13 de dezembro de 2010

A PRIMEIRA TROMBETA DO APOCALIPSE

Introdução:
Durante o tempo de provação a ira/zelo de Deus é sempre temperada, ou misturada, com misericórdia. Assim o profeta Habacuque ora: “Na ira Lembra-Te da misericórdia.” Hab. 3:2. A ira de Deus em ser acompanhada de misericórdia só é derramada quando a misericórdia houver cumprido a sua obra, e o mal atingido o limite, não havendo mais remédio (Gén. 6:3; 15:16; 19:12,13; 2ª Crón. 36:16; Mat. 23:37,38; Luc. 19:42-44; 2ª Ped. 2:6; Judas 7).
1. No seguimento dos sete selos, sob que símbolo foi mostrada ao Apóstolo João as sensacionais séries de eventos que se iria seguir?
Rª: “E, HAVENDO aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu, quase por meia hora.
E vi os sete anjos que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas.” Apoc. 8:1-2.
Nota explicativa: É verdade que João não apresenta estes “sete anjos”, mas tem o cuidado de dizer e com isso esclarecer de que são os “que estavam diante de Deus”. Estes sete anjos estão preparados para anunciar castigos ou juízos de Deus que estão para acontecer.
Estas trombeta antecedem e dão conhecimento do Julgamento. Podemos estabelecer uma série de comparações entre as sete trombetas e os sete selos, aliás, são abrangidos pelas respectivas cenas do santuário e fim do tempo. (CLICAR PARA VER O POWER POINT)
Outra curiosidade, que não será acidental trata-se da forma como estão organizados em grupos de quatro e de três. Os quatro primeiros selos forma um grupo – os quatro cavaleiros do Apocalipse. Veja Apocalipse 6:2-8. As últimas três trombetas também forma um grupo, os três medonhos ais. Ver Apoc. 8:13 a 9:21; 11:14-18. Além disso, quatro anjos sustentam os quatro ventos entre o sexto e o sétimo selos, por outro lado, quatro anjos são vistos atados junto ao rio Eufrates sob a sexta trombeta. Ver Apoc. 7:1-3; 9:14,15.
Existem igualmente interessantes contrastes. Os quatro anjos que seguram os quatro ventos, nos sete selos, recebem a instrução de segurá-los, de modo a retardar o juízo. Ver Apoc. 7:3. Mas os quatro anjos amarrados junto ao Eufrates na sexta trombeta, são libertos para que possam infligir juízos. Capítulo 9:14,15. Sob o sétimo selo ocorre “silêncio no Céu”. Capítulo 8:1. Sob a sétima trombeta, a coroação de Cristo é aclamada por “grandes vozes”.
2. Que acontece antes que o primeiro anjo toque a sua trombeta?
Rª: “E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos, sobre o altar de ouro, que está diante do trono.” Apoc. 8:3
Nota explicativa: “outro anjo”, quer dizer, não um dos sete anjos que têm as trombetas. Estes textos e cena levam-nos ao Antigo Testamento, ver (trono) Êxodo 30:1-10; (incensário) Levíticos 10:1; as orações, o quadro apresenta o anjo que coloca incenso juntamente com as orações dos santos à medida que estas ascendem ao trono de Deus. A cena descrita pode entender-se como símbolo do ministério de Cristo a favor do Seu povo (Rom. 8:34; 1ª João 2:1). Cristo, como intercessor, acrescenta os Seus méritos às orações dos santos, que por este meio tornam-se aceites ante Deus.
3. Que cena surpreendente acontece a seguir?
Rª: “E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terramotos.” Apoc. 8:5.
Nota explicativa: Opera-se uma alteração repentina na cena de intercessão. Uma vez mais o anjo enche o incensário com fogo, mas não acrescenta incenso.
