder dos muçulmanos na América, como Bush fez com o catolicismo, então podemos ver como a besta semelhante a um cordeiro do Apocalipse 13, que a Igreja Adventista identificou como a América, será habilitada, tanto pela Papado como pelo Islão a opor-se ao verdadeiro povo de Deus.
No devocional de 2008, O Evangelho de Patmos, o professor Jon Paulien escreve: “Há algo de cordeiro sobre o animal quando ele aparece pela primeira vez [EUA], mas a sua oposição ao dragão desaparece e com o tempo ele começa a falar como um dragão. A besta da terra passa a ser o articulador decisivo no cenário mundial, trazendo uma unidade mundial no fim dos tempos, em oposição ao verdadeiro povo de Deus (Ap 13:12-18).

12 de janeiro de 2012

OBAMA RELEMBRA O CHAMADO PARA ORAÇÃO ISLÂMICA

Obama relembra com carinho o chamado para a oração noturna. Numa entrevista de 2007 ao New York Times, intitulada “Obama, um homem do mundo”, Obama lembrou com carinho a chamada para a oração noturna islâmica como “Um dos sons mais bonitos na Terra do sol”. Segundo o artigo, “Obama passou a recitar as linhas iniciais com um perfeito sotaque árabe:”Allah é Supremo! Allah é Supremo! Allah é Supremo! Allah é Supremo! Eu testemunho que não há nenhum deus além de Allah! Eu testemunho que não há nenhum deus além de Allah! Eu testemunho que Maomé é seu profeta!”
É difícil compreender como um cristão genuíno poderia dizer: “Allah é supremo e não há nenhum deus além de Allah.” É evidente que Obama ainda encontra sentido na sua tradição religiosa islâmica. (http://www.christiannewswire.com/news/558288452.html)
A Declaração de Obama “A minha fé muçulmana”: Em 05 de setembro de 2008, numa entrevista ao vivo a rede de televisão ABC, com o comentarista político, George Stephanopoulos, Obama pronunciou a frase “Você está absolutamente certo de que John McCain não falou da minha fé muçulmana”. Apesar da frase “A minha fé muçulmana” ter sido explicada como um deslize verbal, talvez ela possa refletir uma persistente atração subconsciente de Obama pela herança muçulmana. http://sooshisoo.wordpress.com/2008/09/07/obama-on-abc-news-my-muslim-faith/)
Obama acredita que existem muitos caminhos para a Salvação. Os comentários mais extensos já oferecidos por Obama sobre a sua fé vieram na entrevista de 2004 ao Chicago Sun-Times. Quando perguntado sobre o que ele acredita, Obama disse: “Eu sou um cristão. Estou enraizado na tradição cristã. Eu acredito que existem muitos caminhos para o mesmo lugar, e isso é uma crença de que existe um poder maior, uma crença de que estamos ligados como um povo. Que existem valores que transcendem raça ou cultura, e que nos movem para a frente, e há uma obrigação de todos nós, tanto individualmente como coletivamente de assumir a responsabilidade de tornar tais valores vividos. “(http://www.wnd.com/index.php?pageId=78757)
A crença de Obama de que existem muitos caminhos para o mesmo lugar, é contrária às afirmações bíblicas, como a encontrada em João 14:6: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida: ninguém vem ao Pai, senão por mim.”
A campanha de Obama tinha um Diretor de Divulgação para os muçulmanos. Eu nunca ouvi a mídia dizer que Obama designou um Diretor de Divulgação para os muçulmanos. No entanto, segundo Jim