Nota explicativa: “e o lançou por terra”, o significado deste acto é importante para a compreensão do que se vai seguir ao soar as trombetas. Podem apresentar-se duas interpretação a) Segundo o ponto de vista dos Adventistas do Sétimo Dia, a cessar do ministério do anjo junto ao altar de incenso simboliza o fim do ministério de Cristo em favor da humanidade, ou seja, o fim do tempo da graça. As vozes, trovões, relâmpagos e terramotos sucederão no fim da sétima trombeta, depois da abertura do templo (11:19), e a sétima praga, quando sai uma voz do tempo e declara: “Está consumado” (16:17), b) O outro ponto de vista, ainda que concorde com o anterior, mas destaca o facto de que as orações dos santos ascendem e estas estariam de acordo com as orações dos mártires durante o quinto selo (Apoc. 6:10). Ou seja, estas orações não são só as dos mártires mas também as orações dos filhos de Deus que sofrem horrores descritos na abertura dos selos. Desta forma, quando as orações do cap. 8:3 estariam incluídas no conjunto dos selos, a acção do anjo que lança o incensário com fogo sobre a terra sem acrescentar incenso pode considerar-se como um símbolo de que as orações são aceites. Elas são aceites (6:11) mas a resposta não é cabal, por isso é-lhes dito: esperem até que se cumpra o número dos mártires. Agora chega a verdadeira resposta às suas orações. A ira de Deus contra os perseguidores do Seu povo não será retida indefinidamente.
4. Sob que figura é descrita a trombeta?
Rª: “E o primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva, e fogo misturado com sangue, e foram lançados na terra, que foi queimada na sua terça parte: queimou-se a terça parte das árvores, e toda a erva verde foi queimada.”
Nota explicativa: A imagem da trombeta é particularmente sugestiva. A palavra grega (salpigx), que nas nossas Bíblias é traduzida geralmente por trombetas, o hebraico traduz (schofar). Trata-se de um chifre de carneiro que era utilizado em ocasiões solenes como a guerra e o julgamento. Os sacerdotes tocaram o schofar na conquista de Jericó (Josué 6:4,6,8,13) para anunciar a vitória, e também a festa das expiações (Lev. 25:9) para proclamar o grande dia do julgamento de Deus.
Até ao presente, o som do schofar era esporádico. Um toque de schofar antes das cartas às Igrejas (Apoc. 1:10) e um outro toque de schofar antes dos selos (Apoc. 4:1). Presentemente, o som do schofar ressoa através de toda a história vista pelo pela profecia. Como as orações que ascendem em todo o momento. Esta associação do schofar e da oração coloca-nos na atmosfera da festa chamada “das trombetas”. É a festa que segue ao Pentecostes. Foi celebrada no primeiro dia do sétimo mês (Tichri: Setembro/Outubro) do calendário hebreu (Lev. 23:23-25). Ele torna-se o dia do ano judeus (Roch hachanah).
Durante dez dias, ao som das trombetas, os israelitas devem preparar-se para a festa da Expiação (o décimo de Tichri). Cada manhã, os selihot (os pedidos de perdão) são recitados, ao centro do pedido de perdão é repetido o texto dos treze atributos da misericórdia de Deus (Êxodo 34:6,7). A leitura da torah é retirada do texto do nascimento e do sacrifício de Isaque que transmite à festa uma nota positiva; Deus lembra-Se e exalta as orações impossíveis (Gén. 21 e 22).
No contexto do Apocalipse, a evocação da festa das trombetas enriquece a profecia e enche de esperança os que oraram, confiaram e pediram perdão, a esperança é o clímax do julgamento, a sentença é proferida para os que tiveram confiança Abraão houve um cordeiro, para os fiéis há um cordeiro (Cristo), mas as trombetas é um apelo ao arrependimento.
Ouça a trombeta a chamar.
A SEGUNDA TROMBETA DO APOCALIPSE E SEGUINTES (CLICAR)

1 comentário:

Manuel Portugal Pires disse...

22-23/Setº/2017 - Trombetas ...