A PARCERIA ENTRE O VATICANO E O ISLÃO

Neste ponto a questão que precisamos considerar é a seguinte: o Papado e o Islão desenvolverão uma parceria que irá capacitar os Estados Unidos, a besta semelhante a um cordeiro de Apocalipse 13 a opôr-se ao povo de Deus? À primeira vista, este parece ser um cenário impossível, porque, historicamente, o Islão e o Papado foram inimigos violentos que lutaram pelo controlo dos territórios do império romano. O Islão engoliu a maioria dos países cristãos, incluindo a ala oriental do Império Romano, restringindo a influência do papado a alguns países ocidentais.
Na época da Reforma, os muçulmanos estavam mais dispostos a empunhar a espada contra os católicos do que contra os protestantes, porque os católicos veneravam as imagens de Jesus, dos santos e de Maria – uma prática abominável, especialmente para os muçulmanos. A veneração das imagens católicas permaneceu a mesma, mas a sua política em relação ao Islão mudou radicalmente nos últimos anos.
O entendimento de Lutero e Calvino sobre o Islão e o Papado
A compreensão de Lutero e Calvino, sobre o islamismo e o Papado como sendo os dois aspectos do poder do Anticristo predito em Daniel e Apocalipse. Foi defendida até mesmo por Jonathan Edwards, o primeiro presidente da Universidade de Princeton e um dos mais respeitados teólogos norte-americanos.
No seu livro A História da Obra da Redenção, Edwards escreveu: “As duas grandes obras do diabo que operavam contra o Reino de Cristo eram…Seus reinos anti-cristãos (Romano ou papal) e maometano (muçulmano ou islâmico), que foram e ainda são, dois reinos de grande extensão e força. Os dois juntos engoliram o antigo Império Romano, o reino (papal) do Anticristo engoliu o Império do

11 de janeiro de 2012

É o Deus do Alcorão o mesmo Deus da Bíblia?

A diferença entre o ensino do Alcorão e da Bíblia não se limita à doutrina da salvação, mas inclui a própria compreensão de Deus. Na verdade, todas as crenças e práticas distintas do Islão e do Cristianismo, derivam de seus respectivos entendimentos a respeito de Deus. Notamos que o papa está tentando construir uma nova parceria com os muçulmanos afirmando que eles adoram o mesmo Deus de Abraão adorado pelos católicos.
Na minha leitura, descobri que esta visão é abraçada por inúmeros líderes e estudiosos de diferentes credos. Por exemplo, os secretários do episcopado europeu reuniram-se em Istambul, na Turquia, durante cinco dias em junho de 2002 para discutirem a relação entre o Islão e o cristianismo. A suposição é que, reconhecendo a Deus, o Deus retratado no Corão, como sendo essencialmente o mesmo que Elohim / Yaweth, o Deus revelado na Bíblia, é possível desenvolver uma relação de compreensão e aceitação mútua entre o Islão e o cristianismo.
Está esta suposição correta? Uma comparação cuidadosa entre o Deus do Alcorão e o Deus da Bíblia, mostra claramente que os dois deuses são radicalmente diferentes. Apesar do nome árabe Allah

10 de janeiro de 2012

O SONHO DE NABUCODONOSOR - DANIEL 2

(Daniel 2:28 a 35)
Foi mostrada a Nabucodonosor uma estátua, grande e resplandecente, cujo aspecto era terrível. A cabeça era de ouro, os peitos e braços de prata, o ventre de cobre, as pernas de ferro e os pés eram bastante frágeis, pois eram em parte de barro e ferro.
Estando ainda o rei olhando com espanto, uma pedra deslocada sem o auxílio de mãos chocou-se contra os pés da estátua e a esmiuçou reduzindo-a a pó. Veio então um forte vento e espalhou a poeira. A pedra cresceu e encheu toda a terra.
A Interpretação do Sonho

(Daniel 2:36 a 45)
CABEÇA DE OURO
Simbolizava o reino de Babilónia, com o seu rei Nabucodonosor. O reino da Babilónia permaneceu como um império mundial de 605 a.C. até 539 a.C.
Heródoto informa sobre o esplendor áureo da Babilónia de Nabucodonosor: No templo de Babilónia existe um segundo santuário abaixo, no qual está a grande imagem de Bel, toda de ouro em um trono dourado, sobre uma base de ouro e com uma mesa de ouro ao seu lado. Se dizia entre os caldeus que para fazer tudo isso se utilizaram mais de vinte e duas toneladas de ouro. Citado no livro Daniel, The Seer of Babylon, pág. 27.
PEITO E BRAÇOS DE PRATA
Simbolizava o império Medo-Persa, que teve como imperador a Ciro. Este império permaneceu de 539 a.C até 331 a.C.
A prata mencionada pela profecia representando a Medo-Pérsia, bem pode assinalar o facto de que esta nação usou este metal como valor no seu sistema tributário. Seus sátrapas pagavam em talentos de prata os seus tributos, com excepção dos hindus, que o faziam

8 de janeiro de 2012

O BEM E O MAL EM APOCALIPSE 12

As profecias de Daniel e de Apocalipse complementam-se. A base de todas as profecias é, como já referimos, a profecia de Daniel 2 – a estátua – onde é revelada a sucessão dos impérios no tempo longo. Na verdade, através desta profecia, sabemos onde encaixar as restantes profecias no tempo histórico. As de Apocalipse têm, de igual modo, que se enquadrar ou, se quisermos, encaixar, nas 7 diferentes partes do esquema da estátua de Daniel 2 que acima analisámos.

Neste capítulo encontramos, de uma forma esquemática o conflito entre o Bem e o Mal. No livro do profeta Daniel temos toda a panorâmica desde os dias do profeta até à 2ª vinda de Cristo. Aqui, neste capítulo, encontramos todas as fases desta – Grande Controvérsia – entre estas duas mesmas entidades – o Mal e o Bem – desde o seu início, no Céu, até ao tempo da guerra final contra a verdadeira Igreja de Deus nos últimos tempos. Assim, em Apocalipse 12, qual é a primeira parte, ou fase, deste conflito entre o Bem e o Mal? Vejamos: - “Houve batalha no céu (…)” – v.7. Afinal, onde começou esta guerra? No Céu. E quem foi o vencedor? Claro, Cristo. Assim, se Jesus foi vitorioso, desde o princípio, certamente que também será no tempo do fim. Perante esta realidade, o que é que o ser humano terá que fazer? Sem dúvida que, para sermos vencedores, basta unir-nos ao vencedor, não ao vencido. Portanto, a nossa opção é tremendamente fácil, pois esta não depende de ninguém a não ser de nós próprios.
Continuemos a examinar o texto deste capítulo – (v.7)- “Houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão; e batalhava o dragão e os seus anjos. (8)- Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. (9)- E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele” – Apocalipse 12. Qual é a primeira grande etapa desta Grande Controvérsia? É, como já dissemos, a que teve lugar, no princípio, no Céu. E onde será, neste contexto, a seguinte etapa? Vejamos o v.1: - “E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça”. Ela terá lugar nesta Terra, com a Igreja verdadeira de Deus, como iremos ver. O que representa, biblicamente falando, uma mulher? Claro, representa uma Igreja. A nossa informação, como sempre, é a própria Palavra de Deus, pois ela interpreta-se a si mesma o confirma, quer no Antigo Testamento, quer no Novo Testamento – II Coríntios 11.2; Efésios 5.21-23.
Esta mulher estava “vestida do sol”. Mas, o que poderá representar este “sol”? Este representa, sem dúvida, a pessoa de Jesus Cristo, ou o Novo Testamento, porque Cristo é “(…) o sol da justiça (…)” – Malaquias 4.2. Por esta razão é que o povo de Deus constitui os “filhos da luz” – Lucas 16.8; I Tessalonicenses 5.5. O texto continua dizendo que tem “a lua debaixo dos seus pés”. O que é que dá testemunho de Jesus, que é, na verdade, o Seu reflexo? A Sua Palavra – a Bíblia – pois desta disse